sábado, setembro 17, 2011
QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO....
segunda-feira, outubro 19, 2009
MAIS FALÁCIAS DO REINO DO UMBANTIMBÓ
Saindo rapidamente do meu ostracismo, mesmo porque não estou, realmente, muito afim de ficar perdendo meu tempo com o "movimento umbandista".O Sr. Yabauara (Luiz Carneiro), escreveu em seu feudo, chamado "Lista Apometria e Umbanda":
Olhando especificamente para a Escola Esotérica e Iniciática, a qual Pai Rivas é seu legítimo condutor por ordens diretas de Pai Guiné e Mestre Yapacany (Pai Matta), observamos como alguns pseudo-seguidores dessa Escola têm insistentemente de forma direta ou indireta evocado para si próprios a pecha de responsáveis pela continuidade da Raiz de Guiné, como se ela estivesse perdida ou abandonada. Ao contrário do que esses incautos afirmam, a Escola Esotérica/Iniciática está ativa, em plena vida, revista e revigorada na Escola de Síntese fundada por Mestre Arhapiagha(Pai Rivas). Para fundamentar o exposto, Pai Rivas apresentou diversos documentos e textos escritos com a própria letra do Pai Matta confirmando o seu nome iniciático, as entidades que atuam na sua faixa vibratória e – anos depois – o documento que dá plenos poderes ao Mestre Arhapiagha no âmbito teórico e prático para representá-lo em nível nacional e internacional. O vídeo apresenta os documentos de forma clara e objetiva. Basta assistir e conferir.
Infelizmente, o teatro do pronunciamento não prova aboslutamente nada, já que ninguém pode garantir que aqueles documentos realmente foram assinados por Pai da Matta. Quanto ao carimbo de firma reconhecida que podemos ver em tais documentos, em especial aqueles publicados em muitos livros de Rivas Neto, sugiro ao curiosos e buscadores da verdade que façam como eu: vá ao cartório ali indicado e peça para ver o cartão de assinatura de "Woodrow Wilson da Matta e Silva". Depois disto, tire suas próprias conclusões.
É por demais fácil ficar creditando coisas à pessoas mortas, já que elas não podem desmentir ninguém.
O que eu não entendo neste papo todo é o motivo que Rivas Neto tem para não colocar na internet o famoso vídeo da transmissão do Comando Vibratório da Raiz de Guiné, aquele que ninguém nunca viu. Sinceramente, no dia em que eu colocar os olhos nesta filmagem e ouvir, nitidamente, da boca do Velho Matta, a transmissão de Comando, serei o maior divulgador das idéias de Rivas Neto, fã de carteirinha mesmo e chamarei todos os antigos Mestres da Raíz de metirosos, já que ouvi de mais de um que esta tramissão nunca existiu.
Além disto, como já expus fartamente neste espaço, o próprio Pai da Matta diz que o Astral não o autorizou a deixar sucessores. Isto está escrito em uma das obras dele. Se alguém estiver interessado, basta procurar aqui no blog a referência.
Por fim, exceto Rivas Neto, não conheço nenhum outro que se arvora sucessor e responsável pela continuidade da Raiz de Guiné, mesmo porque, com todo o estado de coisas em que se transformou o "movimento umbandista", com todo este comércio, mentiras, falsidades de "líderes" e outros por ai, estou querendo é distância desta podridão toda, em especial a tudo que diz respeito à Rivas Neto e os seus.
Os Mestres da Raíz de Guiné, aqueles que foram coroados por Matta e Silva, se acovardaram após a morte de Mestre Yapacani, deixando a coisa ao "Deus dará", o que resultou em tudo isto que vemos hoje em dia.
Enfim, "movimento umbandista" e "rótulos" não são mais minha praia e nem meus problemas. Preferi ficar com a Umbanda.
No mais: PUTZ!!!, Rubens Saraceni, perdeu mais uma para o Rivas Neto na Justiça? Cara, aprenda comigo: só demande, seja na justiça criminal ou cível, quando tiver absoluta certeza de vencer e chutar alguns rabos, fora isto, não se aventure.
Até qualquer outra hora.
terça-feira, maio 12, 2009
CANSADO...REALMENTE CANSADO
Sabe quando você tem uma péssima noite, que acorda pela manhã sentido-se cansado, com aquela sensação horrível de que tem areia em seus olhos e com o corpo pedindo, insistentemente cama? Você levanta mau humorado, enjoado, sem entender o motivo pelo qual ainda não ganhou sozinho na megasena, para que não precisasse nunca mais trabalhar quando amanhecesse neste estado?É exatamente assim que me sinto em relação ao movimento umbandista, em especial no que diz respeito a estar enjoado. Ou seria enojado mesmo?
Com certeza, "enojado" traduz melhor o que sinto todas as vezes que abro meus emails e vejo esta briga, que mais parece coisa de moleques de rua e não de homens com mais de cinquenta anos, entre Saraceni e Rivas Neto. Todas as listas que falam de Umbanda, não importando o seu tamanho, sofrem, diariamente, com as infinitas réplicas e tréplicas, em especial vindas da parte do Sr. João Carneiro, relações públicas de todas as siglas inventadas pelo Mestre da Vila Alexandrina.
Como no passado, os membros da OICD tratam as listas como o quintal de suas casas.
Acreditam, realmente, que toda a comunidade umbandista esteja muito interessada nas "notícias alvissareiras", em ler centenas de vezes o nome de Rivas Neto (e suas "proezas") e, pior, o discurso hipócrita e vazio que parte de todos os seus discípulos.
A palavra que mais se lê, depois do nome de Rivas Neto, claro, nos emails desta turma é "ética".
Mas, sinceramente, não vejo ser ético censurar alguns participantes em uma lista de discussão enquanto seus "maninhos" escrevem o que querem, na hora que querem, sem nenhum tipo de moderação, enquanto aqueles que têm opiniões contrárias aos interesses da OICD/FTU são atacados e vilipendiados em suas listas.
Ética, é trazer à público uma questão jurídica já resolvida, que ocorreu há exatos sete anos atrás? Um inquérito policial que resultou apenas em papelada e gasto de dinheiro público e que, no muito, entra como um capítulo BIZARRO desta guerra imbecil travada entre os dois "líderes" umbandistas.
O mais engraçado, porém, é o Sr. João Luiz Carneiro vir á público dizer que é importante para a comunidade umbandista discutir este assunto, como se esta briga de comadres entre seu mestre e Saraceni, realmente, interessasse a alguém exceto eles próprios. A razão para ressuscitar este assunto é desacreditar Saraceni, atacar a sua pessoa, no que pese a falsidade e hipocrisia de Carneiro em dizer que não discute pessoas.
Aliás, uma coisa marcante no discurso de Carneiro além, é claro, da prolixia, é o uso recorrente de falácias, dentre elas:
Pergunta capciosa: "Você tem alguma coisa contra a Umbanda Esotérica, Cumino?". A pergunta funciona como uma armadilha para quem responde. Qualquer resposta que der a isto será, obviamente, usada contra o argumentador.
Apelo a autoridade: vive a citar nomes de escritores famosos para justificar suas idéias, como se eles tivessem dado a última palavra sobre qualquer assunto.
Ataque pessoal: referindo-se à condição de Cumino como sacerdote e aos cursos que promove de forma jocosa.
Falácia do espantalho: ao ser questionado sobre as claras contradições entre o que escreveu e o que pratica Rivas Neto, Carneiro ignora isto e ataca o ponto mais fraco da argumentação de Cumino, ou seja, a questão dos nomes "Yori" e "Yorimá". É exatamente disto que se trata tal falácia: ataca-se um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor.
Múltiplas perguntas: consiste em confundir o adversário com várias perguntas de modo a que não seja possível uma única resposta, ou levando-o a contradizer-se. É exatamente isto que Carneiro está fazendo há dias com Cumino.
Melhor parar por aqui, porque se continuarmos, com certeza, vamos conseguir enquadrar todo o discurso de João Carneiro, praticamente, em todo o guia das falácias. Aliás, dele e de seus irmãos da OICD/FTU.
O que é certo é que esta guerra idiota entre Rivas e Saraceni já encheu o saco. Poderiamos reviver aqueles antigos duelos com pistolas à dez passos ou combate com florete, não é mesmo? Como um pouco de sorte, nos veríamos livres desta "guerra do cem anos" instituida na Umbanda por este dois.
domingo, maio 10, 2009
ENÉSIMO ROUND
E segue-se a luta, senhoras e senhores...Há dez anos assistimos a luta entre Rubens Saraceni e Rivas Neto. Ano a ano alternam na vantagem dentro do combate, alguns períodos de armistício são visíveis, mas o retorno às hostilidades sempre é impactante.
No seu último pronunciamento, como já registramos aqui, Rivas Neto veio como um rolo compressor para cima de Saraceni e seus seguidores, em especial Alexandre Cumino e Jorge Scritori. O mestre da Vila Alexandrina, ressucitou um inquérito policial aberto em seu desfavor por Saraceni no ano de 2002, onde constaram como testemunhas seus dois discípulos.
Apesar de afirmar várias vezes que não queria fomentar o assunto, que tocava novamente na questão, após tantos anos, para mostrar como é vítima de "perseguição", Rivas Neto, aquele que prega a "paz mundial", determinou que seu discípulo Araobatan disponibilizasse para consulta pública peças do extinto processo policial.
A intenção por detrás disto é, claro, desmoralizar Saraceni e seus discípulos mais próximos. Não há lógica alguma de se colocar novamente em discussão um uma ação penal já extinta, que em nada modifica os rumos do trabalho de um ou de outro. A intenção por detrás disto é única e simplesmente a desmoralização pública à Rubens Saraceni, Alexandre Cumino e Jorge Scritori.
Por outro lado, é estranho ouvirmos de Arapiaga que poderia ter processado os envolvidos na denunciação caluniosa e não o fez por achar isto um deserviço à Umbanda e ao mesmo tempo explorar o episódoio ao seu favor em meio às listas de discussões. Afinal de contas, qual a relevância de um problema pessoal (que vai se estender pelo resto das encarnações destes dois) para a comunidade umbandista? No que isto é construtivo para a Umbanda? Qual a conclusão que Arapiaga, Araobatan, João Carneiro, dentre outros asseclas, querem levar os listeiros à chegar?
Esta atitude de Rivas Neto e os seus só comprova o que venho, diariamente, afirmando neste espaço: "paz mundial", "convivência pacífica", "tolerância irrestrita", são palavras jogadas ao vento sem nenhuma conotação prática da parte da OICD/FTU. Quando pregamos algo e nós mesmos não a praticamos, é um caso clássico de HIPOCRISIA.
Antes de pregar aos quatro cantos do mundo estes conceitos, Arapiaga deveria colocá-los em prática, dar o exemplo. Como pode ele pregar sobre "convivência pacífica", sendo que nunca a teve com Rubens Saraceni? Como falar, hipocritamente, sobre "paz mundial", se mantem uma verdadeira guerra contra seu desafeto?
Perguntas que, como sabemos, jamais terão respostas.
quinta-feira, maio 07, 2009
CARGA EXPLOSIVA
Ontem (05/04/2009) tivemos outro pronunciamento de Rivas Neto, tendo como tema "Magia Oracular". Pelo menos este era o pano de fundo.Na verdade, assistimos um pouco mais de trinta minutos sobre o tema e mais de uma hora de verdadeira "lavação de roupa suja" entre Arapiaga e Saraceni. Começou com Darwin e terminou em acusações, para dizer o mínimo, sérias, além de insinuações outras por parte do Mestre da OICD contra Saraceni. O que passamos a descrever foi o que ouvimos de Rivas Neto em seu pronunciamento.
Obviamente, não poderia faltar menção ao famigerado "Livro das Energias" e os erros conceituais expostos na obra de Saraceni e o fato deste último ter reconhecido os mesmos e retirado a obra de circulação. Houve menção, igualmente, a um inquérito policial aberto por Saraceni envolvendo Rivas Neto por conta de um site apócrifo que, em tese, atacava a honra do Mago das Velas.
O que aconteceu, porém, foi que Rivas Neto não tinha (ou não se conseguiu provar) nenhuma relação com o tal site difamatório e Saraceni foi obrigado a desistir da ação e ainda pedir desculpas, jogando a culpa em sua advogada. Nisto, sobrou para todo mundo: Rubens Saraceni, Alexandre Cumnino, Rogério Queiroz e Jorge Scritori.
Na sequência, Rivas Neto passa a fazer insinuações em relação à Rubens Saraceni, sempre as interrompendo de forma grave, afirmando que não era de sua ética, de sua postura como sacerdote, alimentar "este tipo de coisa". Que é um homem calmo, ponderado, paciente, praticamente um monge budista (quem não te conhece que te compre, Rivas...).
O reitor da FTU também diz, várias vezes, que tem conversas gravadas (hábito que eu também cultivo desde o início da minha militância pública no meio umbandista) com Saraceni e alguns de seus seguidores que poderiam ser, de certa forma, comprometedores. Obviamente, que estas gravações (se realmente existem) jamais virão à público, visto as consequências legais disto.
O arquivo de vídeo, com a íntegra do tal pronunciamento, ainda não foi disponibilizado no portal da FTU, mas com certeza haverá de ser nos próximos dias e colocaremos o link aqui no blog. Com certeza é um registro que todos os umbandistas devem assistir afim de constarem a quantas anda esta "Umbanda de Todos Nós".
O pronunciamento de ontem é apenas mais um capítulo desta guerra travada entre Saraceni e Rivas Neto por controle, poder e dinheiro dentro do movimento umbandista. Isto começou no início/meados dos anos '90 e, com certeza, não acabará tão cedo.
Apesar de Rivas Neto se colocar na posição de perseguido, de coitado, de magnânimo, não é bem assim. Ambos os lados têm culpa neste estado de coisa, visto que os ataques eram mútuos, em especial usando as listas de discussões. Os discípulos de Rivas Neto, assim como os de Saraceni, viviam (vivem) trocando farpas e acusações mútuas.
De toda forma, uma coisa é certa: se Saraceni ainda deve explicações à coletividade umbandista em relação ao "Livro das Energias", Rivas Neto deve mais ainda sobre os conceitos expostos em suas obras em relação ao Catimbó, Candomblé e outras manifestações religiosas afro-ameríndias-descendentes.
Sim, porque as contradições entre o discurso e a prática, como várias vezes colocamos neste espaço, são gritantes. Coisa que antes eram de "kiumbas", faz algum tempo não são mais.
Aliás, isto me faz lembrar que foi noticiado que a FTU contará com uma editora própria e que relançara a obra literária de Rivas Neto.
Será que coisas como "é pilantra mesmo" em relação à entidade Zé Pilintra, a condenação ao Catimbó/Encantaria, com seus Mestres de Linha, como o que há de "mais nefasto no mundo astral", assim como a postura de que o sacrifício de animais é desnecessário e só serve para alimentar as "hienas do baixo astral" continuarão nas obras de Rivas Neto?
Veremos no frontispício de "Umbanda - A Protosíntese Cósmica" algo do tipo "revista e multilada" e dentro uma "mea culpa" do Mestre da OICD, humildemente, se desculpando pelos conceitos expostos no passado e retificando as palavras do autor espiritual da obra, o Caboclo Sr. Sete Espadas?
Como diz o Sr. João Carneiro: serenamente, aguardemos...
É fato que haverá uma reação de Saraceni através do "Portal de Defesa da Umbanda" (www.pdu.com.br) e a quantidade de "TNT" aumentará consideravelmente. A partir de hoje os discípulos de Rivas e Saraceni travarão homéricas batalhas nas listas, as trocas de acusações, réplica e tréplicas infinitas se sucederão.
Toda esta guerra, no entando, não é somente por causa da Umbanda e nem por conta de cursos, workshops, colégios e faculdades.
É uma questão de EGO.
Como adolescentes, Rivas Neto e Saraceni estão em uma eterna medição do "tamanho do pênis", querendo definir quem é o mais "bem-dotado".
quarta-feira, maio 06, 2009
OUTRAS TROMBETAS SOAM: OS ATALAIAS ESTÃO VIVOS !!!
O texto abaixo é a transcrição literal do e-mail enviado à lista "Apometria e Umbanda" pelo Sacerdote Paulo Machado (com o qual não tenho nenhum parentesco) em resposta as reiteradas provocações disfarçadas de "diálogo" por parte do Sr. João Carneiro e outros elementos da OICD/FTU.Não há necessidade de escrever mais nada. O magnífico texto falar por si.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Salve, João e demais listeiros.
A situação se agrava cada vez mais, pois quanto mais vocês escrevem, mais se contradizem e depôem contra si mesmos.
Já repararam que o conteúdo dos e-mail´s de vocês é invariavelmente de teor agressivo, provocativo, onde não tem o menor pudor em julgar a obra alheia, e ainda desdêm da capacidade de julgamento e discernimento de todos os umbandistas e simpatizantes que buscam incrementar seus desenvolvimentos nos cursos oferecidos, tal qual vocês fazem na vossa faculdade.
Vocês não reparam que está óbvio para todos esta tentativa de desacreditar a obra alheia através de um estratagema simplório e imaturo, que o seu grupo tenta realizar através da provocação constante e do jogo de palavras, deixando claro o quanto vocês estão pecando em regras básicas de convívio fraterno, pois que abertamente não respeitam a "Diversidade" e nem tem maturidade emocional para qualquer tipo de "Diálogo" que não seja exatamente naquilo que acreditam.
Para você João, que parece não ter algo mais útil a fazer do que servir de porta-voz do teu líder, te tornaste muito crédulo meu irmão, pois não estás vendo o "papel" que estás te prestando, e nem o que está acontecendo no teu entorno, a partir de tuas próprias ações. Ficaste tão dependente da figura do teu mestre, que não és capaz de escrever uma mensagem sem resaltar o nome do mesmo. Este tipo de "Apologia" é perigosa, pois que em minha experiência como sensitivo detecto um tipo de obsessão, e é claro, uma tremenda carência e insatisfação pessoal.
Pergunto se o seu grupo já se retratou com as religiões alheias e com as linhas espirituais que ofenderam em suas obras básicas? Já tiraram as mesmas de circulação? vocês se julgam conhecedores dos fundamentos da Umbanda, no entanto seus livros básicos se assemalham mais a um compêndio de tratados esotéricos, eivados de símbolos, que importaram de outras religiões, que obedeciam a outros fundamentos, pois se adaptam ao tipo psicológico do agrupamento em evolução; os seus congás refletem a simplicidade da Umbanda, ou ainda tem característica de um templo egípcio?
Nos cursos que ministro a anos uso um esquema para demonstrar a diferença entre os níveis vibratórios positivo, negativo e o "meio" da dimensão humana, para situar meus alunos neste contexto, e, invariavelmente tenho dito que o nosso "meio" físico está se deturpando, e o que era para ser neutro, está assumindo características do "embaixo". Então pergunto a vocês: os seus comportamentos intrigueiros, passionais, tendenciosos, disvirtuadores das afirmações alheias, é digno do grau que insinuam possuir na "luz" do discernimento? vocês se dizem umbandistas mas adotam as mesmas posturas discordantes dos neo-pentecostais de plantão na carne, que "cegos" na sua "obra", não tem o mínimo respeito e consideração com a obra alheia, ferindo postulados básicos do Evangelho legado pelo Divino Mestre, que fala em amor, perdão e fraternidade.
Parem de criticar e distorcer as palavras, pois acabam influenciando outros desavisados, pois em todos estes anos de convívio JAMAIS determinou-se como deveríamos conduzir nossas giras e o desenvolvimento mediúnico dos iniciados, mas sim, fomos amplamente estimulados a desenvolver nossa religiosidade em acordo com as determinações dos nossos mentores em nossas casas espirituais, alicerçados por uma base doutrinária e teológica com fundamento próprio.
Porque é tão difícil para vocês aceitarem que alguém que não seja de seu grupo possa servir de intermediador para a realização de algo tão belo, que é o de reunir em uma obra singular, uma mensagem libertadora e estimuladora das evoluções? Porque se opôem tanto a esta semadura? Se faz bem a tantos, porque tanto negativismo? Como ousam afirmar que os mentores espirituais de seus filhos na carne não estão assistindo e estimulando seus médiuns a buscarem os cursos de formação?
Reflitam meus irmãos pertencentes a este grupo, e aos demais desavisados, que na empolgação emitem comentários sem fundamento, pois que independente de seus conceitos pessoais, a codificação da Umbanda é algo inevitável, que transcende seus entendimentos e interesses egocêntricos.
Se o seu grupo tivesse um mínimo de humildade, discernimento e desprendimento, saberiam realmente que algo grandioso como uma religião tem o seu começo balizado na "Diversidade" sadia, pois como se diz ... uma religião não nasce do nada ..., e, que naturalmente, a vertente que mais atender aos desígneos do nosso Criador, prevalecerá.
E finalmente, meu irmão, retribuo o convite que fizestes aos meus irmãos que se inscrevessem para os debates em sua faculdade, abrindo as portas de meu terreiro em Curitiba, para que venhas aprender um pouco sobre a natureza humana e a necessidade premente da reforma íntima.
PS: Peço desculpas aos moderadores se tenho que divulgar esta mensagem em várias listas, pois desde o passado quando tentava dialogar abertamente com os mesmos, conteúdos mais profundos, todas minhas mensagens eram bloqueadas, como aconteceu recentemente; em resumo, eles só postam o que lhe é conveniente ou que possam usar para seus sombrios interesses.
Salve a Banda de Todos.
Paulo Machado
http://www.estreladaguia.net/
terça-feira, maio 05, 2009
TOLERÂNCIA IRRESTRITA?!?
Este mundo umbandista é realmente muito engraçado.Todos os dias nossas caixas de e-mails são bombardeadas com "quilos" de propagandas institucionais da Faculdade de Teologia Umbandista e verdadeira apologia ao culto à personalidade de Rivas Neto, seus feitos "extraordinários" para a Umbanda e tudo mais.
O que sempre chamou minha atenção, porém, é o discurso sobre diversidade, convergência, paz mundial, convivência pacífica e, principalmente, a tal TOLERÂNCIA IRRESTRITA. Confesso que quando me deparei com este discurso cheguei, realmente, a acreditar que uma nova era surgia na Umbanda e que Rivas Neto, assim como seus discípulos, abandonariam as velhas táticas de ataques pessoais, desrespeito às convicções alheias, dentre outra coisas que praticaram por anos à fio nas listas de discussões e comunidades virtuais.
Ledo engano da minha parte.
O que ocorreu, na prática, é que os ataques simplesmente tornaram-se velados, obviamente direcionados àqueles que, como eu, não temo o mínimo alinhamento ou simpatia pela idéias do semi-deus da Vila Alexandrina e acreditamos que isto tudo não passa de mera manobra, populismo barato e hipócrita, afim de aumentar sua influência dentro da religião.
A primeira vista, defender "tolerância irrestrita" dentro do meio parece algo digno, louvável, bem vindo, não é mesmo? Pois é. Seria caso realmente isto fosse colocado em prática, mas a verdade é que tal conceito, na visão de Rivas Neto e os seus, comporta exceções, tornando algo que deveria ser "irrestrito" condicionado à certas limitações, em especial no que tange o trabalho dos desafetos declarados do semi-deus da Vila Alexandrina.
O termo "irrestrito", de acordo com o dicionário Houaiss, significa "amplo, ilimitado".
Qualquer criança sabe, portanto, que quando condicionamos algo estamos limitando-o. E o condicionamento que a OICD/FTU impõe à "tolerância irrestrita" é aquilo que Rivas Neto julgar certo ou errado dentro do meio, ou seja, o que devemos respeitar ou não, de forma ampla, é aquilo que o "yamunisiddha", por seus próprios critérios, escondido atrás da chancela da "academia" (que ele mesmo criou e comanda com mãos-de-ferro).
Portanto, se questionamos (e nos posicionarmos contra) a matança de animais, o uso de cartolas, capas, cocares e atabaques em reuniões mediúnicas, somos intolerantes, retrógados, etnocentricos, etc. Se estamos contra as patacoadas vindas da Vila Alexandrina, somo invejosos, "mãos vazias" (este termo sempre me faz rir muito...), incapazes, blá, blá, blá.
Mas, por outro lado, Rivas Neto se posicionar contra a doutrina pregada por Rubens Saraceni, contra os cursos que são ministrados por ele e seus seguidores, dentre outra coisas, é uma questão de "senso crítico" em não tolerar o que é "errado" e "danoso" à religião umbandista.
Aliás, a perseguição doutrinária não pára em Saraceni, visto que o médium Firmino José Leite, que incorpora Pai Joaquim d'Aruanda e quem tem vários vídeos na internet, também é alvo de polêmicas e ataques por parte da turminha da OICD/FTU. O professor Adilson Marques, que fez um trabalho profundo sobre a doutrina do citado médium, foi EXECRADO por discípulos e simpatizantes de Rivas Neto, não faz muito tempo, na famigerada lista "apometria e umbanda".
Perceberam?
Rivas Neto, agora com o apoio da FTU, arvorou-se no "amo e senhor" da Umbanda, definindo, com base na "academia", o que é certo e errado dentro da religião, emitindo pareceres, através dos "dedos" de seus cupinchas, sobre a validade de uma manifestação doutrinária. A "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto, está irrestritamente ligada ao que ele acredita ser correto dentro da religião.
A recente celeuma criada entre discípulos de Rivas Neto e seguidores de Rubens Saraceni nas listas de discussões, claramente, comprova isto. A cerne da questão são os cursos que são ministrados por Saraceni e muitos dos seus discípulos, que a turminha da Vila Alexandrina acusa de formar "pais e mães espirituais" em massa o que, até onde sei, não é verdade.
Quando tinha assuntos à tratar em São Carlos/SP, estive em contato com pessoas ligadas à Rubens Saraceni e fui convidado a assistir a um destes cursos e posso atestar que não há, pelo menos naquele no qual eu estive, intenção de formação de sacerdotes, no que pese, por óbvio, não ser segredo a formatura de "magos" da "magia" disto ou daquilo por eles. O que vi foi um curso de teologia (claro, dentro dos padrões teológicos da "Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni) e, verdade seja dita, não vi o palestrante incorporado por nenhuma entidade, como acusam os "oicidianos".
Antes que digam que estou de conluio com Saraceni e os seus contra os "iluminados da Vila Alexandrina", quero deixar patente que não tenho NENHUM CONTATO com ele ou seus discípulos. A minha opinião sobre a doutrina pregada por eles continua a mesma, mas devo atestar o que presenciei.
De toda forma, as vezes que estive em Casas de Umbanda que seguem a "Umbanda Sagrada" de Saraceni, sempre fui muito bem recebido em especial quando tinham a informação de que nenhuma relação tenho com a OICD, apesar de praticante da assim chamada "Umbanda Esotérica".
Enfim, a "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto é um embuste, assim como todos os demais conceitos aos quais, verdadeiro "spam", somos submetidos diuturnamente. Condicionar algo irrestrito não faz, absolutamente, sentido algum.
segunda-feira, maio 04, 2009
ANOS DE CHUMBO, ANOS DE DÚVIDAS
Atualmente vivemos "anos de chumbo" na Umbanda.De um lado temos todo a estrutura de propaganda da OICD/FTU, com seus lacaios de sempre, impondo sua visão sobre a Umbanda, pretensiosamente querendo ensinar o que é ou não próprio ou correto dentro da religião, evocando a "academia" (para referir-se à FTU), usando-a como substrato para mudar conceitos, preceitos e enfiar "guela abaixo" da comunidade umbandista uma "neo-umbanda", dentro da visão megalômana de Rivas Neto. Do outro uma pequena, mas ativa oposição que vem ganhando espaço no meio.
A FTU não se trata de uma instituição que pretende alavancar a Umbanda como religião, "diminuir a distância entre o centro e a periferia", ou seja lá qual frases feitas, repetidas à exaustão por seus asceclas nas listas e comunidades virtuais, tentam traduzir o espírito da faculdade. Em verdade, a FTU trata de ser a grande "arma" de Rivas Neto para justificar as suas idéias academicamente e seguir com seu plano de dominação da religião.
Perceba que desde a criação da FTU, toda idéia que vem dele tem a chancela da faculdade. Outrora Rivas Neto baseava suas idéias e doutrinas no "mundo astral superior", que sempre estava pronto, frise-se, a mudar tudo com o argumento de que as "verdades são temporais".
Obviamente que esta "doutrina camaleão" nunca o levou a ter grande credibilidade no meio umbandista, por isto fundou a FTU e, assim, passa a ter suas idéias embasadas na "ciência" ensinada por uma instituição superior, com reconhecimento oficial. O que as pessoas se esquecem é, que a apesar do pioneirismo, há de se reconhecer, da criação de uma faculdade umbandista, o que vemos na FTU nada mais é do que uma visão teológica de seu fundador, por mais que ele insista em afirmar que trabalha com a "diversidade" das doutrinas umbandistas.
A teologia, de qualquer religião, não é algo fechado, engessado.
Vemos isto, por exemplo, nos seminários ligados aos movimentos protestantes, onde várias denominações (batistas, metodistas, presbiterianos, luteranos, etc) partilham de vários entendimentos comuns, mas divergem teologicamente de tantos outros. Por isto que este papo de "academia" partindo de Rivas Neto e o seus, como se a FTU fosse a panáceia para a confusão teológica do mesmo, que tudo que vem de lá é a verdade, visto que é uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, é uma tremenda FALÁCIA.
O que Rivas Neto tem feito é uma verdadeiro desmonte da religião. Atualmente, tenta por todo custo retirar a legitimidade da manifestação do Caboclo da Sete Encruzilhadas e a autoridade de Zélio de Moraes, como marco inicial o (re)surgimento da Umbanda no orbe terrestre. A idéia é simples: desautorizando o Caboclo das Sete Encruzilhadas e seu médium, ele pode fazer um "link" com as tradições africanas e, assim, justificar algumas práticas estranhas aos conceitos deixados por Zéilio como é o caso da matança de animais que ele passou a praticar com afinco nos rituais da OICD e nos ritos promovidos pela FTU.
Sinceramente, impressiona a cara-de-pau dos "arautos" da Vila Alexandrina em cobrar coerência de Rubens Saraceni e de outros desafetos do seu mestre, já que até hoje nenhum deles veio à público explicar as óbvias, GRITANTES, CONTRADIÇÕES entre o discurso (vide a "portentosa" obra "Umbanda - A Protosíntese Cósmica") e as práticas intramuros de Rivas Neto e os seus, destacando, novamente, a matança de animais, uso de cocares e roupas "especiais' para as entidades manifestadas, atabaques, mestres do Catimbó e tudo mais que há pouco tempo eram coisas de "kiumbas" e agora passam a ser algo do "astral superior".
O Mestre da Vila Alexandrina, o "pai dos humildes", o "umbandista de mão cheia", continua insistindo ser o sucessor de Matta e Silva, Mestre Yapacani, fazendo, através do seu "relações públicas", menções a documentos publicados em seus livros que legitimariam esta condição, apesar de todos os outros Mestres, que pisaram nas areias sagradas da Tenda de Umbanda Oriental de Itacurussá, afirmarem, em uníssono, que Arapiaga não tem esta condição.
De toda forma, Arapiaga afirma em sua obras que tem um video que comprova a transmissão do comando vibratório da Raiz de Pai Guiné d'Angola à ele. Só que este vídeo NINGUÉM nunca viu. Tenho contato com uma dezena de dissidentes da OICD, gente que ficou por lá dez, quinze anos, inclusive sendo elevados ao grau de Mestre, que nunca colocaram os olhos nesta fita. Aqui mesmo, neste espaço, já desafiei Rivas Neto a disponibilizar este registro à comunidade umbandista e ele, até o momento, dez anos depois, nunca o fez.
A pergunta que fica é: o que o impede de publicar tal vídeo? Hoje em dia, até meu filho de oito anos consegue digitalizar o conteúdo de uma fita VHS portanto não é falta de condições técnicas para tanto. Espaço para a disponibilização, inclusive gratuita, tem de sobra. Então, por que cargas d'água, o povo da Vila Alexandrina não coloca este video no ar, com imagens e, principalmente, áudio de qualidade, onde veremos e ouviremos a transmissão de comando da Raiz?
A atitude da OICD/FTU é sempre arrogante e contraditória.
A arrogância está presente nos inúmeros emails, em especial do Sr. João Carneiro, que abusam de nossa paciência diuturnamente. Além da verboragia e da prolixia inútil, o que já foi alvo de críticas por parte de muitos participantes de listas, o tom professoral como se estivesse se dirigindo a um bando de ignorantes ávidos pelas revelações vindas do "semi-deus" da Vila Alexandrina, a exigência de explicações sobre atitudes, doutrinas e contradições, mas nunca encaram suas próprias mazelas.
As mensagens querem sempre nos dar uma única impressão: tudo vem da OICD/FTU é verdade absoluta, Rivas Neto é incapaz de errar e tudo que a "academia" publica ou faz é com as bençãos dos Orixás. Em resumo, a OICD/FTU, capitaneada por Rivas Neto, é a "salvação" da Umbanda.
Isto sem falar na forma infantil, idiota mesmo, que o relações públicas exorta os participantes ao debate. Parece uma professora de meia-idade de um jardim de infância qualquer, ao terminar seus emails com imbecilidades do tipo "vamos dar nossa opinião?", "vamos participar do debate?". Qualquer dia destes, não duvido, ele vai exortar ao listeiros, que trata como retardados, a chamar "papai e mamãe" para assistirem os espetáculos egolátras e mambembes de seu mestre.
As contradições, como já exposto várias vezes neste espaço, são inúmeras. Nunca o prolixo relações públicas "multi-instituições" veio a público explicá-las. E sabe por quê? Novamente pela arrogância. O semi-deus da Vila Alexandrina e seus lacaios não acreditam, devido a pseudo-superioridade que acreditam ter, que existam contradições em suas obras. Tudo que vem dali é perfeito, a última palavra e nós, reles mortais, devemos render homenagens.
Mas tem algo que me deixa MUITO satisfeito: tenho incomodado esta turma, ao ponto de estarem sempre esperneando e respondendo, mesmo que indiretamente, as coisas que escrevo aqui. Se perdem tempo de responder ao que escrevo, é porque acreditam que isto pode trazer algum prejuízo à sua imagem e planos no meio umbandista. Os chiliques de alguns "mestres", realmente, me trazem imensa satisfação.
Não se iluda, caro leitor.
Estamos, realmente, vivendo "anos de chumbo" na Umbanda, visto que todo esta conversa da OICD/FTU não passa de uma imposição ditatorial-acadêmica ao meio umbandista. Basta que você passe a analistar, de forma profunda, as atitudes desta tuma da Vila Alexandrina para constatar que este papo de "diversidade", "convergência, "tolerância irrestrita" e toda a verborrágica hipocrisia vinda daquelas paragens, vem carregado de raciocínio condicional.
A diversidade e a tolerância irrestrita da OICD/FTU, assim como o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, estão condicionadas, claramente, ao que o "semi-deus" da Vila Alexandrina achar pertinente e verdadeiro.
Fazendo minhas as palavras de Alexandre Cumino em recente mensagem às listas, encerro este artigo:
"Sempre entendi que o respeito não comporta a palavra "MAS". Quando digo 'respeito, mas'... já não tem respeito...".
sexta-feira, maio 01, 2009
A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA
Gostaria de fazer algumas considerações sobre o email divulgado pelo Sr. João Luiz Carneiro, relações públicas da FTU/OICD/CONUB/CONSUB, etc, etc, etc, já que por temerem minhas colocações e manifestações, fui expulso da lista "apometria e umbanda" cuja a moderação e propriedade é do citado cidadão.Cabe o registro que aquela lista é sempre usada com fins de ataques à minha pessoa, de forma velada, covarde, pusilânime, já que falta-lhes coragem para manter-me no espaço afim que eu possa exercer minha defesa.
Então, os esperneios em relação aos meus textos (que incomodam muito a turminha da Vila Alexandrina) se sucedem naquela lista, em especial da parte de Mestre Obashanan que, caso continue tão estressado com as coisas que escrevo, terá um infarto.
Como sempre, não reproduzirei aqui todo o e-mail ("Escolas, Seitas e Cursos - Entendendo conceitos diferentes II"), somente as partes que merecem algum comentário sem, é claro, fazer com o texto fique fora do contexto. Responderei entrelinhas. Diz o texto:
(...)
"Mas poderiam perguntar: Onde fica a tolerância, o respeito pela diversidade e a convivência pacífica, idéias que foram tantas e tantas vezes fortalecida por todos nós? Lembramos que respeitar as diferenças é diametralmente oposto de aceitar o erro. O primeiro é um ato inteligente e espiritualizado de se bem viver, o segundo é desvio de caráter."
A pergunta que eu faço é a seguinte: quem determina o que é certo ou errado neste contexto?
Aliás, faz muito tempo que venho perguntando quem será o juiz para julgar o que é correto ou não dentro de uma religião como a Umbanda.
"Essa alienação muitas vezes é traduzida em atitudes de indivíduos que passam a viver em função de críticas insipientes e incipientes àqueles que labutam décadas na seara umbandista. “Cegos guia de cegos”, não percebem que ao agirem desta forma estão fortalecendo os que trabalham pela e para a Umbanda, pois dão exemplo do que não é ser umbandista. "
Ora, ora... se minhas críticas fortalecem vocês, por qual motivo se incomodam tanto? Porque dar tanto chilique e me atacar veladamente? Que as minhas críticas continuem, portanto, fortalecendo vocês, que vivem em uma contradição que jamais vieram à público explicar, que é o fato de seu mestre praticar "hoje" tudo que "ontem" dizia ser coisa de kiumbas.
Gostaria muito que respondessem o que levou o Sr. Sete Espadas, autor espiritual de "A Proto-Síntese Cósmica", escrever que o Catimbó/Encantaria era o que havia de mais nefasto no mundo astral e hoje dividir a "cabeça" de seu filho com um "encantado".
Seria bom também que explicassem o que mudou desde o lançamento desta obra, onde Caboclo afirma ser coisas de kiumbas o sacrifício de animais, até o dia em se matou "dezenas de animais diversos" para o rito de "exu" na OICD.
E, finalmente, a entidade Zé Pilintra, que Rivas Neto chama de "pilantra" em uma de suas obras, recebeu um indulto? Deixou de ser "pilantra mesmo" e tem até o privilégio de "acostar" no Mestre Arapiaga?
Perguntas, como sempre, sem respostas.
"Se estes cursos em questão são meios corretos de formação umbandista, surgem dois problemas. Primeiro que só teriam acesso à Umbanda aqueles que pudessem pagar, afinal os cursos custam $$$. Segundo que afastaria o umbandista dos guias espirituais, pois deixaria de aprender diretamente com Eles nos processos de incorporação em troca de apostilas padronizadas aplicadas em cursos."
Hipocrisia pura.
Na OICD não é cobrada "salva" para as iniciações?
Com certeza é, visto que enquanto ainda tinha contato telefônico com Rivas Neto o mesmo disse que havia "salva" dentro da OICD para as iniciações e que não fazia trabalhos de magia nem para a própria mãe sem cobrar. (tenho as gravações destas conversas, caso precise provar em juizo isto)
Por outro lado, em um de seus pronunciamentos, Rivas Neto afirma, in verbis:
"Eu vivo pela Umbanda, para a Umbanda e... da Umbanda, por que não?".
O Mestre do sujeito afirma, em rede mundial, que "vive da Umbanda" e ele ainda tem a pachorra de criticar alguém que faça a mesma coisa. A afirmação está no "Manifesto de Magia Oracular".
Então, se nem todo mundo tem acesso aos cursos por conta do pagamento, isto deve servir em relação a seja lá o que Rivas Neto faz para viver da Umbanda, como afirmou no tal manifesto. Sim, porque se ele vive "também" da Umbanda deve cobrar por algum trabalho que faça por lá.
Percebeu, caro leitor, como o pessoal da OICD senta em seu rabo para falar do alheio?
Isto é o famoso "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Qualquer palhaçada, conceito exdrúxulo ou postura absurda que vier de Rivas Neto será imediatamente ratificada pela OICD/FTU/CONSUB/CONUB e o resto das mariposas que ficam orbitando ao redor do "hierofante" da Vila Alexandrina.
Quem dera existisse uma realidade paralela, como na ficção científica, para vermos como seria a reação das pessoas hoje à frente da FTU se tal instituição tivesse sido idealizada por Rubens Saraceni ou qualquer pessoas que não Rivas Neto. Os discursos do Sr. João Carneiro, do Mestre Obashanan e de todos os outros seguidores do "Pai Rivas" seriam, com certeza, contrários à iniciativa.
Para finalizar, um outro detalhe importante nesta verborragia do Sr. João Carneiro, e nos chiliques de Mestre Obashanan, é o fato de sempre "ressuscitarem" o caso da publicação do "Livro das Energias" que contem erros científicos graves. Vivem malhando, mas nenhum deles teve a dignidade de explicar as contradições entre "discurso" e "prática" de Rivas Neto em suas próprias obras.
Pelo contrário, o Mestre Araobatan, neste vídeo, vem jogar na cara do Sr. Rodrigo Queiroz que haviam inúmeras contradições entre o que Saraceni pratica e escreveu. Se isto não for HIPOCRISIA, meus caros, não sei mais o que neste mundo pode ser taxado assim.
quinta-feira, abril 30, 2009
MAGOS, CURSOS E TÍTULOS
Existe uma tentativa insistente por parte de pessoas ligadas à Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, em desmerecer os cursos ministrados por Rubens Saraceni. Neste rastro, insistem também na tal "origem" deste ou daquele umbandista, assim como a legitimidade de uma pessoa usar alguns títulos.Pois bem.
Devo começar afirmando que a Umbanda não é o mundo mágico de "O Senhor dos Anéis" ou de de "Harry Potter", assim como a OICD não é a "Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts" e Rivas Neto não é "Gandalf, o Branco".
Em seguida devo salientar que MAGIA, conforme vemos em filmes e obras de ficção, também não existe, exceto que que o prezado leitor já tenho presenciado bolas de energia sendo arremessadas, vôos em vassouras mágicas, levitações espontâneas, transmutações ou alguém que desaparece no ponto "A", em meio a uma nuvem de fumaça, e reaparece no ponto "B".
A magia verdadeira não é um recurso ordinário, abundantemente disponível, como alguns charlatães, que dizem em suas obras coisas absurdas sobre como seu "exu" fincou um punhal de aço em uma superfície de concreto, por exemplo, querem fazer crer. Aquela cachaça que supostamente se transformou em vinho, igualmente, foi mera troca da garrafa de aguardente por outra semelhante previamente cheia com a outra bebida. Portanto, não se engane com tais "prodígios", que tudo é uma IMENSA FARSA.
Nenhuma movimentação magística irá funcionar contra ou a favor de alguém, exceto que esta pessoa tenha méritos para conquistar o que deseja ou deméritos para ser impactada por aquilo. Podemos resumir isto em "QUEM DEVE PAGA, QUEM MERECE RECEBE".
Posso dizer, por experiência própria, que se magia fosse algo tão ordinário como querem fazer acreditar alguns "poderosos", eu já estaria morto faz tempo, já que sempre me chegam notícias, de fontes fidedignas, que meu nome é "figurinha" fácil nos "ebós" de uns e outros por ai.
Mas estou desviando do assunto.
A cerne principal deste artigo pode se resumir no seguinte: TÍTULOS E CURSOS NÃO DIZEM ABSOLUTAMENTE NADA PARA A CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA.
Se frequenta os cursos do Saraceni, ou a faculdade do Rivas Neto, e acredita que o caminho que escolheu o fará chegar onde deseja, então está tudo certo. O "mago" dos cursos livres do primeiro não perde em nada para o "bacharel" em teologia do segundo.
E sabe por quê?
Porque o título e o diploma que você tem não valem nem como papel higiênico no astral. Você não será mais ou menos médium/sacerdote porque fez um curso no Colégio de Umbanda Sagrada ou se bacharelou na FTU. Nenhuma das duas instituições estão preparando ninguém para o "mercado de trabalho", exceto que haja uma demanda monstruosa para o cargo de "teólogo umbandista" que não seja do meu conhecimento.
Então, caro leitor, se você usa o título de "mestre", "mago", "feiticeiro", "hierofante", "yamunisiddha", "alabê", "babalorixá", "babalawô", "papa", "dalai lama", "pastor", "bispo" ou "cristo" (como é o caso do tal Inri Cristo) isto não muda, em nada, a sua condição de criatura falível, em eterno aprendizado, seja religioso, social ou espiritual.
Outra fanfarrice é ficar por ai dizendo que "pais e mães espirituais" de "fato e de direito" são aqueles que têm casa aberta ao público.
Se realmente é assim, Ivan Horácio Costa (Mestre Itaoman), Agenor Miranda (uma dos mais respeitados aluwôs que viveu neste país), para ficar apenas em dois exemplos mais conhecidos, não são ninguém já que nunca tiveram terreiro aberto.
O que vem acontecendo, sutilmente, é que a OICD/FTU tem criado padrões inclusivos e exclusivos para reconhecer (ou não) alguém como umbandista de "fato e de direito", contrariando os conceitos de "diversidade", "convergência" e "tolerância irrestrita" que, hipocritamente, prega. Aliás, o "sobrenome" destas instituições e de seu criador deveria ser "contradição".
Em verdade, a OICD/FTU quer ditar o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, alicerçada na falácia do "apelo à autoridade" por controlar uma instituição de ensino superior. Como já afirmei várias vezes neste espaço, não há distinção alguma entre a OICD, FTU, CONUB, CONSUB, já que todas estas instituições são ligadas de forma DIRETA à Rivas Neto.
É muito simples convergirmos à quem nos é simpático e nos apoia.
Mais simples ainda é defender uma diversidade dentro daquilo que achamos correto. Tolerarmos "irrestritamente" aos nossos amigos, colaboradores e familiares é muito fácil, mas onde estão todos estes conceitos em relação à Rubens Saraceni por parte da OICD/FTU? Que raios de "tolerância irrestrita" é esta?
A hipocrisa campeia e, ao que parece, a maioria não enxerga isto ou finge que não. Mas continuo escrevendo, na esperança que alguém um dia leia e entenda.
quinta-feira, abril 23, 2009
PORTABILIDADE
A palavra da moda em nosso país é PORTABILIDADE.Temos portabilidade para a telefonia, planos de saúde e, pelo visto, chegou também à Umbanda.
Isto me ocoreu ao ler o calendário de atividades da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino (OICD), enviada para as listas pelo nosso "amigo" João Luiz Carneiro.
Aliás, quero agradecer o interesse do mesmo em ser um "seguidor" em meu Twitter, mas já declinei da honraria visto que posso ser tudo nesta vida, menos hipócrita. Não tenho a MENOR simpatia por ele, assim como não tenho NINGUÉM da OICD como amigo ou mesmo como "Irmão-de-fé". Sei que isto não faz a menor diferença para eles, assim como para mim, mas gostaria de deixar registrado.
Mas, voltando ao assunto, a "portabilidade umbandista" funciona da seguinte forma: no mesmo espaço em que "tocam" as gíras seguindo os fundamentos da Umbanda Esotérica, no dia seguinte se faz a mesma coisa com Omolokô, Catimbó, "Tríplice Caminho", e vai por ai afora.
Não importa que sejam energias completamente diferentes entre si, mas já que tudo (para eles) é Umbanda, então podemos apenas trocar de roupa, guias e patuás, e "deixar a gíra girar".
É como acontece com a telefonia, mal comparando: eu permaneço com o "número" (Umbanda), mas troco de "operadora" (Rito). Como não existe mais aquela exigência de fidelidade por um determinado tempo, podemos trocar de "operadora" quantas vezes quisermos, sem o risco de pagarmos um "multa" ou sofrermos qualquer outra penalidade.
Isto é uma "revolução", com certeza.
Fico imaginando como é a logística física e espiritual para este tipo de coisa. Será que é uma tronqueira para cada rito ou, semelhante aos "smartphones" que podem ser programados para perfil "personal" ou "bussiness", temos uma "tronqueira inteligente" que detecta as mudanças na configuração do Terreiro?
De uma coisa, porém, eu tenho certeza: os médiuns são "quadriband", já que conseguem adaptar suas vibrações mediunicas à todos os ritos existentes, assim como os modernos celulares fazem com os diversos padrões de frequências encontradas nas redes de telefonia.
Ah!, estas modernidades...
quinta-feira, abril 16, 2009
UMBANDA VIRTUAL
Bits, bytes, chats, orkut, listas, sites...Estes termos já fazem parte do nosso cotidiano há muito tempo.
No meu caso, comecei neste maravilhoso mundo virtual ainda na época BBS (acrónimo inglês de Bulletin Board System), o que pode ser considerado o "avô" da internet moderna. Logo depois, isto por volta de 1997, comecei a usar a internet propriamente dita, sendo que fui o orgulhoso terceiro cliente do extinto provedor "Africanet", o primeiro a operar em Belo Horizonte.
É claro que naquela época as coisas eram bem diferentes do que são hoje, já que o número de pessoas com acesso à grande rede era pequeno, em geral restrito aos alunos de universidades e faculdades, pessoas de classe média e alta. Mesmo assim, não existia a "febre" que temos hoje em dia, já que não somente o acesso, mas também computadores pessoais eram caros.
Minhas primeiras pesquisas, no "Cadê", "Yahoo" e "Altavista", não existia ainda o "Grande Irmão" Google, foram com o intuito de achar material sobre Umbanda. Havia pouca coisa de qualidade: o extinto site da OICD (quem diria, né?), o site do Mestre Itaoman, do Márcio Bamberg, Saravá Umbanda (lista e site do nosso amigo Manoel Lopes), a lista Umbanda Powerline (Etiene Sales e Eduardo Gomes, a primeira sobre a religião) e mais alguns que no momento não me recordo.
Foi nesta época que comecei a fazer bons amigos no meio, assim como grandes, memoráveis e, porque não, saudosos inimigos. Os "arranca-rabos" com os "ans", "tans", "ys" e "tantans" da OICD, o "quebra-pau" com os integrantes puxa-sacos do "GAU - Grupo de Amigos da Umbanda", que tem um de seus fundadores como vice-presidente, salvo engano, do CONUB. Merece registro que, em verdade, o "GAU" deveria se chamar "GAOICD", ou seja, "Grupo de Amigos da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino", já que sempre estavam a incensar e elogiar o "grande hierofante" da Vila Alexandrina.
No dias de hoje temos de tudo: centenas de listas de discussões, comunidades em sites de relacionamentos, videos no Youtube, gíras, video-conferências e pronunciamentos ao vivo, sites institucionais dos Terreiros, blogs, ofertas de serviços variados, altares virtuais e toda uma parafernália digital (a maioria lixo) espalhados na grande rede.
Com tantas facilidades, os crimes virtuais aumentaram no meio (calúnias, injúrias, difamações, violação de direitos autorais, etc) e as pessoas, confiando em um falso anonimato, continuam a perpetrá-los, em especial no que diz respeito aos crimes contra a honra.
Não há como negar que a internet revolucionou as relações humanas em todos os aspectos. Estamos ao alcance de um "click" de quaisquer informações que quisermos, de qualquer natureza, inclusive as destrutivas. Em meu meio familiar sempre ouço minha mãe alertar meus sobrinhos adolescentes sobre o "perigo" que é a internet.
Em verdade não é a ferramenta que é "boa" ou "ruim" e sim aquele que a utiliza.
No que diz respeito à Umbanda, muita coisa boa foi criada, mas o uso criminoso da rede por parte daqueles que se dizem umbandistas é grande, em especial no que tange a defender certos interesses escusos de muita gente graúda do meio.
domingo, abril 05, 2009
RESPEITO SEM EXCLUSIVIDADE
Não gosto da palavra "tolerância" e já deixei claro, várias vezes, o motivo.A tolerância remete que a minha autorização é necessária para que alguém faça ou deixe de fazer alguma coisa, portanto digo, com orgulho, que não sou uma pessoa tolerante com absolutamente nada neste mundo, já que cada pessoa pode (e deve) fazer o que entender por certo com a sua vida.
Não ser tolerante, em absoluto, faz com que eu seja intolerante.
A lógica é simples: se as pessoas não necessitam da minha autorização para fazer, não estarão sujeitas à nenhuma ação repressiva de minha parte. Sim, porque a tolerância e a intolerância, no fundo, são a mesma coisa: a primeira faz entender que possuimos o poder de permitir e a segunda de restringir.
Particularmente, prefiro o respeito à tolerância.
Quando respeito algo quer dizer que entendo os motivos de outrem em fazer ou não determinada coisa, pensar desta ou daquela forma. Diferente da tolerância, o respeito não me obriga a compactuar com nenhuma ação ou pratica que venha a ferir a minha própria consciência ou ofender meus valores.
Tendo uma atitude respeitosa em relação à qualquer coisa, posso também criticar, expor minha discordância com aquilo sem, necessariamete, ofender ninguém. A intolerância não permite isto, visto que, via de regra, demonstra posturas belicosas e preconceituosas sobre determinado tema.
Para respeitar, portanto, não preciso coadunar com nada, aplaudir posturas e gritar "Huzzé, Huzzé, Huzzé"¹ para nada que façam ao meu redor, seja dentro da Umbanda, no meu ambiente de trabalho, familiar, maçonico ou seja lá onde for.
Em outro giro, porém, já que falamos de contrafações, devemos tratar do desrespeito.
A verdadeira intolerância, na verdade, está exatamente em desrespeitar a convicção alheia, tendo ou não o poder de interferir em sua manifestação.
É o que acontece, diariamente, dentro da Umbanda.
Os hipócritas de plantão pregam uma tolerância irrestrita à diversidade presente dentro da Umbanda, mas restringe tal benesse àqueles que coadunam com suas idéias. Se você não faz uma sangueana em sua casa, não toca tambores ou tem práticas "tântricas" em seus ritos, então você é fundamentalista, intolerante, retrógado.
Ao serem questionados sobre a impossbilidade de criticar qualquer coisa dentro da Umbanda, este teólogos umbandistas de "fundo de quintal", apesar do discurso universalista, respondem que só devemos (e podemos) criticar aquilo que é errado dentro da Umbanda. E o que é errado? Eles, da "academia", que nos dizem o que é ou não aceitável dentro da religião.
O respeito às suas idéias, ao seu direito de pensar e decidir sozinho, para estas pessoas, acabou. Agora a Umbanda deve seguir o que é ditado pela "academia", sem questionamentos, caso contrário você será considerado fundamentalista, praticamente um terrorista.
O mais estranho nisto tudo é que neste "oba, oba" da "umbanda vale-tudo" que inventaram, ninguém consegue perceber sinais tão claros da bazófia que é este discurso de "diversidade", "tolerância", "respeito incondicional", pregado por uns e outros. As contradições e os objetivos estão bem evidentes, mas parece que ninguém enxerga e se o fazem não têm coragem suficiente para apontá-las.
Não há, na verdade, "tolerância", "convergência", "diversidade", pelo contrário. O que existe é uma imensa manipulação da sua consciência, da sua necessidade de estar inserido na "pós modernidade" umbandista e assim ser aceito no meio dos "acadêmicos", de levar alguns tapinhas nos ombros ou ter o seu nome e terreiro destacado por algum dos membros do "Estado Maior" da Vila Alexandrina.
Você quer ser membro da "turma", que "status", "poder", projeção no meio. Enfim, quer alimentar seu ego apoiando uma mentira. Uma mentira que de tanto que é escrita, falada, enfim, massificada diariamente, já se tornou uma verdade para você e mais um monte de gente da comunidade umbandista.
A sua capacidade de discernimento, de livre pensamento, seu senso crítico está sendo manipulado por conta de honrarias e destaques mundanos. E se isto está acontecendo com você, caro leitor, com todo respeito que merece, só tenho a dizer uma coisa: és um otário.
::::::::::::::::::::
¹ aclamação feita em Loja Maçonica em alguns momentos especiais; triplice aclamação feita após a abertura do LIVRO DA LEI e também no seu fechamento nos ritos maçonicos.
sábado, abril 04, 2009
A UMBANDA QUE ERA DE TODOS NÓS
Quando W.W. da Matta e Silva escreveu, em 1956, a obra "Umbanda de Todos Nós", realmente poderiamos nos referir à Umbanda desta forma. Era uma religião livre, libertária, com poucos livros sobre o assunto (a maioria de conteúdo, no mínimo, contestável), com poucos "orgãos de cúpula", onde ninguém tentava ser o dono da 'Banda'.É claro que mesmo naquela época já haviam os vendilhões, enganadores, os que enriqueceram não somente dentro da Umbanda, mas também no Candomblé, com seus "trabalhos, demandas, adivinhações", venda de ilusões, e tudo mais. Estes, inclusive, eram os alvos preferidos de Matta e Silva em seus livros e artigos para jornais e revistas.
A Umbanda, assim como o Candomblé e outras religiões de origem afro-ameríndia, eram marginalizadas, seus adeptos perseguidos, presos, surrados, mas continuavam praticando seus ritos por fé e amor aos Orixás, não com a intenção de vender livros, promover workshops, oferecer cursos de magia disto ou daquilo, assim como de toques, formação de ogãs e tudo mais.
Apesar de todas as dificuldade, a maioria praticava a religião pela religião, e não com interesses escusos, onde a glória, a fama, onde aparecer em jornais, revistas, televisão e, mais recentemente, pela internet, era o objetivo principal.
Hoje, apesar de muitos discordarem de mim, a Umbanda vive um momento extremamente perigoso e obscuro.
Com o surgimento da Faculdade de Teologia Umbandista, criada e dominada por F. Rivas Neto, conhecido como 'Mestre Arapiaga', 'Pai Rivas', "Yamunishidda Arhapiagha", e seja lá mais quantos títulos e nomes que o cidadão tem, a Umbanda passa a ser dominada por conceitos e imposições que tomam a forma de "ensinamentos acadêmicos".
A FTU, na verdade, é o "pulo do gato" de Rivas Neto para solidificar sua liderança e controle no meio umbandista. O apoio que recebe das grandes lideranças religiosas, tenho de confessar, é impressionante, inclusive de pessoas que, não faz muitos anos, eram inimigas juradas do pessoal da Vila Alexandrina.
O plano é simples: escudados por uma instituição de nível superior reconhecida pelo MEC, o pessoal da OICD está muito à vontade para impor seus conceitos e idéias sobre o que é realmente a Umbanda. O que a FTU faz é simplesmente trocar uma ditadura por outra.
Explico.
Antigamente havia uma verdadeira guerra para se apontar a "verdadeira" Umbanda. Debates apaixonados eram seguidos, não raramente, por trocas de ofensas, ameaças e tudo mais. Todos, salvo honrosas exceções, queriam estar com "A" verdade, praticando a "Verdadeira" Umbanda. O mais irônico que entre os extremistas estavam exatamente os discípulos de Rivas Neto, que viviam nas listas de discussões emitindo conceitos nem um pouco "convergentes" ou com o mínimo de respeito à "diversidade".
Umbanda, para Aramaty, Obashanan, Araobatan, Babajinan e outros "ys" e "ans" era aquilo que Rivas Neto dizia e ponto final. O resto, em especial quem seguia as idéias de Rubens Saraceni, estavam no engano, eram fantoches de kiumbas.
Nos dias atuais, a coisa não mudou muito, já que para todos os "ys" e "ans", Umbanda continua sendo aquilo que "Pai Rivas" diz que é. Só que deixaram de lado as críticas às várias doutrinas e ritos dentro e fora da religião umbandista para, ao contrário, se renderem e processarem todos eles.
Então, como por um passe de mágica, Rivas Neto, além de iniciado na doutrina de Umbanda Esotérica e no Omolokô, passa a ser também sacerdote de Catimbó, conhecedor profundo do Xambá, Torê e do Candomblé, etc, doutrinas estas, diga-se de passagem, que sempre combateu em seus livros anteriores a fase "convergência e diversidade.
Outrora "coisas de kiumbas", os sacrifícios de animais são comuns na OICD e nos ritos promovidos pela FTU. Antes instrumentos que poderiam causar "cardiopatias graves", atabaques são tocados por "alabês", com direito a curso e tudo mais dentro das dependências da faculdade. Houve um fenômeno interessante neste processo todo: quem outrora queria converter toda a comunidade umbandista aos seus conceitos, foi convertido.
Obviamente, esta "conversão" de Rivas Neto às práticas condenadas pela doutrina da Umbanda Esotérica na qual, infelizmente, ele foi iniciado por Mestre Yapacani, têm um objetivo que vemos muito claro e delineado com a fundação da Faculdade de Teologia Umbandista: controle e poder.
Uma proposta como a FTU não se sustentaria em cima de uma só doutrina, visto que a Umbanda Esotérica, como já dito, condena a maioria das práticas da chamada Umbanda tradicional. Ele, Rivas Neto, jamais conseguiria o destaque e o trânsito que tem dentro da comunidade umbandista se continuasse a defender aquilo que seu Mestre ensinou e que ele também acreditava, tanto que colocou em seus livros.
Então, Rivas Neto e seu "Estado Maior", delinearam ações bem pensadas para chegar ao lugar que estão hoje. Em primeiro lugar, instituiram dentro da OICD os "Sete Ritos", onde em cada dia da semana, procedia-se reuniões com base em determinado rito umbandista. Isto já quebrou um pouco a resistência da comunidade em relação à OICD.
Em seguida, intensificaram nas listas e comunidades do Orkut, ataques ao trabalho de Rubens Saraceni, situações estas, obviamente, nenhum dos "grandes" da OICD aparecem diretamente envolvidos, usando para isto discípulos menores e simpatizantes para perpertuar os ataques.
Isto se deve porque a turma da Vila Alexandrina sabe e reconhece que a única liderança que pode fazer frente aos seus planos é o pessoal da Umbanda Sagrada de Rubens Saraceni. Tanto que continuam atacando o trabalho dele nas listas, em especial na "Apometria e Umbanda", de responsabilidade do Sr. João Carneiro.
Assim, escudado, como já disse, por uma instituição de ensino superior reconhecida oficialmente. Rivas Neto passa a fazer massiva propaganda ideológica, pregando "diversidade e convergência", e rotulando qualquer um que não coadune com suas idéias de "retrógado" e "fundamentalista".
Ao que parece, Rivas Neto e os seus só aceitam a "diversidade" de pensamento se este não entrar em choque com a suas idéias. A "convergência" só é aceitável quando tudo, assim como os rios correm para o mar, as posturas e idéias estejam alinhadas com a OICD/FTU.
Como eu disse, trocou-se uma ditadura por outra, mas com o mesmo ideal: que todos os umbandistas sigam as idéias de Rivas Neto e das intituições por ele criadas, sejam elas com características absolutistas e intolerantes como no passado ou, como no momento atual, posturas igualmente draconianas e absolutas, só que com um verniz mais simpático disfarçado de "tolerância".
quinta-feira, abril 02, 2009
FACTÓIDES
Alguém se lembra de uma notícia que circulou nas listas de discussões, onde o Sr. Silvio Garcez noticiava a invasão ilegal da sede da Faculdade de Teologia Umbandista (FTU) por parte da Polícia Militar de São Paulo, com direito a fechamento da av. Santa Catarina, impedimento de que o diretor e funcionários da mesma entrassem no prédio enquanto ali estava a força policial?O email também dizia que não havia mandado judicial e que tal operação policial foi levado à cabo por uma "denúncia anônima" contra a instituição.
Para quem não lembra (ou nem ficou sabendo disto) segue o texto:
CONUB - Conselho Nacional da Umbanda do Brasil - tem a infelicidade de informar que no dia de hoje, domingo 13 de abril de 2008, a FTU – Faculdade de Teologia Umbandista – foi invadida por policiais militares do estado de São Paulo a fim de averiguar uma denúncia anônima contra essa instituição.
A invasão ocorreu por volta de oito horas da manhã sem a presença de nenhum responsável pela FTU e sem sequer um mandado judicial. Horas após o corrido, um membro da Faculdade chegou ao local e encontrou barreiras impostas pela polícia para entrar na faculdade, não conseguindo exercer seu papel de representante daquela instituição.A FTU teve suas dependências completamente violadas pela PM de São Paulo, inclusive seu espaço Sagrado, onde são realizadas cerimônias religiosas.
A FTU teve suas dependências completamente violadas pela PM de São Paulo, inclusive seu espaço Sagrado, onde são realizadas cerimônias religiosas. O que essa invasão representa além de ferir códigos básicos de moralidade civil é a total falta de intolerância religiosa e o desrespeito à nossa Constituição Federal.
Esta fato, supostamente, teria ocorrido em 13 de abril de 2008, ou seja, está completando um ano. O estranho é que a mesma faculdade que recorre à Justiça para exigir direito de resposta no programa de Rubens Saraceni na rádio Mundial, não toma absolutamente nenhuma atitude diante de tal afronta clara aos seus direitos constitucionais.
Uma instituição notória pela propaganda massiva que faz, com certeza, não quedaria estática diante de tamanha ilegalidade por parte da Força Pública, sem buscar explicações e até mesmo punição aos responsáveis por tal afronta.
Mais estranho ainda é que se não fosse o email do Sr. Silvio Garcez, em nome do CONUB, não saberiamos nada sobre o assunto. E sabe o motivo? Ninguém mais comentou tal ocorrência, não houve uma só linha na imprensa de São Paulo, não há fotografias, filmagem, enfim, NADA, que comprove ser este fato verdadeiro.
Procedi uma pesquisa junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, e não há nenhum processo, nenhuma providência quanto ao caso, junto ao Poder Judiciário. Em contato com a PM - 5 (Relações Públicas) do Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo, fui informado que não há nenhum registro de ocorrência no local ou envolvendo qualquer denúncia anônima contra a Faculdade de Teologia Umbandista.
Na data de ontem, no melhor estilo "factóide", o Sr. João Carneiro, com toda a sua verborragia, informa que recebeu um e-mail onde o mesmo era alertado a "tomar cuidado com as nossas atividades dentro da Umbanda, pois estaríamos sobre ameaças de agressão física, para não dizer coisas piores. Este aviso foi extensivo aos irmãos da FTU(Faculdade de Teologia Umbandista)."
Prossegue dizendo que "como o email cita nomes de diversas pessoas, algumas até bem conhecidas das listas, vamos manter o sigilo do mesmo. De qualquer forma estamos dando ciência às pessoas que poderão ser atacadas segundo o email."
Não entendo isto.
O sujeito recebe um email informando que várias pessoas podem sofrer agressões físicas, uma espécie de lista dos "marcados para morrer", e não toma medidas legais contra isto? Não procura a polícia, o judiciários e, pior ainda, não divulga o texto, a fonte de onde vieram estas informações, quem está sobre ameaça?
Sinceramente, não tem como entender estes factóides que o pessoal da FTU/OICD/CONSUB divulga. Aliás, sei sim: isto tem o intuito de fazê-los passar por mártires, por "guerreiros" da Umbanda, como perseguidos. Propaganda institucional pura.
É, para dizer o mínimo, patético uma instituição que se diz séria, que tem a pretensão de aproximar o saber acadêmico e o conhecimento religioso aja desta forma lamentável.
quinta-feira, março 26, 2009
RAPIDINHAS
::::::::::::::::::::
Ainda dentro da lista "Apometria e Umbanda", João Carneiro, seu proprietário e moderador, exclui um participante por ele enviar um e-mail falando sobre um falcatrua qualquer em Diadema, sem citar nomes, sob a alegação de que a lista não se presta a discutir pessoas. O moderador anuncia que todas os participantes estariam automaticamente moderados. Pari passu, entra mensagem de um dos muitos puxa-sacos de Rivas Neto, informando que Rubens Saraceni havia atacado a FTU em seu programa na Rádio Mundial. Imediatamente, um email "detonando" Rubens Saraceni, da parte de Silvio Garcez (Aramaty), presidente do CONUB, "surgiu" na lista. A explicação para tal "exceção" foi que o sistema do Yahoo demora para implementar as mudanças feitas pela moderação. O que causa estranheza é que o sistema só falhou para liberar mensagem de um membro da OICD.
:::::::::::::::::::::
Marcelos Bastos, Ogã Babaotum do Kwê Axé Vodun Odé Kileuy, Ogã de Oxósse e filho (Omó Orixá) do Babalorixá Odé Kileuy (George Maurício), nos informa sobre o lançamento do livro "O Candomblé bem explicado" na Livraria Academia do Saber, na Avenida Passos, 25 – Centro da Cidade do Rio de Janeiro, às 18:30h. Clique para ver o convite.
segunda-feira, março 16, 2009
AS DUAS CARAS DA FTU/OICD
Faz algum tempo prometi à mim mesmo que não mais escreveria sobre as contradições entre o discurso e a prática de Rivas Neto, consolidadas nas atividades da FTU/OICD e todas as demais siglas, esta verdadeira "sopa de letrinhas", que ele e os seus insistem em enfiar garganta abaixo da comunidade umbandista. Mas algumas coisas, simplesmente, não podem ficar sem resposta.
Em primeiro lugar, esta hipocrisia de pregar uma tolerânci irrestrita não passa de discurso vazio, sem nenhum lastro, que se contradiz nas reiteradas vezes que a FTU/OICD ataca o trabalho de Rubens Saraceni e, mais recentemente, do antropólogo Adilson Marques e seu trabalho junto a um médium que diz receber Pai Joaquim d'Aruanda e divulgou alguns conceitos pouco ortodoxos, que foram a base, salvo engano de minha parte, de um livro sobre o assunto.
Apesar do discurso em contrário, Rivas Neto, protegido pela "academia", como ele gosta de se referir à FTU, utiliza, como sempre, seus "testas-de-ferro" na internet para desmontar qualquer idéia ou manifestação dentro da Umbanda que não venha de sua grisalha cabecinha. Por melhor que seja qualquer iniciativa, se não partiu da Vila Alexandrina, logo os discípulos de Mestre Arapiaga, em especial João Carneiro, Fornari, William, dentre outros, a desmerecem publicamente de forma virulenta.
Para esta turminha, apenas as inovações (que em geral nada têm de "novas", visto se tratar apenas de idéias antigas que não foram colocadas em prática por seus idealizadores no meio) que partem da FTU/OICD/CONSUB/CONUB são dignas de atenção por parte da comunidade umbandista.
Não é dificil ouvir e ler nos discursos desta gente, em especial nos "pronunciamentos" de Rivas Neto, que a tolerância e o respeito às diferenças deve ser absoluta, para mais adiante aparecer o próprio Rivas Neto a falar dos "mal fadados cursos" disto ou daquilo, João Carneiro atacar, "entrelinhas", o trabalho de Rubens Saraceni, assim como Fornari, William e outros "cabeças de coluna", criticarem posturas e práticas daqueles que chamo de "não alinhados" com as idéias e imposições da FTU/OICD, de forma violenta.
O que há, na verdade, por detrás da FTU/OICD, como já cansei de escrever aqui, é a pretensão de ditar, usando da falácia do apelo a autoridade ("somos a única faculdade de teologia umbandista do país, portanto sabemos o que é melhor para a comunidade") o que é certo, aceitável ou não dentro da Umbanda. Só não enxergar este joguinho baixo quem não quer.
Não faz muito tempo, Rivas Neto, em uma de suas "video-aulas", diz que só podemos e devemos criticar aquelas práticas e iniciativas que sejam prejudiciais ao movimento umbandistas e, claro, dentre elas, estão os cursos ministrados por Rubens Saraceni e outros desafetos dele.
A matança de animais, a mistura de Xambâ, Torê, Candomblé, Omolokô, Catimbó com a Umbanda, além de outras bobagens que a própria FTU/OICD defende para o meio não são podem ser questionadas e criticadas porque, afinal de contas, vieram da cabecinha do "grande hierofante" da Vila Alexandrina.
Você, caro leitor, já parou para pensar no leriamos em listas e comunidades virtuais se a tal "faculdade de teologia umbandista" tivesse sido criada por Rubens Saraceni? Ou o CONSUB ou CONUB?
E para finalizar, quero comentar a afirmação de Rivas Neto em seu último "pronunciamento", de não ser o único "top top" e "demiurgo" que existe.
Quanto a ser o "top top", ou seja, alguém que está "acima de quem está acima", não me espanta. A humildade nunca foi o forte de Rivas Neto mesmo e com toda esta adoração à sua pessoa não será agora que tal virtude se manifestará.
Não sabia que a megalomania de Rivas Neto iria tão longe.
De acordo o filósofo grego Platão (428-348 a.C.), demiurgo é o artesão divino ou o princípio organizador do universo que, sem criar de fato a realidade, modela e organiza a matéria caótica preexistente através da imitação de modelos eternos e perfeitos. Em em seitas cristãs de inspiração platônica e no gnosticismo, é o ser intermediário de Deus na criação do mundo, responsável pelo mal que não poderia ser atribuído ao Criador supremo.Em termos humanos, seria alguém que tem poderes divinos.
Ao ser gerado, criou o mundo material com o objetivo de aprisionar e governar as partículas divinas provenientes de sua mãe (Sophia) na matéria. Querendo que as Almas do Mundo sejam livres, Sophia rebela-se contra o Demiurgo, e o verdadeiro Deus Inefável envia aos homens o seu filho mais querido, o eon Christós ou Cristo que desce ao mundo material com o objetivo de transmitir a "Gnosis" (conhecimento) às Almas para que elas tenham consciência de sua parcela divina e partam para o Pleroma libertando-se do jugo do Demiurgo.
Com o objetivo de impedir que isso ocorra, o Demiurgo cria inúmeras ilusões para afastar as Almas de sua legítima parcela divina, de modo que estas estejam presas e sejam escravas do mundo material, tendo que sempre a ele retornar (re-encarnação). Desta forma esta entidade poderá ser o governante desta pequena Esfera de Vida onde reina absoluto.
Este ente tem a arrogância típica dos que se acham onipotentes.
Pensando bem, levando-se em conta a arrogância e outras características próprias do demiurgo exceto, é claro, os poderes divinos, é um título que cai muito bem à Rivas Neto.
quinta-feira, março 12, 2009
NOTAS RÁPIDAS
:::::::::::::::::::
E a polêmica sobre a excomunhão da equipe médica e da mãe da criança de nove anos que teve a gravidez de gêmeos, fruto de estrupro por parte do padrasto, interrompida com autorização da Justiça. Depois da campanha "Então me Excomungue", foi a vez dos católicos se manifestarem contra a postura retrógada do Bispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, em relação ao caso e lançarem um abaixo-assinado repudiando a excomunhão dos envolvidos. Com o título de "Nosso Manifesto - Católicos Conscientes", os fiéis da Igreja Romana falam sobre ética, dignidade e postura cristã. Aqueles que quiserem assinar podem acessar através deste link.
::::::::::::::::::::
Ainda sobre a tal excomunhão: se o Direito Canônico determina a excomunhão automática de quem pratica o aborto (Can. 1398 — Qui abortum procurat, effectu secuto, in excommunicationem latae sententiae incurrit. Em língua pátria, o cânon 1398 do Código de Direito Canônico: Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae.), com a justificativa de que prima pela preservação da vida humana, por que será que não há previsão de pena semelhante para homicídas em geral? Já que o princípio é punir aquele que tira a vida de um inocente, deveria a excomunhão automática se estender para qualquer um que cometa homicídio doloso e outros crimes bárbaros, dentre ele o estupro de menores. Apenas para ilustrar, o termos "latae sententiae" significa "sentença oculta" e ocorre independente de declaração de quem quer que seja. A pergunta (outra) que ficar é: se a excomunhão é automática, qual o objetivo do estardalhaço feito pelo "bom velhinho" Bispo Dom José Cardoso Sobrinho?
:::::::::::::::::::
terça-feira, fevereiro 24, 2009
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
RIVAS NETO, MAGIA ORACULAR, DIVERSIDADE
Somente hoje consegui tempo para assistir o "Manifesto sobre Magia Oracular e Diversidade" exibido no último dia 09/02/2009 pela Faculdade de Teologia Umbandista.Devo confessar que fiquei um pouco impressionado (e espantado) em ter concordado com, pelo menos, 40% do que F. Rivas Neto (Pai Rivas) falou, em especial sobre a Umbanda não ser uma espécie de "terra de ninguém", onde qualquer pessoa estranha às suas fileiras (leia-se Norberto Peixoto, Robson Pinheiro e outros) acha que pode simplesmente ditar doutrina e escrever sobre um assunto que não domina.
A questão da missão sacerdotal, que deve fazer parte do karma das pessoas, assim como a rejeição do cursos de "formação de sacerdotes" e mandingas diversas que estão em alta no meio umbandista, são alguns outros pontos, dentre muitos, que concordo com Mestre Arapiaga.
Claro que ele não podia deixar de cutucar, como fez a maior parte do tempo, o seu desafeto de longa data, Rubens Saraceni. A insistência dele em falar sobre as diversas manifestações de Oxossi, assim como as suas qualidades, não somente na Nação Kêto, mas também no Jeje e na Angola, era uma crítica clara ao fato de Saraceni ensinar que "Egunitá" (que seria uma qualidade de Oyá/Yansã) é um outro Orixá.
Por outro lado, não nos passou despercebido que Aramaty, Obashanan e João Carneiro, não poderão mais escrever que seu Mestre vide para a Umbanda e não dela. Isto porque Rivas Neto, em alto e bom som (a fala vai dos 36:33 - 36:41 minutos do vídeo) afirma, in verbis:
"Eu vivo para a Umbanda, com a Umbanda e da Umbanda também, porque não?"
Com esta afirmação, Pai Rivas faz um grande favor àqueles que assinam listas de discussões: não teremos mais de aturar seus discípulos escrevendo que ele não vive da Umbanda e sim para ela.
É claro que não cabe nenhum tipo de explicação filosófica, do tipo "Pai Rivas disse que vivia da Umbanda, não no aspecto financeiro, mas de energia, se alimentando espiritualmente dela", já que Arapiaga deixa muito claro se tratar da questão pecuniária dentro da religião. De toda forma, um dos raros momentos de sinceridade e "fair play" por parte do Arapiaga, nestes anos todos que o venho acompanhando.
Outro ponto interessante a destacar é a forma que Rivas Neto define quem é ou não sacerdote ou, como ele gosta de dizer, "pais e mães espirituais".
Na visão dele, som são sacerdotes aqueles que têm Terreiro aberto, filhos-de-santo, fundamentos e raiz. Afirma também que pode dizer quem são seu pai, seu avô e seu bisavô espiritual.
Pois bem, comecemos pelo final.
Certamente, ele pode dizer quem são seu avô e bisavô espiritual dentro da Nação, porque dentro da sua iniciação na Umbanda Esotérica não é possível passar do "pai". Afirmo isto já que Matta e Silva (Mestre Yapacani) não teve iniciador carnal, sendo que todo mundo sabe que ele foi "feito" por Pai Guiné d'Angola.
Na mesma linha, podemos citar o próprio Zélio de Morais (médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas) e Benjamin Gonçalves Figueiredo (fundador da Tenda do Caboclo Mirim), que foram iniciados por seus Guias Espirituais e, portanto, não tiveram "pai" e muito menos "avô" espiritual carnado. Isto sem falar em centenas, milhares de médiuns, que simplesmente começaram sua missão mediúnica através de manifestações espontâneas e que mantêm suas Casas de Culto há décadas.
Em relação a possuir Terreiros aberto, filhos e fundamentos, para ficar em apenas dois exemplos, cito Ivan Horácio Costa (Mestre Itaoman) que é o mais antigo discípulo de Matta e Silva e que não possui Terreiro aberto, não iniciou ninguém e fundamentos é o que ela mais tem. Em termos de Nação, cito Agenor Miranda, o mais respeitado Oluwô da história recente do Candomblé brasileiro, que não tinha Terreiro aberto e não se tem notícias que iniciou ninguém.
Podemos afirmar que tais pessoas não são sacerdotes de "verdade"? Obviamente que não.
Para quem defendeu em todo o tempo que durou tal manifesto a aproximação do saber acadêmico com o religioso, o uso de falácias não é algo que podemos chamar de "saber crítico", como ele insistiu em pontuar.
:::::::::::::::
Foto: Faculdade de Teologia Umbandista (divulgação)


