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sexta-feira, março 04, 2011

MAGOS NEGROS DE ROBSON PINHEIRO

Faz alguns dias recebi o "exemplar de degustação" do novo livro do médium Robson Pinheiro, intitulado "Magos Negros - Magia e feitiçaria sob a ótica espírita". O autor espiritual seria Pai João de Aruanda, o mesmo que escreveu "Aruanda" e, salvo engano, "Tambores de Angola".

Sendo fiel ao seu desejo de explicar tudo sobre a ótica do Espiritismo, colocando os rituais e tradições umbandistas como algo menor, Robson, de novo, mete os pés pelas mãos e escreve montes de bobagens, demonstrando não ter o menor conhecimento de causa quando o assunto é "magia".

Existem erros conceituais primários sobre o assunto, começando pelo fato de que o autor praticamente afirma que todo fenômeno de obsessão é fruto da chamada "magia". Outro escorregão é utilizar "Goécia" como sinônimo de magia negra o que é absurdamente incorreto.

Não vou me aprofundar sobre Goécia, visto que não é este o propósito deste artigo.

Porém os não iniciados (como é o caso de Robson Pinheiro e, ao que parece, também do suposto autor espiritual desta obra) tendem a colocar tal sistema magístico (chamado de "Salomônico") como algo sombrio, sinistro, porque explica a invocação submissão de "demônios" em seus dois primeiros livros (Ars Goetia e Ars Theurgia Goetia), ignorando o conteúdo dos demais tomos (Ars Paulina, Ars Almadel, Ars Notoria).

Como se não bastasse, o autor ainda afirma que qualquer grupo espírita que tenha trabalhadores dedicados, unidos e "conhecedores" do assunto pode proceder o que chama de "antigoécia", que vem a ser a reversão da magia negra (sic) e ao final afirma que é "imperativo estudar a fundo o tema feitiçaria e magia negra e não apenas submeter-se a iniciações em cursinhos de final de semana".

Levando-se em consideração o caráter eminentemente esotérico dos reais fundamentos do que chamamos comumente de "magia", faltou o autor explicar como estudar a fundo tal tema. Aliás, ao que parece, faltou a ele este estudo aprofundado antes de escrever esta obra.

Alguém pode dize que estou sendo precipitado em minhas críticas já que tenho apenas um extrato da obra, mas se algo começa com conceitos equivocados, com certeza, dificilmente conterá uma conclusão acertada.

sábado, março 14, 2009

APOMETRIA E PRÁTICAS ESPÍRITAS

"Mais vale repelir dez verdades que admitiruma só mentira, uma só teoria falsa".Erasto(1)

Muitos confrades recorrem às instituições que praticam apometria, porque o "tratamento" é mais "forte". Afirmam. Os apômetras incautos, hipnotizados pelas trevas, mantêm esse tipo de atitude bizarra sob os aplausos das suas vítimas, psíquica e mentalmente aprisionadas.


Se a apometria é mais "forte" que a reunião de desobsessão, por que a omissão dos Espíritos Superiores? Por que eles se calam sobre o assunto? Curioso isso, não? O silêncio dos Espíritos Superiores é, sem dúvida, um presságio de que tal prática é de mau agouro, e, por isso mesmo, ela é circunscrita a poucos grupos que deveriam deletar o nome Espiritismo dos seus estatutos.

Para quem desconhece, garimpamos alguns filetes de ouro que encontramos nas proposições dessa tal "avançadíssima terapia". Os apômetras confirmam que "a apometria é mais fraterna, por ser mais eficaz".(2) Atua no cerne da obsessão e, com visão de conjunto, pode auxiliar a medicina do futuro na cura holística. (Sic)

Estertoram nas roucas vozes que "a apometria acelera, com qualidade, os morosos atendimentos desobsessivos que, ainda, são realizados em muitas casas de nosso país".(3) (pasmem!) Gritam que "o êxito da apometria reside na utilização da faculdade mediúnica, para se entrar em contato com o mundo espiritual de maneira mais fácil e objetiva, sempre que se quer. Pode, pois, ser utilizada como técnica eficaz no tratamento das obsessões e a eficácia acontece em virtude de os Espíritos protetores estarem no mesmo plano dos assistidos, podendo, portanto, agir com maior profundidade e mais rapidez". (Que coisa, hein!?) Desconhecem, tais confrades, que "a cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento."(4) Nossa consciência doutrinária não aceita tanta facilidade - visto que não admitimos seja possível uma transformação tão rápida em Espíritos que cultivam o ódio tão intensamente.

Não satisfeitos, difundem outra pérola: "Os diagnósticos são muito mais precisos e detalhados;(5) as operações astrais são executadas com alta técnica e com o emprego de aparelhagem sofisticada de hospitais muito bem montados em regiões elevadas do Astral Superior. Por ressonância vibratória, o desencarnado recebe certo alívio, uma espécie de calor benéfico que se irradia do corpo vital, mas causa no encarnado o mal-estar de que este se queixa".

Locupletam-se de êxtase com o achado aurífero e afirmam: "na medida em que a humanidade evolui, os véus do desconhecido vão se descortinando e o conhecimento das leis espirituais, que antes era privilégio de poucos, vai sendo revelado, abertamente, aos pesquisadores isentos de preconceitos".

Distantes do regime da lógica, os apômetras proclamam falácias cristalinas do tipo: "Do ponto de vista do Budismo e da Teosofia, os veículos de manifestação da consciência (holossoma) são divididos em sete. Já na ótica do espiritualismo, do Espiritismo heterodoxo (sic) e da Conscienciologia (entre outras linhas de pensamento mais novas), há apenas três veículos (os corpos físico, astral e mental), sendo o energético (duplo etérico ou energossoma) apenas um invólucro que não (com) porta a consciência".(6)

Analisemos esta outra afirmação deles: "A apometria trabalha com sintonia. Não incorpora egos. Não incorpora veículos de manifestação da consciência. Uma vez encerrado o atendimento na casa apométrica, a sessão apométrica pode continuar no astral, a exemplo do que ocorre com sessões espíritas convencionais".(7) (Entenderam? Pois é!) E esta aqui: "com a ajuda dos amparadores extrafísicos (mentores) da sessão apométrica, a sensibilidade espiritual do médium permite uma sintonia com determinada faixa consciencial do paciente e que faça varredura bioenergética e psicométrica em seus chacras, nádis, parachacras e paranádis". (?)

Divaldo Franco admoesta sobre a esquisitice de se colocar "obsessores em cápsulas espaciais" e os dispararem para o mundo da erraticidade. "Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas, se eu, na condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado a um lugar, pedindo misericórdia e apoio na minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico ou ser desintegrado, eu renegaria aquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão. Ou, se me mandasse em uma cápsula espacial para que fosse expulso da Terra... Com qual autoridade? Quando Jesus disse que o seu reino é dos miseráveis?" (8)

Obsessores retirados do campo mental do obsidiado "a fortiori" e enviados a "outros planetas", ou a estranhos locais ou dimensões extrafísicas, reafirma que, entre os ludibriados apômetras, há grotesca falta de conhecimento da Doutrina Espírita. Acautelemo-nos, pois não basta assiduidade à Casa Espírita. É indispensável que estudemos Kardec com muita seriedade e persistência. Os enunciados contidos na Codificação exigem cautela ao interpretá-los e, sobretudo, humildade ao exercê-los.

Observem o que encontramos neste trecho: "Os que preferem o método clássico de doutrinação religiosa, entronizado ao longo do século XX nos centros espíritas e espiritualistas brasileiros, criticam a Apometria, porque esta não "evangeliza" o espírito obsessor. Todavia, em complexas obsessões espirituais, a tentativa de "evangelizar", "sensibilizar" ou "conscientizar" o espírito obsessor, não surte efeito. Evangelizar magos negros é tão eficaz quanto ensinar lições de fraternidade a um psicopata". E eles concluem desta forma o raciocínio: "Seria "mais fraterno" deixar os pacientes com os chips trevosos e os magos negros e seus asseclas soltos, fazendo o que fazem? Analogamente, seria mais fraterno se nossos policiais não portassem armas de fogo, pois poderiam ferir os bandidos que nos assaltam e nos matam? A correlação é a mesma".(9) (aspas, destaque, etc., tudo, por conta dos apômetras).

O tribuno baiano recorda que "A nossa tarefa é de iluminar, não é de eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância".(10) A rigor, o uso de energia para afastar obsessores, sem a necessária reforma íntima, indispensável à libertação real dos envolvidos nos dramas obsessivos, contradiz os princípios básicos do Espiritismo, pois, o simples afastamento das entidades rancorosas não resolve a questão. Por essa razão, a apometria, especialmente por suas leis e rituais, não é técnica que se enquadra nos princípios doutrinários espíritas, não sendo, portanto, uma prática recomendável na casa espírita.

Nesse mundo da fantasia da apometria, encontramos uma esmeralda. Vejamos essa: "A principal característica da Apometria radica na abrangência de sua assistência espiritual. A Apometria investiga o corpo astral do paciente, seu habitat (ambiente doméstico e/ou profissional), obsessores locais e não-locais (baseados em outros níveis do umbral). É muito mais poderosa que o passe e a doutrinação convencionais. Detecta e retira equipamentos extrafísicos mecânicos e eletrônicos (paratecnologia) do psicossoma (corpo astral) dos pacientes. Os passes não são meios suficientes nem instrumentos exclusivos para a retirada de chips extrafísicos dos pacientes. Em determinadas circunstâncias, remédios homeopáticos de alta potência destroem ou descolam equipamentos extrafísicos aderidos à aura ou ao psicossoma do paciente. Há uma prática bioenergética chamada "MBE" (mobilização básica energética) (sic) bastante eficiente na destruição de implantes de paratecnologia negativa. A maioria da humanidade é imatura consciencialmente (crianças espirituais): não lê, não estuda, não faz práticas bioenergéticas."(11) (!?) (ficamos verdes, com uma tremenda sensação de impotência diante disso tudo).

Como se observa, os apômetras adotam terminologias diversas daquelas utilizadas pela Doutrina Espírita e conceitos de crenças orientais. Além disso, seus arrazoados batem de frente com o bom senso kardeciano. Que saibamos, não houve manifestações sobre o tema em várias partes do mundo, por meio de médiuns conceituados. Devemos considerar, portanto, que não houve o Controle Universal dos ensinos da técnica, como preconizava Kardec.(12)

Os termos utilizados pelos apômetras impressionam, realmente, os desavisados. Senão, vejamos: "salto quântico, spin, despolarização de memória, campos magnéticos, chips astrais, contagem em português ou grego e pulsos energéticos. As percepções espirituais dos médiuns de suporte das seções de Apometria se dão por clarividência objetiva, intuitiva ou mental. Em diapasão mental adequado, atingem potência quadrática (elevada ao quadrado), em que dez trabalhadores afinados, e em alta sinergia, valem por cem pessoas (o que também se aplica a outros grupos). Daí a importância do grupo apômetra desenvolver aguçado nível técnico, mediúnico e sinérgico".(13)

A essa altura do artigo, os apômetras devem estar horrorizados, dizendo entre si: - O Jorge Hessen deve ter vários chips astrais incrustados no perispírito, deteriorando seu raciocínio... Mas não estamos sós nesse pensamento. Veja o que nosso irmão Divaldo Franco, durante uma larga entrevista concedida no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em agosto/2001, afirmou: "Não irei entrar no mérito, nem no estudo da apometria, porque eu não sou apômetra, eu sou espírita. O que posso dizer é que a apometria, da forma como os apômetras interpretam, não é Espiritismo, porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de "O Livro dos Médiuns".(14) Com essas esdrúxulas práticas, abrem-se precedentes graves para a implantação de rituais, totalmente inaceitáveis na prática espírita, que é, fundamentalmente, a doutrina da fé raciocinada. Na prática e nos métodos de libertação dos obsessores, a violência que ditos métodos apresentam, a mim pessoalmente, parece-me tão chocante, que me faz recordar a Lei de Talião, que Moisés suavizou com o Código Legal e que Jesus sublimou através do amor. (...) (15)

Eis o que pensamos a respeito do assunto. Nossos argumentos são por demais consistentes, pois se baseiam em estudos e experiências kardecianas. De nossa parte, sem estrangulamento de qualquer linha de raciocino, acreditamos ser a apometria um método supostamente terapêutico que se pode estudar longe das hostes espíritas para ser melhor avaliado. Desobsessão é coisa séria e não admite placebos inócuos.

Concluímos com a severa admoestação: "Se alguém prefere a apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um direito! Mas não misture, para não confundir. (...)". (16)

Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site:
http://jorgehessen.net

FONTES:

(
1) Kardec, Allan. O Livro dos Médiuns, Ed. FEB, cap. XX, item 230, p. 292.
(2) Disponível em www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=2654. Acesso em 18-03-08.
(3) Disponível em http://aumpram.org.br/apometria.html. Acesso em 15-03-08.
(4) Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, Rio de Janeiro: Ed. FEB , 1998, Cap. 28, item 84.
(5) Disponível em www.geocities.com/Vienna/Strasse/5774/atend.htm. Acesso em 18-03-08. (6) Disponível em www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=2654. Acesso em 15-03-08.
(7) Disponível em http:// harmonizacaoambiental.blogspot.com/2008/06/apometria.html. Acesso em 15-03-08.
(8) Entrevista, de Divaldo Pereira Franco no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001.
(9) Disponível em http://harmonizacaoambiental.blogspot.com/2008/06/apometria.html. Acesso em 15-03-08.
(10) Entrevista, de Divaldo Pereira Franco no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001.
(11) Disponível em http://www.comunidade-espiritual.com/blog.php?sub_section=view&id=2654. Acesso em 18-03-08.
(12) Kardec utilizou na Codificação do Espiritismo o "Controle universal do ensino dos Espíritos", conforme se lê em "O Evangelho segundo o Espiritismo", Introdução, item II - AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA".
(13) Idem.
(14) Entrevista, de Divaldo Pereira Franco no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001.(15) Idem.
(16) Idem.

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Comentários do blog:

Apesar do texto estar diretamente dirigido aos adeptos da Doutrina Espírita, ele pode muito bem ser usado como referência por umbandistas que insistem em misturar "alhos com bugalhos", inserindo e
incentivando esta prática espúria, inócua e recheada de fantasias chamada "apometria" em nossos Terreiros, em especial naqueles que têm a pretensão de usarem em seus nomes a denominação de "Umbanda Esotérica". Os livros de Robson Pinheiro e Norberto Peixoto devem ser BANIDOS de nossas Casas de Culto e esta contaminação (e modismo) "apômetra" de uma vez por todas exilada para terras bem distantes d'Aruanda. Adaptando as palavras de Divaldo Franco: "Se alguém prefere a apometria, divorcie-se da Umbanda. É um direito! Mas não misture, para não confundir."

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

"SENHORES DAS SOMBRAS" DE ROBSON PINHEIRO

Se o amigo leitor comprou a trilogia "Senhores das Sombras" - de autoria do médium mineiro Robson Pinheiro - e não sabe o que fazer com os livros após a leitura, aqui vai uma sugestão:




(da série: "Uma imagem vale mais do que mil palavras")

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

ORGULHO DE SER DIFERENTE

Se há uma coisa que nunca suportei na vida é ser igual, seguir tendências, modas, costumes. Nunca fiz parte de tribos e muito menos de rebanhos.

Meu lema é: "Si hay gobierno, soy contra".

Não suporto "setas", diretrizes ou qualquer outra coisa que possa inteferir na minha livre e sagrada maneira de pensar e agir. Contesto, reclamo, duvido... aliás, meu produto é a dúvida, quem vende a certeza são os outros, normalmente aqueles que são figurinhas fáceis neste blog.

O grande Raul Seixas já dizia ser uma "metamorfose ambulante", acredito que seja por isto que sempre me identifiquei com as músicas dele.

Com certeza, PENSAR foi o maior dom que o Todo-Poderoso deu ao ser humano, tanto que veio acompanhado do LIVRE-ARBÍTRIO.

Livre-arbítrio...

Podemos dizer que o "pensar" seja a ação e o "livre-arbitrio" a reação do seu pensamento, ou seja, a manifestação da sua vontade. Pensar e fazer, nada mais são do que o Karma... Lei da Ação e da Reação.

Por este motivo, faço questão de pensar... e você, caro leitor, devia fazer o mesmo.

O pensar leva a questionar, analisar, avaliar... nos tira as traves dos olhos e nos permite uma visão mais clara e desapaixonada das coisas... nos impede, com certeza, de sermos "programados" ou influenciados por qualquer tipo de discurso.

Particularmente, não me importo minimamente de ser rotulado de sectarista, intolerante e todo os outros adjetivos que o atual modismo dentro do movimento umbandista usa para se referir àqueles que não se alinham às idéias de dominação da nossa Religião.

Tampouco me preocupo com aqueles que incensam "alienígenas religiosos", dentre eles Norberto Peixoto e o embusteiro do Robson Pinheiro, como "kardecistas que escrevem para umbandistas", e que passam a me considerar como intransigente em minhas posturas em relação, especialmente, ao último.

Não aceito, mesmo correndo o risco de não obter o "carimbo" de "tolerante" e "universalista" na testa, a invasão de conceitos estranhos e doutrinas adventícias que por conta da ganância pelo vil metal, muitos espertalhões querem empurrar "guela abaixo" da comunidade umbandista.

Tenho comigo que Umbanda é pé no chão, é cheiro de arruda, guiné, alfazema, alecrim e benjoim, não de perfume francês.

Não quero saber da opinião que uns e outros têm de mim mas, pelo que percebo neste imenso "terreiro virtual" em que se transformou a internet, muitos se incomodam sobre o que penso sobre eles, ao ponto de sempre usarem seus espaços para me contestar. Sou da política de que "propaganda negativa não deixa de ser propaganda" e do "falem mal, mas falem de mim".

Não quero, caro leitor, que você me siga ou mesmo que concorde com meus posicionamentos. O que espero, sinceramente, é que, simplesmente, PENSE. Como já disse, meu produto é a dúvida, não a certeza.

Assim aprendi com um "Preto-Velho" que sempre ensinou que não existem certezas, apenas possibilidades. Portanto, antes de se entregar às "certezas" que muitos andam vendendo por ai, comece admitindo e trabalhando as suas dúvidas.

Dúvidas nos levam ao questionamento e este nos leva à novas dúvidas.

A dúvida representa movimento, enquanto a certeza é a inércia.

Pense nisto.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

LENHA NA FOGUEIRA

Como o passar do tempo de militância no meio umbandista, estou chegando à conclusão que todo religioso que consegue algum tipo de projeção passa a se achar absurda e absolutamente incontestável em sua idéias e posicionamentos.

Já faz algum tempo tenho escrito sobre médiuns oriundos do kardecismo que, por algum motivo que não consigo alcançar, resolveram escrever sobre Umbanda, misturar conceitos completamente estranhos à religião e ainda ter a cara-de-pau de dizer que tudo vem do astral.

Dentre muitos, incluso Gasparetto, destaca-se o médium mineiro Robson Pinheiro, proprietário (nas palavras dele mesmo) da Sociedade Espírita Everilda Batista, na cidade de Contagem, que tem feito muito sucesso com seus livros, sendo aplaudido por vários setores ditos umbandistas e, pasmem, até mesmo sendo objeto de estudo em alguns Terreiros.

Não faz muito tempo, enviei um e-mail para o programa "Horizontes", apresentado por Robson e o editor da "Casa dos Espíritos" (editora dos livros do médium) Leonardo Möller na rádio Mundial, onde, em síntese, dizia que ele não sabe absolutamente NADA sobre Umbanda e que insistia em passar para seu ouvintes e leitores conceitos errôneos não somente sobre a religião, mas também em relação ao mundo espiritual.

Cheguei, inclusive, a propor um debate com o citado médium, mas o mesmo, que não é bobo, recusou sobre a alegação de não visar ensinar ou combater nada a respeito da Umbanda. Achei o posicionamento estranho, visto que em suas obras é exatamente isto que Robson Pinheiro tenta fazer: ensinar Umbanda.

Aproveito a oportunidade para, novamente, convidar Robson Pinheiro para um debate doutrinário em relação às suas obras. Infelizmente, tenho certeza, ele, de novo, não aceitará.

O que senti na resposta enviada de "próprio punho" por Robson, é que se trata de um médium vaidoso, que se considera acima de outros e, como é comum entre os 'famoso', deixou transparecer, entrelinhas, que considerava um verdadeiro acinte de minha parte ousar contradizê-lo em alguma coisa.

Fato é que Robson Pinheiro, o famoso médium e escritor mineiro, que tem o raro privilégio de "psicografar" mensagens de espíritos como Madre Tereza de Calcutá, além de ter o auxílio de luminares como Dante Alighieri, Julio Verne e Ranieri no preparo de suas obras, capitulou frente a um reles desconhecido como eu.

Aliás, chega ao meu conhecimento que ele esteve procurando saber na TUEDLUZ, aqui de Belo Horizonte, que em um passado distante podia se dizer de "Umbanda Esotérica", quem era o tal "Mestre Ubajara" que tinha a audácia de se dirigir à ele deste ou daquele jeito. Infelizmente, não sei o teor da conversa que ele teve com a dirigente deste Templo, mas com certeza deve ter ficado sabendo quem sou, visto que ela me conhece muito bem.

Não duvido que exista uma conversa de que estou demandando magisticamente contra a TUEDELUZ (o que não seria a primeira vez). Se isto fosse verdade, sinceramente, aquela Casa não estaria de portas abertas. Não que eu seja um "poderoso mago" como muitos se dizem por ai, mas a é fato que a dirigente do Templo, assim como sua mãe-pequena, não tem o mínimo conhecimento magístico para "segurar" demanda alguma.

E, para ser muito sincero, tenho mais o que fazer do que ficar demandando com quem quer que seja. Não sou o tipo de umbandista que, como um outro famoso por ai, fica dentro de tronqueiras, ao telefone, ameaçando de "Força de Exu" aos seus desafetos.

Não existe "demanda" contra a TUEDLUZ. O que vem acontecendo por lá, com tantas coisas dando errado, com "estouros" um atrás do outro desde que a saudosa Mãe Tina faleceu, é LEI DE PEMBA, SIM SINHÔ... fruto do despreparo da atual dirigente, das mistificações que, infelizmente, tomaram conta daquela Casa de Umbanda.

Na verdade, a amizade entre a atual dirigente da TUEDLUZ e Robson Pinheiro é perfeita. Afinal de contas, nenhum dos dois sabe nada sobre Umbanda.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

ROBSON PINHEIRO: ADDENDUM

O médium Robson Pinheiro, autor de obras conhecidas como "Tambores de Angola", "Aruanda" e a trilogia "Legião", respondeu pessoalmente a um e-mail que enviei tecendo algumas considerações sobre o que foi falado no programa "Horizontes", que vai ao ar pela Rádio Mundial todos os domingos às 10:00 horas, sobre "Exus e Guardiões".

Além de reclamar da minha "forma verbal" de me expressar (no que pese ele e o seu produtor contarem algumas histórias onde não foram menos diretos e incisivos com algumas pessoas, inclusive tratando uma inconveniente como "vaca" - vide o programa do dia 30/11/2008), o conhecido escritor "escorregou" em alguns pontos importantes de minhas considerações, em especial confundiu "linguística" com "teologia".

Insistiu que a questão da origem do termo "pomba-gíra" (corruptela de "Pambu Njila" ou "Bombo Njila", no dialeto kikongo, entidade MASCULINA da mitologia Bantu, cuja a contraparte feminina é chamada de Vangira¹) é uma mera questão "teológica". (esta epidemia de "ignorância linguística" está se espalhando, pelo jeito... de São José do Rio Preto para o mundo...)

Infelizmente o teor do e-mail de Robson, demonstra que as contradições entre o que se escreve, assim como o que se fala, não é algo exclusivo dos escritores e "líderes" umbandistas.

Em seus livros, Robson expõe conceitos, cria "doutrina", coloca a Umbanda como uma espécie de linha auxiliar do Kardecismo.

No programa de rádio, tece comentários do tipo "entidades não recebem 'despachos' em encruzilhadas" e as que o fazem estão ligadas aos "mediuns menos esclarecidos" e que seriam entidades "inferiores", que acender velas, cantar pontos e tudo mais, são coisas "absolutamente desnecessárias".

Então, escrevo que foram ditas MONTES DE BOBAGENS e ele acha ruim.

O que não dá para entender é Robson, em vários momentos do seu longo e-mail, afirmar e reafirmar que não sabe nada sobre Umbanda, que não tem nenhuma afinidade com este tipo de trabalho, que não é estudioso da matéria, mas insiste em continuar escrevendo sobre o tema.

In verbis:

(...)

Bem, sempre eu falei em meus programas de rádio e em matérias escritas, palestras e outras formas de divulgação, que não sou umbandista, não entendo nada da doutrina de Umbanda e que o que falo é apenas um ponto de vista apresentado tanto pelos espíritos que nos orientam quanto pelos estudos realizados a partir do que escreveram. Eles próprios nunca falaram a respeito da "doutrina de Umbanda" pelo menos para mim.

(...)

Não pretendo falar a umbandistas, e nem aos praticantes do candomblé. Não tenho afinidade pessoal com o estilo de culto...

No que pese a auto-crítica, o escritor mineiro entra em contradição ao insistir em falar de Umbanda, inclusive tecendo conceitos, dizendo o que é ou não necessário em sua ritualistica, sem ter "conhecimento" ou "afinidades" com a Lei de Umbanda.

Tenho uma fé patente que o Mundo Espiritual não é um lugar onde reina a confusão, pelo contrário. Independente da missão dos Espíritos, a quais tarefas estão designados, os conceitos são ABSOLUTOS, não variando por conta de época ou qualquer convenção (ou conveniência) humana.

Se os espíritos que assistem Robson Pinheiro são os responsáveis pelos conceitos que expõe em suas obras, realmente existe alguma coisa errada com o médium, como instrumento de comunicação, e/ou com as entidades que através dele se manifestam.

A Espiritualidade, independente de onde e da forma com que se manifesta, é UMA SÓ. Se os espíritos de alta envergadura, como aqueles que supostamente se comunicam através da mediunidade de Robson, passam a expor "opiniões próprias", divorciadas de uma realidade doutrinária ESPIRITUAL (não humana), algo está errado, MUITO ERRADO.

No final, Robson alerta que o meu email será lido no próximo programa, como se isto fosse uma espécie de "punição" por minha ousadia em contestá-lo.

É claro que espero receber uma "descompostura" no ar tanto dele como de seu produtor, o Leonardo, que já avisou que adora "bater boca". Obviamente, dependendo do nível da coisa e diante da impossibilidade de uma resposta fácil como foi para ele refutar o que escrevi, pretendo recorrer aos meios legais para ter direito à respondê-lo no ar.

Portanto, todos com seus rádios sintonizados na Rádio Mundial (FM 95,7 - AM 660), às 10:00 horas da manhã do próximo domingo ou através do site daquele veículo de comunicação.

Com certeza, esta história vai render... e muito. =)

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¹ Tata Kisaba Kavinajé

terça-feira, janeiro 06, 2009

ROBSON PINHEIRO: AFINAL, QUAL É A DELE?

Acredito que, se não todos, a maioria dos umbandistas conhecem a obra de Robson Pinheiro, um médium mineiro da cidade de Contagem, onde mantem a Sociedade Espírita Everilda Batista, psicografa livros, faz palestras, administra workshops (o famoso "Entremediuns"), trabalha com kirliangrafia, terapias bioenergéticas e, recentemente, anda até mesmo fazendo algumas sessões que dizem ser de Umbanda por lá.

Enfim, um médium "multimídia", cheio de "poderes", que desde o lançamento do livro "Tambores de Angola" vem tendo uma visibilidade no meio umbandista, ovacionado por adeptos e até mesmo tendo seus livros usados como doutrina em muitos Terreiros ditos de Umbanda.

Não é necessário muito esforço para ver o quanto alguns setores da Umbqnda estão CONTAMINADOS pelas obras deste médium que, de acordo com o próprio, ouve e vê entidades astralizadas com uma nitidez tão grande que fica em dúvida se está diante de um ser desencarnado ou não.

Recordo-me de uma palestra que assisti do mesmo, onde o assunto era a Lei de Umbanda, onde a todo momento ele informava a presença do espírito "X" ou "Y", chegando ao ponto de dizer que o próprio Matta e Silva estaria ali a ampará-lo.

Logo Mestre Yapacani que, em vida, era absolutamente contra misturar-se "alhos com bugalhos", ou seja, rejeitava com veemência a influência kardecista no meio umbandista, estaria ali como amparador de um espírita palestrando (e falando bobagens) dentro de um Templo de Umbanda.

As obras de Robson pinheiro que tentam falar de Umbanda, são, se muito, boas obras de ficção. Ele, como qualquer outro kardecista, tenta colocar a Lei de Umbanda como algo subordinado à codificação kardecista, fazendo afirmações absurdas em termos doutrinários.

Para ele, o trabalho umbandista que tenha oferendas em uma encruzilhada, mata, rio, cachoeira, praia, etc, são coisa de "médiuns pouco esclarecidos" e de entidades "em evolução", sendo que tais preceitos são "absolutamente desnecessários".


E mesmo diante de tanta BOBAGEM, ainda temos ditos umbandistas incensando o sujeito, recomendando seus livros e, pasmem, até mesmo Terreiros que se dizem de "Umbanda Esotérica", como é o caso da TUEDLUZ em Belo Horizonte, abandonam os livros de Pai da Matta para fazer estudos dirigidos em cima das obras de Robson Pinheiro.

Realmente, ao que parece, não há mais nada para se ver.

A coisa está tão complicada, que não faz muito tempo ouvi de uma médium que "Robson Pinheiro é um espírita que escreve para umbandistas". Só não consigo entender o que alguém que não sabe ABSOLUTAMENTE NADA sobre Umbanda, poderia escrever, que possa ser aproveitado, por umbandistas. Em termos acadêmicos, seria como um Doutor em Letras escrever livros para Físicos nucleares.

Ontem estava ouvindo no site do médium, as gravações do programa "Horizontes", que vai ao ar pela Rádio Mundial. Em uma delas, com o tema "Exus e Guardiões", ele fala uma quantidade enorme de besteiras sobre os Senhores Guardiões, se enrola ao tentar diferenciar "Exu Orixá" e "Exu Entidade", e cria uma nova classe de "exus" que, no frigir do ovos, não são bem "Exus", ligados a doutrina kardecista e, obviamente, superiores aos Exus que trabalham na Umbanda.

Tais entidades - que somente Robson Pinheiro conhece, diga-se de passagem - estariam agrupadas em "Comandos", tal e qual as tropas especiais militares, que seriam em número de sete, assim como teriam funções que iriam desde a proteção de políticos, governantes, reis e demais dignatários de Estado, até o controle de catástrofes naturais, como o tsunamis, terremotos, erupções vulcânicas.

Sinceramente, desde as afirmação de Rubens Saraceni e seus convidados no programa de desagravo à entidade "Zé Pilintra", no "Portal de Defesa da Umbanda", não ouvia tanta sandice junta.

A influência que as obras de Robson Pinheiro tem exercido em muitos setores umbandistas, longe de ser algo benéfico, tem criado uma confusão doutrinária na cabeça de muitos. Não é novidade que doutrina, estudo, pesquisa, nem de longe é o forte da maioria dos umbandistas, portanto é um terreno fértil para aventureiros como ele. Junte-se a isto as mirabolantes descrições de batalhas, laboratórios, exércitos espirituais, e tudo mais no melhor estilo "Harry Potter", e teremos muita gente perdida embarcando nesta "viagem" pseudo-doutrinária.

O que Robson Pinheiro fez, na verdade, foi aproveitar o momento "boom" da Umbanda. Como ele não é bem visto no meio kardecista, que não considera que suas obras estejam dentro do padrão doutrinário espírita (e não estão mesmo...), ele passa a explorar este crescente e fértil mercado umbandista, com pleno conhecimento de que não há consenso doutrinário no meio, e lança a sua própria visão sobre o assunto.

Em minha opinião, as obras deste médium, se muito, servem aos umbandistas (ou a qualquer outro leitor) como um passatempo, algo que podemos ler quando não se tem nada mais interessante em mãos. Em termos de doutrina umbandista, é um LIXO.

Em verdade, Robson Pinheiro está no limbo: nem é kardecista e muito menos umbandista. Como tantos outros que resolveram juntar doutrinas e conceitos antagônicos, pegando um pedacinho de cada tradição, ele criou uma "escola" só dele, que mistura kardecismo, umbanda, misticismo oriental e qualquer outra coisa que ele julgar útil.

Mas como vivemos em uma época de trevas, onde a maioria dos umbandistas, levados à erro por megalômanos, acreditam que a Umbanda não passa de uma imensa LATA DE LIXO, onde qualquer coisa pode ser adaptada e aceita dentro de seus rituais e doutrina (a tal da diversidade, convergência, etc...) e, pior, temos de ser "tolerantes" com isto, não duvido que já exista, ou surja em breve, uma "umbanda" segundo Robson Pinheiro.

E vamos descendo ladeira, Umbanda... afinal de contas, "para baixo" todo "santo" ajuda.

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quarta-feira, julho 23, 2008

ROBSON PINHEIRO: ESPÍRITA OU UMBANDISTA?

Uma das perguntas mais frequentes que recebo é sobre o escritor espírita Robson Pinheiro. Houve uma interlocutora que chegou a dizer que ele é um "escritor espírita que escreve para umbandistas".

Particularmente, discordo desta visão.

Robson Pinheiro é um escritor espírita que longe de escrever para umbandistas, quer colocar a Umbanda como uma espécie de "sub-produto" do Espiritismo. Suas obras, em especial "Tambores de Angola", "Aruanda" e a série "Legião" dão um enfoque bem kardequiano às práticas umbandistas, colocando nosso Mentores como uma espécie de "linha auxiliar" dos trabalhos kardecistas.

Acredito que não seja necessário dizer que a doutrina umbandista diverge em muitos pontos da kardecista e que a codificação de Allan Kardec não se aplica, em sua quase totalidade, às nossas práticas.

As obras de Robson Pinheiro são romances doutrinários ESPÍRITAS, não umbandistas. Acredito que esteja fazendo sucesso em nosso meio devido a carência doutrinária tão comum em nossos Terreiros. Temos de levar em conta, igualmente, que a maioria dos Chefes de Terreiros não têm interesse de que seus "Filhos" adquiram cultura religiosa, já que estudo e conhecimento libertam a mente de fetichismos, crendices e lendas, tão comuns na seara umbandista.

A maioria dos autores umbandistas, salvo raras e honrosas exceções, colocam no mercado livretos de pontos, mandigas, trabalhos e tudo mais. Raramente nos deparamos com livros doutrinários (ou que tem a pretensão de ser) sérios, com um mínimo de lógica que os alicercem.

O único escritor umbandista que se mantem em atividade atualmente é Rubens Saraceni. No que pese minha discordância em 98% do que o mesmo escreve, é o único que ainda lança alguma coisa inédita, dando sequência a doutrina que prega e diz ser revelada pelo Astral Superior através de Pai Benedito de Angola.

Por outro lado, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) parou de escrever faz alguns anos, salvo engano, depois do lançamento de "Fundamentos Herméticos de Umbanda". Suas obras, com exceção da "Proto Síntese Cósmica" que ainda pode ser encontrada, desapareceram do mercado, não sendo, há muito, reeditadas.

A obras de Matta e Silva, igualmente de propriedade de Rivas Neto, são mais fáceis de encontrar mas também estão se esgotando e, com certeza, não seráo reeditadas. Aliás, Arapiaga ainda não se tocou que exatamente por ter parado de escrever e não reeditar suas obras é que a doutrina propagada por Saraceni e a sua "Umbanda Sagrada" tem encontrado cada vez mais adeptos.

Então, o que sobra em termos doutrinários? Nada ou pouquíssima coisa.

Diante desta orfandade doutrinária, os umbandista se voltam aos romances de Zibia Gasparetto, às obras de Chico Xavier, Divaldo Pereira Franco e, claro, Robson Pinheiro, dentre outros luminares do Espiritismo, contaminando ainda mais a Umbanda com estes conceitos estranhos à Ela.

No entanto Robson Pinheiro, apesar de tentativa de "kardequizar" a Umbanda, tem o mérito de inserir no meio espírita uma visão menos preconceituosa sobre a nossa Religião. Porém, não vamos confundir seus escritos com doutrina, já que até mesmo para os parâmetros kardecistas as obras deste escritor mineiro não são, nem um pouco, ortodoxas.