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segunda-feira, novembro 30, 2009

TEMPLO (DE UMBANDA) É DINHEIRO

Quanto mais o tempo passa, mais fico impressionado com a ingenuidade da massa umbandista frente ao seus autoproclamados "líderes" e, mais ainda, com a hipocrisia que seus seguidores demonstram frente aos discursos ocos dos mesmos.

Existem pessoas que acreditam, piamente, que "Ordens", "Colégios", "Faculdades", sem falar na mobilização política e a eterna luta entre as duas principais facções rivais dentro do movimento umbandista são atos pela defesa da religião, sem nenhum tipo de interesse financeiro, poder e influência.

Em verdade, não sei se é ingenuidade ou omissão mesmo. Perceba como vicejou a oferta de cursos (regiamente pagos), assim como workshops, livros, congressos e, até mesmo, associações e conselhos, nos melhores moldes das falidas "federações".

O que vemos é um eterno jogo de "pedra, papel, tesoura" entre estas facções, que usam, preferencialmente, a internet para fazer chegar à massa emburrecida suas idéias e conclamações de "guerras brancas" (às vezes nem tão "brancas" assim) que detonam reações das mais diversas nas comunidades virtuais e listas de discussões.

Estas facções, mal comparando, parecem torcidas organizadas de futebol, com seus idólos, gritos de guerra e, claro, algum "agitador" que vem na vanguarda, com sua "testa-de-ferro", que vende a sua consciência por conta de promessas de galgar graus iniciáticos e estar entre a nata destas organizações espúrias, verdadeiros covis de chacais disfarçados de Templos de Umbanda.

A hipocrisia é tão grande, que mesmo depois de um destes "líderes" ter confessado, diante das câmeras, que "vive da umbanda", seus seguidores continuam fechando emails com o jargão de "Salve Fulano, que vive para a umbanda e não dela", ignorando, solemente, as declarações do próprio líder. É uma patética tentativa de ludibriar os incautos (ou idiotas mesmo?) quanto aos "louros" que o "lobo alfa" supostamente possui.

Por detrás de toda os "salamaleques", apoios, homenagens àqueles que interessam ter ao seu lado, em especial aqueles "umbandistas" que querem aparecer em pronunciamentos, citados em livros e em destaques em emails idiotas enviados por alguns "ovinos" nas listas de discussões, há mais interesses financeiros do que, efetivamente, religioso.

O desenfreio em busca de apoio, conhecimento, idolatria e, claro, do vil metal, é tanto que pessoas que antes criticavam duramente as práticas do Catimbó (que diziam ser o que mais nefasto há no mundo astral...), os atabaques (que, segundo eles, poderia causar cardiopatias graves) e a matança ritual (coisa que, para estes "fariseus do santo rebolado", era ritual tipíco de kiumbas), hoje adotam tudo isto como se no passado não os tivesse combatido.

A canalhice é tanta, que chegam a mutilar seus escritos, lançando novas edições de suas obras com o aviso de que foram "revistas e ampliadas", mas na verdade deveriam ter a fineza de avisar ao crédulo leitor algo do tipo "revista, mutilada e adaptada aos nossos propósitos".

Depois da tal "convergência", a multidão de bajuladores, a espera de seu "lugar ao sol", tal e qual ratos seguidores do Flautista de Hamelin, seguem cheirando os traseiros imundos destes "líderes", esperando a oportunidade de lançarem livros patéticos ou terem seus nomes citados com toda pompa e circunstâncias por algum "ovino" dono de lista de discussões.

De fato, o movimento umbandista (não a Umbanda, deixemos claro...) está senguindo os mesmos caminhos das igrejas pentecostais e neo-pentecostais: os líderes enriquecendo e acumulando poder e os idiotas seguidores formando uma blindagem de asnos para protegê-los.

domingo, agosto 02, 2009

O ESGOTO CHAMADO MOVIMENTO UMBANDISTA

As coisas continuam de mal à pior no assim chamado movimento umbandista.

Com raras e honrosas exceções, o que vemos hoje em dia é um interesse comercial em tudo que é relacionado com a Umbanda e cultos de matriz africana de forma geral. Apesar de não ser o melhor dos negócios, vemos todos os dias novos "escritores" umbandistas lançando livros (em sua maioria sofríveis, sem conteúdo algum, verdadeiro lixo literário), mas que criar uma espécie de "status quo", tranformando qualquer um que lance uma obra com receitas de feitiço em "autoridade religiosa".

Nem preciso falar sobre as deturpações no meio, como rituais tântricos, onde "mestres" com títulos pomposos e cara de "bom moço", promovem verdadeiras orgias em seus "santés", escolhendo as incautas mais bonitas e interessantes para receberem o "àsé" diretamente da "vara tântrica" do suposto "mestre".

Muitos hipócritas, fariseus de plantão, ficam nas listas de discussão falando sobre pessoas que cobram para isto ou aquilo dentro da Umbanda e do Candomblé, gritam por caridade, mas fazem de tudo para esconder suas práticas de cobranças pesadas de "lei de salva" para os mais variados fins. Isto sem falar nos cursos, workshops, escolas e tudo mais que pipocam à todo dia.

Não que eu seja contra a cobrança de Lei de Salva, pelo contrário.

A cada dia me convenço que em tempos de "umbandistas de cristal" e, principalmente, gente de duas caras, o certo mesmo é cobrar, e alto, para evitar que parasitas deste nível se aproxime de você com o intuito de conseguir o que deseja para depois, na maior demonstração de cretinice, o apunhale pelas costas. Se quer se beneficiar do seu conhecimento para depois conversar fiado, que pelo menos pague alto para ter uma bela casa, liberar aquele dinheiro na justiça ou seja lá o que for.

A tal "tolerância" e "convivência pacífica", como várias vezes escrevi aqui, não passa de palavras bonitas, mas sem nenhuma aplicação prática. Os que lançaram tais conceitos no meio umbandistas continuam os mesmos intolerantes de sempre, atacando à tudo e todos que discordem de seus conceitos e práticas e, principalmente, que seja concorrente comercial, atrapalhando o movimento do seu caixa.

A covardia também é marca registrada no meio.

Existem alguns "paladinos" que apesar da postura saneadora, de denúncia, precisam se esconder por detrás de fakes no orkut e listas de discussões. Posso citar, por exemplo, um tal "treme-terra", alter-ego de uma advogado porta-de-cadeia da cidade de Vitória/ES, notório por criar confusões com todo mundo, ser um dos maiores caluniadores e difamadores das comunidades do Orkut. É tão íntegro, tão honesto, que precisa de se esconder atrás de fakes e testas-de-ferro para destilar o seu veneno.

Temos um outro aqui mesmo em Belo Horizonte, que usa a alcunha de "aquarius", cuja a falsidade de ações é tamanha que nunca sabemos quando está contra ou a favor de alguém. O sujeito, apesar de se dizer de "Umbanda Esotérica", vive recebendo uma "pomba-gira" em seu minúsculo "santé", onde o mesmo se "monta" com vestido, salto alto, maquiagem e todo os acessórios. Quem viu garante que não sabe distinguir se a "aparição" é de um médium incorporado com uma entidade de fato e de direito (o que eu duvido), se é uma "drag queen" (não acredito, já que estes são artistas) ou apenas um mistificador travestido de mulher e que vive de trabalhinhos, defumações e tudo mais ( o que acredito ser o mais aplicável ao caso).

E o que estas duas pessoas tem em comum?

Posam de defensores da moral umbandistas, fomentam calúnias e difamações e degladiam-se entre si. Na verdade, mera disputa comercial, para ver quem fica com mais clientes, quais serão os otários que encherão seus bolsos.

Agora temos sites e blogs de "umbandistas" que defendem, abertamente, a pirataria, que acreditam que podem simplesmente copiar obras protegidas por direitos autorais, disponibilizar quando e onde quiser e que ainda estão agindo corretamente: errados são os autores e editoras que vendem os livros, que gastam tempo e dinheiro para lançar uma obra para qualquer um vir copiar e dispor como se dele fosse.

Mas depois de ler que de acordo com a lei os autores de obras psicografadas não têm direito à proteção autoral, isto vindo de alguém que trabalha em um escritório de advocacia, qualquer coisa me parece possível neste mundo sujo chamado "movimento umbandista".

Particularmente, estou me afastando cada dia mais desta podridão criada por homens. Não quero saber do movimento umbandistas, somente da Umbanda.

domingo, maio 17, 2009

A POSE DO GORILA, O JARDIM JAPONÊS E A UMBANDA

Levantei cedo, acordei as crianças e começamos os preparativos para um dia no zoológico. Passar os fins de semana com meu filho e sobrinho sempre é sinônimo de dormir tarde e acordar bem cedo, normalmente logo após o nascer do sol. Ambos estudam no turno diurno e já se acostumaram a "levantar com as galinhas", como dizia minha finada avó.

Chegamos cedo ao zoológico, com certeza os primeiros visitantes daquele dia. Nos dirigimos diretamente ao jardim japonês, com seu imenso Torii e um projeto paisagístico exuberante, um dos mais belos do país, conforme o nosso guia fez questão de frisar.

Em nosso grupo uma criança de aproximadamente quatro anos, com a curiosidade própria da idade, insistia em fazer todo tipo de pergunta ao guia e tagalerar sem parar. A cena era perfeita em termos comparativos: a criança tagalerava, o guia ignorava e o demais visitantes se irritavam.

Lembrou-me muito o que temos visto nas listas de discussões, onde "mestres" e "discípulos" tagaleram indefinidamente sobre a "melhor umbanda" ou o "mestre mais especial", entupindo as caixas de entrada dos demais participantes com um bate-boca inútil, onde um aponta os erros e contradições do outro, mas ninguém responde diretamente a nada.

Terminamos a visita ao espaço oriental e seguimos para ver os animais
.

Chegamos ao grande espaço reservado ao gorila "Idi Amin", o único espécime em zoológico da america do sul. Em geral ele é muito arredio e mantêm-se afastado dos olhares dos visitantes, escondido em sua caverna. Neste sábado, porém, ele resolveu ser mais simpático e se deixou observar, inclusive fazendo pose para fotos. Sentia-se especial, até com um certo ar blasé aos visitantes que se acotovelavam frente ao vidro para tirar fotografias do grande primata.

Foi inevitável comparar tal acontecimento com o estado de coisas dentro do movimento umbandista. O que temos de "líderes" fazendo pose na internet, ainda mais com o advento das tais video-conferências não está no gibi. Todos querem trocar uma idéia via webcam com o mestre da Vila Alexandrina e ter seus "15 minutos de fama".

Além disto, "mestres" há muito desaparecidos das listas começam a reaparecer, em uma atitude orquestrada, para atacar Rubens Saraceni e massacrar Alexandre Cumino. A união faz a força: cinco discípulos de Rivas Neto contra apenas um do Saraceni. O mais assombroso é ler Aramaty se dirigindo ao Cumino como "meu prezado irmão". Sem comentários sobre a falsidade e hipocrisia de tal atitude.

Nada muda dentro do movimento umbandista e quando acontece alguma mudança é para pior. É como eu sempre digo: esta conversa de "respeito a diversidade", "tolerância" e "convivência pacífica" por parte de Rivas Neto e os seus não passa de hipocrisia. As atitudes de seus discípulos falam por si.

terça-feira, maio 12, 2009

CANSADO...REALMENTE CANSADO

Sabe quando você tem uma péssima noite, que acorda pela manhã sentido-se cansado, com aquela sensação horrível de que tem areia em seus olhos e com o corpo pedindo, insistentemente cama? Você levanta mau humorado, enjoado, sem entender o motivo pelo qual ainda não ganhou sozinho na megasena, para que não precisasse nunca mais trabalhar quando amanhecesse neste estado?

É exatamente assim que me sinto em relação ao movimento umbandista, em especial no que diz respeito a estar enjoado. Ou seria enojado mesmo?

Com certeza, "enojado" traduz melhor o que sinto todas as vezes que abro meus emails e vejo esta briga, que mais parece coisa de moleques de rua e não de homens com mais de cinquenta anos, entre Saraceni e Rivas Neto. Todas as listas que falam de Umbanda, não importando o seu tamanho, sofrem, diariamente, com as infinitas réplicas e tréplicas, em especial vindas da parte do Sr. João Carneiro, relações públicas de todas as siglas inventadas pelo Mestre da Vila Alexandrina.

Como no passado, os membros da OICD tratam as listas como o quintal de suas casas.

Acreditam, realmente, que toda a comunidade umbandista esteja muito interessada nas "notícias alvissareiras", em ler centenas de vezes o nome de Rivas Neto (e suas "proezas") e, pior, o discurso hipócrita e vazio que parte de todos os seus discípulos.

A palavra que mais se lê, depois do nome de Rivas Neto, claro, nos emails desta turma é "ética".

Mas, sinceramente, não vejo ser ético censurar alguns participantes em uma lista de discussão enquanto seus "maninhos" escrevem o que querem, na hora que querem, sem nenhum tipo de moderação, enquanto aqueles que têm opiniões contrárias aos interesses da OICD/FTU são atacados e vilipendiados em suas listas.

Ética, é trazer à público uma questão jurídica já resolvida, que ocorreu há exatos sete anos atrás? Um inquérito policial que resultou apenas em papelada e gasto de dinheiro público e que, no muito, entra como um capítulo BIZARRO desta guerra imbecil travada entre os dois "líderes" umbandistas
.

O mais engraçado, porém, é o Sr. João Luiz Carneiro vir á público dizer que é importante para a comunidade umbandista discutir este assunto, como se esta briga de comadres entre seu mestre e Saraceni, realmente, interessasse a alguém exceto eles próprios. A razão para ressuscitar este assunto é desacreditar Saraceni, atacar a sua pessoa, no que pese a falsidade e hipocrisia de Carneiro em dizer que não discute pessoas.

Aliás, uma coisa marcante no discurso de Carneiro além, é claro, da prolixia, é o uso recorrente de falácias, dentre elas:

Pergunta capciosa: "Você tem alguma coisa contra a Umbanda Esotérica, Cumino?". A pergunta funciona como uma armadilha para quem responde. Qualquer resposta que der a isto será, obviamente, usada contra o argumentador.

Apelo a autoridade: vive a citar nomes de escritores famosos para justificar suas idéias, como se eles tivessem dado a última palavra sobre qualquer assunto.

Ataque pessoal: referindo-se à condição de Cumino como sacerdote e aos cursos que promove de forma jocosa.

Falácia do espantalho: ao ser questionado sobre as claras contradições entre o que escreveu e o que pratica Rivas Neto, Carneiro ignora isto e ataca o ponto mais fraco da argumentação de Cumino, ou seja, a questão dos nomes "Yori" e "Yorimá". É exatamente disto que se trata tal falácia: ataca-se um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor.

Múltiplas perguntas: consiste em confundir o adversário com várias perguntas de modo a que não seja possível uma única resposta, ou levando-o a contradizer-se. É exatamente isto que Carneiro está fazendo há dias com Cumino.

Melhor parar por aqui, porque se continuarmos, com certeza, vamos conseguir enquadrar todo o discurso de João Carneiro, praticamente, em todo o guia das falácias. Aliás, dele e de seus irmãos da OICD/FTU.

O que é certo é que esta guerra idiota entre Rivas e Saraceni já encheu o saco. Poderiamos reviver aqueles antigos duelos com pistolas à dez passos ou combate com florete, não é mesmo? Como um pouco de sorte, nos veríamos livres desta "guerra do cem anos" instituida na Umbanda por este dois
.

domingo, maio 10, 2009

ENÉSIMO ROUND

E segue-se a luta, senhoras e senhores...

Há dez anos assistimos a luta entre Rubens Saraceni e Rivas Neto. Ano a ano alternam na vantagem dentro do combate, alguns períodos de armistício são visíveis, mas o retorno às hostilidades sempre é impactante.

No seu último pronunciamento, como já registramos aqui, Rivas Neto veio como um rolo compressor para cima de Saraceni e seus seguidores, em especial Alexandre Cumino e Jorge Scritori. O mestre da Vila Alexandrina, ressucitou um
inquérito policial aberto em seu desfavor por Saraceni no ano de 2002, onde constaram como testemunhas seus dois discípulos.

Apesar de afirmar várias vezes que não queria fomentar o assunto, que tocava novamente na questão, após tantos anos, para mostrar como é vítima de "perseguição", Rivas Neto, aquele que prega a "paz mundial", determinou que seu discípulo Araobatan disponibilizasse para consulta pública peças do extinto processo policial.

A intenção por detrás disto é, claro, desmoralizar Saraceni e seus discípulos mais próximos. Não há lógica alguma de se colocar novamente em discussão um uma ação penal já extinta, que em nada modifica os rumos do trabalho de um ou de outro. A intenção por detrás disto é única e simplesmente a desmoralização pública à Rubens Saraceni, Alexandre Cumino e Jorge Scritori.

Por outro lado, é estranho ouvirmos de Arapiaga que poderia ter processado os envolvidos na denunciação caluniosa e não o fez por achar isto um deserviço à Umbanda e ao mesmo tempo explorar o episódoio ao seu favor em meio às listas de discussões. Afinal de contas, qual a relevância de um problema pessoal (que vai se estender pelo resto das encarnações destes dois) para a comunidade umbandista? No que isto é construtivo para a Umbanda? Qual a conclusão que Arapiaga, Araobatan, João Carneiro, dentre outros asseclas, querem levar os listeiros à chegar?

Esta atitude de Rivas Neto e os seus só comprova o que venho, diariamente, afirmando neste espaço: "paz mundial", "convivência pacífica", "tolerância irrestrita", são palavras jogadas ao vento sem nenhuma conotação prática da parte da OICD/FTU. Quando pregamos algo e nós mesmos não a praticamos, é um caso clássico de HIPOCRISIA.

Antes de pregar aos quatro cantos do mundo estes conceitos, Arapiaga deveria colocá-los em prática, dar o exemplo. Como pode ele pregar sobre "convivência pacífica", sendo que nunca a teve com Rubens Saraceni? Como falar, hipocritamente, sobre "paz mundial", se mantem uma verdadeira guerra contra seu desafeto?


Perguntas que, como sabemos, jamais terão respostas.

sexta-feira, maio 08, 2009

POEMA DE UMA RIMA SÓ (OU POEMA SEM RIMA PRA VOCÊ)

Navegando nesta infinita "matrix", deparei-me com o blog da poetisa Sandra Regina de Souza com o seu "poema de uma rima só".

Ao ler e reler, senti que estava diante de um resumo, um texto que, sob a inspiração do breve, sintetiza o estado de coisas no movimento umbandista, em especial no que diz respeito aos recentes bate-bocas entre "líderes", as "notícias alvissareiras", o culto à personalidade e a hipocrisia que viceja entre nós.

Bastou que eu acrescentasse a palavra [Umbanda], que o poema fez todo sentido para a nossa realidade e, o mais importante, não perdeu a rima.

Como a alma
anda farta
dessa farsa...
sem graça...
Como amarga
a palavra falsa
que se afasta...
quando você [Umbanda]
me falta.

(Sandra Regina, "Feita em Versos")

quinta-feira, maio 07, 2009

CARGA EXPLOSIVA

Ontem (05/04/2009) tivemos outro pronunciamento de Rivas Neto, tendo como tema "Magia Oracular". Pelo menos este era o pano de fundo.

Na verdade, assistimos um pouco mais de trinta minutos sobre o tema e mais de uma hora de verdadeira "lavação de roupa suja" entre Arapiaga e Saraceni. Começou com Darwin e terminou em acusações, para dizer o mínimo, sérias, além de insinuações outras por parte do Mestre da OICD contra Saraceni. O que passamos a descrever foi o que ouvimos de Rivas Neto em seu pronunciamento.

Obviamente, não poderia faltar menção ao famigerado "Livro das Energias" e os erros conceituais expostos na obra de Saraceni e o fato deste último ter reconhecido os mesmos e retirado a obra de circulação. Houve menção, igualmente, a um inquérito policial aberto por Saraceni envolvendo Rivas Neto por conta de um site apócrifo que, em tese, atacava a honra do Mago das Velas.

O que aconteceu, porém, foi que Rivas Neto não tinha (ou não se conseguiu provar) nenhuma relação com o tal site difamatório e Saraceni foi obrigado a desistir da ação e ainda pedir desculpas, jogando a culpa em sua advogada. Nisto, sobrou para todo mundo: Rubens Saraceni, Alexandre Cumnino, Rogério Queiroz e Jorge Scritori.

Na sequência, Rivas Neto passa a fazer insinuações em relação à Rubens Saraceni, sempre as interrompendo de forma grave, afirmando que não era de sua ética, de sua postura como sacerdote, alimentar "este tipo de coisa". Que é um homem calmo, ponderado, paciente, praticamente um monge budista (quem não te conhece que te compre, Rivas...).

O reitor da FTU também diz, várias vezes, que tem conversas gravadas (hábito que eu também cultivo desde o início da minha militância pública no meio umbandista) com Saraceni e alguns de seus seguidores que poderiam ser, de certa forma, comprometedores. Obviamente, que estas gravações (se realmente existem) jamais virão à público, visto as consequências legais disto.

O arquivo de vídeo, com a íntegra do tal pronunciamento, ainda não foi disponibilizado no portal da FTU, mas com certeza haverá de ser nos próximos dias e colocaremos o link aqui no blog. Com certeza é um registro que todos os umbandistas devem assistir afim de constarem a quantas anda esta "Umbanda de Todos Nós".

O pronunciamento de ontem é apenas mais um capítulo desta guerra travada entre Saraceni e Rivas Neto por controle, poder e dinheiro dentro do movimento umbandista. Isto começou no início/meados dos anos '90 e, com certeza, não acabará tão cedo.

Apesar de Rivas Neto se colocar na posição de perseguido, de coitado, de magnânimo, não é bem assim. Ambos os lados têm culpa neste estado de coisa, visto que os ataques eram mútuos, em especial usando as listas de discussões. Os discípulos de Rivas Neto, assim como os de Saraceni, viviam (vivem) trocando farpas e acusações mútuas.

De toda forma, uma coisa é certa: se Saraceni ainda deve explicações à coletividade umbandista em relação ao "Livro das Energias", Rivas Neto deve mais ainda sobre os conceitos expostos em suas obras em relação ao Catimbó, Candomblé e outras manifestações religiosas afro-ameríndias-descendentes.

Sim, porque as contradições entre o discurso e a prática, como várias vezes colocamos neste espaço, são gritantes. Coisa que antes eram de "kiumbas", faz algum tempo não são mais.

Aliás, isto me faz lembrar que foi noticiado que a FTU contará com uma editora própria e que relançara a obra literária de Rivas Neto.

Será que coisas como "é pilantra mesmo" em relação à entidade Zé Pilintra, a condenação ao Catimbó/Encantaria, com seus Mestres de Linha, como o que há de "mais nefasto no mundo astral", assim como a postura de que o sacrifício de animais é desnecessário e só serve para alimentar as "hienas do baixo astral" continuarão nas obras de Rivas Neto?

Veremos no frontispício de "Umbanda - A Protosíntese Cósmica" algo do tipo "revista e multilada" e dentro uma "mea culpa" do Mestre da OICD, humildemente, se desculpando pelos conceitos expostos no passado e retificando as palavras do autor espiritual da obra, o Caboclo Sr. Sete Espadas?

Como diz o Sr. João Carneiro: serenamente, aguardemos...

É fato que haverá uma reação de Saraceni através do "Portal de Defesa da Umbanda" (www.pdu.com.br) e a quantidade de "TNT" aumentará consideravelmente. A partir de hoje os discípulos de Rivas e Saraceni travarão homéricas batalhas nas listas, as trocas de acusações, réplica e tréplicas infinitas se sucederão.

Toda esta guerra, no entando, não é somente por causa da Umbanda e nem por conta de cursos, workshops, colégios e faculdades.

É uma questão de EGO.

Como adolescentes, Rivas Neto e Saraceni estão em uma eterna medição do "tamanho do pênis", querendo definir quem é o mais "bem-dotado".

terça-feira, maio 05, 2009

EDIÇÃO EXTRA: HISTÓRIAS QUE O POVO (NÃO) CONTA IV

Não faz muito tempo recebi um email contando uma história muito engraçada e, ao mesmo tempo, trágica sobre um determinado "baba" (o qual vou omitir o nome e a alcunha por motivos legais) que, não obstante a "banca" que vive pondo em listas de discussões e os comentários desairosos que faz contra tudo e contra todos, demonstra bem claramente quem vive de aparências neste meio.

Um leitor nos relata que ele, ao se sujeitar a um ritual de passagem de grau, foi colocado sob a responsabilidade do "baba" em questão, que deveria estar no terreiro às 21:00 horas daquele dia. Importante salientar que o iniciado estava de jejum durante todo o dia. Às 23:00 horas, o tal 'baba" ainda não havia se apresentado, então o "chefão" apareceu e perguntou ao iniciado onde estava o tal "baba".

Diante da resposta que ele não havia aparecido, o "chefão" ficou irritado, pegou o telefone e descobriu que o sacerdote não havia se apresentado no horário marcado para o ritual porque foi assistir o jogo do Corintians.

O diálogo entre o "chefão" e o "baba" trapalhão foi mais ou menos assim:

- Porra, nada com você dá certo, o cara vem de Curitiba e você o deixa passando fome aqui para ir na merda do jogo, essa é a terceira vez que faz cagada, isso não acontecerá de novo.

- Perdão, meu Pai... não acontecerá de novo.

- Você não faz nada certo, absolutamente nada, nem acender vela você sabe!!!.

Pari passu, o "chefão" desliga o telefone sem maiores cerimônias, chama a sua assistente e determina:

- Nao escale este sujeito para mais nada, só para as giras quinzenais.

E assim foi feito.

Imagine um "sacerdote" que deixa de cumprir suas obrigações dentro do Terreiro para ir assistir ao jogo do "Timão". Um sujeito que o próprio "pai-de-santo" dele afirma que não sabe acender nem uma vela e ainda fica em listas pagando lição de moral e criticando a tudo e a todos, inclusive outros sacerdotes e iniciados.

O sujeito não tem compromisso com um ritual de passagem de grau, troca sua responsabilidade dentro do Terreiro para ir assistir à um jogo de futebol, desobedece o seu "pai-de-santo" e ainda quer vir dar uma de "bom de sela" para cima dos outros?

Pelo exposto, ao que parece, o sujeito deve usar uma camisa do "Timão" por debaixo da roupa branca e seu amor pela Umbanda está muito aquém daquele que sente pelo Corintians.

Faço votos que, ao menos, o "Timão" tenha vencido a partida para compensar a vergonha. =)

TOLERÂNCIA IRRESTRITA?!?

Este mundo umbandista é realmente muito engraçado.

Todos os dias nossas caixas de e-mails são bombardeadas com "quilos" de propagandas institucionais da Faculdade de Teologia Umbandista e verdadeira apologia ao culto à personalidade de Rivas Neto, seus feitos "extraordinários" para a Umbanda e tudo mais.

O que sempre chamou minha atenção, porém, é o discurso sobre diversidade, convergência, paz mundial, convivência pacífica e, principalmente, a tal TOLERÂNCIA IRRESTRITA. Confesso que quando me deparei com este discurso cheguei, realmente, a acreditar que uma nova era surgia na Umbanda e que Rivas Neto, assim como seus discípulos, abandonariam as velhas táticas de ataques pessoais, desrespeito às convicções alheias, dentre outra coisas que praticaram por anos à fio nas listas de discussões e comunidades virtuais.

Ledo engano da minha parte.

O que ocorreu, na prática, é que os ataques simplesmente tornaram-se velados, obviamente direcionados àqueles que, como eu, não temo o mínimo alinhamento ou simpatia pela idéias do semi-deus da Vila Alexandrina e acreditamos que isto tudo não passa de mera manobra, populismo barato e hipócrita, afim de aumentar sua influência dentro da religião.

A primeira vista, defender "tolerância irrestrita" dentro do meio parece algo digno, louvável, bem vindo, não é mesmo? Pois é. Seria caso realmente isto fosse colocado em prática, mas a verdade é que tal conceito, na visão de Rivas Neto e os seus, comporta exceções, tornando algo que deveria ser "irrestrito" condicionado à certas limitações, em especial no que tange o trabalho dos desafetos declarados do semi-deus da Vila Alexandrina.

O termo "irrestrito", de acordo com o dicionário Houaiss, significa "amplo, ilimitado".

Qualquer criança sabe, portanto, que quando condicionamos algo estamos limitando-o. E o condicionamento que a OICD/FTU impõe à "tolerância irrestrita" é aquilo que Rivas Neto julgar certo ou errado dentro do meio, ou seja, o que devemos respeitar ou não, de forma ampla, é aquilo que o "yamunisiddha", por seus próprios critérios, escondido atrás da chancela da "academia" (que ele mesmo criou e comanda com mãos-de-ferro).

Portanto, se questionamos (e nos posicionarmos contra) a matança de animais, o uso de cartolas, capas, cocares e atabaques em reuniões mediúnicas, somos intolerantes, retrógados, etnocentricos, etc. Se estamos contra as patacoadas vindas da Vila Alexandrina, somo invejosos, "mãos vazias" (este termo sempre me faz rir muito...), incapazes, blá, blá, blá.

Mas, por outro lado, Rivas Neto se posicionar contra a doutrina pregada por Rubens Saraceni, contra os cursos que são ministrados por ele e seus seguidores, dentre outra coisas, é uma questão de "senso crítico" em não tolerar o que é "errado" e "danoso" à religião umbandista.

Aliás, a perseguição doutrinária não pára em Saraceni, visto que o médium Firmino José Leite, que incorpora Pai Joaquim d'Aruanda e quem tem vários vídeos na internet, também é alvo de polêmicas e ataques por parte da turminha da OICD/FTU. O professor Adilson Marques, que fez um trabalho profundo sobre a doutrina do citado médium, foi EXECRADO por discípulos e simpatizantes de Rivas Neto, não faz muito tempo, na famigerada lista "apometria e umbanda".

Perceberam?

Rivas Neto, agora com o apoio da FTU, arvorou-se no "amo e senhor" da Umbanda, definindo, com base na "academia", o que é certo e errado dentro da religião, emitindo pareceres, através dos "dedos" de seus cupinchas, sobre a validade de uma manifestação doutrinária. A "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto, está irrestritamente ligada ao que ele acredita ser correto dentro da religião.

A recente celeuma criada entre discípulos de Rivas Neto e seguidores de Rubens Saraceni nas listas de discussões, claramente, comprova isto. A cerne da questão são os cursos que são ministrados por Saraceni e muitos dos seus discípulos, que a turminha da Vila Alexandrina acusa de formar "pais e mães espirituais" em massa o que, até onde sei, não é verdade.

Quando tinha assuntos à tratar em São Carlos/SP, estive em contato com pessoas ligadas à Rubens Saraceni e fui convidado a assistir a um destes cursos e posso atestar que não há, pelo menos naquele no qual eu estive, intenção de formação de sacerdotes, no que pese, por óbvio, não ser segredo a formatura de "magos" da "magia" disto ou daquilo por eles. O que vi foi um curso de teologia (claro, dentro dos padrões teológicos da "Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni) e, verdade seja dita, não vi o palestrante incorporado por nenhuma entidade, como acusam os "oicidianos".

Antes que digam que estou de conluio com Saraceni e os seus contra os "iluminados da Vila Alexandrina", quero deixar patente que não tenho NENHUM CONTATO com ele ou seus discípulos. A minha opinião sobre a doutrina pregada por eles continua a mesma, mas devo atestar o que presenciei.

De toda forma, as vezes que estive em Casas de Umbanda que seguem a "Umbanda Sagrada" de Saraceni, sempre fui muito bem recebido em especial quando tinham a informação de que nenhuma relação tenho com a OICD, apesar de praticante da assim chamada "Umbanda Esotérica
".

Enfim, a "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto é um embuste, assim como todos os demais conceitos aos quais, verdadeiro "spam", somos submetidos diuturnamente. Condicionar algo irrestrito não faz, absolutamente, sentido algum.

segunda-feira, maio 04, 2009

ANOS DE CHUMBO, ANOS DE DÚVIDAS

Atualmente vivemos "anos de chumbo" na Umbanda.

De um lado temos todo a estrutura de propaganda da OICD/FTU, com seus lacaios de sempre, impondo sua visão sobre a Umbanda, pretensiosamente querendo ensinar o que é ou não próprio ou correto dentro da religião, evocando a "academia" (para referir-se à FTU), usando-a como substrato para mudar conceitos, preceitos e enfiar "guela abaixo" da comunidade umbandista uma "neo-umbanda", dentro da visão megalômana de Rivas Neto. Do outro uma pequena, mas ativa oposição que vem ganhando espaço no meio.

A FTU não se trata de uma instituição que pretende alavancar a Umbanda como religião, "diminuir a distância entre o centro e a periferia", ou seja lá qual frases feitas, repetidas à exaustão por seus asceclas nas listas e comunidades virtuais, tentam traduzir o espírito da faculdade. Em verdade, a FTU trata de ser a grande "arma" de Rivas Neto para justificar as suas idéias academicamente e seguir com seu plano de dominação da religião.

Perceba que desde a criação da FTU, toda idéia que vem dele tem a chancela da faculdade. Outrora Rivas Neto baseava suas idéias e doutrinas no "mundo astral superior", que sempre estava pronto, frise-se, a mudar tudo com o argumento de que as "verdades são temporais".

Obviamente que esta "doutrina camaleão" nunca o levou a ter grande credibilidade no meio umbandista, por isto fundou a FTU e, assim, passa a ter suas idéias embasadas na "ciência" ensinada por uma instituição superior, com reconhecimento oficial. O que as pessoas se esquecem é, que a apesar do pioneirismo, há de se reconhecer, da criação de uma faculdade umbandista, o que vemos na FTU nada mais é do que uma visão teológica de seu fundador, por mais que ele insista em afirmar que trabalha com a "diversidade" das doutrinas umbandistas.

A teologia, de qualquer religião, não é algo fechado, engessado.

Vemos isto, por exemplo, nos seminários ligados aos movimentos protestantes, onde várias denominações (batistas, metodistas, presbiterianos, luteranos, etc) partilham de vários entendimentos comuns, mas divergem teologicamente de tantos outros. Por isto que este papo de "academia" partindo de Rivas Neto e o seus, como se a FTU fosse a panáceia para a confusão teológica do mesmo, que tudo que vem de lá é a verdade, visto que é uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, é uma tremenda FALÁCIA.

O que Rivas Neto tem feito é uma verdadeiro desmonte da religião. Atualmente, tenta por todo custo retirar a legitimidade da manifestação do Caboclo da Sete Encruzilhadas e a autoridade de Zélio de Moraes, como marco inicial o (re)surgimento da Umbanda no orbe terrestre. A idéia é simples: desautorizando o Caboclo das Sete Encruzilhadas e seu médium, ele pode fazer um "link" com as tradições africanas e, assim, justificar algumas práticas estranhas aos conceitos deixados por Zéilio como é o caso da matança de animais que ele passou a praticar com afinco nos rituais da OICD e nos ritos promovidos pela FTU.

Sinceramente, impressiona a cara-de-pau dos "arautos" da Vila Alexandrina em cobrar coerência de Rubens Saraceni e de outros desafetos do seu mestre, já que até hoje nenhum deles veio à público explicar as óbvias, GRITANTES, CONTRADIÇÕES entre o discurso (vide a "portentosa" obra "Umbanda - A Protosíntese Cósmica") e as práticas intramuros de Rivas Neto e os seus, destacando, novamente, a matança de animais, uso de cocares e roupas "especiais' para as entidades manifestadas, atabaques, mestres do Catimbó e tudo mais que há pouco tempo eram coisas de "kiumbas" e agora passam a ser algo do "astral superior".

O Mestre da Vila Alexandrina, o "pai dos humildes", o "umbandista de mão cheia", continua insistindo ser o sucessor de Matta e Silva, Mestre Yapacani, fazendo, através do seu "relações públicas", menções a documentos publicados em seus livros que legitimariam esta condição, apesar de todos os outros Mestres, que pisaram nas areias sagradas da Tenda de Umbanda Oriental de Itacurussá, afirmarem, em uníssono, que Arapiaga não tem esta condição.

De toda forma, Arapiaga afirma em sua obras que tem um video que comprova a transmissão do comando vibratório da Raiz de Pai Guiné d'Angola à ele. Só que este vídeo NINGUÉM nunca viu. Tenho contato com uma dezena de dissidentes da OICD, gente que ficou por lá dez, quinze anos, inclusive sendo elevados ao grau de Mestre, que nunca colocaram os olhos nesta fita. Aqui mesmo, neste espaço, já desafiei Rivas Neto a disponibilizar este registro à comunidade umbandista e ele, até o momento, dez anos depois, nunca o fez.

A pergunta que fica é: o que o impede de publicar tal vídeo? Hoje em dia, até meu filho de oito anos consegue digitalizar o conteúdo de uma fita VHS portanto não é falta de condições técnicas para tanto. Espaço para a disponibilização, inclusive gratuita, tem de sobra. Então, por que cargas d'água, o povo da Vila Alexandrina não coloca este video no ar, com imagens e, principalmente, áudio de qualidade, onde veremos e ouviremos a transmissão de comando da Raiz?

A atitude da OICD/FTU é sempre arrogante e contraditória.

A arrogância está presente nos inúmeros emails, em especial do Sr. João Carneiro, que abusam de nossa paciência diuturnamente. Além da verboragia e da prolixia inútil, o que já foi alvo de críticas por parte de muitos participantes de listas, o tom professoral como se estivesse se dirigindo a um bando de ignorantes ávidos pelas revelações vindas do "semi-deus" da Vila Alexandrina, a exigência de explicações sobre atitudes, doutrinas e contradições, mas nunca encaram suas próprias mazelas.

As mensagens querem sempre nos dar uma única impressão: tudo vem da OICD/FTU é verdade absoluta, Rivas Neto é incapaz de errar e tudo que a "academia" publica ou faz é com as bençãos dos Orixás. Em resumo, a OICD/FTU, capitaneada por Rivas Neto, é a "salvação" da Umbanda.

Isto sem falar na forma infantil, idiota mesmo, que o relações públicas exorta os participantes ao debate. Parece uma professora de meia-idade de um jardim de infância qualquer, ao terminar seus emails com imbecilidades do tipo "vamos dar nossa opinião?", "vamos participar do debate?". Qualquer dia destes, não duvido, ele vai exortar ao listeiros, que trata como retardados, a chamar "papai e mamãe" para assistirem os espetáculos egolátras e mambembes de seu mestre.

As contradições, como já exposto várias vezes neste espaço, são inúmeras. Nunca o prolixo relações públicas "multi-instituições" veio a público explicá-las. E sabe por quê? Novamente pela arrogância. O semi-deus da Vila Alexandrina e seus lacaios não acreditam, devido a pseudo-superioridade que acreditam ter, que existam contradições em suas obras. Tudo que vem dali é perfeito, a última palavra e nós, reles mortais, devemos render homenagens.

Mas tem algo que me deixa MUITO satisfeito: tenho incomodado esta turma, ao ponto de estarem sempre esperneando e respondendo, mesmo que indiretamente, as coisas que escrevo aqui. Se perdem tempo de responder ao que escrevo, é porque acreditam que isto pode trazer algum prejuízo à sua imagem e planos no meio umbandista. Os chiliques de alguns "mestres", realmente, me trazem imensa satisfação.

Não se iluda, caro leitor.

Estamos, realmente, vivendo "anos de chumbo" na Umbanda, visto que todo esta conversa da OICD/FTU não passa de uma imposição ditatorial-acadêmica ao meio umbandista. Basta que você passe a analistar, de forma profunda, as atitudes desta tuma da Vila Alexandrina para constatar que este papo de "diversidade", "convergência, "tolerância irrestrita" e toda a verborrágica hipocrisia vinda daquelas paragens, vem carregado de raciocínio condicional.

A diversidade e a tolerância irrestrita da OICD/FTU, assim como o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, estão condicionadas, claramente, ao que o "semi-deus" da Vila Alexandrina achar pertinente e verdadeiro.

Fazendo minhas as palavras de Alexandre Cumino em recente mensagem às listas, encerro este artigo:

"Sempre entendi que o respeito não comporta a palavra "MAS". Quando digo 'respeito, mas'... já não tem respeito...".

sexta-feira, maio 01, 2009

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA

Gostaria de fazer algumas considerações sobre o email divulgado pelo Sr. João Luiz Carneiro, relações públicas da FTU/OICD/CONUB/CONSUB, etc, etc, etc, já que por temerem minhas colocações e manifestações, fui expulso da lista "apometria e umbanda" cuja a moderação e propriedade é do citado cidadão.

Cabe o registro que aquela lista é sempre usada com fins de ataques à minha pessoa, de forma velada, covarde, pusilânime, já que falta-lhes coragem para manter-me no espaço afim que eu possa exercer minha defesa.

Então, os esperneios em relação aos meus textos (que incomodam muito a turminha da Vila Alexandrina) se sucedem naquela lista, em especial da parte de Mestre Obashanan que, caso continue tão estressado com as coisas que escrevo, terá um infarto.

Como sempre, não reproduzirei aqui todo o e-mail ("Escolas, Seitas e Cursos - Entendendo conceitos diferentes II"), somente as partes que merecem algum comentário sem, é claro, fazer com o texto fique fora do contexto. Responderei entrelinhas. Diz o texto:

(...)

"Mas poderiam perguntar: Onde fica a tolerância, o respeito pela diversidade e a convivência pacífica, idéias que foram tantas e tantas vezes fortalecida por todos nós? Lembramos que respeitar as diferenças é diametralmente oposto de aceitar o erro. O primeiro é um ato inteligente e espiritualizado de se bem viver, o segundo é desvio de caráter."

A pergunta que eu faço é a seguinte: quem determina o que é certo ou errado neste contexto?

Aliás, faz muito tempo que venho perguntando quem será o juiz para julgar o que é correto ou não dentro de uma religião como a Umbanda.

"Essa alienação muitas vezes é traduzida em atitudes de indivíduos que passam a viver em função de críticas insipientes e incipientes àqueles que labutam décadas na seara umbandista. “Cegos guia de cegos”, não percebem que ao agirem desta forma estão fortalecendo os que trabalham pela e para a Umbanda, pois dão exemplo do que não é ser umbandista. "

Ora, ora... se minhas críticas fortalecem vocês, por qual motivo se incomodam tanto? Porque dar tanto chilique e me atacar veladamente? Que as minhas críticas continuem, portanto, fortalecendo vocês, que vivem em uma contradição que jamais vieram à público explicar, que é o fato de seu mestre praticar "hoje" tudo que "ontem" dizia ser coisa de kiumbas.

Gostaria muito que respondessem o que levou o Sr. Sete Espadas, autor espiritual de "A Proto-Síntese Cósmica", escrever que o Catimbó/Encantaria era o que havia de mais nefasto no mundo astral e hoje dividir a "cabeça" de seu filho com um "encantado".

Seria bom também que explicassem o que mudou desde o lançamento desta obra, onde Caboclo afirma ser coisas de kiumbas o sacrifício de animais, até o dia em se matou "dezenas de animais diversos" para o rito de "exu" na OICD.

E, finalmente, a entidade Zé Pilintra, que Rivas Neto chama de "pilantra" em uma de suas obras, recebeu um indulto? Deixou de ser "pilantra mesmo" e tem até o privilégio de "acostar" no Mestre Arapiaga?

Perguntas, como sempre, sem respostas.

"Se estes cursos em questão são meios corretos de formação umbandista, surgem dois problemas. Primeiro que só teriam acesso à Umbanda aqueles que pudessem pagar, afinal os cursos custam $$$. Segundo que afastaria o umbandista dos guias espirituais, pois deixaria de aprender diretamente com Eles nos processos de incorporação em troca de apostilas padronizadas aplicadas em cursos."

Hipocrisia pura.

Na OICD não é cobrada "salva" para as iniciações?

Com certeza é, visto que enquanto ainda tinha contato telefônico com Rivas Neto o mesmo disse que havia "salva" dentro da OICD para as iniciações e que não fazia trabalhos de magia nem para a própria mãe sem cobrar. (tenho as gravações destas conversas, caso precise provar em juizo isto)

Por outro lado, em um de seus pronunciamentos, Rivas Neto afirma, in verbis:

"Eu vivo pela Umbanda, para a Umbanda e... da Umbanda, por que não?".

O Mestre do sujeito afirma, em rede mundial, que "vive da Umbanda" e ele ainda tem a pachorra de criticar alguém que faça a mesma coisa. A afirmação está no "Manifesto de Magia Oracular".

Então, se nem todo mundo tem acesso aos cursos por conta do pagamento, isto deve servir em relação a seja lá o que Rivas Neto faz para viver da Umbanda, como afirmou no tal manifesto. Sim, porque se ele vive "também" da Umbanda deve cobrar por algum trabalho que faça por lá
.

Percebeu, caro leitor, como o pessoal da OICD senta em seu rabo para falar do alheio?

Isto é o famoso "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Qualquer palhaçada, conceito exdrúxulo ou postura absurda que vier de Rivas Neto será imediatamente ratificada pela OICD/FTU/CONSUB/CONUB e o resto das mariposas que ficam orbitando ao redor do "hierofante" da Vila Alexandrina.

Quem dera existisse uma realidade paralela, como na ficção científica, para vermos como seria a reação das pessoas hoje à frente da FTU se tal instituição tivesse sido idealizada por Rubens Saraceni ou qualquer pessoas que não Rivas Neto. Os discursos do Sr. João Carneiro, do Mestre Obashanan e de todos os outros seguidores do "Pai Rivas" seriam, com certeza, contrários à iniciativa.

Para finalizar, um outro detalhe importante nesta verborragia do Sr. João Carneiro, e nos chiliques de Mestre Obashanan, é o fato de sempre "ressuscitarem" o caso da publicação do "Livro das Energias" que contem erros científicos graves. Vivem malhando, mas nenhum deles teve a dignidade de explicar as contradições entre "discurso" e "prática" de Rivas Neto em suas próprias obras.

Pelo contrário, o Mestre Araobatan,
neste vídeo, vem jogar na cara do Sr. Rodrigo Queiroz que haviam inúmeras contradições entre o que Saraceni pratica e escreveu. Se isto não for HIPOCRISIA, meus caros, não sei mais o que neste mundo pode ser taxado assim.

quarta-feira, abril 29, 2009

GENESIS

Tem uma turminha por ai que adora ficar conversando fiado, contestando origens, iniciações, nomes iniciáticos e o trabalho dos outros. Para este pessoal só existem verdadeiros iniciados umbandistas na "ordem iniciática" fajuta deles e, pasmem, para ser reconhecido como umbandista deve-se estar alinhado com as bobagens que escrevem e ser um adepto do "lambe-botas" de seu mestre, algo que eles instituiram como "fundamento".

O fato é que se você, caro leitor, não sai por ai dizendo "aranauan", batendo palmas para "video-aulas" e citando a exaustão os chavões do mestre desta turma em listas e comunidades virtuais, não usa capa e cartola em suas gíras de Exus, com certeza não é considerado umbandista por esta gente.

Esta trupe, em especial um tocador de tambor, adora ficar menosprezando outros iniciados. Já se chegou ao cúmulo do cara zombar de iniciados (dissidentes, mas iniciados...) feitos na própria "ordem iniciática" de mentirinha deles. Se um sujeito vem à público para desautorizar pessoas iniciadas por seu próprio mestre, de quem ele não vai falar mal?

Mais estúpido do que isto é falar que "cama" vem do etrusco e "Ubajara" (Senhor da Canoa) pode ser traduzido como "cobra cega".

O mestre deste sujeito vive a alardear que sabe toda a genealogia de sua árvore iniciática, que tem quarenta anos de "santo", que é iniciado nisto, naquilo, e naqueloutro. O cara tem tanta "iniciação", em tantas tradições diferentes, que o a cabeça dele, pelo jeito, já virou condomínio fechado para Orixás, Mestres de Linhas e Oxalá sabe lá mais o que está firmado ali.

Porém, nesta bazófia toda, só esqueceram uma coisinha: qual é a árvore genealógica de W.W. da Matta e Silva, Mestre Yapacani? Quem foi o iniciador humano dele? Enfim, quem foi o "Mestre do Mestre"?

Pergunto, já que estes arremedos de umbandistas primam muito por uma ascendência iniciática, esa coisa de "quem iniciou quem", então devemos começar discutindo a validade não somente do título de "Mestre" de Matta e Silva, mas também o do próprio discípulo que se arvorou sucessor do mesmo, sem falar na Tradição que ele iniciou.

Certa vez perguntei ao Mestre Yassuamy (Mario Tomar) quem havia iniciado Matta e Silva. A resposta, daquele que foi o "Oju Obá" (Os Olhos do Mestre), foi taxativa: "Mestre Yapacani não teve iniciador humano, tendo sido iniciado por Pai Guiné."

Pronto.

Pai Da Matta se fez sozinho, portanto, já que a iniciação dele foi diretamente com o seu Mestre astral, sem passar pelas mãos de nenhum babalorixá ou outro sacerdote humano qualquer.

E olha que, com o intuito de dar legitimidade aos "neo-catimbozeiros", já espalharam nas listas que Matta e Silva foi "iniciado" na Encantaria (ele destestava o Catimbó com todas as suas forças, como podemos ver em seus livros) e a "lógica" de tal afirmação é o fato dele ter nascido em Pernambuco. Seria como dizer que eu, como mineiro, faço parte de uma das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário pelo simples fato de ter nascido aqui.

Não me venham, por favor, falar que "com Pai Da Matta é diferente", porque o Astral não faz acepção de pessoas. Diferente da enganação que uns e outros insistem em divulgar, as Leis Espirituais não são mutáveis e muito menos temporais, não se modificando de acordo com as conveniência ególatras e econômicas deste ou daquele grupo. O que serviu para Matta e Silva há 50 anos atrás, servirá para qualquer pessoa daqui a 1000 anos.

Conheço pessoas que mantêm Casas de Umbanda há 30, 40, 50 anos abertas e nunca passaram por uma iniciação humana. Começaram com manifestações espontâneas de Entidades de Fato e de Direito, que tocam seus Terreiros até hoje e jamais modificaram preceitos e doutrinas afim de satisfazer as ambições humanas de seus dirigentes.

Tenho certeza que muitos entre os "lambe-botas" do "sr. reitor" têm a mesma origem, mas como estão alinhados com seus planos de dominação da religião, o tratam como "mestre" e se derretem em "salamaleques" ao sujeito, isto passa a ser um detalhe imperceptível aos hipócritas. O tocador de tambor (a quem me recuso chamar "Alabê"...), assim como seus irmãos que vivem a patrulhar listas e comunidades virtuais, tem como filosofia velho adágio jurídico: "Aos amigos a Lei, aos inimigos o rigor dela."

Para finalizar, quero reiterar o que está escrito no meu profile: não preciso e nem quero o reconhecimento de ninguém, em especial desta turma de hipócritas que assolam o o movimento umbandista atual. Como sempre ensinou o meu velho Pai: "quem se mistura com porcos, farelos come" e, com certeza, eu não me misturo com determinado tipo de gente.

Sou um Iniciado da Sagrada Raiz de Pai Guiné d'Angola, tanto física como astralmente. E se algum dos "lambe-botas" do "sr. reitor" achar que pode, basta continuar, como há mais de dez anos fazem, seus trabalhinhos de magia negra, seus esperneios públicos, enfim, "vir para cima", porque, até o momento, tanta mandiga não chegou nem perto de ter algum resultado.

No dia em que eu tiver medo de macumbeiro, deixo para trás meus 24 anos de Umbanda e vou pedir abrigo em uma Igreja Universal qualquer.

terça-feira, abril 28, 2009

MÃOS VAZIAS

Imagine uma Casa de Umbanda que não tem uma doutrina única e leva à cabo diversos rituais diferentes durante toda a semana. Um dia temos Omolokô, no outro Umbanda Esotérica, em outro Catimbó, e por ai vai.

Levando-se em conta que, definitivamente, Catimbó (ou como gostam os neo-catimbozeiros, "Encantaria"), Candomblé, Torê, Xambá, etc, são religiões que nada têm com a Umbanda, como funcionariam as iniciações em um lugar como este?

Será que na hora que o médium adentra a corrente deve decidir se deseja ser iniciado em uma tradição específica ou é algo do tipo "pacotão" onde o sujeito pode escolher várias, quiça todas, as opções do "cardápio"? Deve ser mais ou menos como funciona a contratação de televisão por assinatura: você escolheo pacote básico e depois vai incrementando até chegar no "premium".

Existem "mestres" de "mão cheias", que resolveram inovar a religião e hoje se dizem "iniciados" e conhecedores profundos de todas as tradições religiosas de matriz afro-ameríndia. As mãos destes "mestres", na verdade, estão cheias é de contradições que, diga-se de passagem, jamais foram explicadas por eles à comunidade umbandista.

Os tais "mãos cheias", inclusive alguns "alabês" metidos à linguistas, ainda não tiveram a DIGNIDADE de vir a público explicar porque suas obras literárias, que dizem ter sido escritas por entidades no grau de "orixás menores, estão em um descompasso tão grande em relação ao que praticam efetivamente.

Será que tais "orixás menores" estão com as mãos tão cheias com os ebós e sangueanas que os dito cujos "mestres de mãos cheias" oferecem à eles, que não sabiam o que estavam escrevendo? As Verdades milenares que antes defendiam, para seus "cavalos", perderam o prazo de validade já que agora a regra é o "tudo pode"?

Antigamente, tambores, cartolas, capas, tridentes eram coisas de "kiumbas". A entidade "Zé Pilintra" era o "pilantra mesmo" e os Mestres de mesa do Catimbó/Encantaria eram, na concepção dos "mestres de mãos cheias" de hoje, o que de mais nefasto habitava o Astral.

Nos dias atuais, nenhuma destas coisas são de "kiumbas", o "mão cheia-mor" recebe Zé Pilintra e um outro "mestre-de-linha" desde que era criancinha, os "alabês pseudo-linguistas" escrevem textos defendendo a matança ritual (inclusive citando uma passagem da epístola de Paulo aos Coríntios, completamente fora do contexto), dezenas de animais diversos são sacrificados em ritos para "exus", as entidades que se apresentam como baianos, marinheiros e boiadeiros, outrora considerados kiumbas, hoje são seres da mais alta estirpe na concepção dos "mãos cheias".

O que impressiona é que centenas de juremeiros, candomblecistas, assim como adeptos do Omolokô e outras denominações, simplesmente esqueceram tudo o que o "mão cheia-mor" escreveu no passado sobre as suas práticas. Igualmente impressionante são supostos seguidores da Sagrada Raiz de Pai Guiné d'Angola, simplesmente jogarem no lixo tudo o que praticaram por anos em troca de "aranauans", títulos e honrarias diversas.

É... realmente as mãos destes "umbandistas" estão cheias, mas de contradições, desfarçatez, prepotência e falsa humildade. Graças à Oxalá por ainda existirem Mestres de mãos vazias.

sábado, abril 25, 2009

EGOLATRIA, CRÍTICAS "DESTRUTIVAS" E ARGUMENTOS

O líder da extinta banda "Legião Urbana", Renato Russo, foi um dos maiores egolátras que este país já conheceu. Chegava ao ponto de exortar o público para adorá-lo e amá-lo, além de se considerar "a voz" entre os artistas brasileiros.

Mas Russo era da classe dos artistas, pessoas que, em geral, acreditam ser uma dádiva de Deus para a humanidade, uma espécie de "manah" enviado diretamente das regiões celestiais sem o qual nós, os reles mortais, não poderiamos sobreviver.

No mundo artístico isto é normal, mas tal conduta não deveria ser em meio a uma religião cujo o foco principalmente é a igualdade e a humildade como é o caso da Umbanda.

Como venho há tempos dizendo neste espaço, o movimento umbandista tem ido ladeira abaixo, seguindo rumos bizarros no que tange a sua ritualística e identidade, sendo que as pessoas estão mais preocupadas em se alinhar a este ou aquele "líder", receber afagos, fazer parte de conchavos, aparecer em jornalecos e revistas tendenciosas do que, efetivamente, "fazer" Umbanda.

Em verdade, temos montes de egolátras no movimento umbandista, sendo que alguns têm meramente pretensões políticas (a todo custo desejam uma cadeira em uma Casa Legislativa qualquer...), outros querem vender seus livros e cursos e, mais outros, desejam ser o "papa" da religião. Os "menores", contentam-se em aparecer em vídeo-conferências, serem fotografados em ritos de "exu", com suas capas e cartolas, ou com "cargos-fantoches" em uma instituição "umbandista" qualquer.

Ao final, o que estas pessoas têm em comum é a necessidade de que alguém diga à elas o que fazer, no quê acreditar e seguir. São meros fantoches que se ajoelham diante de pseudos-líderes e clamam por iluminação, salvação e revelações fajutas do Astral que, em geral, se contradizem com o tempo.

Aliás, está ai uma coisa que não consegue entrar na minha cabeça: como seguir um Mestre que ontem disse ter recebido "X" do "Astral Superior" e hoje pratica "Y". A explicação (idiota, diga-se de passagem) para isto é que as revelações do Astral são temporais, mutáveis.

Isto parece conversa de evangélico que ao ser perguntado sobre a base para o monte de bobagens que vemos atualmente nas igrejas, algumas claramente proibidas no texto bíblico, justificam dizendo que Deus determinara aquilo dentro do "contexto da época".

Particulamente, não acredito em um Deus ou Astral Superior que contextualiza seus ensinamentos e ordenamentos. Seres eternos com leis e ensinamentos mutáveis não faz o menor sentido, sob pena de, assim sendo, termos de ratificar a sentença de Nietchze: DEUS ESTÁ MORTO.

Não há como contextualizar, temporarizar o Mundo Espiritual. As Leis Espirituais não se adaptam a crenças, hábitos, moda, etnia ou qualquer outro tipo de relativismo humano, pelo contrário, nós é que devemos nos adaptar à ela.

Alguns dizem que a minhas críticas são "destrutivas", mas não as vejo assim. Apenas estou destoando do que noventa por cento dos umbandistas têm feito atualmente: concordar. A diferença é que discordo com base em argumentos, observações e não com falácias mascaradas atrás de textos rebuscados e prolixo como é o caso de muitos por ai.

O que vemos atualmente no movimento umbandista são, de um lado, espertalhões que se aproveitam da fama adquirida para ditar regras aos umbandistas e adjetivar aqueles que não concordam com eles disto ou daquilo. Do outro, vemos uma massa de cordeirinhos vestidos de brancos, com guias coloridas no pescoço, tentando de toda forma se alinhar com este ou aquele "líder", afim de não ficar isolado defendendo suas próprias convicções.

A maioria tem buscado o elogio fácil (e falso), o afago ao ego, os cargos em conselhos, federações e associações, nomes em destaque em listas e comunidades virtuais, uma chance qualquer para exibir seus rabos de pavões e faturar algum com a Umbanda.

É uma pena, realmente, que minha liberdade de expressão esteja limitada pela LEI, pois a quantidade de SUJEIRA dos bastidores do movimento umbandista nos últimos dez anos de que tenho conhecimento (e PROVAS), daria para fazer outro blog exclusivamente para tratar do assunto.

De toda forma, creio que seria inútil expor tais coisa visto que isto não abalaria a maioria dos umbandistas. Como disse certa vez um monge budista, com o qual debati em um programa de televisão: "A ignorância venda os olhos e o entendimento das pessoas. Grite ao ouvido de um ignorante a maior verdade do mundo e ele continuará impassível."

Palavras sábias do respeitável monge
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FERNANDO LUGO: O BISPO NAMORADOR

Há alguns dias que o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, é figurinha fácil no noticiário internacional. O ex-bispo católico, que vem sendo chamado de "O Pai do Paraguai" ganhou projeção por conta de três reivindicações de paternidade feitas por mulheres que no passado tiveram um romance com ele, à épcoa que ainda era representante da Igreja Romana.

Até ai não vejo nada demais, tirando o fato que o ex-bispo quebrou seus votos e, creio, que aquele que se dispõe a jurar solenemente sobre algo deve honrar tal atitude. Mas esta questão do celibato obrigatório para os sacerdotes católicos não funcionou no passado, não funciona no presente e não funiconará no futuro.

O que me surpreendeu mesmo foi a postura da CNBB, que através do seu porta-voz, Dom Orani Tempesta, teve o seguinte posicionamento sobre o assunto:

"Cada pessoa responde à fidelidade ou à infidelidade daquilo que promete. Acho que não cabe à igreja julgar ninguém, mas a cada um de nós, vendo as coisas, dizer se estou sendo fiel àquilo com que me comprometi."

Pera ai...

Não cabe a Igreja julgar ninguém?!? =/

A mesma Igreja que excomungou a mãe que autorizou a interrupção da gravidez da filha de onze anos que foi estuprada, assim como toda a equipe médica que levou à cabo o procedimento, vem dizer que não cabe à ela julgar ninguém?

Dom Orani poderia ter lembrado ao seu colega, o arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho, aquele que chegou a tentar impedir a interrupação da gravidez da garota estuprada, mesmo que tal procedimento tenha sido autorizado pelo judiciário, deste posicionamento da Igreja Católica.

Realmente é uma pena que o bispo Orani Tempesta não era clérigo católico à época da inquisição espanhola, já que este seu posicionamento teria poupado milhares de vidas ceifadas por Torquemada e seus asceclas.

O corporativismo hipócrita da CNBB é tão descarado, que nem seria preciso dizer mais nada.

A tentativa do orgão máximo da igreja romana no Brasil, sendo também o mais influente do continente, em minimizar a responsabilidade do ex-bispo demonstra como Bento XVI, como bem assinalou o vaticanista italiano Marco Politi em recente entrevista ao jornal "Folha de São Paulo", comporta-se de forma errática e paradoxal.

Não é à toa que o catolicismo perde fiéis aos milhares para outras religiões, em especial as evangélicas, visto que insiste em posturas arcaicas, uma estrutura falida e tradições que estão, simplesmente, na contra-mão da moderna sociedade mundial.

De toda forma, esta é uma excelente lição não somente para os católicos, mas também para nós, umbandista, já que estamos em uma época onde a maioria dos adeptos de nossa religião anda apostando todas as "fichas" em lideranças que, com raríssimas exceções, seguem rumos obscuros, erráticos e, principalmente, contraditórios.

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Foto: Antônio Cruz -
Agência Brasil - Radiobrás
Sob licença Creative Commons Attribution 2.5 Brazil

sexta-feira, abril 24, 2009

CORAGEM OU ESTUPIDEZ?

Realmente, esta nossa "Umbanda Virtual" é um mundo estranho, cheio de seres bizarros, com idéias igualmente bizarras, que acreditam viver em um mundo do "faz-de-conta", onde as coisas se dividem entre "bem" e "mal", "certo" ou "errado", "justo" ou " injusto", sem levar em conta que nem sempre o que é correto prevalece. Aliás, raramente prevalece.

Em meio aos delírios apométricos, as "inicações" no Astral (inclusive levadas á efeito pelo próprio Mestre Yapacani, segundo alguns...), à megalomania de uns e outros, ao fetichismo exarcerbado, aos linguistas de fundo-de-quintal, temos pessoas que acreditam, piamente, que realmente existe um "iluminado" que irá conduzir a Umbanda para os píncaros da glórias, que o papo de unir todos os ritos e todos os "povos" da "Banda" não é mera utopia.

Os comentários que vejo sobre meus artigos, sejam em listas, comunidades virtuais e até mesmo e-mails que recebo, se resumem em dizer que sou "invejoso", além de outros adjetivos impublicáveis.

Os desafetos vivem respondendo às minhas colocações em seus próprios espaços, respostas estas que chegam até à mim por terceiros, já que eu não perco meu tempo lendo o que escrevem em seus blogs e sites, ao contrário deles que são meus assíduos leitores.


Outros dizem que é "estupidez" de minha parte enfrentar alguns "magos" por ai, que só tenho a perder em uma eventual demanda contras estes senhores, que são "poderosos", conhecem do "riscado" e outras bobagens.

Só tenho medo de três coisas neste mundo: injeção, tubarão e marimbondo. Mesmo assim porque tive experiências desgradáveis e quase fatais na minha infância e adolescência por conta destes elementos.

Por outro lado, "magos", "feiticeiros", "macumbeiros", nunca conseguiram, ao menos, arranhar meu corpo astral (ou físico) com suas mandingas. Um "portentoso mago" já chegou a me ameaçar de "força de exu", dizendo (ao telefone) que estava dentro da sua tronqueira e que colocaria meu nome aos pés do "escora" dele. A resposta foi "Exu eu também tenho", seguida de uma sonora gargalhada de minha parte.

Esta turminha já tentou (e tenta) de tudo para me calar: já fui caluniado, difamado, injuriado, ameaçado. Já processei (e continuo processando) muitos idiotas que acham que a internet é "terra de ninguém" e que a honra, a dignidade e a moral das pessoas podem ser atacadas sem reação.

Não invejo pessoas que renegaram o próprio Mestre, que tentam destruir e sepultar suas obras, que são hipócritas em se mostrar de uma forma em público e de outra em privado. Nunca usei da minha mediunidade para enganar ninguém, me deitar com mulher nenhuma ou "viver da Umbanda".

Nunca fui a seminários por conta de ninguém, muito menos exigi me alimentar em churrascarias de luxo, me hospedar em hotéis quatro estrelas e ingerir litros de caipirinha às custas de incautos. Minha atividade profissional não está direta ou indiretamente ligada à Umbanda, como é o caso de muitos por ai.

Outros questionam quais seriam meus objetivos em denunciar, criticar, satirizar algumas pessoas e todo este estado de coisas em que vive o movimento umbandista.

A resposta é simples: como o colibri da fábula, que diante do incêndio na floresta levava um pouco d'água em seu bico na tentativa de apagar as chamas, eu faço a minha parte, saindo deste lugar comum em que a maioria dos umbandistas se acomodou.

Tenho sempre presente aquela frase escrita por Anatole France quando reproduziu, em versão diversa, o conto de Charles Perrault sobre "Barba Azul". Disse Anatole: "O que pode a verdade nua e crua contra o prestígio cintilante da mentira?"

Não prestigio "mentiras cintilantes" e/ou iniciativas claramente interesseiras, oportunistas, como é o caso de gente que ontem condenava várias coisas dentro da religião e hoje as defendem com "unhas e dentes", assim como títulos, cargos e honrarias não me compram.

Não sou ovelha e nem pastor: eu sou o LOBO.

Já existem ovelhas e pastores bonzinhos e cheio de virtudes no movimento umbandista.

Estava na hora de aparecer um lobo porque, afinal de contas, em toda história da carochinha tem de existir um vilão. O que fica difícil de saber é se realmente sou um lobo solitário, ou quantos outros lobos estão travestidos em peles de ovelhas e, porque não, de pastores.

Realmente difícil discernir "quem é quem" nesta fábula.

quinta-feira, abril 23, 2009

PORTABILIDADE

A palavra da moda em nosso país é PORTABILIDADE.

Temos portabilidade para a telefonia, planos de saúde e, pelo visto, chegou também à Umbanda.

Isto me ocoreu ao ler o calendário de atividades da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino (OICD), enviada para as listas pelo nosso "amigo" João Luiz Carneiro.

Aliás, quero agradecer o interesse do mesmo em ser um "seguidor" em meu Twitter, mas já declinei da honraria visto que posso ser tudo nesta vida, menos hipócrita. Não tenho a MENOR simpatia por ele, assim como não tenho NINGUÉM da OICD como amigo ou mesmo como "Irmão-de-fé". Sei que isto não faz a menor diferença para eles, assim como para mim, mas gostaria de deixar registrado.

Mas, voltando ao assunto, a "portabilidade umbandista" funciona da seguinte forma: no mesmo espaço em que "tocam" as gíras seguindo os fundamentos da Umbanda Esotérica, no dia seguinte se faz a mesma coisa com Omolokô, Catimbó, "Tríplice Caminho", e vai por ai afora.

Não importa que sejam energias completamente diferentes entre si, mas já que tudo (para eles) é Umbanda, então podemos apenas trocar de roupa, guias e patuás, e "deixar a gíra girar".

É como acontece com a telefonia, mal comparando: eu permaneço com o "número" (Umbanda), mas troco de "operadora" (Rito). Como não existe mais aquela exigência de fidelidade por um determinado tempo, podemos trocar de "operadora" quantas vezes quisermos, sem o risco de pagarmos um "multa" ou sofrermos qualquer outra penalidade.

Isto é uma "revolução", com certeza.

Fico imaginando como é a logística física e espiritual para este tipo de coisa. Será que é uma tronqueira para cada rito ou, semelhante aos "smartphones" que podem ser programados para perfil "personal" ou "bussiness", temos uma "tronqueira inteligente" que detecta as mudanças na configuração do Terreiro?

De uma coisa, porém, eu tenho certeza: os médiuns são "quadriband", já que conseguem adaptar suas vibrações mediunicas à todos os ritos existentes, assim como os modernos celulares fazem com os diversos padrões de frequências encontradas nas redes de telefonia.

Ah!, estas modernidades...

quarta-feira, abril 22, 2009

MOCINHOS E BANDIDOS

Ao me levantar pela manhã, cumpro uma espécie de ritual: vou direto ao quintal de casa buscar o jornal, o folheio rapidamente, leio a primeira página e deixo para depois do café para lê-lo na íntegra. Na verdade, o leio durante todo o dia um pouco a cada momento de folga.

Hoje, não sei porque cargas d'água, fiquei imaginando se alguns famosos "líderes" do movimento umbandista atual fazem coisas tão singelas como ir, eles mesmos, ao quintal de casa pegar o seu jornal. E, caso o façam, se não ficam esperando uma multidão de pessoas em frente à sua residência entoando mantras em seu louvor, algo do tipo "meu pai-de-santo é boooommmmm, meu pai-de-santo é boooommmmm", à semelhança do "OM" tão usado no meio esotérico.

Fico imaginando isto porque diariamente lemos (em listas e comunidades) e ouvimos (em programas de rádio e televisão, pronunciamentos, video-aulas, revistas, sites, etc...) "mantras" assemelhados à este, então não seria de se admirar que houvesse um ritual diário onde discípulos, simpatizantes e puxa-sacos em geral fossem lamber as sandálias do "mestre" e entoar cânticos ao seu louvor para que toda a vizinhança tenha conhecimento de que estão morando ao lado de um semi-deus.

Uma das muitas coisas que chama a atenção, é o excesso de virtudes auto-proclamadas por alguns "mestres" (não todos...) e disseminadas por ai pelos seus discípulos e puxa-sacos. Os cidadãos são tão puros, tão abnegados, tão trabalhadores, sensíveis aos problemas mundiais (de modo geral) e dos umbandistas (específicamente), que já me peguei a pensar se eles, como todos os seres vivos, têm um tempo, nesta saga heróica e altruísta, para satisfazer suas necessidades fisiológicas.

Claro que estou falando da eliminação de resíduos (se é que você me entende), porque para práticas tântricas, onde as mais belas discípulas são escolhidas para receber o "àsé" diretamente da "fonte" de alguns destes "mestres", o tempo não deve faltar, com certeza.

Esta coisa de ser "alto dignatário" d' Aruanda tem muitas vantagens.

Os sujeitos têm comunicação direta com os Orixás, escrevem centenas de livros, abrem terreiros e filiais em todos os lugares do mundo, contam com uma "tropa de choque" para calar os opositores, uma outra para divulgar seu virtuosismo, se dão bem com o elemento feminino, têm grana, fama e tudo que nós, reles mortais, em geral, conseguimos trabalhando arduamente.

Em se falando de virtuosismo, o colunista Luiz Felipe Pondé, do jornal "Folha de São Paulo", definiu muito bem a questão:

"Uma ressaca de álcool ou uma ressaca moral cura qualquer vaidade. Achar-se virtuoso é a marca do bom canalha
."

E como temos "virtuosos" na Umbanda, não é mesmo?

Principalmente em época de eleições, há um verdadeiro "estouro" de hordas inteiras de "guerreiros" prontos para resolver os problemas da comunidade umbandistas e serem nossos representantes junto aos Poderes constituídos. O ativismo é tão forte, a "liderança" tão evidente, que só faltam sair por ai cantando "caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais braços dados ou não...".

E neste imenso "filme B" em que se transformou ao movimento umbandista atual, os papéis de "mocinho" e de "bandido" mudam de acordo com o diretor, já que ora um se veste de branco e o outro de negro, invertendo as posições conforme a capacidade que seus auxiliares tenham de manter acesa a chama da idolatria à personalidade dos seus "mestres".

Amanhã, como todos os dias, irei pegar meu jornal e continuarei imaginando alguns "mestres" fazendo o mesmo.

terça-feira, abril 21, 2009

FRASES FEITAS (OU MANTRAS INÚTEIS)

"A constante da Tradição Umbandista é a contínua mudança, logo a Umbanda é uma Unidade Aberta em construção.” (F. Rivas Neto - Mestre Arapiaga, em todo e qualquer pronunciamento ou video-aula que faz.)

"Temos notícias alvissareiras para o movimento umbandista..." (João Luiz Carneiro, em todo email que envia para qualquer lista.)

"Tenho 40 anos de 'Santo'. Sei quem é meu pai, meu avô e meu bisavô-de-santo..." (F. Rivas Neto - Mestre Arapiaga, em todo e qualquer pronunciamento ou video-aula que faz.)

"A palavra 'cama' vem do estrusco e 'Ubajara' significa 'cobra cega' em tupi. (William do Carmo Oliveira - Mestre Obashanan, bancando o linguista e pagando mico.)

"Queremos aproximar os saberes acadêmico, religioso e popular tradicional." (F. Rivas Neto - Mestre Arapiaga, em todo e qualquer pronunciamento ou video-aula que faz.)

"O CONUB (Conselho Nacional de Umbanda do Brasil) vem através desse email comunicar à Sociedade Civil, em especial ao movimento umbandista..." (Michel Pires - Diretor de Logística do CONUB / João Luiz Carneiro, em todo comunicado do CONUB ou da FTU.)

"Ponto para a Umbanda !!!" (Sylvio Garcez - Mestre Aramaty, em qualquer coisa que escreva.)

"Deixa a gíra girar." (João Luiz Carneiro, em qualquer coisa que escreva.)

"Sou perseguido nas listas de discussões e nas comunidades de Umbanda da internet." (Rubens Saraceni, em seu programa de rádio.)

"Sou o legítimo sucessor de W.W. da Matta e Silva e tenho um vídeo para provar." (F. Rivas Neto - Mestre Arapiaga, em seus livros e entrevistas.)

"Onde está o vídeo, que ninguém nunca viu?!?" (Ricardo Machado - Mestre Ubajara, louco para assistir o tal video que Mestre Arapiaga afirma provar sua condição de sucessor de Mestre Yapacani.)

"Pai Rivas vive para a Umbanda e não dela." (Sylvio Garcez - Mestre Aramaty, puxando o saco de Rivas Neto.)

"Eu vivo para a Umbanda, pela a Umbanda e... da Umbanda também, por que não?" ( F. Rivas Neto - Pai Rivas/Mestre Arapiaga, contradizendo Sylvio Garcez.)

"Precisamos nos alimentar nas melhores churrascarias, já que o seminário é sobre Exu e precisamos do "ejé" para nos fortalecer." (de um grupo de "mestres" que participaram de um seminário sobre Exu em Curitiba.)

"Garçom... outra capirinha." (de um "mestre" que ingeriu litros de caipirinhas na churrascaria da frase anterior. Pelo jeito, precisavam de "oti" também para revigorar o "àsé".)

"É tudo por conta de vocês. É a nossa 'salva'. (de um grupo de "mestres" que participaram de um seminário sobre Exu em Curitiba, para os organizadores.)

"Pai Rivas sempre trabalhou com Mestre Canindé e Zé Pilintra." (João Luiz Carneiro.)

"É pilantra mesmo." (F. Rivas Neto - Mestre Arapiaga, sobre a entidade "Zé Pilintra" em seu livro "Lições Básicas de Umbanda".)

"Zé Pilintra é santo." (Rubens Saraceni e convidados no desagravo à entidade Zé
Pilintra, no site PDU.)

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Imagem:
Rafael Corrêa

sexta-feira, abril 17, 2009

MÉDIUM OU PITONISA?

Era chamada "pitonisa", pelos gregos, toda mulher que tinha o poder de adivinhar o futuro. Já o deus da adivinhação, Apolo, era também chamado de Pítio, quer por haver matado a serpente-dragão Píton, quer por ter estabelecido o seu oráculo em Delfos, cidade primitivamente chamada Pito.

O primeiro oráculo de Delfos era conhecido geralmente como Sibila, embora seu nome fosse Herófila. Ela cantava as predições que recebia de Gaia. Mais tarde, Sibila tornou-se um título dado a qualquer sacerdotisa devotada ao oráculo.

A sibila apresentava-se sentada na rocha sibilina, respirando os vapores vindos do chão e emitindo as suas frequentemente intrigantes e confusas predições. Pausanias afirmava que a Sibila "nasceu entre o homem e a deusa, filha do monstro do mar e uma ninfa imortal". Outros disseram que era irmã ou filha de Apolo. Ainda outros reivindicaram que Sibila recebera os seus poderes de Gaia originalmente, que passou o oráculo a Têmis, que depois o passou a Phoebe.

De toda forma, independente da veracidade dos poderes premonitórios do oráculo e toda lenda que o cerca, a verdade é que o povo grego se dirigia ao Templos, que ficava no planalto Phaedriades, junto ao monte Parnaso e sobranceiro ao vale de Pleistos, em busca de previsões.

Dizem que nos portais do Templo, havia uma inscrição, atribuída aos assim chamados "Sete Sábios", que dizia: "Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses".

Acredito que está na hora de adotarmos esta mesma inscrição em nossos Terreiros.

A cena, com certeza, é conhecida: o consulente se dirige para a consulta com a Entidade e espera que ela revele seu passado, presente e futuro. Acreditam que os mentores espirituais são onipresentes e oniscientes, e ao invés de chegarem e expor seu problema querem que eles adivinhem o que está acontecendo.

Tal atitude é um desrespeito à Entidade, que não está ali para fazer nenhum truque de mágica de circo mambembe ou artista de rua, mas também denota falta de consideração com as outras pessoas que estão aguardando atendimento. Se permitem o coloquialismo, isto é uma babaquice.

Nenhuma Entidade incorporada tem o dever de saber de tudo sobre a vida da pessoa que está à sua frente. Como já disse, os mentores não são onipresentes ou oniscientes e quem espera este tipo de comportamento da parte de médiuns sérios, positivos e firmes, que trabalham com Entidades de fato e de direito, vai sair decepcionado.

Como vivo dizendo para meus discípulos, a Umbanda não é a "lâmpada mágica" e nossos Mentores não são o seu "gênio". A cada um é dado conforme suas obras e seu merecimento, não importando quão sério a pessoa acredite ser o seu "causo" ou queira testar a veracidade da comunicação mediúnica esperando revelações e previsões por parte de nossos Guias.

No mesmo caminho seguem aqueles que acreditam somente nas Entidades que se manifestam através do médium-chefe do Terreiro e se acham muito importantes para se consultarem com as demais. Se bem que há, em alguns casos, uma propaganda enorme por parte dos médiuns sobre os "poderes" e "graus" das Entidades que os assistem, como é o caso de um determinado "mestre" por ai que só trabalha com "Cabeças de Legiões".

Lembro-me dos ensinamentos de Pai Domingos da Cruz, incorporado no saudoso "Tio" João dos Santos, que sempre explicava à assistência que a corrente mediúnica é uma só e que não haviam diferenças entre ele (que era o Chefe do Terreiro) e as Entidades dos demais médiuns. Este tipo de comportamento, infelizmente, não é apenas da assistência, mas também dos médiuns.

O melhor que os dirigentes têm à fazer é instruir seus médiuns e assistência sobre estas coisas, deixando claro que todas as Entidades, independente do grau em que estejam (e convenhamos, nenhuma delas chega gritando aos quatro ventos ser chefe distou o daquilo...) estão aptas a resolver qualquer problema dentro do grau de merecimento de cada um que as procuram.

É importante também que os médiuns-chefes rechacem qualquer tipo de mistificação e supervalorização de sua própria mediunidade. Chega a ser patético um chefe de Terreiro que fica o tempo pavoneando-se e, pior ainda, quando permite que seus filhos-de-santo fiquem por ai, a todo momento, cantados loas, destacando seus poderes", habilidades e feitos.

Mais patéticao ainda é quando insistem, publicamente, em afirmar e reafirmar seu tempo no "Santo" e sua árvore genealógica.

Isto é de um pedantismo, de uma babaquice, sem par.

Pessoas como Hitler, Aleister Crowley, Rasputin, Samael Aun Weor, dentre outros iniciados de outras Tradições, também podiam se gabar de conhecerem a sua genealogia iniciática. Nem por isto foram pessoas que usaram isto para um fim produtivo exceto, é claro, para benefício deles mesmo o que, diga-se de passagem, vem acontecendo comumente dentro da Umbanda, ainda mais depois do "vale-tudo" que andam pregando.

Nem sempre o que é mais antigo ou segue uma tradição é o melhor.

Enfim, nós umbandistas devemos nos dar conta que, muitas vezes, usamos demais a palavra "humildade", nos mostramos muito "humildes" por fora, mas nossas atitudes são completamente contraditórias em relação aos nossos discursos. É hora de pararmos de falar em humildade e, efetivamente, exercê-la.

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Imagem:

Pitonisa - óleo sobre tela.