Mostrando postagens com marcador curso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curso. Mostrar todas as postagens

terça-feira, maio 05, 2009

TOLERÂNCIA IRRESTRITA?!?

Este mundo umbandista é realmente muito engraçado.

Todos os dias nossas caixas de e-mails são bombardeadas com "quilos" de propagandas institucionais da Faculdade de Teologia Umbandista e verdadeira apologia ao culto à personalidade de Rivas Neto, seus feitos "extraordinários" para a Umbanda e tudo mais.

O que sempre chamou minha atenção, porém, é o discurso sobre diversidade, convergência, paz mundial, convivência pacífica e, principalmente, a tal TOLERÂNCIA IRRESTRITA. Confesso que quando me deparei com este discurso cheguei, realmente, a acreditar que uma nova era surgia na Umbanda e que Rivas Neto, assim como seus discípulos, abandonariam as velhas táticas de ataques pessoais, desrespeito às convicções alheias, dentre outra coisas que praticaram por anos à fio nas listas de discussões e comunidades virtuais.

Ledo engano da minha parte.

O que ocorreu, na prática, é que os ataques simplesmente tornaram-se velados, obviamente direcionados àqueles que, como eu, não temo o mínimo alinhamento ou simpatia pela idéias do semi-deus da Vila Alexandrina e acreditamos que isto tudo não passa de mera manobra, populismo barato e hipócrita, afim de aumentar sua influência dentro da religião.

A primeira vista, defender "tolerância irrestrita" dentro do meio parece algo digno, louvável, bem vindo, não é mesmo? Pois é. Seria caso realmente isto fosse colocado em prática, mas a verdade é que tal conceito, na visão de Rivas Neto e os seus, comporta exceções, tornando algo que deveria ser "irrestrito" condicionado à certas limitações, em especial no que tange o trabalho dos desafetos declarados do semi-deus da Vila Alexandrina.

O termo "irrestrito", de acordo com o dicionário Houaiss, significa "amplo, ilimitado".

Qualquer criança sabe, portanto, que quando condicionamos algo estamos limitando-o. E o condicionamento que a OICD/FTU impõe à "tolerância irrestrita" é aquilo que Rivas Neto julgar certo ou errado dentro do meio, ou seja, o que devemos respeitar ou não, de forma ampla, é aquilo que o "yamunisiddha", por seus próprios critérios, escondido atrás da chancela da "academia" (que ele mesmo criou e comanda com mãos-de-ferro).

Portanto, se questionamos (e nos posicionarmos contra) a matança de animais, o uso de cartolas, capas, cocares e atabaques em reuniões mediúnicas, somos intolerantes, retrógados, etnocentricos, etc. Se estamos contra as patacoadas vindas da Vila Alexandrina, somo invejosos, "mãos vazias" (este termo sempre me faz rir muito...), incapazes, blá, blá, blá.

Mas, por outro lado, Rivas Neto se posicionar contra a doutrina pregada por Rubens Saraceni, contra os cursos que são ministrados por ele e seus seguidores, dentre outra coisas, é uma questão de "senso crítico" em não tolerar o que é "errado" e "danoso" à religião umbandista.

Aliás, a perseguição doutrinária não pára em Saraceni, visto que o médium Firmino José Leite, que incorpora Pai Joaquim d'Aruanda e quem tem vários vídeos na internet, também é alvo de polêmicas e ataques por parte da turminha da OICD/FTU. O professor Adilson Marques, que fez um trabalho profundo sobre a doutrina do citado médium, foi EXECRADO por discípulos e simpatizantes de Rivas Neto, não faz muito tempo, na famigerada lista "apometria e umbanda".

Perceberam?

Rivas Neto, agora com o apoio da FTU, arvorou-se no "amo e senhor" da Umbanda, definindo, com base na "academia", o que é certo e errado dentro da religião, emitindo pareceres, através dos "dedos" de seus cupinchas, sobre a validade de uma manifestação doutrinária. A "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto, está irrestritamente ligada ao que ele acredita ser correto dentro da religião.

A recente celeuma criada entre discípulos de Rivas Neto e seguidores de Rubens Saraceni nas listas de discussões, claramente, comprova isto. A cerne da questão são os cursos que são ministrados por Saraceni e muitos dos seus discípulos, que a turminha da Vila Alexandrina acusa de formar "pais e mães espirituais" em massa o que, até onde sei, não é verdade.

Quando tinha assuntos à tratar em São Carlos/SP, estive em contato com pessoas ligadas à Rubens Saraceni e fui convidado a assistir a um destes cursos e posso atestar que não há, pelo menos naquele no qual eu estive, intenção de formação de sacerdotes, no que pese, por óbvio, não ser segredo a formatura de "magos" da "magia" disto ou daquilo por eles. O que vi foi um curso de teologia (claro, dentro dos padrões teológicos da "Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni) e, verdade seja dita, não vi o palestrante incorporado por nenhuma entidade, como acusam os "oicidianos".

Antes que digam que estou de conluio com Saraceni e os seus contra os "iluminados da Vila Alexandrina", quero deixar patente que não tenho NENHUM CONTATO com ele ou seus discípulos. A minha opinião sobre a doutrina pregada por eles continua a mesma, mas devo atestar o que presenciei.

De toda forma, as vezes que estive em Casas de Umbanda que seguem a "Umbanda Sagrada" de Saraceni, sempre fui muito bem recebido em especial quando tinham a informação de que nenhuma relação tenho com a OICD, apesar de praticante da assim chamada "Umbanda Esotérica
".

Enfim, a "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto é um embuste, assim como todos os demais conceitos aos quais, verdadeiro "spam", somos submetidos diuturnamente. Condicionar algo irrestrito não faz, absolutamente, sentido algum.

sexta-feira, maio 01, 2009

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA

Gostaria de fazer algumas considerações sobre o email divulgado pelo Sr. João Luiz Carneiro, relações públicas da FTU/OICD/CONUB/CONSUB, etc, etc, etc, já que por temerem minhas colocações e manifestações, fui expulso da lista "apometria e umbanda" cuja a moderação e propriedade é do citado cidadão.

Cabe o registro que aquela lista é sempre usada com fins de ataques à minha pessoa, de forma velada, covarde, pusilânime, já que falta-lhes coragem para manter-me no espaço afim que eu possa exercer minha defesa.

Então, os esperneios em relação aos meus textos (que incomodam muito a turminha da Vila Alexandrina) se sucedem naquela lista, em especial da parte de Mestre Obashanan que, caso continue tão estressado com as coisas que escrevo, terá um infarto.

Como sempre, não reproduzirei aqui todo o e-mail ("Escolas, Seitas e Cursos - Entendendo conceitos diferentes II"), somente as partes que merecem algum comentário sem, é claro, fazer com o texto fique fora do contexto. Responderei entrelinhas. Diz o texto:

(...)

"Mas poderiam perguntar: Onde fica a tolerância, o respeito pela diversidade e a convivência pacífica, idéias que foram tantas e tantas vezes fortalecida por todos nós? Lembramos que respeitar as diferenças é diametralmente oposto de aceitar o erro. O primeiro é um ato inteligente e espiritualizado de se bem viver, o segundo é desvio de caráter."

A pergunta que eu faço é a seguinte: quem determina o que é certo ou errado neste contexto?

Aliás, faz muito tempo que venho perguntando quem será o juiz para julgar o que é correto ou não dentro de uma religião como a Umbanda.

"Essa alienação muitas vezes é traduzida em atitudes de indivíduos que passam a viver em função de críticas insipientes e incipientes àqueles que labutam décadas na seara umbandista. “Cegos guia de cegos”, não percebem que ao agirem desta forma estão fortalecendo os que trabalham pela e para a Umbanda, pois dão exemplo do que não é ser umbandista. "

Ora, ora... se minhas críticas fortalecem vocês, por qual motivo se incomodam tanto? Porque dar tanto chilique e me atacar veladamente? Que as minhas críticas continuem, portanto, fortalecendo vocês, que vivem em uma contradição que jamais vieram à público explicar, que é o fato de seu mestre praticar "hoje" tudo que "ontem" dizia ser coisa de kiumbas.

Gostaria muito que respondessem o que levou o Sr. Sete Espadas, autor espiritual de "A Proto-Síntese Cósmica", escrever que o Catimbó/Encantaria era o que havia de mais nefasto no mundo astral e hoje dividir a "cabeça" de seu filho com um "encantado".

Seria bom também que explicassem o que mudou desde o lançamento desta obra, onde Caboclo afirma ser coisas de kiumbas o sacrifício de animais, até o dia em se matou "dezenas de animais diversos" para o rito de "exu" na OICD.

E, finalmente, a entidade Zé Pilintra, que Rivas Neto chama de "pilantra" em uma de suas obras, recebeu um indulto? Deixou de ser "pilantra mesmo" e tem até o privilégio de "acostar" no Mestre Arapiaga?

Perguntas, como sempre, sem respostas.

"Se estes cursos em questão são meios corretos de formação umbandista, surgem dois problemas. Primeiro que só teriam acesso à Umbanda aqueles que pudessem pagar, afinal os cursos custam $$$. Segundo que afastaria o umbandista dos guias espirituais, pois deixaria de aprender diretamente com Eles nos processos de incorporação em troca de apostilas padronizadas aplicadas em cursos."

Hipocrisia pura.

Na OICD não é cobrada "salva" para as iniciações?

Com certeza é, visto que enquanto ainda tinha contato telefônico com Rivas Neto o mesmo disse que havia "salva" dentro da OICD para as iniciações e que não fazia trabalhos de magia nem para a própria mãe sem cobrar. (tenho as gravações destas conversas, caso precise provar em juizo isto)

Por outro lado, em um de seus pronunciamentos, Rivas Neto afirma, in verbis:

"Eu vivo pela Umbanda, para a Umbanda e... da Umbanda, por que não?".

O Mestre do sujeito afirma, em rede mundial, que "vive da Umbanda" e ele ainda tem a pachorra de criticar alguém que faça a mesma coisa. A afirmação está no "Manifesto de Magia Oracular".

Então, se nem todo mundo tem acesso aos cursos por conta do pagamento, isto deve servir em relação a seja lá o que Rivas Neto faz para viver da Umbanda, como afirmou no tal manifesto. Sim, porque se ele vive "também" da Umbanda deve cobrar por algum trabalho que faça por lá
.

Percebeu, caro leitor, como o pessoal da OICD senta em seu rabo para falar do alheio?

Isto é o famoso "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Qualquer palhaçada, conceito exdrúxulo ou postura absurda que vier de Rivas Neto será imediatamente ratificada pela OICD/FTU/CONSUB/CONUB e o resto das mariposas que ficam orbitando ao redor do "hierofante" da Vila Alexandrina.

Quem dera existisse uma realidade paralela, como na ficção científica, para vermos como seria a reação das pessoas hoje à frente da FTU se tal instituição tivesse sido idealizada por Rubens Saraceni ou qualquer pessoas que não Rivas Neto. Os discursos do Sr. João Carneiro, do Mestre Obashanan e de todos os outros seguidores do "Pai Rivas" seriam, com certeza, contrários à iniciativa.

Para finalizar, um outro detalhe importante nesta verborragia do Sr. João Carneiro, e nos chiliques de Mestre Obashanan, é o fato de sempre "ressuscitarem" o caso da publicação do "Livro das Energias" que contem erros científicos graves. Vivem malhando, mas nenhum deles teve a dignidade de explicar as contradições entre "discurso" e "prática" de Rivas Neto em suas próprias obras.

Pelo contrário, o Mestre Araobatan,
neste vídeo, vem jogar na cara do Sr. Rodrigo Queiroz que haviam inúmeras contradições entre o que Saraceni pratica e escreveu. Se isto não for HIPOCRISIA, meus caros, não sei mais o que neste mundo pode ser taxado assim.

sexta-feira, junho 27, 2008

UMBANDA DE "HOGWARTS": QUERO SER COMO HARRY POTTER

Todas as vezes que digito a palavra "Umbanda" na ferramenta de busca do Google me deparo com algo surpreendente e, não raramente, decepcionante ligado à nossa Religião.

Hoje encontrei o blog de um determinado "Templo", que apesar de afirmar ser uma entidade religiosa sem fins lucrativos, mantem um "link patrocinado" junto ao Google, recurso este oneroso (algo em torno de R$ 800,00, para o pacote básico) e próprio de instituições comerciais.

Mas o problema, na verdade, não é este. Afinal de contas, todos temos o direito de divulgar nosso trabalho seja lá da maneira que for. Porém, quando se entra no tal blog, vemos que a realidade é outra.

Existe por lá a oferta de um tal Curso Iniciático de Mediunidade", onde, dentre outras coisas, o conteúdo programático prevê Noções básicas de como cuidar do Anjo da Guarda, O segredo das ervas e essências, A Magia de Defesa e Proteção, História do surgimento da Umbanda e da Mediunidade. Os Chácras (Centros de Forças) e suas correspondências com os ORIXÁS. As sete linhas de Umbanda e Atribuições de cada Orixá. Manifestação Mediúnica e atuação das Entidades na Umbanda (Caboclos, pretos velhos e crianças). Exus, os Verdadeiros Guardiães. (sic)

Apesar da curiosa matéria "como cuidar do Anjo da Guarda", como se este fosse um animalzinho de estimação que dependesse de nós, humanas criaturas, para sua subsistência, nenhuma novidade, visto que coisas assim vemos até em jornais e revistas, ensinadas pelos "gurus das estrelas" e coisa que o valha. Só mais uma prática por parte daqueles que ignoram os verdadeiros fundamentos da Umbanda.

Então - pergunta o arguto leitor - qual o problema?

Temos, na verdade, dois problemas sérios (três, se contarmos os erros de grafia e gramática do texto):

O primeiro é a pecha de "iniciático" do curso.

No que pese o dicionário definir "iniciação" como ato de dar ou receber os primeiros elementos de uma prática ou os rudimentos relativos a uma área do saber, o anúncio deste curso leva o interessado a pensar que será "iniciado" no sentido místico, esotérico da palavra. Na verdade, o anúncio leva ao ao erro, é um engodo, visto que ninguém pode se dizer Iniciado de Umbanda com um cursinho de três meses.

O outro problema é a tal "Magia de Defesa". Isto me remete a uma das disciplinas ensinadas na fictícia "Escola de Magia de Hogwarts", da série de livros infanto-juvenis "Harry Potter", chamada "Defesa contra a Arte das Trevas".

Talvez tal matéria verse, dentre outras coisas, em como conjurar o "patrono" (expecto patronum) ou como se defender de algumas das chamada "maldições imperdoáveis" (cruciatus, imperius, avada kedavra) ou, quiça, de como espantar "diabretes da cornualha", "lobisomens", "kappas", "hinkypunks" e o "bicho-papão", este, em especial, com o feitiço "ridiculus". (não esqueçam o manejo e a torção correta da varinha mágica e do pulso, respectivamente).

Infelizmente, este não é um caso isolado. Na verdade citei este "templo" simplesmente para mostar como os oportunistas, famosos ou desconhecidos, estão se locupletando com esta moda ridícula de formar "magos", "médiuns", "teurgos", "mestres" e "hierofantes".

Se vc tem tempo, dinheiro e o mínimo de credulidade, então está apto a se tornar um "mago", com um "grau", reconhecido por todos, e somente por eles, os seguidores daqueles que ministram estes ciusos. Na verdade, não existe nenhum outro pré-requisito para que se candidate ao "cargo", tanto que até o nosso simpático cachorrinho "chegou lá", como podemos ver na foto que ilustra este artigo.

Para encerrar, peço agô ao Portentoso Caboclo Mirim para parafraseá-lo:

"Umbanda é coisa séria para gente séria."