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terça-feira, setembro 17, 2013

O MOVIMENTO QUE SE MOVIMENTA

Algumas pessoas tem me procurado por este imenso mundo virtual, inclusive buscado contato em outros blogs e até mesmo quando se deparam com algum comentário meu em outro meio.

Os poucos (20) inscritos neste canal há muito já perceberam que não o tenho atualizado, mas que o mantenho como arquivo de minhas impressões sobre o Movimento Umbandista nos últimos sete anos.

Algumas pessoas conseguiram meu email pessoal¹ e regularmente enviam "causos" sobre o que vem acontecendo pelos terreiros Brasil afora. Outros pedem apoio, querem saber se ainda tenho Casa aberta, pedem ajuda em relação a "isto ou aquilo" e assim vamos fazendo alguns contatos e, de longe, acompanhando as mudanças nesta "Umbanda de Todos Nós".

De tempos em tempos sinto vontade e necessidade de escrever aqui, mostrar ao mundo que estou vivo. Aliás, alguns de meus desafetos, "poderosos babás do santo rebolado", andaram dizendo que a "força" de suas "pembas" haviam me derrubado. Outros prometeram processar-me (o que nunca aconteceu) por conta de algumas verdades que aqui escrevi, mesmo que não tenha citado seus nomes.

Na verdade, me afastei da militância umbandista por vontade própria. Percebi que estava gastando muita energia com algo que, ao final das contas, não teria sentido, já que as pessoas preferem viver em uma ilusão mística ao invés de encarar a realidade que está defronte aos seus olhos.

Os descalabros perpetrados pelos "donos da Banda" se avolumam, as práticas de magia sexual, do tantrismo negro, orgias e giras de "exus" reservadas onde os médiuns "trabalham" nus, a "ordenha" de médiuns varões, dentre outras coisas, se tornaram lugar comum e muita gente continua aplaudindo e cantando loas à estas práticas. Enganadas? Não: coniventes.

Mesmo que esteja há muito sem atualizações e eu "sumido" do meio, este espaço recebe uma média de 70 visitas por dia. No ano de 2012 foram aproximadamente 26 mil acessos. Em sete anos, mais de 170 mil. Não fossem números tão significativos eu já teria deletado este espaço, mas como parece ainda ser útil o mantenho.

Este blog é uma espécie de "cápsula do tempo".

Os novos e antigos adeptos da religião podem acompanhar a evolução (?!?) da Umbanda nos últimos anos, em especial a lenta agonia da Raiz de Pai Guiné d'Angola, que ficou órfã de Mestres e adeptos sérios, da compra predatória dos direitos das obras de Matta e Silva por Francisco Rivas Neto, a deturpação de conceitos, a permissibilidade do que antes era proibido por "revelação do astral", a ascensão e queda de muitos "babás" e tudo mais.

Em tempos de Faculdade de Teologia Umbandista, passamos à uma religião acadêmica, com textos bem elaborados, verdadeiros tratados científicos que elitizam a classe dos "sacerdotes" e distancia a Umbanda da patuleia. De "Umbanda Pé no Chão", como defendia o finado e saudoso Babá Odonirê² (Flávio Sandry), temos hoje a "Umbanda do Capelo³" onde, além da Iniciação, o "verdadeiro" umbandista necessita de um diploma universitário para estar em contato com seus Orixás.

Mas, como dizem por ai, o "Movimento se movimenta". Não sei muito bem para onde ele está indo, mesmo porque não é raro termos notícias de rebanhos que se movimentaram até cair da beira do precipício.

Manah, Àsé e Bençãos.

Ricardo Machado
Mestre Ubajara

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1 - contatos com o autor vozesdearuanda@gmail.com

2 - Flávio Sandry, também conhecido como "Painn" e "Babá Odoniré", foi um Sacerdote de Umbanda Omolocô na cidade de Campinas, interior do Estado de São Paulo. Estava à frente da TUPAG (Tenda Umbandista Pai Antônio de Angola) e foi um militante ativo no Movimento Umbandista e formador de opinião em diversas listas de discussão nos anos 90 / 2000.

3 -
chapéu usado pelos universitários na cerimônia de colação de grau.

sábado, setembro 17, 2011

QUEM CONTA UM CONTO, AUMENTA UM PONTO....

Nosso amigo e irmão milenar Rivas Neto, conta sua vivência ao lado de Mestre Yapacani (Matta e Silva), reforçando que à ele foi transmitido o comando vibratório da Raiz de Pai Guiné d'Angola. Atente para o trecho onde ele afirma que Matta e Silva disse à ele que apenas estava devolvendo o que já era dele.

Novamente, Rivas Neto afirma que o tal rito sucessório contou com fotografias e um vídeo que comprovam suas alegações.

Como podem notar pela qualidade de edição, vemos que a FTU/OICD está bem equipada e bem que poderia brindar toda a comunidade umbandista com a divulgação do vídeo onde Pai da Matta transmite à ele o comando da Raiz de Guiné.

Este vídeo é como cabeça de bacalhau e enterro de anão: se existe, ninguém nunca viu, inclusive gente que passou 10 anos da vida com proximidade e intimidade absurdas com Rivas Neto, como é o caso de um certo "Guardião" que há alguns anos saiu da OICD.

segunda-feira, setembro 06, 2010

FALTA DE RAIZ...

Como já escrevi outras vezes, estou distanciado do tal "movimento umbandista", com seu líderes, faculdades, cursos, picuinhas e afins, mas fico impressionado em como as coisas que escrevi neste blog há muito tempo ainda continuam a repercutir e incomodar, especialmente ao pessoal da Vila Alexandria.

Os meus questionamentos sobre a legitimidade de Rivas Neto em ser o "sucessor de Matta e Silva" é o que mais doi no calo desta turminha. Os caras não se conformam com o que o Velho Matta escreveu falando que o Astral não o orientou a deixar sucessor, dos testemunhos dos antigos Mestres da Raíz de Guiné que NUNCA reconheceram Rivas Neto como tal (perguntem ao Mário Tomar (Yassuamy), Ivan Costa (Itaoman) e outros Mestres coroados por Mestre Yapacani).

Quem desmete Rivas Neto são eles e não eu. Eles também são "sem raiz"?

Este papo de que eu não tenho raiz, que sou isto e aquilo, há muito já não me atinge mais. Como diz a minha ex-esposa "este mundo não mais me pertence". A Umbanda, para mim, está dentro do meu coração, no meu pequeno Templo, naqueles fiéis aos ensinamentos do Velho Mata e, principalmente no Astral. Nunca me preocupei com reconhecimentos, em ser "incensado", ter um séquito de puxa-sacos (em geral de caráter duvidoso) ou "pau mandados" a me defender e fazer marketing em listas de discussão e comunidades virtuais.

Não vendo cursos, iniciações, não sou dono de faculdades e, com certeza, não vivo e nunca vivi da Umbanda, como o próprio Rivas Neto admitiu que fazia em um de seus vídeos. Não sou dono de gravadoras de fundo de quintal e nem de grupos musicais relacionados à Banda.

Aqueles que quiser saber mais sobre a tal "sucessão de Matta e Silva", encontre algum livro antigo de Rivas Neto e vá até o cartório onde a "firma" do Velho Matta foi reconhecida (?!?) nos documentos que ele expõe logo nas primeiras páginas. Pergunte, como eu fiz, pelo cartão de assinatura ou qualquer registro do mesmo e depois tire as suas próprias conclusões.

Se isto fizer a menor diferença para você (porque para mim não faz mais...), vá a OICD e pergunte pela famigerada gravação em vídeo do suposto ritual da trasmissão da Raiz de Guiné, que tal e qual a cabeça de bacalhau, enterro de anão e político honesto, ninguém, exceto Rivas Neto e seus puxa-sacos, assistiu.

Já disse que a solução para encerrar tal polêmica é simples: editem a porcaria do tal video e coloquem na internet com imagem e, principalmente, áudio de qualidade. Então, eu calo a minha boca e ainda peço desculpas públicas.

Obviamente tal vídeo JAMAIS irá aparecer, porque simplesmente não existiu tramissão alguma, Rivas Neto não é sucessor de ninguém. O fato da família do saudoso Mestre Yapacani ter Rivas Neto em alta conta não quer dizer absolutamente nada, sendo uma falácia das mais infantis e não prova absolutamente nada.

Ao invés de João Carneiro e outros asseclas de Rivas Neto ficarem vomitando falácias e enrolando os mais crédulos com textos bem escritos, mas que não dizem nada com coisa nenhuma, emails que parecem verdadeiras dissertações acadêmicas para impressionar os seguidores (aliás, técnica corriqueira entre estes "avatares" da Nova Era...), deveriam partir para a solução mais simples e colocar o vídeo no ar.

Explicar as "zilhões" de contradições entre o que foi escrito pelo "caboclo" Sete Espadas e o "exu" Capa Preta, respectivamente em "Umbanda - A Protosíntese Cósmica" e "Exu O Grande Arcano" e o que é praticado hoje em dia na OICD e filiados também seria bom.

Mas, enfim, paraodiando minha ex-esposa: "este mundo não mais me pertence". Continuo aqui no meu canto, em "off", lendo as bobagens que continuam assolando esta "umbanda virtual" e vendo, cada dia mais otários caindo nas lábias de pseudos-acadêmicos.

Para terminar, queria deixar aqui registrado minha satisfação em ter auxiliado juridicamente o José Roberto Pereira, vulgo "BK", "JRP", no processo que o Sr. William do Carmo Oliveira, o Mestre Obashanan, moveu contra o mesmo. Foi mais fácil do que eu pensava, não deu nem graça. =)

Muito Manáh, Àsé e Bençãos à todos os leitores (se é que ainda tenho algum) e até qualquer dia.

segunda-feira, outubro 19, 2009

MAIS FALÁCIAS DO REINO DO UMBANTIMBÓ

Saindo rapidamente do meu ostracismo, mesmo porque não estou, realmente, muito afim de ficar perdendo meu tempo com o "movimento umbandista".

O Sr. Yabauara (Luiz Carneiro), escreveu em seu feudo, chamado "Lista Apometria e Umbanda":

Olhando especificamente para a Escola Esotérica e Iniciática, a qual Pai Rivas é seu legítimo condutor por ordens diretas de Pai Guiné e Mestre Yapacany (Pai Matta), observamos como alguns pseudo-seguidores dessa Escola têm insistentemente de forma direta ou indireta evocado para si próprios a pecha de responsáveis pela continuidade da Raiz de Guiné, como se ela estivesse perdida ou abandonada. Ao contrário do que esses incautos afirmam, a Escola Esotérica/Iniciática está ativa, em plena vida, revista e revigorada na Escola de Síntese fundada por Mestre Arhapiagha(Pai Rivas). Para fundamentar o exposto, Pai Rivas apresentou diversos documentos e textos escritos com a própria letra do Pai Matta confirmando o seu nome iniciático, as entidades que atuam na sua faixa vibratória e – anos depois – o documento que dá plenos poderes ao Mestre Arhapiagha no âmbito teórico e prático para representá-lo em nível nacional e internacional. O vídeo apresenta os documentos de forma clara e objetiva. Basta assistir e conferir.

Infelizmente, o teatro do pronunciamento não prova aboslutamente nada, já que ninguém pode garantir que aqueles documentos realmente foram assinados por Pai da Matta. Quanto ao carimbo de firma reconhecida que podemos ver em tais documentos, em especial aqueles publicados em muitos livros de Rivas Neto, sugiro ao curiosos e buscadores da verdade que façam como eu: vá ao cartório ali indicado e peça para ver o cartão de assinatura de "Woodrow Wilson da Matta e Silva". Depois disto, tire suas próprias conclusões.

É por demais fácil ficar creditando coisas à pessoas mortas, já que elas não podem desmentir ninguém.

O que eu não entendo neste papo todo é o motivo que Rivas Neto tem para não colocar na internet o famoso vídeo da transmissão do Comando Vibratório da Raiz de Guiné, aquele que ninguém nunca viu. Sinceramente, no dia em que eu colocar os olhos nesta filmagem e ouvir, nitidamente, da boca do Velho Matta, a transmissão de Comando, serei o maior divulgador das idéias de Rivas Neto, fã de carteirinha mesmo e chamarei todos os antigos Mestres da Raíz de metirosos, já que ouvi de mais de um que esta tramissão nunca existiu.

Além disto, como já expus fartamente neste espaço, o próprio Pai da Matta diz que o Astral não o autorizou a deixar sucessores. Isto está escrito em uma das obras dele. Se alguém estiver interessado, basta procurar aqui no blog a referência.

Por fim, exceto Rivas Neto, não conheço nenhum outro que se arvora sucessor e responsável pela continuidade da Raiz de Guiné, mesmo porque, com todo o estado de coisas em que se transformou o "movimento umbandista", com todo este comércio, mentiras, falsidades de "líderes" e outros por ai, estou querendo é distância desta podridão toda, em especial a tudo que diz respeito à Rivas Neto e os seus.

Os Mestres da Raíz de Guiné, aqueles que foram coroados por Matta e Silva, se acovardaram após a morte de Mestre Yapacani, deixando a coisa ao "Deus dará", o que resultou em tudo isto que vemos hoje em dia.

Enfim, "movimento umbandista" e "rótulos" não são mais minha praia e nem meus problemas. Preferi ficar com a Umbanda.

No mais: PUTZ!!!, Rubens Saraceni, perdeu mais uma para o Rivas Neto na Justiça? Cara, aprenda comigo: só demande, seja na justiça criminal ou cível, quando tiver absoluta certeza de vencer e chutar alguns rabos, fora isto, não se aventure.

Até qualquer outra hora.

sexta-feira, julho 31, 2009

YORI NAS RUAS DE BELO HORIZONTE

Não faz muito tempo recebi um email de um "duas caras" que dizia que a Umbanda Esotérica estava fadada à extinção, que por este motivo estaria entrando em um "cristal" e seguindo a sua vida espiritual desta forma. Aliás, a pretensão do indíviduo é tamanha que se comparou à Mestre Itaoman.

Mas não é sobre traidores e gente sem caráter que quero falar hoje.

A Umbanda Esotérica, apesar do desmonte que o pretenso sucessor de Matta e Silva promoveu, continua viva. Talvez não tenha tantos adeptos quanto as demais vertentes da religião, mas com certeza os ensinamentos de Yoshanan não se perderam em meio a deturpações, mau caratismo e "umbandistas de cristais".

Na foto, um flagrante em Belo Horizonte, onde podemos ver o ideograma do Orixá Yori fixado na traseira de um veículo. Certamente este não é um carro usado por algum "umbandista de cristal". (clique na foto para ampliar)

segunda-feira, maio 04, 2009

ANOS DE CHUMBO, ANOS DE DÚVIDAS

Atualmente vivemos "anos de chumbo" na Umbanda.

De um lado temos todo a estrutura de propaganda da OICD/FTU, com seus lacaios de sempre, impondo sua visão sobre a Umbanda, pretensiosamente querendo ensinar o que é ou não próprio ou correto dentro da religião, evocando a "academia" (para referir-se à FTU), usando-a como substrato para mudar conceitos, preceitos e enfiar "guela abaixo" da comunidade umbandista uma "neo-umbanda", dentro da visão megalômana de Rivas Neto. Do outro uma pequena, mas ativa oposição que vem ganhando espaço no meio.

A FTU não se trata de uma instituição que pretende alavancar a Umbanda como religião, "diminuir a distância entre o centro e a periferia", ou seja lá qual frases feitas, repetidas à exaustão por seus asceclas nas listas e comunidades virtuais, tentam traduzir o espírito da faculdade. Em verdade, a FTU trata de ser a grande "arma" de Rivas Neto para justificar as suas idéias academicamente e seguir com seu plano de dominação da religião.

Perceba que desde a criação da FTU, toda idéia que vem dele tem a chancela da faculdade. Outrora Rivas Neto baseava suas idéias e doutrinas no "mundo astral superior", que sempre estava pronto, frise-se, a mudar tudo com o argumento de que as "verdades são temporais".

Obviamente que esta "doutrina camaleão" nunca o levou a ter grande credibilidade no meio umbandista, por isto fundou a FTU e, assim, passa a ter suas idéias embasadas na "ciência" ensinada por uma instituição superior, com reconhecimento oficial. O que as pessoas se esquecem é, que a apesar do pioneirismo, há de se reconhecer, da criação de uma faculdade umbandista, o que vemos na FTU nada mais é do que uma visão teológica de seu fundador, por mais que ele insista em afirmar que trabalha com a "diversidade" das doutrinas umbandistas.

A teologia, de qualquer religião, não é algo fechado, engessado.

Vemos isto, por exemplo, nos seminários ligados aos movimentos protestantes, onde várias denominações (batistas, metodistas, presbiterianos, luteranos, etc) partilham de vários entendimentos comuns, mas divergem teologicamente de tantos outros. Por isto que este papo de "academia" partindo de Rivas Neto e o seus, como se a FTU fosse a panáceia para a confusão teológica do mesmo, que tudo que vem de lá é a verdade, visto que é uma instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC, é uma tremenda FALÁCIA.

O que Rivas Neto tem feito é uma verdadeiro desmonte da religião. Atualmente, tenta por todo custo retirar a legitimidade da manifestação do Caboclo da Sete Encruzilhadas e a autoridade de Zélio de Moraes, como marco inicial o (re)surgimento da Umbanda no orbe terrestre. A idéia é simples: desautorizando o Caboclo das Sete Encruzilhadas e seu médium, ele pode fazer um "link" com as tradições africanas e, assim, justificar algumas práticas estranhas aos conceitos deixados por Zéilio como é o caso da matança de animais que ele passou a praticar com afinco nos rituais da OICD e nos ritos promovidos pela FTU.

Sinceramente, impressiona a cara-de-pau dos "arautos" da Vila Alexandrina em cobrar coerência de Rubens Saraceni e de outros desafetos do seu mestre, já que até hoje nenhum deles veio à público explicar as óbvias, GRITANTES, CONTRADIÇÕES entre o discurso (vide a "portentosa" obra "Umbanda - A Protosíntese Cósmica") e as práticas intramuros de Rivas Neto e os seus, destacando, novamente, a matança de animais, uso de cocares e roupas "especiais' para as entidades manifestadas, atabaques, mestres do Catimbó e tudo mais que há pouco tempo eram coisas de "kiumbas" e agora passam a ser algo do "astral superior".

O Mestre da Vila Alexandrina, o "pai dos humildes", o "umbandista de mão cheia", continua insistindo ser o sucessor de Matta e Silva, Mestre Yapacani, fazendo, através do seu "relações públicas", menções a documentos publicados em seus livros que legitimariam esta condição, apesar de todos os outros Mestres, que pisaram nas areias sagradas da Tenda de Umbanda Oriental de Itacurussá, afirmarem, em uníssono, que Arapiaga não tem esta condição.

De toda forma, Arapiaga afirma em sua obras que tem um video que comprova a transmissão do comando vibratório da Raiz de Pai Guiné d'Angola à ele. Só que este vídeo NINGUÉM nunca viu. Tenho contato com uma dezena de dissidentes da OICD, gente que ficou por lá dez, quinze anos, inclusive sendo elevados ao grau de Mestre, que nunca colocaram os olhos nesta fita. Aqui mesmo, neste espaço, já desafiei Rivas Neto a disponibilizar este registro à comunidade umbandista e ele, até o momento, dez anos depois, nunca o fez.

A pergunta que fica é: o que o impede de publicar tal vídeo? Hoje em dia, até meu filho de oito anos consegue digitalizar o conteúdo de uma fita VHS portanto não é falta de condições técnicas para tanto. Espaço para a disponibilização, inclusive gratuita, tem de sobra. Então, por que cargas d'água, o povo da Vila Alexandrina não coloca este video no ar, com imagens e, principalmente, áudio de qualidade, onde veremos e ouviremos a transmissão de comando da Raiz?

A atitude da OICD/FTU é sempre arrogante e contraditória.

A arrogância está presente nos inúmeros emails, em especial do Sr. João Carneiro, que abusam de nossa paciência diuturnamente. Além da verboragia e da prolixia inútil, o que já foi alvo de críticas por parte de muitos participantes de listas, o tom professoral como se estivesse se dirigindo a um bando de ignorantes ávidos pelas revelações vindas do "semi-deus" da Vila Alexandrina, a exigência de explicações sobre atitudes, doutrinas e contradições, mas nunca encaram suas próprias mazelas.

As mensagens querem sempre nos dar uma única impressão: tudo vem da OICD/FTU é verdade absoluta, Rivas Neto é incapaz de errar e tudo que a "academia" publica ou faz é com as bençãos dos Orixás. Em resumo, a OICD/FTU, capitaneada por Rivas Neto, é a "salvação" da Umbanda.

Isto sem falar na forma infantil, idiota mesmo, que o relações públicas exorta os participantes ao debate. Parece uma professora de meia-idade de um jardim de infância qualquer, ao terminar seus emails com imbecilidades do tipo "vamos dar nossa opinião?", "vamos participar do debate?". Qualquer dia destes, não duvido, ele vai exortar ao listeiros, que trata como retardados, a chamar "papai e mamãe" para assistirem os espetáculos egolátras e mambembes de seu mestre.

As contradições, como já exposto várias vezes neste espaço, são inúmeras. Nunca o prolixo relações públicas "multi-instituições" veio a público explicá-las. E sabe por quê? Novamente pela arrogância. O semi-deus da Vila Alexandrina e seus lacaios não acreditam, devido a pseudo-superioridade que acreditam ter, que existam contradições em suas obras. Tudo que vem dali é perfeito, a última palavra e nós, reles mortais, devemos render homenagens.

Mas tem algo que me deixa MUITO satisfeito: tenho incomodado esta turma, ao ponto de estarem sempre esperneando e respondendo, mesmo que indiretamente, as coisas que escrevo aqui. Se perdem tempo de responder ao que escrevo, é porque acreditam que isto pode trazer algum prejuízo à sua imagem e planos no meio umbandista. Os chiliques de alguns "mestres", realmente, me trazem imensa satisfação.

Não se iluda, caro leitor.

Estamos, realmente, vivendo "anos de chumbo" na Umbanda, visto que todo esta conversa da OICD/FTU não passa de uma imposição ditatorial-acadêmica ao meio umbandista. Basta que você passe a analistar, de forma profunda, as atitudes desta tuma da Vila Alexandrina para constatar que este papo de "diversidade", "convergência, "tolerância irrestrita" e toda a verborrágica hipocrisia vinda daquelas paragens, vem carregado de raciocínio condicional.

A diversidade e a tolerância irrestrita da OICD/FTU, assim como o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, estão condicionadas, claramente, ao que o "semi-deus" da Vila Alexandrina achar pertinente e verdadeiro.

Fazendo minhas as palavras de Alexandre Cumino em recente mensagem às listas, encerro este artigo:

"Sempre entendi que o respeito não comporta a palavra "MAS". Quando digo 'respeito, mas'... já não tem respeito...".

quarta-feira, abril 29, 2009

GENESIS

Tem uma turminha por ai que adora ficar conversando fiado, contestando origens, iniciações, nomes iniciáticos e o trabalho dos outros. Para este pessoal só existem verdadeiros iniciados umbandistas na "ordem iniciática" fajuta deles e, pasmem, para ser reconhecido como umbandista deve-se estar alinhado com as bobagens que escrevem e ser um adepto do "lambe-botas" de seu mestre, algo que eles instituiram como "fundamento".

O fato é que se você, caro leitor, não sai por ai dizendo "aranauan", batendo palmas para "video-aulas" e citando a exaustão os chavões do mestre desta turma em listas e comunidades virtuais, não usa capa e cartola em suas gíras de Exus, com certeza não é considerado umbandista por esta gente.

Esta trupe, em especial um tocador de tambor, adora ficar menosprezando outros iniciados. Já se chegou ao cúmulo do cara zombar de iniciados (dissidentes, mas iniciados...) feitos na própria "ordem iniciática" de mentirinha deles. Se um sujeito vem à público para desautorizar pessoas iniciadas por seu próprio mestre, de quem ele não vai falar mal?

Mais estúpido do que isto é falar que "cama" vem do etrusco e "Ubajara" (Senhor da Canoa) pode ser traduzido como "cobra cega".

O mestre deste sujeito vive a alardear que sabe toda a genealogia de sua árvore iniciática, que tem quarenta anos de "santo", que é iniciado nisto, naquilo, e naqueloutro. O cara tem tanta "iniciação", em tantas tradições diferentes, que o a cabeça dele, pelo jeito, já virou condomínio fechado para Orixás, Mestres de Linhas e Oxalá sabe lá mais o que está firmado ali.

Porém, nesta bazófia toda, só esqueceram uma coisinha: qual é a árvore genealógica de W.W. da Matta e Silva, Mestre Yapacani? Quem foi o iniciador humano dele? Enfim, quem foi o "Mestre do Mestre"?

Pergunto, já que estes arremedos de umbandistas primam muito por uma ascendência iniciática, esa coisa de "quem iniciou quem", então devemos começar discutindo a validade não somente do título de "Mestre" de Matta e Silva, mas também o do próprio discípulo que se arvorou sucessor do mesmo, sem falar na Tradição que ele iniciou.

Certa vez perguntei ao Mestre Yassuamy (Mario Tomar) quem havia iniciado Matta e Silva. A resposta, daquele que foi o "Oju Obá" (Os Olhos do Mestre), foi taxativa: "Mestre Yapacani não teve iniciador humano, tendo sido iniciado por Pai Guiné."

Pronto.

Pai Da Matta se fez sozinho, portanto, já que a iniciação dele foi diretamente com o seu Mestre astral, sem passar pelas mãos de nenhum babalorixá ou outro sacerdote humano qualquer.

E olha que, com o intuito de dar legitimidade aos "neo-catimbozeiros", já espalharam nas listas que Matta e Silva foi "iniciado" na Encantaria (ele destestava o Catimbó com todas as suas forças, como podemos ver em seus livros) e a "lógica" de tal afirmação é o fato dele ter nascido em Pernambuco. Seria como dizer que eu, como mineiro, faço parte de uma das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário pelo simples fato de ter nascido aqui.

Não me venham, por favor, falar que "com Pai Da Matta é diferente", porque o Astral não faz acepção de pessoas. Diferente da enganação que uns e outros insistem em divulgar, as Leis Espirituais não são mutáveis e muito menos temporais, não se modificando de acordo com as conveniência ególatras e econômicas deste ou daquele grupo. O que serviu para Matta e Silva há 50 anos atrás, servirá para qualquer pessoa daqui a 1000 anos.

Conheço pessoas que mantêm Casas de Umbanda há 30, 40, 50 anos abertas e nunca passaram por uma iniciação humana. Começaram com manifestações espontâneas de Entidades de Fato e de Direito, que tocam seus Terreiros até hoje e jamais modificaram preceitos e doutrinas afim de satisfazer as ambições humanas de seus dirigentes.

Tenho certeza que muitos entre os "lambe-botas" do "sr. reitor" têm a mesma origem, mas como estão alinhados com seus planos de dominação da religião, o tratam como "mestre" e se derretem em "salamaleques" ao sujeito, isto passa a ser um detalhe imperceptível aos hipócritas. O tocador de tambor (a quem me recuso chamar "Alabê"...), assim como seus irmãos que vivem a patrulhar listas e comunidades virtuais, tem como filosofia velho adágio jurídico: "Aos amigos a Lei, aos inimigos o rigor dela."

Para finalizar, quero reiterar o que está escrito no meu profile: não preciso e nem quero o reconhecimento de ninguém, em especial desta turma de hipócritas que assolam o o movimento umbandista atual. Como sempre ensinou o meu velho Pai: "quem se mistura com porcos, farelos come" e, com certeza, eu não me misturo com determinado tipo de gente.

Sou um Iniciado da Sagrada Raiz de Pai Guiné d'Angola, tanto física como astralmente. E se algum dos "lambe-botas" do "sr. reitor" achar que pode, basta continuar, como há mais de dez anos fazem, seus trabalhinhos de magia negra, seus esperneios públicos, enfim, "vir para cima", porque, até o momento, tanta mandiga não chegou nem perto de ter algum resultado.

No dia em que eu tiver medo de macumbeiro, deixo para trás meus 24 anos de Umbanda e vou pedir abrigo em uma Igreja Universal qualquer.

sábado, fevereiro 21, 2009

UMBANDA PRIMITIVA

Houve um tempo em que a Umbanda não tinha líderes, faculdades, conselhos e apenas duas ou três federações que tentavam dar o mínimo de organização e consultoria jurídica aos terreiros filiados, mesmo porque houve, como se sabe, grande perseguição e repressão Estatal aos seus adeptos, assim como os do Candomblé.

Entre as décadas de 1950 - 1970, houve o que chamo, no que pese a perseguição policial, de "Época de Ouro" da Umbanda, onde a religião tinha milhares de adeptos, suas músicas eram ouvidas nas rádios e não raramente podiamos assistir nomes como W.W. da Matta e Silva, Tancredo da Silva Pnto, dentre outros, expondo suas opiniões e pontos de vista em colunas diárias (ou semanais) em jornais e revistas de grande circulação.

A extinta TV TUPI, muitas vezes apontou suas câmeras para as personalidade citadas, assim como sempre abria espaço em sua programação para Chico Xavier e outros baluarte espíritas, sendo que sempre tais programas eram acompanhados de grande audiência.

Na música, tivemos vários artistas, dos quais destaco Ronnie Von e Clara Nunes, que gravaram músicas inspiradas em canções de Terreiro, quando não eram os próprio pontos de Raiz que ganhavam novos arranjos.

No que pese algumas históricas contendas doutrinárias, em especial envolvendo Matta e Silva e Tancredo da Silva Pinto, que trocavam algumas "farpas" não somente através de seus artigos em jornais e revistas, mas também em seus livros, havia uma relativa paz entre os praticantes e ninguém se preocupava por demais com os ritos e doutrinas praticados neste ou naquele Terreiro.

Em geral não haviam grande Terreiro, com centenas de médiuns, sendo uma exceção à esta regra a Tenda do Caboclo Mirim na cidade do Rio de Janeiro.

Normalmente, as Casas de Culto eram familiares, contando com um pequeno espaço nos fundos da residência do responsável pelo local, com poucos médiuns, onde a caridade era feita de forma simples e desinteressada.

Era muito comum presenciarmos grupos inteiros de umbandistas levando à cabo seus preceitos nas cachoeiras, matas e encruzilhadas, sem temer nenhum tipo de repressão (isto após o Estado Novo e uma certa abertura do Regime Militar) ou discriminação por conta a da sua fé e de seus rituais.

Hoje, infelizmente, tudo mudou.

Se não precisamos mais nos preocupar com a repressão policial, mas com o avanço das igrejas neo-pentecostais que pregam a violência e o desrespeito à fé alheia, temos notícias de tempos em tempos, de Casas de Culto, assim como de Centros Espíritas, sendo invadidos e depredados por aqueles que se auto-intitulam "povo de Deus".

Não há mais segurança para fazermos nossos rituais nos sítios sagrados, visto que corremos o risco de sermos atacados por estes verdadeiros BANDIDOS travestidos de religiosos, que não respeitam o direito das pessoas a pensarem e crerem de forma diferente da deles.

Em termos administrativos, existem centenas de federações, associações, conselhos e toda a sorte de ESPERTALHÕES que decidiram ganhar uns trocados criando tais organizações que, no frigir dos ovos, não fazem absolutamente nada, salvo honrosas e raras exceções, pela religião.

Do outro lado, temos conselhos que não cobram nada de seus associados, mas são usados como meio de propaganda por seus idealizadores, afim de criar uma ponte não somente para disseminação e imposição das idéias dos mesmos mas, principalmente, para alimentar o verdadeiro culto à personalidade do tal "babá".

Hoje em dia, a Umbanda, apesar do discurso hipócrita que vemos por ai, de união, convergência, respeito à diversidade, está dividida em facções. Uns se bandearam para o lado do "Pai X", incluso antigos desafetos e adeptos de cultos outrora identificados por ele como "coisa de kiumba", enquanto outros cerraram fileira com o "Pai Y", que defende com unhas e dentes seu mercado de livros, apostilas e cursos de final-de-semana.

Apesar do discurso defendendo a Umbanda e suas Tradições, de unificação das várias correntes doutrinárias, o que estes dois querem, na verdade, é ganharem uma grana, assim como poder político, nas costas da comunidade umbandista. Para estes dois não existe meio termo: ou se está com eles ou contra. Não é possível ficar neutro.

Se a Umbanda de hoje não mais precisa se preocupar com a perseguição do Estado, está sob o julgo de verdadeiros ABUTRES que querem, de toda feita, dominarem a religião e, com isto, locupletarem-se de todas as maneiras possíveis.

Nenhum grupo ou núcleo familiar umbandista está à salvo desta gente.

Apesar da liberdade que dizem pregar, usam de manipulação psicológica pesada, em especial ADJETIVAR as pessoas de sectárias e etnocentricas, assim como IMPOR sua visão, para impelir aos incautos e/ou de personalidade fraca a cerrar fileira com eles e ser um novo "arauto" de suas idéias e do culto à personalidade do megalômano "babá".

Venho dizendo neste espaço que a Umbanda, se as coisas continuarem assim e não houver uma reação contudente daqueles que chamo de Não Alinhados, não durará mais uma centena de anos. As contaminações inseridas, a mistura de várias correntes em uma só, incluso as que são antagônicas, estão fazendo com que nasça uma outra religião e sepultando a Sagrada Umbanda.

A questão a ser pensada por todos nós é: o quanto nossas atitudes (ou a falta delas) tem colaborado para este quadro e para a derrocada de nossa Religião e nossas Tradições?

Medite, seriamente, sobre isto.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

A FITA QUE NINGUÉM NUNCA VIU

Existem alguns "mistérios" no meio umbandista que não há Poirot que consiga solucionar.

Dentre tantos, um deles é o vídeo que, de acordo com Rivas Neto (Mestre Arapiaga), guardaria o registro da transmissão do Comando Magístico da Sagrada Raiz de Pai Guiné d'Angola à ele por W.W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani).

Em seus livros, em especial nas edições mais antigas, Rivas Neto declara, sem sombra de dúvidas, que foi escolhido como sucessor do Velho Matta e que a tal fita de vídeo, onde se vê e ouve claramente a transmissão do Comando Magístico da Raiz de Guiné, estaria à disposição de quem quisesse assistir.

No entanto, faz alguns anos que publicamente, assim como de forma privativa, em especial quando tinhamos contato via telefone, que cobro a exibição deste vídeo de Rivas Neto e nunca que o mesmo apareceu.

Faz algum tempo - dois, três anos no máximo - que tenho contato com vários dissidentes da OICD espalhados por este Brasil afora. Trocamos informações via e-mail, telefone e até mesmo conheço alguns pessoalmente, sendo que o mais impressionante é que pessoas de lugares e que militaram em épocas diferentes na OICD apresentam o mesmo discurso.

A pergunta que sempre faço a estas pessoas (cujo o número aumenta proporcionalmente ao de visitas a este blog) é esta:

VOCÊ ASSISTIU ALGUMA VEZ A FITA ONDE PAI DA MATTA TRANSFERE O COMANDO MAGÍSTICO DA RAIZ DE GUINÉ AO RIVAS NETO?

E a resposta é sempre a mesma: NÃO.

E isto vindo de pessoas que ficaram por lá dez, doze anos, inclusive com funções administrativas e ritualisticas, como é o caso de dois Mestres dissidentes, um médium que fôra "Guardião do Templo" e outro que, apesar de não ter cargo, tinha certa mobilidade dentro da OICD.

Obviamente o leitor, em especial aquele que simpatiza com Rivas Neto e o acha o "grande unificador" da Umbanda, um semi-deus encarnado, um "condutor da raça humana" (como ele diz em uma das suas obras), logo argumentará que este tipo de informação não é confiável, que vem de pessoas que têm algum tipo de rancor do Rivas e/ou da OICD, que combinaram de falar isto, que é fofoca, etc, etc, etc...

A falha neste tipo de pensamento é uma só: estas pessoas não sabiam (agora sabem) das outras, ou seja, desconheciam que eu mantenho contato com outros dissidentes. Muitas delas, na verdade a maioria, ao menos sabiam que vinham trocando informações comigo.

Tenho agido desta forma faz alguns anos, exatamente para que ninguém sinta-se influenciada ou temerosa a me passar informações, visto que sou uma pessoa pública e notória no meio, não sendo segredo que exerço pesada oposição à Rivas Neto.

Em média, 80% destes meus contatos não sabiam da minha real identidade e me contaram MUITAS COISAS INTERESSANTES, não somente sobre o funcionamento da OICD, mas também aspectos, digamos, cotidianos, profanos até, da vida de muitos "ilustres e respeitáveis" umbandistas.

Desnecessário dizer que sempre tive o cuidado de gravar estas conversas, sejam elas por telefone ou pessoalmente. Tenho e-mails e até mesmo cartas manuscritas, no velho e melhor estilo "carta social", com "quilos" de informações que, infelizmente, por questões legais, não posso publicar.

De toda forma, como já mencionado, o que é recorrente em todo este material é que todas as pessoas jamais viram a tal fita de vídeo, mesmo tendo chegado ao grau de "Mestre" ou militado na OICD por anos.

Antes do advento do "Youtube", e outros sites de compartilhamento de áudio e vídeo, entendo que haveria uma certa dificuldade técnica de expor tão importante documento à apreciação pública. Mas hoje em dia, qualquer criança de oito anos edita e disponibiliza um vídeo na internet.

A FTU já demonstrou mais de uma vez competência na edição de video e até mesmo transmissão de eventos ao vivo através de seu site. Com certeza não há mais nenhum impedimento técnico para que Rivas Neto não disponibilize na íntegra, com imagem e áudio de excelente qualidade, este importante registro da história não somente da Raiz de Guiné, mas também, de certa forma, da Umbanda.

Afinal de contas, para quem tem discípulos, como é o caso de Mestre Obashanan, que vivem a colocar em dúvida a origem, nomes e "Ordens e Direitos" de outros médiuns, nada mais justo que dê o exemplo e prove, sem deixar dúvidas, sua própria condição de sucessor de W.W. da Matta e Silva.

Aguardemos, já que acredito piamente que esta fita não tardará a aparecer para o deleite e assombro da comunidade umbandista.

Exceto, é claro, que à exemplo das "Placas de Ouro" que teriam sido entregues ao fundador da Igreja Mormon, Joseph Smith, esta fita tenha ascendido aos céus ou, pior, sido furtada por um "rabo de encruza" qualquer.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

NORBERTO PEIXOTO, RAMATIS, ONDINAS E ETC

Pois é...

Tentei, mas não consegui ficar longe desta "umbanda virtual de todos nós", mesmo porque acreditava que aqueles que chamo de "cheios de idéias" estariam curtindo os lucros conseguidos no ano que findou em alguma praia paradisíaca do Caribe.

Estava muito enganado.

A turma está na ativa, soltando novos "conceitos", aquelas famosas frases de efeito, preparando o caminho para prosseguir com novidades e mais novidades na "umbanda do vale-tudo".

Todavia vou deixar para expor (e comentar) as últimas dos "convergencionistas" em um texto futuro. Neste eu quero continuar comentando sobre aquelas pessoas que insistem, com suas obras, em fazer da Umbanda uma "linha auxiliar" do Espiritismo.

No artigo anterior, falei do "médium" Robson Pinheiro, e hoje falarei de Norberto Peixoto, autor da trilogia "Umbanda e Apometria", composta pelas obras "Evolução no Planeta Azul", "Jardim dos Orixás" e "Vozes de Aruanda", todos psicografados por Norberto, tendo como autor espiritual (supostamente) Ramatis.

Confesso que não li toda a trilogia, sendo que tomei conhecimento das ideias de Norberto através do livro "Vozes de Aruanda", que comprei por motivos óbvios. Com atenção, "devorei" o livro em poucas horas e, sinceramente, fiquei estupefato: a obra poderia muito bem servir de base para um novo livro de "Harry Potter". 

Entre estouros de "laboratórios" de "magos negros", "gnomos", "sílfos" e "ondinas" além, é claro, de "microprocessadores de carvão" implantados nos pacientes, nos deparamos com uma "iniciação" no Astral à qual Noberto Peixoto teria se submetido. 

Peço o devido "agô" ao leitor para transcrever, ipsis literis, parte da narrativa:

“A experiência que descrevemos ocorreu em desdobramento astral na noite de 13 de abril de 2004. Fomos conduzidos por Babajiananda a um templo do Astral que é a contraparte etérica de uma ordem iniciática do movimento de umbanda existente na Terra, de que não estamos autorizados a dizer o nome. Seu dirigente é um dos raros iniciados encarnados que teve as sete iniciações na umbanda esotérica, e faz um articulado trabalho de estudo e divulgação umbandista, pregando a unidade e a convergência entre todas as doutrinas, abarcando as ciências, religiões e filosofias existentes.

Esta imensa loja etérica era similar às construções egípcias, com muitos ornamentos dourado com símboloso solares. As entidades trabalhadoras apresentavam-se em formas astrais de pretos velhos, caboclos e orientais, vestindo uma indumentária de cor alaranjada. Chamou-nos a atenção a alegria e a desconcentração (sic) destes espíritos, demonstrando-nos que a espiritualidade não é circunspecta sem motivo, chorosa e compungida, como preconizam muitos irmãos encarnados e desencarnados.”¹

Ganha um disco do grupo "Kangoma" quem adivinhar sobre qual "ordem iniciática" Peixoto se refere. =)  

Obviamente, está se referindo à OICD e à Rivas Neto.

Mas isto não é de se estranhar já que, para quem não sabe, Babajiananda é o nome do mentor espirirtual do saudoso Roger Feraudy, autor de excelentes obras sobre Umbanda (no que pese não concordar com alguns de seus conceitos), dentre elas "Umbanda - Essa Desconhecida" e  "Serões de Pai Preto". Importante salientar também, que Roger Feraudy mantinha fraterno e próximo relacionamento com Rivas Neto e a OICD.

Desnecessário dizer, creio eu, que Feraudy e Peixoto se conheciam.

Então, nada mais natural que o "guia" de Peixoto nesta "viagem", fosse, supostamente, Babajiananda, assim como a tal "ordem iniciática" fosse a OICD, não é mesmo? Todo mundo é de "casa".

Prossegue Peixoto:

"Foi-nos mostrada a Ala do Oriente desse templo diáfano: vimos um salão de tarô e quiromancia que assiste a médiuns em suas iniciações na umbanda; visualizamos muitos encarnados desdobrados, sentados a pequenas mesas dispostas diante de ciganos e orientais de várias etnias... (...)

Ao passamos por uma dessas mesas, fomos informado (sic) de que conheceríamos os entrecruzamentos vibratórios das sete linhas da umbanda, com os seus respectivos agentes mágicos (os exus),  e em seguida, eu e um irmão do grupo de apometria que me acompanhava estaríamos prontos para incorporar nosso exus originais, o que se daria, a partir de então, por meio dos verdadeiros exus de umbanda, chefes de legião. Então, eu estaria iniciado para manifestar o exu Pinga Fogo, e o meu companheiro de grupo o exu Sete Chaves... (...)"² 

A contraparte etérica da OICD é uma pirâmide?!? Talvez um templo egípcio da Antiga e Veneranda Escola de Mistérios de Hórus, quem sabe?

O mais estranho é o sujeito ter de ir ao Astral para tomar conhecimento dos entrecruzamentos vibratórios das Sete Linhas, sendo que em qualquer obra de Pai da Matta e do próprio Rivas Neto pode-se ter conhecimento disto.

Sinceramente, não sabia que para ser iniciado no Astral precisava de tão pouco, assim como desconheço um Exu Sete Chaves que esteja no grau de Chefe de Legião. Será que mudaram a hierarquia da Kimbanda e ninguém avisou?

Afim de não ficar muito maçante e extenso, adianto que depois dos eventos acima, Peixoto e seu companheiro passaram por "iniciações", e ele foi "entronizado" no sítio vibratório do caboclo Ogum Iara.³

Talvez eu seja um cara muito implicante e não tenha, como já me disseram alguns, o "verniz", 'cabedal" espiritual para entender algumas coisas.

Mas, o leitor já percebeu como estes "grandes iniciados", "portentosos médiuns", sempre trabalham com Orixás Menores e Exus Chefes de Legião?

Sim, porque à exemplo de Rivas Neto, que tem como Preto-Velho, Caboclo e Criança, entidades no grau de Orixás Menores, assim como trabalha como o Sr. Sete Encruzilhadas que é o Chefe da Legião de Exus da linha de Oxalá, estes "formadores de opinião", sempre estão trabalhando com entidades deste "naipe" e fazem questão de publicar isto.

Enfim, faço minhas as palavras de um amigo sobre o assunto:

A pretensa contraparte astral da OICD com ciganos, tarólogos e etc me pegou em cheio. Essa gente deveria estar na TV preparando mini- séries, tamanha a inventividade de suas fantasias. O Arapiaga (essa é a melhor de todas) mesmo nos seus desvarios deve ter achado que o tal Babajinanda, como dizem os jovens, estava "forçando a amizade". 

É... tenho de concordar com cada palavra.

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Foto: Norberto Peixoto  (divulgação Editora do Conhecimento)

¹ PEIXOTO, Norberto, Vozes de Aruanda, Limeira,SP, Editora do Conhecimento, 2005, 27-28p

² Idem, 28p

³ Idem, 29-30p

domingo, janeiro 04, 2009

SACERDÓCIO - QUEM "FEZ" O PRIMEIRO?

Muito se fala em "linhagem", "origem" e "reconhecimento" em termos de sacerdócio dentro das religiões de matriz africana. Alguns Terreiros de Candomblé mais tradicionais conseguem traçar a genealogia de seus dirigentes que, pelo menos em tese, chegaria ao fundador do mesmo ainda nos tempos da escravidão no Brasil.

Este é o caso, por exemplo, da Casa das Minas (Querebentan de Zomadônu), que segundo Pierre Verger foi fundada por Nã Agotimé, da família real de Abomey, esposa do Rei Agonglô, mãe do Rei Guezô do Daomé, trazida como escrava para o Brasil, e aqui conhecida pelo nome de Maria Jesuína.

Na mesma linha, temos o famoso Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, em Salvador, Bahia, fundado por Iyá Detá, Iyá Kalá, Iyá Nassô e Babá Assiká, Bangboshê Obitikô. Aliás, a sucessão deste Terreiro levou a uma cisma interna, onde alguns dissidentes, após a morte de Iyá Marcelina da Silva, fundaram o não menos famoso Terreiro do Gantois. Um pouco mais adiante, nova divergência sobre a chefia do Ilê com a morte de Mãe Sussu, o que acarretou nova dissidência que fundou o Ilê Àsé Opô Afonjá.

Dentro da Umbanda, não há casos famosos de sucessão sacerdotal, visto se tratar de uma religião relativamente nova, sendo, acredito, a mais pública e notória (assim como polêmica) a de W.W. da Matta e Silva (Mestre Yapacani), que SUPOSTAMENTE deixou F. Rivas Neto (Mestre Arapiaga) como seu sucessor.

Apesar deste último afirmar em várias de suas obras que existe um vídeo que comprova a transmissão do comando da Raiz de Guiné à ele, não tenho notícias de alguém, fora do seu círculo, digamos, de "colaboradores próximos", que o tenha assistido. Não é novidade, porém, que os antigos Mestres da Raíz de Guiné, como Itaoman, Arabayara, Yassuamy, jamais o reconheceram como sucessor do insígne Mestre Yapacani, sendo que o próprio Mestre em uma de suas obras diz que não recebeu ordens do Astral para passar o comando à ninguém.

Listei algumas sucessões apenas para ilustrar o quanto isto é importante no meio religioso de matriz africana. Mas o assunto que queremos tratar, dando prosseguimento ao tema "sacerdócio", é outro.

A grande pergunta, aliás que sempre era repetida pelo grande Aluwô Agenor Miranda é: QUEM "FEZ" O PRIMEIRO SACERDOTE? Ou seja, em outras palavras, quem iniciou, consagrou, raspou, catulou, coroou o primeiro Baba'lAwô ou Baba'lOrisá?

Não há como responder à isto, obviamente.

As tradições religiosas, assim como tudo que é humano, sofre modificações, adaptações e, principalmente, deturpações (que o diga a Doutrina de Pai Guiné).

Com certeza, o primeiro sacerdote não passou por ritos iniciáticos na esfera material e sim espiritual. Exemplo disto temos na própria Bíblia, onde Deus dita a forma como o Culto à Ele deveria ser feito pelos judeus, como os sacerdotes deveriam se portar, vestir, até mesmo como o Templo deveria ser. Vemos também situações semelhantes no Islamismo e na Fé Bahá'i, apenas para citar alguns.

Esta consideração nos leva a responder outras perguntas que ficaram abertas: quem iniciou Zélio de Moraes, W.W. da Matta e Silva e Benjamin Figueiredo? Coloco nesta pequena lista Carlos Buby e o Sr. João da Silva.

É claro que qualquer pessoa com o mínimo de conhecimento da história da Umbanda e seus luminares, responderá que Zélio foi iniciado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, Matta e Silva por Pai Guiné, Benjamin Figueiredo pelo Caboclo Mirim e Carlos Buby pelo Caboclo Guaracy. Nenhum destes iminentes umbandistas tiveram iniciador encarnado, portanto, de acordo com alguns beócios de plantão, não possuem "origem", "linhagem", "reconhecimento"?

O engraçado que tal falácia vem sempre de pessoas ligadas à Rivas Neto, portanto netos-de-santé de Matta e Silva que, repito, não teve iniciador humano. Sendo assim, pela lógica destes falaciosos, Mestre Yapacani não teve "origem" e nem "linhagem", portanto eles também não. Simples, não é?

Mas, infelizmente, são estúpidos demais para pensar nisto ou, como sempre fazem, as suas "regras" se aplicam somente aos outros (em especial aos desafetos) nunca a eles mesmos.

O próprio Pai da Matta, em sua obra "Doutrina Secreta de Umbanda", nos ensina:

(...) Bem sabemos que são inumeráveis os desiludidos por via desses fatores reais. Sabemos que se contam ás centenas os simpatizantes, adeptos e mesmo iniciados inconformados e muitos até envolvidos pela sombra da descrença, dado que confundiram, misturaram o que era do humano médium como o que pensaram ser do próprio Guia ou Protetor. Conceitos errôneos adquiridos por força de tantos impactos, de tantos fracassos e de tantas desilusões... humanas, é claro.(...)

Por estas e por outras, oh! irmão, não é que Você vai deixar de se filiar diretamente à Sagrada Corrente Astral de Umbanda, composta essencialmente dos Guias e Protetores astrais; passe por cima dessa subfiliação que implica em Você se deixar cair, ou envolver, na faixa vibratória de um médium qualquer, quer seja chefe-de-terreiro, pai ou mãe de santo, tata ou lá o que for.


Prossegue o saudoso Mestre:

Isso porque as condições reinantes de chefia, doutrina, ritual e magia são dúbias, e Você sendo uma pessoa que lê, estuda, perquire e compara, na certa não vai, nem deve, submeter-se a um "quiumba" qualquer, arvorado a caboclo ou preto-velho...

Você, sendo um verdadeiro "Filho de Fé" da Corrente Astral de Umbanda, não deve ficar na dependência e no temor dos "caprichos de A ou B", sabendo que o elemento mediúnico é humano, é "aparelho" sujeito a desgaste, erro, subversão de sua própria mediunidade ou dom...E mesmo que o médium seja bom, positivo, correto, esclarecido com bons Guias e Protetores, está sujeito a morrer, adoecer e a errar também, podendo inclusive surgir um problema qualquer no terreiro com Você e conseqüentemente afastamento; portanto, a filiação direta e tão somente a faixa espíritica, moral e vibratória de um "chefe de terreiro", não é o bastante para lhe acobertar de eventuais problemas ou decaídas mediúnicas, cisões, etc...(...)

Então não convém a ninguém (adepto ou iniciado) ficar sujeito a essas eventualidade ou condições, mesmo que o médium seja da linha reta, em tudo por tudo. Não mantenha ilusões... estamos dando um recado, que vem muito de cima e na de baixo...

O que lhe convém é se pôr a coberto de qualquer uma dessas eventualidade, se filiando por cima de tudo isso e diretamente à Corrente Astral de Umbanda - a Cúpula Astral, composta dos Guias Espirituais, que são os seus legítimos mentores... e esses jamais subverterão essa cobertura, essa proteção, porque não são humanos, não são médiuns etc...

Acredito que Pai da Matta disse tudo, não é mesmo?

Certamente o arguto leitor estará se perguntando: quem afinal é o Sr. João da Silva?

Foi um médium que conheceu a Umbanda aos dezessete anos de idade e manteve sua Casa de culto aberta por mais de sessenta anos em Belo Horizonte. Tinha a cobertura espiritual de Pai Domingos da Cruz, do Caboclo Sr. Sete Montanhas e do Exu Sr. Sete Matas.

Nunca teve iniciador humano, jamais escreveu um livro sequer (mesmo porque era praticamente um analfabeto funcional), não aceitava que o chamassem de "Pai", "Pai-de-Santo", "Babalorixá", ou seja lá qual título fosse, sendo tratado carinhosamente, até sua morte, como "Tio João".

Tive o prazer e a honra de ser o "Pai Pequeno" (por falta de termo melhor) da pequena "Casa Espirita de Umbanda Pai Domingos da Cruz", onde aprendi muito com aquele que para alguns seria "sem origem" e, com certeza, em a sua simplicidade e verdadeira humildade, nos presenteava com profundas lições sobre a Umbanda e o Mundo Espiritual.

Como o finado e saudoso Tio João, aquele anônimo trabalhador da Seara Umbandista em Belo Horizonte, temos outros milhares, que receberam suas "Ordens e Direitos" do Mundo Espiritual, que os amparou e ampara em suas jornadas mediúnicas.


Portanto, não há de se preocupar, caro leitor e Irmão-na-Fé, com títulos e reconhecimento de ninguém. Apenas faça o seu trabalho e deixe a "gíra girá".

quarta-feira, dezembro 31, 2008

MAIS UM ANO TERMINA...

... e com ele a maioria das Casas de Umbanda entram em recesso, as listas de discussões arrefecem e as novidades neste maravilhoso mundo da Umbanda "virtual" ficam escassas.

Neste ano de 2008 muita coisa se escreveu, falou, se fez dentro do movimento umbandista. Então, para não ficarmos de fora da febre "restrospectiva" que sempre assola os meios de comunicação nesta época, vamos listar o "Top 10" de bobagens na Umbanda neste ano que termina:

1) ZÉ PILINTRA SANTO: em resposta aos conceitos expostos no livro "Lições Básicas de Umbanda" de autoria de F.Rivas Neto (Arapiaga), Rubens Saraceni convoca sacerdotes das mais variadas origens para um "desagravo" à entidade "Zé Pilintra" e todos ficam a repetir insistentemente que o mesmo é "santo".

2) CONSELHO FEDERAL DE UMBANDA: Rivas Neto anuncia a criação de um improvável "Conselho Federal de Umbanda", com ares de autarquia federal (o que é impossível em termos religiosos, visto a separação entre Estado e Religião) e Rubens Saraceni começa a divulgar que haveria cobrança de mensalidades por parte de tal "conselho" e caso tal iniciativa fosse aprovada pelo Governo Federal, quem não fosse inscrito não poderia mais "exercer a Umbanda" (sic) e poderia até mesmo ser processado e preso por "exercício ilegal da Umbanda" (sic).

3) CANDIDATURA DE PAI GUIMARÃES DE OGUM: novamente o polêmico e já conhecido eterno candidato umbandista à um cargo público perdeu a eleição. No que pese apoio de Rubens Saraceni e outras figuras importantes do cenário umbandista paulista e o tal "Movimento Guerreiros do Axé", não conseguiram eleger um só candidato apoiado por eles.

4) PAI DE SANTO GANHA AÇÃO TRABALHISTA NO AMAPÁ: O pai-de-santo Antônio Romão Batista ganhou na Justiça do Trabalho do Amapá uma ação em que cobrava a prestação de seus serviços a Olga Sueli Santana, proprietária do Frigorífico Polar. A juíza Bianca Libonatti Galúcio determinou o pagamento de R$ 5 mil pelo trabalho de umbanda, que teria sido contratado por R$ 15 mil. A juíza entendeu que houve relação de trabalho no contrato acertado, mesmo que verbalmente, e afirmou ainda que pessoas testemunharam o contrato quando foi acertado entre Olga e Batista.

5) MATTA E SILVA FOI INICIADO NA ENCANTARIA/CATIMBÓ: esta, em minha opinião, está muito além de ser bobagem. É MÁ-FÉ DA GROSSA mesmo por parte de um certo discípulo de Arapiaga, de nome João Carneiro, para justificar as práticas catimbozeiras do seu mestre.

6) COLÉGIO DE UMBANDA SAGRADA X FTU: Rubens Saraceni, em seu programa semanal na Rádio Mundial, afirma que o seu curso de teologia minsitrado no tal "Colégio de Umbanda Sagrada" tem o mesmo efeito daquele da Faculdade de Teologia Umbandista, instituição de ensino superior com autorização do MEC.

7) ABAIXO ASSINADO CONTRA LIVROS DE RIVAS NETO: encabeçado por Rubens Saraceni, este abaixo assinado tem (tinha) o objetivo de exigir do Congresso Nacional a retirada de alguns livros de Rivas Neto do mercado, dentre eles "Lições Básicas de Umbanda" onde o autor afirma que a Entidades Zé Pilintra é "pilantra mesmo" e faz outros comentários desrespeitosos aos Cultos de Nação.

8) DEPUTADO EVANGÉLICO ACUSA UMBANDISTAS DE SACRIFICAR CRIANÇAS: o deputado estadual do Rio de Janeiro, Edino Fonseca, em um aparte no discurso feito pelo deputado Átila Nunes na Assembléia do Rio de Janeiro, acusa os umbandistas, dentre outras coisas, de praticar sacrifícios humanos com crianças em seus rituais.

9) RITO EXU - O GUARDIÃO DA ERA DOURADA, VENCEDOR DA ERA DAS TREVAS: o já tradicional rito anual de Exu promovido pela OICD/FTU, que antigamente era um workshop onde se cobrava os "olhos da cara" pela participação, passa a ser público e franqueado à todos os interessados. Neste ano dezenas de animais diversos, conforme relatos do Sr. Eduardo Parra, o maior puxa-saco de Rivas Neto, foram sacrificados afim que a OICD se "travestisse" para promover uma aproximação com os demais setores da Umbanda. Palavras dele, não minhas.

10) TUPI E ETRUSCO NA UMBANDA: o meu amigo, "mestre" Obashanan (Wiiliam Carmo de Oliveira, Yan Kaô, etc), em mais um ataque contra a minha pessoa e à outros Mestres não alinhados com as sandices de Rivas Neto, consegue traduzir "Ubajara" (Senhor da Canoa / Canoeiro) como "Cobra Cega" (em tupi, "M'boîa Esaeýma") e "Aráshakama" como "Orixá dos Prazeres", conseguindo achar a raiz da palavra "cama" (do latim cama,ae 'leito baixo e estreito', conforme o dicionário Houaiss) na língua etrusca. Foi um dos piores MICOS que meu grande amigo já pagou em listas de discussões, logo ele metido a ser poliglota.

Obviamente, poderia citar pelo menos umas cinquenta asneiras que foram feitas, escritas e ditas durante 2008 no meio umbandista, mas relacionei as mais significativas do meu ponto de vista.

Vamos rogar ao nos Pai Oxalá que o ano de 2009 seja mais produtivo, que aqueles que se dizem "líderes" dentro do Movimento Umbandista preocupem-se mais com a Religião do que com a auto-promoção e que "mestre" Obashanan tenha ganhado do Papai Noel o livro "Método Moderno de Tupi Antigo" e um dicionário da língua portuguesa, afim de não ficar nas listas escrevendo bobagens com ares de gente culta.

No mais, desejo aos amigos, leitores e simpatizantes, um excelente ano novo, com muitas realizações, alegrias e bençãos. Que meu Pai Xangô os possa abençoar muito.

Aos inimgos, desejo que o ano que se inicia seja de muita saúde e realizações, porque, afinal de contas, sem as suas bobagens este blog não existiria. =)

Saravá.

domingo, dezembro 14, 2008

É LEI DE PEMBA, SIM SINHÔ

O trecho que reproduzo abaixo é do livro "Segredos de Magia de Umbanda e Quimbanda" (páginas 135 a 141. Livraria Freitas Bastos S.A. – 1994) de W.W. da Matta e Silva, onde o mesmo adverte aos médiuns (e aqueles que têm a pretensão de sê-los) sobre as consequências das más condutas, da usurpação, da traição, do misticismo exarcerbado, enfim, de tentar ser aquilo para o quê não se tem "ordens e direitos" de trabalho" para se fazer.

O texto é um alerta não somente àqueles que se arvoram "chefes de terreiros", mas principalmente aos que seguem estes aventureiros. Lembrem-se, sempre, que quem não peca por "ação", faltalmente pecará por "omissão" caso faça "vistas grossas" para os descalabros e alucinações do seu/sua "babá".

A advertência que deixo é que "bengalada de Preto-velho" não se divide, mas inexoravelmente ela virá "cortar seu lombo" se for condescendente, por conveniência, com aqueles que brincam com a Lei de Umbanda.

Vamos ao texto:

Esse ponto nós o ouvimos (e jamais o esquecemos) de um certo “preto-velho”, num antigo e extinto Terreiro de um amigo e irmão de lei (já falecido) — médium de fato e de direito, numa ocasião memorável…

Resumamos o caso em foco, para podermos dizer ou dar positivamente, certos conselhos a certos médiuns…

“Preto-velho” estava firme no “reino” (o aparelho era bom mesmo — incorporava bem) … Desde que chegou, foi cantando… tirando sempre esse ponto acima… Os “cambonos” — gente viva de idéia, traquejados, foram logo após algum tempo certificar-se do porquê desse ponto, com “preto-velho”…

Ele balançou a cabeça pra lá e pra cá, deu umas fumaçadas com seu “pito” e disse, usando o linguajar de guerra, mais familiar a todos os entendimentos: - uai gente - suncês nun tão alembrado daquele fio daqui, o Fulano?

Eles então logo lembraram desse caso e responderam: - estamos sim, meu velho… E “preto-velho” logo retrucou: - pois bem - zi Fulano vem pur aí, ta case chegando nesse Conga de preto-véio… e acrescentou: - óia fios, arrecebam ele bem, oviro? … E pôs-se a repetir esse ponto acima grafado…

Abramos um parêntese ligeiro, para recordarmos o tal caso de Fulano… Como tantos outros em outros terreiros, nesse apareceu um filho-de-fé, doente, aflito, cheio de mazelas e confusões, principalmente na parte mediúnica espiritual, porque realmente era médium (dentro de seu grau) e vinha sofrendo mais por falta de apoio e boa orientação.

“Preto-velho” cuidou, tratou, reafirmou suas condições mediúnicas, enfim, levantou-o de todo… Depois de muito tempo, já firme, fez o seu batismo de lei, ato que implica um juramento espontâneo, consciente da lealdade à faixa espiritual que o acolheu, zelou e levantou…

Mas, é o caso corriqueiro de centenas e centenas de médiuns ou de irmãos que procedem assim, a certa altura começou a se envaidecer e a ter ambições próprias de chefiar; tornou-se um tanto ou quanto arrogante, olhando os outros com superioridade.

Começou a criar casos. A fazer sessões por conta própria em sua casa, na casa dos outros médiuns mais ingênuos, etc… A “ovelha” estava se desgarrando do “aprisco”… Aconteceu o que, forçosamente, acontece nesses casos… Um choque hoje, outro amanhã e o ambiente do terreiro vai ficando “irrespirável” para tal médium e ele lá se foi… não obstante os conselhos de “preto-velho” — aos quais não deu muita importância… porque “pensava estar seguro, pois também não tinha seus protetores”?

Nesses casos, repetimos, que acontecem em profusão e não há Tenda que não se queixe disso, o médium extraviado segue sempre dois caminhos: ou abre terreiro por conta própria ou começa a correr gira, de terreiro em terreiro… pois ele quer exibir seus “protetores”, suas artes mágicas…

Com esse aconteceu as duas coisas e nada deu certo para ele (como não tem dado para os outros também - se saíram de uma gira digna, honesta, sincera)…

O terreiro que abriu, acabou fechando (quando não acaba fechando é porque descambou ou para o animismo estilizado ou para o vale-tudo) de tantos e tantos “estouros” e contratempos astrais, intrigas e outras coisinhas mais…

Daí começou a ficar desconfiado… e se auto-interrogava de consciência pesada: — “será que é força de pemba”? Quanto mais pensava, mais adquiria essa certeza. Mudou. Foi “correr gira”… Foi se apegar com outros…

Não deu certo… e iniciou uma romaria de terreiro em terreiro. Fez preceito de toda ordem (sim, porque acabam caindo mesmo “nos tais terreiros que de umbanda só têm o nome”, até “camarinha” fazem), firmou “cabeça”, fez o santo várias vezes.

Nada.

Aqueles contatos positivos que tinha lá no terreiro de “Preto-Velho” que ele traiu… nada… sumiram como por encanto.

As antigas confusões voltaram… na vida, no lar, nos negócios etc. Aí ele medrou mesmo de verdade… “será força de pemba”, meu Deus? — ruminava ele, dia e noite, com sua mente apavorada, suges tionada, perturbada… Ainda suportou muito, por causa de sua vaidade, “de não querer dar o braço a torcer”… pensando na humilhação da volta…

Porém, acabou sendo mesmo aconselhado por outrem que já tinha passado por essa situação e decidiu-se…

Foi quando, nessa noite, resolveu voltar, assim como quem estava com saudade… querendo rever os velhos companheiros de lá…

E preto-velho cantava… sabia e cantava… esperando (ah! Velho de fato e de direito)… quando apareceu ele, a “ovelha transviada”. Desconfiado, “cabreiro”, como se diz na gíria de terreiro…

Todos os companheiros antigos ficaram alegres (já estavam preparados), encorajaram-no apontando para o Preto-Velho: - olha, Fulano, o Velho tá te esperando…

Emocionado, aproximou-se da entidade amiga, ajoelhou-se e não disse nada… não tinha o que dizer, ou melhor, disse tudo nesse gesto de ajoelhar… Preto-Velho disse para ele, lembramos bem:

- Levante, meu fio, só se ajoeia quando se reza pra Zamby ou pra Oxalá e esse Preto-Véio não é merecedor disso.

Deu-lhe o “malei” que pedia; vários conselhos de conforto e voltou com outro pontinho (indefinível para muitos dos que ali estavam), com a mão por cima de sua cabeça.

Ei-lo:

“Na ladera de pilá É… tombadô… Bota fogo ni sapê Pra nacê ôta fulô...”

Foi quando o médium arrependido não pôde e desabafou emociona­díssimo:

- Eu sei, meu velho, foi força de pemba… sim sinhô…

Significado oculto do pontinho que o tal médium logo aprendeu: “Na ladera de pilá”, quis dizer: “no caminho da vida espiritual-mediúnica”… “É… tombadô…”, quis dizer: — “caiu, derrapou, se extraviou, errou etc”… “Bota fogo ni sapê”, quis dizer: — “destrua sua mazelas morais, psíquicas, suas vaidades, seus erros”… “Pra nacê ôta fulô”, quis dizer: — “regenerar para criar outras forças novas, forças espirituais, morais etc”…

Assim, extraindo desse caso o saldo moral, vamos dar alguns conselhos, nesse sentido. Cremos ser oportuno.

a) Irmão médium: — se você anda por aí, às tontas, fazendo “cabeça”, se enterrando cada vez mais de “terreiro em terreiro” — não continue assim; volte para a sua Tenda, de vez que você sabe que ela é digna, se pauta na linha justa da caridade, da moral, da humanidade e da sinceridade. Por que fez isso? Cuidado! Você está prestes a entrar, se já não entrou, “na força de pemba… sim sinhô”…

b) Irmão médium: — você que saiu de sua Tenda ou terreiro, “fofocando” (desculpem o termo), cheio de vaidade, pensando ser o tal e até difamando o seu médium-chefe ou dirigente — cuidado com a força de pemba… sim sinhô!…

c) Irmão médium — você foi causa de quizila, conscientemente, em sua Tenda e de lá saiu, cheio de empáfia, pensando já ter os conhecimentos de lei “para abrir o terreiro ou agru pamento”?…

Você provou cisões — por causa dessa sua imbecil vaidade? Pois saiba: — “você semeou maus ventos e vai colher tempestades… se já não as colheu!”… Você foi desleal e ingrato? Se você foi isso e o fez em gira de “preto-velho”, você vai ver o que “é força de pemba… sim sinhô”…


Traição, ingratidão, deslealdade, difamação, não têm perdão — assim como você pensa! Cuidado! “É na força de pemba… sim sinhô”… que você vai ver quanto está lhe custando ou vai custar tudo isso…

Quizilas (que você semeou no terreiro) em família? Abandono de amigos e traições? Choques morais? Também podem lhe acontecer, porque, “força de pemba… é lei”… não “dorme” não senhor… Você abriu terreiro? — com que ordens e direitos de trabalho? Cuidado com o astral inferior que, na certa, já sabe que você é faltoso, está errado e com toda certeza já o envolveu e deu-lhe alguns “tombos”…

Você caiu, machucou-se, quebrou costelas, pernas, pés etc? Pensa que foi mero acidente? Coitado!… Isso “é força de pemba… sim sinhô”… que o baixo astral aproveita pra lhe judiar — pois você está “desguarnecido”, essa é que é a verdade…

Quem mandou trair os sagrados compromissos que assumiu com “preto-velho”?… “Preto-velho” é a Lei — representa as Ordens e os Direitos de Trabalho da Sagrada Corrente de Umbanda… mas, não é mau, nem castiga diretamente; mas sabe que “força de pemba… é a lei” que você infringiu, traiu e que tem de processar o seu curso de ação e reação normal, ou seja: — o que semeares, isso colherás… E seus “guias e protetores”? — Na certa que você pode pensar que lhe estão dando cobertura.

Qual!

Você está nessa altura é mesmo com um belo “quiumba”, matreiro, velhaco, sugando-o, envolvendo-o, do minando-o… isso sim! Guias e protetores de fato não acobertam erros, vaidade, quizila, ignorância e deslealdade…

Obs: — Isso tudo não tem endereço certo. É pura doutrina. É recado do astral que estamos dando. Nós não temos casos especiais que nos tenham abalado a esse ponto. Nós estamos acima disso… Graças a Deus. Somos completamente indiferentes a certas “águas passadas”…

Quando se diz que o médium faltoso está “pembado” é porque ninguém pode dar jeito na situação dele (ninguém que botar a mão na cumbuca); nenhum Guia ou Protetor de outra “gira” pode interferir; socorrê-lo… pois “é força de pemba” mesmo que ele está enfrentando, é a lei interna moral-espiritual que infringiu e portanto… está sendo disciplinado…

Essa disciplina, às vezes, é sutil, porém, segura…

O médium errado leva anos até debaixo dela, enfrentando certos impactos, certos tombos duros, de um lado e de outro, sem se aperceber de que está “apanhando”, mesmo porque “força de pemba é lei… sim sinhô”…

Muitos médiuns, de acordo com a gravidade de seus erros e com a dureza de seus corações, vão até ao suicídio… como já tem acontecido por esses “Congas” afora…

sábado, dezembro 06, 2008

A RAIZ DE GUINE E A OMISSÃO DOS HERDEIROS

É complicado admitir isto, mas a Raiz de Pai Guiné d'Angola, assim como o legado deixado por W.W. da Matta e Silva, o saudoso Mestre Yapacani, está fadada a extinção.

Hoje em dia são poucos os Templos que, verdadeiramente, seguem os ensinamentos deixados pelo Velho Mestre, mesmo assim, em sua maioria, baseiam-se somente, e tão somente, nos aspectos externos, exotéricos da doutrina, já que seus sacerdotes não têm a orientação de um Mestre da Raiz com as devidas ordens e direitos para instruí-los.

E a culpa deste estado de coisas é de quem?

Dos herdeiros de Mestre Yapacani, daqueles sete Mestres de Iniciação "feitos" dentro da antiga TUO - Tenda de Umbanda Oriental - que não honraram o legado que à eles foi deixado.

Após a morte de Matta e Silva, e a auto-proclamação de F.Rivas Neto como seu legítimo sucessor, simplesmente começa a derrocada da assim chamada Umbanda Esotérica. Os discípulos de Matta e Silva, aqueles que tiveram a honra de pisar nas Sagradas Areias de Itacuruça, simplesmente se dispersam, indo cada um cuidar de sua própria vida, deixando a Raiz de Guiné acéfala.

Nenhum dos velhos Mestres, inexplicavelmente, vem à público desmentir a pretenciosa proclamação de Arapiaga, o "caçula" da TUO, como sucessor do velho Matta. O que falam em reservado com aqueles que os procuram nunca tiveram coragem de fazê-lo publicamente, pelo contrário, mantiveram-se no mais completo (e vergonhoso) silêncio e, pelo jeito, assim continuarão.

Lembro-me de uma conversa que tive certa vez com Mestre Yassuamy, onde o mesmo dizia que o responsável pela Raiz de Guiné seria Mestre Itaoman, mas que o mesmo declinou da tarefa afim de se dedicar aos seus estudos sobre Ifá, informação esta que foi confirmada por um Irmão-de-Fé que também ouviu, anos depois, a mesma afirmação por parte do citado Mestre.

Por outro lado, temos outros altos iniciados da Raiz que simplesmente debandaram de sua fileiras, como é o caso de Cláudio Caparelli (que pratica hoje o Xamanismo), Mirela Faur (que foi pelo mesmo caminho), dentre outros.

Outros, como Mestre Kariumá, no que pese JAMAIS ter sido iniciado no último grau por Pai da Matta, por algum tempo, devido a proximidade com Rivas Neto, largou de lado os ensinamentos do seu Mestre, renegou a sua Raiz, e adotou dentro de seu extinto Templo - a TUO II - a famigerada "Doutrina do Triplice Caminho" da OICD, "lavando", por assim dizer, os fundamentos da Raiz de Guiné para dar lugar às deturpações doutrinárias de Rivas Neto.

Então, continuando o "desmonte" do legado de Matta e Silva, Rivas Neto compra os direitos das obras do Velho Mestre e reedita a maioria pela Editora Ícone, mas o texto foi multilado, sendo que em muitos trechos faltam parágrafos inteiros ou simplesmente não há uma continuidade lógica no texto.

Seria isto proposital?

Não sei e nem tenho subsídios para afirmar isto sem sombras de dúvidas, porém basta que você, leitor, tenha uma edição antiga de "Umbanda de Todos Nós", ainda editada pela Livraria Freitas Bastos, e compare com a edição da Ícone. Em um post futuro, irei mostrar algumas destas multilações.

Para piorar as coisas, ainda temos aqueles Terreiros que dizem praticar a Umbanda Esotérica, mas que nem a dignidade de seguir os ensinamentos de Pai da Matta, com o estudo sistemático de suas obras, tem.

É o caso da TUEDLUZ - Tenda de Umbanda Esotérica Divina Luz - que depois da morte de sua fundadora, a saudosa e mui querida Mãe Tina (Senhora de Templo Yanacosã), passou a fazer uma "umbanda esotérica" completamente estranha, com uma forte influência kardecista, com direito a apometria, camarinha (valha-me, Pai Guiné d'Angola) e outras práticas, para dizer o mínimo, "esquisotéricas".

Ora, ora, ora, faça-me o favor...

Pai da Matta, como qualquer um pode constatar através da leitura de suas obras, era completamente avesso à influência kardecista dentro da Umbanda, inclusive sempre salientando que eram doutrinas com postulados antagônicos.

Chegou-se a um ponto de proibir que alguns médiuns estudiosos do nonateuco de Matta e Silva emitissem opinião ou falassem de doutrina umbandista dentro de...
UM TEMPLO DE UMBANDA ESOTÉRICA.

É o fim do mundo ou não?

Infelizmente, a doutrina da Raiz de Guiné, por pura, completa e geral INCOMPETÊNCIA e FALTA DE CONHECIMENTO de uns e outros que dizem seguí-la, está simplemente sendo substituída pelas obras de Robson Pinheiro (o "kardecista que escreve para umbandista", de acordo com a concepção de alguns beócios), que chegou mesmo a declarar que estaria recebendo mensagens do próprio Mestre Yapacani, e de Zíbia Gasparetto come seus romances "água com açucar".

Doutrina que é bom - para usar uma expressão popular - NECAS DE PITIBIRIBAS.

Acho que este, assim como outros Templos por ai que se dizem de "Umbanda Esotérica", mas não se dão ao trabalho de, ao menos, estudar as obras de Matta e Silva - o que seria como um centro kardecista que não estudasse as obras de Kardec - ter a mesma dignidade de Rivas Neto (e nisto, pelo menos, tiro o chapéu para o meu velho desafeto) e largar de lado a denominação.

Já que falta conhecimento, a ponto de precisar da ajuda do livro "Exu - O Grande Arcano" para se firmar uma tronqueira (que pelos relatos que recebi, mesmo com a ajuda do livro, está assentada de forma errada) que transforme logo o lugar em um centro kardecista ou se pratique a chamada "Umbanda de mesa", mas não fique "agarrada" a uma doutrina para a qual não tem "ordens e direitos" para sustentar.

O que se espera de qualquer um, seja de que religião for, é coerência, coisa que, diga-se de passagem, anda faltando, e muito, no meio umbandista.

Infelizmente, enquanto nós, seguidores fiéis da Sagrada Raiz de Pai Guiné d'Angola, ficarmos, à exemplo dos velhos Mestres, fazendo vistas grossas para as deturpações de nossa Doutrina, seremos tão responsáveis, tão culpados perante o Tribunal de Mikael Arcanjo como aqueles que deveriam ter velado pela Doutrina o são.

Acorda, Povo de Guiné... os clarins de Ogum já tocaram...