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terça-feira, setembro 14, 2010

TODAS AS ARMAS PARA A LUTA

Quanto mais estudo religiões mais me convenço que os religiosos, em sua grande maioria, são idiotas fanáticos que desvirtuam completamente os ensinamentos de sua própria Fé. E isto ocorre em todos os movimentos religiosos, até mesmo naqueles onde o que se esperaria a mais monástica serenidade e alto controle, como é o caso do Budismo.

Com o aniversário do atentado de 11/09, toda este clima de "guerra santa" voltou a assombrar o mundo. De um lado, alguns idiotas protestantes que se dizem "pastores" e "pregadores da Palavra de Deus" resolveram colocar fogo no Corão, afrontando cerca de um bilhão de muçulmanos ao redor do planeta.

Do outro, milhares de muçulmanos, igualmente idiotas, comemorando a bárbarie perpetrada por terroristas islâmicos radicais que matou, inclusive, outros muçulmanos inocentes.

Aliás, esta coisa de "terrorista islâmico" virou até mesmo redundância, já que basta falar com qualquer um sobre "terrorismo" e logo o incauto o associa ao Islam. Não é bem assim.

Há séculos cristãos e muçulmanos trocam sopapos no oriente médio, sendo que na época das Cruzadas a justificativa era Jerusalém, mas todos sabemos que, pelo menos no que diz respeito aos cristãos, o interesse era financeiro. Os cristão, por ordem do Papa, saem da Europa, invadem o oriente médio, matam, estupram, espoliam e são tratados como "cavaleiros", enquanto os defensores eram "bárbaros pagãos".

O Estado de Israel é visto, nos dias de hoje, como uma "ilha cercada de terroristas por todos os lados", mas ninguém fala que os judeus usaram de táticas de terrorismo na luta pela criação e reconhecimento do seu país. Havima dois grupos terroristas judeus mais ativos, o Palmaj e o Haganah, que tiveram, respectivamente, Ytzhak Rabin e Ehud Barak como líderes.

Na Europa, apenas apra ficar nos mais conhecidos, vimos ações de grupos terroristas formadas por cristãos, como as Brigadas Vermelhas na Itália, o IRA (Exército Republicano Irlandês) na Irlanda, e o ETA (Euskadi Ta Askatasuna - "Pátria Basca e Liberadade") na Espanha.

Poderiamos falar também do terrorismo étnico perpetrado em alguns países d'África, assim como das FARC's e do extinto Sendero Luminoso na américa latina.

Os ataques contra Terreiros de Umbanda e Centros Espíritas perpetrados por evangélicos, também podem ser associados a uma forma de terrorismo, assim como o "terrorismo psicológico" levado à cabo por alguns "líderes umbandistas" com pomposos títulos em sânscrito e, agora, em yorubá.

Diante desta realidade, realmente, não há como entender esta associação automática entre "terrorismo" e "islamismo". Nunca vi ninguém queimando Bíblias quando ataques do ETA e ou IRA ceifaram centenas de vidas inocentes. Não vejo ninguém queimando a Torah quando o exército judeu ataca a população civil da Faixa de Gaza e descumpre acordos internacionais.

Diante disto tudo, chego à conclusão que somente quando as religiões deixarem de ser lideradas por idiotas fanáticos que se pastoreiam outros o mundo não terá paz. O atual "movimento umbandista" é exemplo disto.

quinta-feira, março 19, 2009

PASTOR JOÃO E A IGREJA INVISÍVEL


O grande Raul Seixas, junto com Marcelo Nova, teceu um retrato bem realístico, e por que não dizer profético, das igrejas evangélicas. Mas se prestarmos bem atenção à letra, veremos que o que ele diz serve muito bem para o que vem acontecendo dentro do movimento umbandista atual, em especial no que tange ao dinheiro fácil, ao "monte de mulheres" e o "cajado tântrico" que uns e outros andam defendendo como se fosse coisa de Umbanda.

terça-feira, março 10, 2009

DA LIBERDADE RELIGIOSA

A constituição francesa pôs termo ou renunciou à tolerância e também à intolerância, e estabeleceu o direito universal de consciência.

A tolerância não é o oposto da intolerância; é a sua contrafação. São ambas despotismos. Uma se arroga o direito de impedir a liberdade de consciência, a outra se arroga o direito de concedê-la.

Uma é o papa armado de fogo e de vara, a outra é o papa a vender ou a conceder indulgências. A primeira é igreja e estado, a segunda é igreja e comércio.

A tolerância pode ser estudada sob luz mais intensa. O homem não adora a si, adora ao Criador; e a liberdade de consciência que ele exige não é para seu uso e sim para uso de Deus. Nesse caso, portanto, precisamos ter necessariamente a idéia associada de dois seres: o mortal que adora, e o imortal que é adorado.

Logo, a tolerância não se coloca entre homem e homem, nem entre igreja e igreja, nem tampouco entre uma religião e outra, senão entre Deus e o homem, entre o ser que adora e o ser que é adorado; e pelo mesmo ato de autoridade usurpada pelo qual tolera que o homem preste a sua adoração, usurpadora e blasfema, arroga-se o direito de tolerar que o Onipotente a receba.

Se ao Parlamento fosse apresentado um projeto intitulado “Lei para tolerar ou dar liberdade ao Todo-Poderoso de receber a adoração de um judeu ou de um turco”, ou “para proibir que o Todo-Poderoso a receba”, todos estremeceriam e diriam tratar-se de blasfêmia.

Haveria tumulto.

Apresentar-se-ia, então, sem máscara, a presunção da tolerância em questões religiosas; mas não é menor a presunção pelo fato de, em tais leis, aparecer o nome do homem, uma vez que não se podem separar a idéia do adorador e a idéia do adorado.

Quem és, pois, inútil pó e cinza! Quem és tu, chames-te como te chamarei, rei, bispo, estado, parlamento, ou outra coisa qualquer, que interpõe a tua insignificância entre a alma do homem e o seu Criador? Cuida do que é teu. Se alguém não acredita como tu acreditas, em compensação tu não acreditas como ele, e não há força terrena capaz de determinar entre vós.

Com respeito ao que se chama de classes de religião, se cada um se limita a julgar a sua própria religião, não existe religião errada; mas se um julga a religião do outro, não há religião que seja certa, e, portanto, todos estão certos, ou todos estão errados.

Todavia, com respeito à própria religião, sem consideração aos nomes e como coisa que vai da família universal da humanidade ao divino objeto de toda adoração, é o homem a levar ao Criador os frutos do seu coração; e se bem que tais frutos difiram um do outro como os frutos da terra, é aceito o tributo de gratidão de todos.

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Thomas Paine (1737-1809), filósofo político e republicano, foi um dos signatários da Declaração de Independência dos Estados Unidos.