Terça-feira, Dezembro 01, 2009

UMBANDA DE VERDADE

Durante aproxidamente três anos, fui médium de uma pequeno Terreiro de Umbanda chamado "Casa de Caridade Pai Domingos da Cruz", comandado pelo falecido (e saudoso) Sr. João dos Santos, homem grande (não somente na estatura, mas principalmente em caráter), negro, de origem humilde, extremamente trabalhador.

Quando o conheci contava com avançados 68 anos, salvo engano, e veio falecer, de causas naturais, com mais de oitenta.

Na pequena Casa de Pai Domingo, não havia "pais" ou "mães-de-santo".

O próprio Sr. João dos Santos arrepiava e se incomodava a cada vez que se referiam à ele como tal. Era carinhosamente chamado por todos de "Tio João" e, não raramente, deixava a gíra do dia sob a responsabilidade de algum médium, fosse ele novato ou com muito tempo dentro da Umbanda.

Certa vez o questionei sobre este tipo de conduta.

Afinal, em minha cabeça, seria temerário que um médium jovem, sem experiência comandasse a gíra de um Terreiro onde, não raro, contava com 80 - 90 pessoas na assistência, sem contar os médiuns e cambonos.

A reposta que obtive do velho Tio João foi a seguinte: "meu filho, o médium é novo, mas a Entidade é velha. Somos meros instrumentos nas mãos dos Guias. A verdadeira sabedoria e conhecimento é deles e não nossa."

O ritual era enxuto, sem atabaques, matanças e roupas espalhafatosas, dentre elas o que era banido guias imensas e vistosos cocares. No muito cada médium usava uma camiseta e calca brancas, de qualquer tecido (lembro que a calça de Tio João era feita de pano saco alvejado) uma guia com a cor do Orixá, no máximo um cachimbo, um charuto, um cigarro para uso das Entidades. Não haviam cobranças de nenhum tipo, sendo que o Terreiro vivia das mensalidades dos médiuns e doações feitas pelos frequentadores. Esta últimas mais confiáveis que as primeiras, como é normal em qualquer Terreiro.

Haviam poucas festas, homenagens singelas às Crianças, Caboclos, Pretos-Velhos e Exus, em datas tradicionais, dentro do sincretismo católico. Contudo a que mais enchia os olhos de Tio João era a "Festa dos Meninos", como ele gostava de ser referir a comemoração em louvor a Cosme e Damião. Este era o dia que aquele "Negro Velho" tornava-se novamente criança e chegava às lágrimas ao ver a Casa cheia.

Nesta simplicidade, a Casa de Caridade Pai Domingos da Cruz funcionou por longos 60 anos e, até que o seu fundador e orientador foi chamado novamente aos Jardins de Aruanda.

Acredito que foi esta simplicidade que perdi e tenho pagado o preço por isto.

Não que me arrependa de ter seguido a Raíz de Guiné, mas com certeza nunca mais encontrei pessoas realmente confiáveis como aquelas em que divida a benção de estar na Casa de Pai Domingos da Cruz.

Oxalá os "umbandistas" de hoje, em especial aqueles que pululam em listas de discussões e comunidades virtuais, assim como os "líderes" que hoje, como pavões do "santo rebolado", vivem a bater no peitos sobre seus feitos que, na verdade, enchem seus bolsos e emburrecem a massa de fiéis.

A sua benção, Pai Domingos da Cruz...

A sua benção, Tio João...

Com certeza, um dia vamos nos rever nos Campos de Aruanda.

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

TEMPLO (DE UMBANDA) É DINHEIRO

Quanto mais o tempo passa, mais fico impressionado com a ingenuidade da massa umbandista frente ao seus autoproclamados "líderes" e, mais ainda, com a hipocrisia que seus seguidores demonstram frente aos discursos ocos dos mesmos.

Existem pessoas que acreditam, piamente, que "Ordens", "Colégios", "Faculdades", sem falar na mobilização política e a eterna luta entre as duas principais facções rivais dentro do movimento umbandista são atos pela defesa da religião, sem nenhum tipo de interesse financeiro, poder e influência.

Em verdade, não sei se é ingenuidade ou omissão mesmo. Perceba como vicejou a oferta de cursos (regiamente pagos), assim como workshops, livros, congressos e, até mesmo, associações e conselhos, nos melhores moldes das falidas "federações".

O que vemos é um eterno jogo de "pedra, papel, tesoura" entre estas facções, que usam, preferencialmente, a internet para fazer chegar à massa emburrecida suas idéias e conclamações de "guerras brancas" (às vezes nem tão "brancas" assim) que detonam reações das mais diversas nas comunidades virtuais e listas de discussões.

Estas facções, mal comparando, parecem torcidas organizadas de futebol, com seus idólos, gritos de guerra e, claro, algum "agitador" que vem na vanguarda, com sua "testa-de-ferro", que vende a sua consciência por conta de promessas de galgar graus iniciáticos e estar entre a nata destas organizações espúrias, verdadeiros covis de chacais disfarçados de Templos de Umbanda.

A hipocrisia é tão grande, que mesmo depois de um destes "líderes" ter confessado, diante das câmeras, que "vive da umbanda", seus seguidores continuam fechando emails com o jargão de "Salve Fulano, que vive para a umbanda e não dela", ignorando, solemente, as declarações do próprio líder. É uma patética tentativa de ludibriar os incautos (ou idiotas mesmo?) quanto aos "louros" que o "lobo alfa" supostamente possui.

Por detrás de toda os "salamaleques", apoios, homenagens àqueles que interessam ter ao seu lado, em especial aqueles "umbandistas" que querem aparecer em pronunciamentos, citados em livros e em destaques em emails idiotas enviados por alguns "ovinos" nas listas de discussões, há mais interesses financeiros do que, efetivamente, religioso.

O desenfreio em busca de apoio, conhecimento, idolatria e, claro, do vil metal, é tanto que pessoas que antes criticavam duramente as práticas do Catimbó (que diziam ser o que mais nefasto há no mundo astral...), os atabaques (que, segundo eles, poderia causar cardiopatias graves) e a matança ritual (coisa que, para estes "fariseus do santo rebolado", era ritual tipíco de kiumbas), hoje adotam tudo isto como se no passado não os tivesse combatido.

A canalhice é tanta, que chegam a mutilar seus escritos, lançando novas edições de suas obras com o aviso de que foram "revistas e ampliadas", mas na verdade deveriam ter a fineza de avisar ao crédulo leitor algo do tipo "revista, mutilada e adaptada aos nossos propósitos".

Depois da tal "convergência", a multidão de bajuladores, a espera de seu "lugar ao sol", tal e qual ratos seguidores do Flautista de Hamelin, seguem cheirando os traseiros imundos destes "líderes", esperando a oportunidade de lançarem livros patéticos ou terem seus nomes citados com toda pompa e circunstâncias por algum "ovino" dono de lista de discussões.

De fato, o movimento umbandista (não a Umbanda, deixemos claro...) está senguindo os mesmos caminhos das igrejas pentecostais e neo-pentecostais: os líderes enriquecendo e acumulando poder e os idiotas seguidores formando uma blindagem de asnos para protegê-los.

Domingo, Novembro 29, 2009

CADÊ UMBANDA?

Este blog, que antes era a minha obsessão, passou a ser mero "vaso" guardando alguns anos de minhas impressões e lutas no que alguns chamam de "Movimento Umbandista".

No passado frequentava, anônimo, dezenas de listas de discussões, incluso as mais famosas e antigas, ávido por a quantas andavam as coisas dentro do "movimento". O que via, dia após dia, eram as mesmas mentiras, manipulações, culto ao ego de uns e outros, lutas entre facções, discursos hipócritas e um "idiota ovino" tratando os demais listeiros como crianças de jardim de infância, sempre colocando a si e aos seus "irmãos" de uma determinada "ordem iniciática" (que deveria se chamar "caos iniciático"...) como o supra-sumo da Umbanda.

Neste tempo todo fui ameaçado, caluniado, difamado... aliás, continuo sendo, só que decidi que nenhum tipo de postagem, seja em blogs ou comunidades virtuais, contra a minha honra pessoal, ficará sem resposta.

Atualmente, existem três processos de indenização contra a Google Internet do Brasil, por postagens caluniosas e difamatórias contra mim no Orkut e em blogs hospedados no "Blogspot". Na seara penal, mais quatro processos tramitam, inclusive contra "figurinhas fáceis" do meio virtual, onde mais de trinta pessoas estão sendo investigadas e mais da metade já teve dados pessoais e de acesso fornecidos pelo próprio Google e outras empresas como, por exemplo, o Yahoo.

Somente de multas por descumprimento de ordem liminar, a Google pode vir a pagar R$ 9.600,00 à mim, sem prejuízo de eventual (e certa) condenação nestes processos. Obviamente, que assim que tiver os dados dos quadrilheiros, verdadeiros bandidos, forem disponibilizados nos autos eu os processarei por perdas e danos morais.

O mais interessante é que a bandidagem virtual não faz distinção de social ou territorial. Temos um advogado de Vila Velha/ES na lista, um idiota que se técnico de informática de Vitória do Santo Antâo/PE, um homossexual metido a "mestre de iniciação" de Belo Horizonte (junto com seus comparsas), gente do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Um verdadeiro apanhado de BANDIDOS, travestidos de religiosos, de todo o país.

Faz muito tempo que não existe mais "impunidade" na rede mundial de computadores, ainda mais quando o caso é de "lammers" e não de "hackers" profissionais. Estes idiotas sempre acharam que eu estava "morto", que jamais reagiria frente aos insultos porque sempre consideraram que eu tinha algo a perder ou temer.

Erraram, o que também demonstra que Entidade, que é bom, estes imbecis não tem nenhuma na "cabeça", pois se tivessem teriam sido avisados que era briga ruim comigo.As comunidades de Umbanda do Orkut e de outras comunidades virtuais, com raras exceções, se prestam a tudo, meno a discutir, com seriedade e profunidade a religião. São um antro de fofoqueiros, bandidos e caluniadores.

Então, pergunto: CADÊ UMBANDA?

Umbanda ?!?

Ah!, Umbanda... com certeza passa a anos-luz de distância desta corja.