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terça-feira, setembro 17, 2013

VIOLÊNCIA E PRECONCEITO CONTRA RELIGIÕES AFROBRASILEIRAS

Durante a semana chegou à mim notícia que informava que narcotraficantes "evangélicos neopentecostais" estariam fechando Terreiros e expulsando Sacerdotes e adeptos de Umbanda e Candomblé das comunidades dos morros do Rio de Janeiro.

A única novidade nesta história é que agora temos uma nova "classe" de religiosos: traficantes convertidos. No mais, a intolerância e a imposição da fé protestante já era "lugar comum" em toda a parte, sendo que notícias de quebradeiras perpetradas por evangélicos em nossas Casas de Culto sempre ocorreram.

Neste post falo sobre a prisão do pastor Tupirani e de seu assistente por terem invadido e vandalizado um Terreiro de Umbanda. Neste outro noticio a invasão arbitrária de um Terreiro pela Polícia Militar de Santa Catarina. Neste falo sobre o preconceito religioso e suas complicações legais.

O fato é que, diferente de todo o rebuliço que alguns pastores famosos tem feito contra os direitos de homossexuais (leia-se união homoafetiva, criminalização por preconceito de orientação sexual, etc), até mesmo acionando a Polícia Federal para tirar este vídeo do grupo "Porta dos Fundos" do ar, não vejo nenhum evangélico, nenhum "Malafaia" ou "Feliciano" da vida, falando contra o ABSURDO não somente da intolerância religiosa perpetrada pelos seus confrades, mas da improvável conjunção das palavras "evangélico" e "narcotraficantes" na mesma frase.

Não é raro vermos o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Marco Feliciano brandando que o povo evangélico é vítima de preconceito religioso, usando de suas influências para mobilizar políticos e a população em favor de suas idéia homofóbicas e racistas. Mas até o momento não tive notícias de nenhuma manifestação deste senhores sobre a inexplicável associação de igrejas evangélicas com traficantes de drogas afim de oprimir adeptos de outras religiões.

Em outro giro, não consegui localizar nenhuma manifestação das muitas "federações" e "associações" umbandistas e de cultos afrobrasileiros condenando estas ações e tomando medidas judiciais em apoio aos adeptos que sofreram tal violência.

Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas aponta que 0,35% da população declarou ser praticante de religiões afro-brasileiras. O teólogo Jayro de Jesus acredita que é muito mais e até estima um crescimento de quase 70% no número de terreiros nos últimos 30 anos. “Acho que as pessoas estão sendo segregadas e, por isso, não tiveram a altivez de se autodeclarar nos censos”, afirma. Ele faz parte do grupo que está discutindo o mapeamento dos terreiros existentes no Brasil, com apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. 


Em um levantamento feito em 2011, foram localizados até agora, somente na região metropolitana do Rio, 847 terreiros. Com os dados obtidos, o próximo passo será a implementação de um Plano Nacional de Proteção Religiosa. Para impedir a propagação de conflitos movidos pela religião, é preciso agir rápido.

Algumas vítimas reclamam que ao procurar as autoridades (leia-se Polícia) não foram bem acolhidas e em alguns casos o registro da ocorrência por crime de preconceito religioso não foi feito pela polícia civil. Ou seja, o Estado está, simplesmente dando de ombros para o problema.

Não é de hoje que evangélicos se movimentam para transformar o Brasil em uma teocracia. Não faz muito tempo Silas Malafaia afirmou que o "povo de Deus" deve tomar conta da política, das redes sociais, dos meios de comunicação e "propagar" (leia-se "impor") seus valores e a "Palavra de Deus". De sua parte, Marco Feliciano, um dos maiores cânceres políticos que este país já teve o prazer de ver, tem abusado de sua autoridade como deputado federal ao dar voz de prisão para casais homoafetivos todas as vezes que estes ousam demonstrar afetividade em público, mesmo que em praça pública.

Caso não haja uma reação pontual e contundente, não demora muito e as nossas Casas de Culto, mesmo as que não estão em aglomerados e comunidades dominadas pelo tráfico de drogas, estarão sendo fechadas por evangélicos radicais. É hora dos "grande líderes", os "iluminados babás" tomarem uma postura emergencial junto aos Poderes constituídos para frear esta verdadeira barbárie. 

domingo, fevereiro 27, 2011

UMBANDA NO SUPERPOP... É O FIM DO MUNDO !!! (PARTE II)

Não é incomum evangélicos criarem histórias mirabolantes sobre as suas vidas antes de se converterem ao protestantismo, em especial depois da ascensão da Igreja Universal e outras arapucas do gênero. Afinal de contas, quem nunca assistiu os "testemunhos" de pessoas que se dizem "ex-pais e mães de encostos"?

As mentiras descaradas contadas pelos "fiéis" na televisão, no rádio e nos jornais evangélicos, onde a regra é dizer que viviam uma vida miserável, destruída, dominada por demônios e que após conhecerem a igreja x" ou "y" tudo se resolveu é uma jogada de marketing para atrair incautos.

Por outro lado, os pastores que testemunham sobre seu envolvimento com "satanismo" (que insistem em relacionar com a Umbanda, Candomblé e outros cultos afro-descendentes), elevam o status destes embusteiros ao grau de "guerreiros do Senhor", verdadeiros "cruzados modernos" que, livres das garras de Satanás, agora combatem o reino do mal na terra.

No caso do Pastor Carlos Ribas e do Bispo Gê, vemos claramente que o conhecimento deles sobre algo que dizem que estiveram envolvidos por muitos anos é sofrível.

Enquanto o primeiro entra em contradições (dizer que Vodu e Santeria são a mesma coisa, por exemplo), o segundo se contradiz ao contar que apaixonado por uma moça, foi levado por um amigo à um centro de Umbanda onde foi feita um" simpatia de amor para Yemanjá", para pouco minutos depois afirmar que freqüentava aquele lugar havia muito tempo antes de realizar tal trabalho.

O que vimos, para variar, no tal "debate" foram os evangélicos presentes citarem a Bíblia como ministros do Supremo Tribunal Federal citam a Constituição, ou seja, como se fosse um livro magno, que todos o seres humanos devem seguir e observar. Isto é o que se chama de "egocentrismo ideológico", que vem a ser a incapacidade do debatedor de sair de um ponto de vista e se postar de forma imparcial sobre determinado assunto.

Para não cairmos, exatamente, no egocentrismo ideológico e mantermos a imparcialidade sobre este lamentável "debate", falemos dos umbandistas ali presentes.

Não vi com bons olhos Pai Rafael d'Logunedê se prestar a sair às ruas à procura de oferendas, explicando para qual propósito serviam e, em determinado momento, pedindo que a equipe de filmagem se mantivesse longe enquanto ele examinava o ebó.

Nesta ocasião, ele vai para o meio da rua, se agacha e, tal e qual um perito em explosivo da polícia, examina à distância a oferenda para depois declarar que era seguro se aproximar. Em minha opinião, tal postura não desmistificou nada, pelo contrário, gerou mais temor nas pessoas, algo do tipo "se virem um despacho na rua, não se aproximem... é perigoso".

Na sequência, o Bispo Gê questiona sobre os números do IDH (índice de desenvolvimento humano) do Maranhão, alegando que apesar deste Estado contar com o que seria a maior concentração de terreiros do Brasil, na cidade de Codô, a qualidade de vida da população é das piores.

A resposta de Pai Cássio foi inicialmente tímida, preferindo centralizar a situação na figura de Mestre Bita do Barão, mas apresentando irrefutável argumento de que não sãos os sacerdotes ou as entidades que tomam as decisões políticas.

No que pese Pai Cássio ter classificado a pergunta como "inteligentíssima" e "pertinente", a mesma, no meu entender, é rasa e falaciosa. Se não, vejamos:

1) o maior país protestante do mundo, a Alemanha, apesar do alto IDH, enfrenta problemas sociais sérios como desemprego, mendicância, violência urbana (em especial por parte dos neo-nazistas).

2) os EUA está na mesma situação: é um dos países com a maior concentração de protestantes do mundo. Apesar de ser considerada a primeira economia do mundo, tem também a maior dívida interna do planeta. É um país que sempre está em guerra, em especial depois do 11/09, as principais crises econômicas (a mais recente deixou milhões sem onde morar) começam ali e assolam o mundo em efeito cascata. Quem não tem a felicidade de poder pagar um seguro saúde, está a mercê de um sistema público ineficiente e perverso, que exclui 46 milhões de pessoa e favorece as seguradoras que podem, inclusive, discriminar doentes.

Seguindo a linha de raciocínio do Bispo Gê, podemos perguntar: já que os protestantes em geral se dizem "o povo escolhido de Deus", por qual motivo estes dois países (podia citar outros...) passam por tantos problemas sendo que a maioria de sua população professa a fé evangélica?

O próprio Bispo Gê, ligado ao comando da igreja Renascer, responde a inquérito por acusação de ter contratado parentes de Sônia e Estevam Hernandes, fundadores Igreja Renascer, como funcionários fantasmas da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele também teve seu nome citado no escândalo da "Nossa Caixa" em 2005 e recentemente teve o inquérito 2947, que corria contra si junto ao STF, arquivado pela prescrição (quando o Estado não exerce no tempo legal o seu direito de ação).

Qual seria o motivo para que um "homem de Deus", com 30 anos de sacerdócio (como ele fez questão de frisar no programa) estar tão enrolado com a Justiça? Por que Deus não o livrou destas atribulações, seria o caso de perguntar seguindo seu raciocínio sobre o IDH de Codô.

A única coisa que se aproveita deste debate é que os umbandista ali presentes tiveram a oportunidade de passar a quem assistiu uma visão mais realista sobre a nossa religião e, principalmente, não cairam na evidente armadilha preparada para desmerecer o culto.

O preparo de Pai Cássio Ribeiro fez toda a diferença, não se deixando abater pela inferioridade numérica e sabendo muito bem tratar das questões expostas de forma brilhante e com conhecimento de causa.

Pelo jeito, ainda há esperança para o tal "movimento umbandista".

sábado, fevereiro 26, 2011

UMBANDA NO SUPERPOP.. É O FIM DO MUNDO !!! (PARTE I)

Não é novidade para ninguém que o "Superpop", uma das principais atrações da RedeTv!, apresentado por Luciana Gimenez, atualmente substituída por uma tal Gilmelândia (quem coloca um nome destes em uma filha?!?), no que pese se apresentar muitas vezes como "programa investigativo", "democrático" e "do povo", não conta com nenhuma credibilidade.

A pauta do programa é sempre recheada de sensacionalismo, baixarias entre famosos (ou aqueles que acham que são famosos...), situações envolvendo sexo, drogas, enfim, escândalos em geral. Quando cismam de fazer alguma coisa "informativa", em especial em termos religiosos, descambam, na verdade, para a desinformação e a a descarada defesa das religiões judaico-cristãs.

Não é difícil comprovar minha alegação: os convidados mais freqüentes no programa, dentre outros, são Padre Quevedo, Bispo Gê (que, diga-se de passagem, é deputado federal acusado de emissão de duplicatas simuladas e contratação de funcionários fantasmas na Câmara) e Daniel Sottomaior (cético e membro da Sociedade da Terra Redonda), sem falar que a apresentadora é completamente despreparada intelectualmente e sempre apresenta posturas parciais pendendo para o lado de pastores e padres, enfim, da cristandade.

No programa exibido no dia 24/02/201 não foi diferente.

Durante os dois primeiros blocos, Pai Cássio Ribeiro (a quem declaro, desde já, meu mais profundo respeito) estava sozinho no palco com o Pastor Gê, Viviane Brunieri (ex-ronaldinha e ex-atriz de filme pornô, hoje "convertida" à religião evangélica), o Pastor Carlos Ribas (que se diz ex-satanista e especialista em magia e ciências ocultas) e uma outra "quase-famosa" da qual não recordo o nome, que se declarou "católica praticante" mas que freqüentou cartomantes e terreiros algumas vezes, classificando a seguir "estas coisas" como "do mal".

Vou me furtar a narrar todo o programa (quem não assistiu pode fazê-lo no site da RedeTV! ou no blog do Alex de Oxóssi), mas vou destacar alguns trechos que, ao meu ver, merecem atenção especial.

Começaremos pelo depoimento do Pastor Carlos Ribas sobre o satanismo moderno, que ele atribui à Anton Lavey, fundador da Igreja de Satã e autor da chamada "Bíblia Satânica". Para alguém que se diz "ex-satanista" o desconhecimento sobre o chamado "Satanismo Laveyano" é assustador.

O atual líder da Igreja de Satã, Peter H. Gilmore, em seu ensaio "Satanismo: A Religião Temida" (Satanism: The Feared Religion), afirma que "Os satanistas não acreditam no sobrenatural, nem em Deus e nem no Demônio. Para o satanista, ele é seu próprio Deus. Satã um símbolo do homem vivendo da forma como dita sua natureza carnal e magnífica. A realidade por trás de Satã é simplesmente a força obscura e evolucionária da entropia que permeia toda a natureza e dá os meios para a sobrevivência e propagação inerente a todas as coisas vivas. Satã não é uma entidade consciente a ser adorada, mas uma reserva de poder dentro de cada ser humano para ser tomada à vontade. Assim, qualquer conceito de sacrifício é rejeitado como uma aberração cristã — no Satanismo não há divindades por quais se sacrificar."

Lavey foi um ator fracassado que fazia leitura de tratados ocultistas em sua casa e cobrava dois dólares para a entrada dos interessados. Como a procura era razoável, um amigo seu, publicitário, sugeriu que ele transformasse aquilo em uma religião e assim ele fez. Fez um enorme sucesso e enriqueceu com a sua idéia "satânica". (vide o excelente documentário "A História de Satã")

Ou seja, o "especialista em satanismo", Pastor Carlos Ribas, atribui à Anton Lavey uma religião tenebrosa, que sacrifica criancinhas para demônios, mas que tem entre seus dogmas exatamente a INEXISTÊNCIA DESTAS ENTIDADES.

Enfim, o Pastor Ribas se diz ex-satanista da linha laveyana, que teve seu corpo possuído por demônios nos rituais desta religião, mas ignora que a mesma é ATEÍSTA e que a prática da possessão, ou mesmo comunicação com os tais demônios, nunca fizeram parte desta doutrina.

Ao que parece, ele faltou com a verdade ou, então, era de uma linha satanista diferente da Laveyana (talvez do Templo de Seth, fundada por um dissidente da Igreja de Satã chamado Michael Aquino, que acredita em Satã como um ente real e "do mal"), mas é pouco provável que isto seja verdade porque em nenhum momento ele mencionou esta denominação satânica.

No entanto a maior bobagem ainda estava por vir: Carlos Ribas afirma que a Santeria é uma "prática do Vodu" e que participou desta religião "dentro do satanismo". Convenhamos, não há como levar este sujeito à sério.

Enfim, o Pastor Carlos é um mentiroso que, como está muito em moda no meio evangélico, se declara "ex-satanista" para arrebanhar fiéis que adoram estas histórias da carochinha.
Na mesma linha posso citar Daniel Mastral (autor de "Filho do Fogo", um delírio religioso, que segue a mesma linha dos livros de Carlos Ribas) e o famigerado "Tio Chico" (Pastor Francisco Vieira) que afirma ter sido o maior bruxo do Brasil.

Ainda na linha dos evangélicos que lucram com o satanismo, temos Rebecca Julia Brown (autora de "Ele vem para libertar os cativos" e "Prepara-se para a guerra", onde ela defende a existência de zumbis, vampiros, lobisomens e assemelhados como servos de Satã), que teve suas obras refutadas e não indicadas aos fiéis pela Personal Freedom Outreach, uma organização cristã que combate mitos criados pelo fanatismo e o fundamentalismo religioso. Outra organização cristã, Answer in Action, também publicou um artigo de mesma natureza.

Completando o circo evangélico, vem o Bispo Gê dizer que seu envolvimento com drogas foi devido à "rituais" ligados à Umbanda. Dentre suas muitas bobagens, merece destaque a interpretação de parte de um orikí que diz "Exu matou um pássaro ontem, com a pedra que jogou hoje!” para afirmar que "é um entidade de morte".

A tacanhez intelectual do Bispo é tamanha que ele não consegue entender que tais versos estão falando da atemporalidade de Exu.

(Continua na próxima postagem...)

domingo, julho 04, 2010

DEUS: O GRANDE BANQUEIRO

Que as igrejas evangélicas, em especial as pentecostais e neo-pentecostais, estão arrebanhando milhares de fiéis todo ano não é novidade para ninguém. O tele-evangelismo, restrito ao religiosos americanos nos anos '70 e '80, onde viamos Rex Humbard, Jimmy Swaggart e outros pregando nas manhãs de domingo, com uma dublagem para lá de ruim, hoje é programação corriqueira nos canais de televisão brasileiros.

Hoje, temos uma centena de "tele-pastores" brasileiros, dos quais destaco Silas Malafaia, R.R. Soares, "Apóstolo" Valdomiro, casal Hernandez (aquele dos dólares dentro da Bíblia) e, claro, todos os pastores que se revezam na programação da Igreja Universal do "Bispo" Macedo.

O que todos estes nomes têm em comum, além do fato de manterem programas religiosos em vários canais de televisão, é o fato que estão sempre orando para "levantar" dizimistas, ofertantes, colaboradores e patrocinadores para os mesmos.

Com exceção do Pastor Silas Malafaia, homem que reputo como sério, no que pese algumas restrições, todos eles inventam, dia após dia alguma campanha, desafio ou coisa que o valha afim de aumentar o caixa de suas instituições.

As promessas de enriquecimento rápido e de todos os demais problemas da vida resolvidos, têm levado centenas de milhares de pessoas à estas igrejas, onde são, não raramente, exortados a dar o "seu tudo" para a "obra de Deus", o que seria convertido em uma espécie de investimento à longo prazo que ao vencer traria dividendo na ordem de dez vezes o valor ali aplicado.

Não raramente, nos programas religiosos, em especial aqueles da madrugada, vemos pastores exortando seus fiéis a ofertarem até mesmo o dinheiro reservado para o pagamento das contas mensais (água, luz, telefone, plano de saúde, etc), como um "desafio à Deus", prometendo, em seguida, que estes valores aparecerão, como mágica, em dobro em suas contas bancárias daqui a alguns dias.

Isto nos faz chegar a conclusão que a relação de Deus conosco, na visão deste pessoal, é que somos grandes investidores endinheirados e Ele é o grande banqueiro. Devemos encher "Casa de Deus" de dinheiro e, como compensação, Ele fará com que conquistemos fortuna de forma rápida e fácil.

E os testemunhos se avolumam: empregadas domésticas que se tornaram grande empresárias de importação e exportação, garis que viviam na favela e hoje moram em coberturas triplex, gente que não tinha nem mesmo um velocipede e agora tem uma frota de carros.

A dominação evangélica é tão grande, que hoje em dia não se pergunta "qual a sua religião" e sim "qual é a sua igreja", já que o "povo de Deus" acredita que não existe outra forma de vivenciar a fé, exceto a deles.