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quinta-feira, outubro 27, 2011

ESCREVER É PRECISO... OU NÃO?

Faz algum tempo (muito tempo) que não escrevo neste espaço e venho recebendo contatos de alguns leitores reclamando da falta de atualização e sugerindo temas a serem tratados.

Antes de mais nada, quero agradecer o carinho destas pessoas. Que este blog é (era) lido eu não tinha dúvidas, mas que existiam leitores fiéis, que levam em consideração minha opinião, sinceramente, foi uma grande e bem vinda surpresa.

Na sequência, tentarei explicar o motivo de não estar mais escrevendo aqui.

Acontece que o tal "Movimento Umbandista", há muito, em minha opinião, perdeu a razão de ser. Para se falar em "movimento" precisamos avançar (ou regredir) mas nunca, jamais, ficar no mesmo lugar. E o que vem acontecendo é que está tudo no mesmo lugar, sem novidades, sem dinamismo, sem mudanças.

Um rápido passeio pelas redes sociais e listas de discussões (sim, elas ainda existem) comprovam isto: Saraceni para lá, Rivas Neto para cá, FTU acolá, Colégio de Umbanda mais à frente, as mesmas picuinhas, os mesmos duelos, as mesmas falácias, enfim, o mesmo papo furado de sempre.

O que tem variado e, confesso, causado imensa surpresa, é a debandada de nomes de peso, gente "grande", de determinados terreiros, "ordens" e afins. Quando aqueles que são considerados "braços direitos" de alguém pulam do barco é sinal de que os porões estão inundados e o desastre é certo.

Tenho sentido falta, por exemplo, das manifestações calorosas de Mestre Aramaty e de seus bordões "ponto para a Umbanda" e "Mestre Arapiaga vive pela Umbanda e não dela". Em uma visita ao site da FTU, senti falta do nome do Mestre Araobatan como diretor daquela instituição de ensino. Há muito não ouço falar de Mestre Babajinan.

O problema de espaços vazios é que são preenchidos, em geral, por algo pior do que ali estava anteriormente. E esta regra, no caso, está sendo seguida à risca.

Mas sigamos em frente... meu próximo artigo será sobre o início da vida mediúnica. Falemos um pouco de doutrina para variar.

quinta-feira, setembro 01, 2011

SARACENI NA HEBE: O TELESPECTADOR UMBANDISTA


da série: "Uma imagem vale mais do que mil palavras"

terça-feira, agosto 30, 2011

RUBENS SARACENI : GRACINHA...


O escritor/umbandista/mago/açougueiro Rubens Saraceni está subindo na escala social das subcelebridades religiosas brasileiras. 

Depois de ser capa da revista IstoÉ (falando de tudo, menos de Umbanda), Saraceni participará do programa "Hebe" (terças, 22 horas, RedeTv), sentando no tal sofá "mais famoso do Brasil" junto com Hebe Camargo, a "primeira dama da TV brasileira".

Não sei ao certo sobre o que o "mago da luz" irá falar no programa, mas a temática, pelo que apuramos, será "Fé: Hábitos e Costumes", contando com a presença de representantes de outras religiões, como católicos, islâmicos e evangélicos.

Informações não confirmadas, dizem que em resposta a isto Rivas Neto tenta ser convidado para o programa de Ana Maria Braga para ensinar uma receita maravilhosa de galinha preta ao molho de cachaça.

Quem viver, verá.

quarta-feira, agosto 03, 2011

ASSUNTO VELHO EM CAPA NOVA


O mundo umbandista está tão estranho que há tempos estou afastado de tudo que diz respeito à ele, no que pese ainda ser assinante de algumas listas e correr o olho em algumas comunidades, sites e blogs por ai.

Não que falte assunto para ser comentado, mas o que vem (ou continua?!?) acontecendo no chamado "movimento umbandista" é, como dizem no jargão jornalístico, "notícia velha": a eterna luta entre Saraceni e Rivas Neto, a propaganda institucional massiva da FTU, o culto à pessoa do Arapiaga, livros sem pé e nem cabeça do Robson Pinheiro (adotados por muitos "umbandistas") e  vamos ladeira abaixo. 

No entanto, no que pese o assunto não ser novidade, hoje pela manhã recebi um link que direciona para o "Portal de Defesa da Umbanda" (http://www.pdu.com.br/faca.htmlde responsabilidade do pessoal do Rubens Saraceni. 

O texto chamado "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço" mostra algumas das muitas contradições entre o que está nas obras de Rivas Neto (aquelas "portentosas" escritas pelo Sr. Caboclo Sete Espadas) e o que vem sendo praticado por ele já faz alguns anos.

Este articulista já "cantou esta pedra" há anos, apontando tais contradições em vários textos neste blog e no extinto site a Fraternidade de Umbanda Esotérica Vozes de Aruanda. Por muito tempo também questionei sobre isto nas listas de discussão, redes sociais e onde mais pudesse mas as respostas nunca chegaram e, por muitas vezes, as perguntas também não (meus emails eram moderados ou simplesmente eu era expulso da lista).

A política do "tudo junto e misturado" que Rivas Neto vem levando adiante já faz alguns anos, usando como capa "diversidade" e "convivência pacífica" nada mais é do que um engodo, uma forma de atrair público para as dependências da OICD e, obviamente, da FTU. 

É claro que quem está à frente de uma instituição de ensino superior e que pretende formar teólogo em uma religião tão diversa, não poderia se ater a conceitos de uma só doutrina sob pena de perder alunos e frequentadores e, por extensão, receita.

Por outro lado, o site PDU, longe de ser uma ferramente para a "defesa da umbanda" como propagandeia, presta-se somente, e tão somente, como mais uma arma nesta "guerra dos 100 anos" entre "Umbanda Sagrada" e "Umbanda de Síntese". Aliás, diga-se de passagem, o ataque às obras de Rivas Neto nada mais é (não que ele esteja errado no que coloca) do que revanchismo do Saraceni por conta da campanha que o pessoal da OICD fez contra o "Livro das Energias" que, máxima vênia, é o maior mico literário que já se teve notícias no meio.

Os polos antagônicos, longe de estar realmente preocupados com os interesses da religião, mantêm esta "queda de braço" (extensiva aos seus "ogãs" e "alabês") por motivos menos nobres e espirituais do que propagandeiam: Ruben Saraceni vive da venda de livros, cursos, workshops, enquanto Rivas Neto precisa de alunos para sua faculdade, discípulos e clientes para o seu terreiro (ele mesmo afirmou no "Pronunciamento de Magia Oracular" que vive "para a Umbanda, pela Umbanda e da Umbanda...").

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

A LUTA CONTINUA COMPANHEIROS...

O tal Movimento Umbandista é como novela da Globo: sempre as mesmas coisas previsíveis, sem nenhuma novidade.

Hoje chegou ao meu conhecimento uma ação judicial que a ASSOCIAÇÃO UMBANDISTA E ESPIRITUALISTA DO ESTADO DE SÃO PAULO – AUEESP, capitaneada por Rubens Saraceni propôs contra F.Rivas Neto junto à Justiça de São Paulo, por conta do livro "Lições Básicas de Umbanda" onde o mesmo chama a entidade "Zé Pelintra" de "pilantra". Dentre outras coisas, a AUEESP requeria a proibição da veiculação de novos exemplares da citada obra e a substituição dos termos ofensivos que nela constam.

Em sua defesa, Rivas Neto afirmou que a umbanda permite vários tipos de interpretação e várias vertentes distintas, e que cada uma pode formar as próprias opiniões sobre as entidades espirituais. Alegou, ainda, que sua obra possui preceitos de uma das mais influentes correntes do pensamento umbandista e que é professor da religião, além de ser sacerdote há quarenta anos (isto não poderia faltar, aliás fiquei pasmo dele não juntar a sua "árvore genealógica do santé ao processo).

O que mais impressionou, porém, foi a afirmação do "Portentoso Mago da Vila Alexandrina" de que Zé Pelintra seria uma entidade negativa (o que ele, aliás, deixa muito claro no livro).

Mas o tal "pilantra" não "acosta" em Rivas Neto?

Mais de uma vez li o puxa-saco-mor João Carneiro afirmando que nas "mesas de encantaria" que tem lugar na OICD, Arapiaga trabalhava mediunicamente com tal entidade desde criancinha, frise-se.

É estranho um mago tão poderoso, um médium que se diz "hierofante", "demiurgo", "teurgo" e todos os outros "antes" e "urgos" possíveis no meio esotérico trabalhar como uma entidade que ele mesmo afirma ser "negativa".

A minha estranheza vem do fato que Rivas Neto (assim como seus diletos discípulos) sempre falam da tal "Lei de Afinidade" onde semelhante atrai semelhante, onde cada um tem o "mestre que merece" e tudo mais.

Então, por analogia, devo acreditar que aquele que recebe uma entidade negativa, "pilantra mesmo", como o famigerado "Zé Pelintra" é afim à esta negatividade e muito em comum tem com ele?

Bem, cada um tire suas conclusões. Eu já tenho as minhas e acho bem apropriada a parceria "Rivas Neto e Zé Pelintra".

No entanto, a cerne deste texto não é sobre tais questões e sim apenas para pontuar (e reiterar) como os conceitos deste pessoal mudam conforme as suas necessidades e interesses.

Publicamente, para agradar aos seus aliados, Rivas Neto e os seus cantam loas ao tal "Zé Pelintra", inclusive dizendo que o mesmo acosta no "Pai Rivas" desde que ele era criancinha. No entanto, quando houve necessidade de se defender junto ao Poder Judiciário, Arapiaga confirma que a tal é negativa.

Comentários? Melhor não.

Para encerrar, quero reiterar uma conselho que dei anteriormente à Rubens Saraceni: faça como eu, só processe alguém quando tiver certeza de que vai vencer. Já está ficando feio perder todas para o povo da OICD.

segunda-feira, outubro 19, 2009

MAIS FALÁCIAS DO REINO DO UMBANTIMBÓ

Saindo rapidamente do meu ostracismo, mesmo porque não estou, realmente, muito afim de ficar perdendo meu tempo com o "movimento umbandista".

O Sr. Yabauara (Luiz Carneiro), escreveu em seu feudo, chamado "Lista Apometria e Umbanda":

Olhando especificamente para a Escola Esotérica e Iniciática, a qual Pai Rivas é seu legítimo condutor por ordens diretas de Pai Guiné e Mestre Yapacany (Pai Matta), observamos como alguns pseudo-seguidores dessa Escola têm insistentemente de forma direta ou indireta evocado para si próprios a pecha de responsáveis pela continuidade da Raiz de Guiné, como se ela estivesse perdida ou abandonada. Ao contrário do que esses incautos afirmam, a Escola Esotérica/Iniciática está ativa, em plena vida, revista e revigorada na Escola de Síntese fundada por Mestre Arhapiagha(Pai Rivas). Para fundamentar o exposto, Pai Rivas apresentou diversos documentos e textos escritos com a própria letra do Pai Matta confirmando o seu nome iniciático, as entidades que atuam na sua faixa vibratória e – anos depois – o documento que dá plenos poderes ao Mestre Arhapiagha no âmbito teórico e prático para representá-lo em nível nacional e internacional. O vídeo apresenta os documentos de forma clara e objetiva. Basta assistir e conferir.

Infelizmente, o teatro do pronunciamento não prova aboslutamente nada, já que ninguém pode garantir que aqueles documentos realmente foram assinados por Pai da Matta. Quanto ao carimbo de firma reconhecida que podemos ver em tais documentos, em especial aqueles publicados em muitos livros de Rivas Neto, sugiro ao curiosos e buscadores da verdade que façam como eu: vá ao cartório ali indicado e peça para ver o cartão de assinatura de "Woodrow Wilson da Matta e Silva". Depois disto, tire suas próprias conclusões.

É por demais fácil ficar creditando coisas à pessoas mortas, já que elas não podem desmentir ninguém.

O que eu não entendo neste papo todo é o motivo que Rivas Neto tem para não colocar na internet o famoso vídeo da transmissão do Comando Vibratório da Raiz de Guiné, aquele que ninguém nunca viu. Sinceramente, no dia em que eu colocar os olhos nesta filmagem e ouvir, nitidamente, da boca do Velho Matta, a transmissão de Comando, serei o maior divulgador das idéias de Rivas Neto, fã de carteirinha mesmo e chamarei todos os antigos Mestres da Raíz de metirosos, já que ouvi de mais de um que esta tramissão nunca existiu.

Além disto, como já expus fartamente neste espaço, o próprio Pai da Matta diz que o Astral não o autorizou a deixar sucessores. Isto está escrito em uma das obras dele. Se alguém estiver interessado, basta procurar aqui no blog a referência.

Por fim, exceto Rivas Neto, não conheço nenhum outro que se arvora sucessor e responsável pela continuidade da Raiz de Guiné, mesmo porque, com todo o estado de coisas em que se transformou o "movimento umbandista", com todo este comércio, mentiras, falsidades de "líderes" e outros por ai, estou querendo é distância desta podridão toda, em especial a tudo que diz respeito à Rivas Neto e os seus.

Os Mestres da Raíz de Guiné, aqueles que foram coroados por Matta e Silva, se acovardaram após a morte de Mestre Yapacani, deixando a coisa ao "Deus dará", o que resultou em tudo isto que vemos hoje em dia.

Enfim, "movimento umbandista" e "rótulos" não são mais minha praia e nem meus problemas. Preferi ficar com a Umbanda.

No mais: PUTZ!!!, Rubens Saraceni, perdeu mais uma para o Rivas Neto na Justiça? Cara, aprenda comigo: só demande, seja na justiça criminal ou cível, quando tiver absoluta certeza de vencer e chutar alguns rabos, fora isto, não se aventure.

Até qualquer outra hora.

domingo, maio 17, 2009

A POSE DO GORILA, O JARDIM JAPONÊS E A UMBANDA

Levantei cedo, acordei as crianças e começamos os preparativos para um dia no zoológico. Passar os fins de semana com meu filho e sobrinho sempre é sinônimo de dormir tarde e acordar bem cedo, normalmente logo após o nascer do sol. Ambos estudam no turno diurno e já se acostumaram a "levantar com as galinhas", como dizia minha finada avó.

Chegamos cedo ao zoológico, com certeza os primeiros visitantes daquele dia. Nos dirigimos diretamente ao jardim japonês, com seu imenso Torii e um projeto paisagístico exuberante, um dos mais belos do país, conforme o nosso guia fez questão de frisar.

Em nosso grupo uma criança de aproximadamente quatro anos, com a curiosidade própria da idade, insistia em fazer todo tipo de pergunta ao guia e tagalerar sem parar. A cena era perfeita em termos comparativos: a criança tagalerava, o guia ignorava e o demais visitantes se irritavam.

Lembrou-me muito o que temos visto nas listas de discussões, onde "mestres" e "discípulos" tagaleram indefinidamente sobre a "melhor umbanda" ou o "mestre mais especial", entupindo as caixas de entrada dos demais participantes com um bate-boca inútil, onde um aponta os erros e contradições do outro, mas ninguém responde diretamente a nada.

Terminamos a visita ao espaço oriental e seguimos para ver os animais
.

Chegamos ao grande espaço reservado ao gorila "Idi Amin", o único espécime em zoológico da america do sul. Em geral ele é muito arredio e mantêm-se afastado dos olhares dos visitantes, escondido em sua caverna. Neste sábado, porém, ele resolveu ser mais simpático e se deixou observar, inclusive fazendo pose para fotos. Sentia-se especial, até com um certo ar blasé aos visitantes que se acotovelavam frente ao vidro para tirar fotografias do grande primata.

Foi inevitável comparar tal acontecimento com o estado de coisas dentro do movimento umbandista. O que temos de "líderes" fazendo pose na internet, ainda mais com o advento das tais video-conferências não está no gibi. Todos querem trocar uma idéia via webcam com o mestre da Vila Alexandrina e ter seus "15 minutos de fama".

Além disto, "mestres" há muito desaparecidos das listas começam a reaparecer, em uma atitude orquestrada, para atacar Rubens Saraceni e massacrar Alexandre Cumino. A união faz a força: cinco discípulos de Rivas Neto contra apenas um do Saraceni. O mais assombroso é ler Aramaty se dirigindo ao Cumino como "meu prezado irmão". Sem comentários sobre a falsidade e hipocrisia de tal atitude.

Nada muda dentro do movimento umbandista e quando acontece alguma mudança é para pior. É como eu sempre digo: esta conversa de "respeito a diversidade", "tolerância" e "convivência pacífica" por parte de Rivas Neto e os seus não passa de hipocrisia. As atitudes de seus discípulos falam por si.

quinta-feira, maio 14, 2009

NADA DE NOVO

Perdi o sono.

Acordei por volta das quatro horas da manhã e não consegui dormir mais. Foram duas horas e meia há menos de sono, levando em consideração o horário normal para a minha alvorada. Preciso de pelo menos oito horas diárias de descanso para "funcionar" bem.

"Hoje será um dia daqueles", penso olhando para o teto.

Então lembro que meu filho chega hoje, para um fim-de-semana cheio de video-game, zoológico, parque, cinema, teatro. Enfim, terei um final-de-semana cheio de atividades com meu Pequeno Kundun e nosso fiel companheiro de farras, meu sobrinho Henrique.

Afinal de contas, talvez o dia não seja tão duro ou desgastante como imaginei, já que ao chegar em casa, após um dia chato de trabalho, meu filho estará esperando para me dar um longo e carinhoso abraço.

Levanto, vou à cozinha para matar a minha sede. Em geral gosto de tomar água tônica, mas não achei apropriado fazê-lo às quatro da manhã, por isto resisto à tentação e me sirvo de água filtrada, fresquinha, diretamente do filtro de barro, praticamente um ícone familiar. Nada de "super-filtros" ionizados... não... em minha família ainda mantemos algumas tradições, dentre elas o bom e velho filtro de barro e suas velas com carvão ativado.

Ouço, ao longe, o barulho do motor de uma moto para logo depois ouvir o baque seco de algo jogado no meu quintal. Meu jornal chegou. Abro a porta, pego o pacote e retorno à cozinha para coar um café. Obviamente, usando a tradicional técnica do bule, água fervida no fogão e o coador de pano. Nada de cafeteira elétrica.

Sento à mesa e folheio o jornal. Não o lerei agora. O cheiro de café novo toma conta da casa e sinto uma vontade enorme de estar em um sitiozinho ou uma fazenda. Vou à geladeira e me sirvo de um belo pedaço de queijo minas para acompanhar o café recém passado.

De súbito, lembro-me do blog e que não escrevi nada no dia de ontem. Ligo o computador e, como todas as manhãs, descarrego centenas de emails que foram enviados por amigos, inimigos e, principalmente, pelas listas que tratam sobre Umbanda.

Descarto os já tradicionais emails ofensivos e ameaçadores que recebo quase que diariamente, em geral vindos de simpatizantes (ou pelo menos assim se identificam) de um ou outro "líder" umbandista, que teve alguma idéia ou posicionamento seu questionado no blog, o que não agradou aos seus puxa-sacos.

Algum lixo eletrônico, mensagens de amigos e conhecidos, uma nova amizade em uma comunidade de relacionamento qualquer, avisos do sindicato, convites para a posse de alguém, festa em homenagem aos Pretos-Velhos e o eterno bate-boca entre membros de "facções umbandistas" contrárias umas as outras. Em meio a estes últimos, os desagravos, os agradecimentos, depoimentos e a puxação-de-saco de sempre à Rivas Neto e a malhação em cima de Saraceni.

"Nada de novo" - penso, enquanto me sirvo de outro pedaço de queijo e tomo um grande gole de café.

terça-feira, maio 12, 2009

CANSADO...REALMENTE CANSADO

Sabe quando você tem uma péssima noite, que acorda pela manhã sentido-se cansado, com aquela sensação horrível de que tem areia em seus olhos e com o corpo pedindo, insistentemente cama? Você levanta mau humorado, enjoado, sem entender o motivo pelo qual ainda não ganhou sozinho na megasena, para que não precisasse nunca mais trabalhar quando amanhecesse neste estado?

É exatamente assim que me sinto em relação ao movimento umbandista, em especial no que diz respeito a estar enjoado. Ou seria enojado mesmo?

Com certeza, "enojado" traduz melhor o que sinto todas as vezes que abro meus emails e vejo esta briga, que mais parece coisa de moleques de rua e não de homens com mais de cinquenta anos, entre Saraceni e Rivas Neto. Todas as listas que falam de Umbanda, não importando o seu tamanho, sofrem, diariamente, com as infinitas réplicas e tréplicas, em especial vindas da parte do Sr. João Carneiro, relações públicas de todas as siglas inventadas pelo Mestre da Vila Alexandrina.

Como no passado, os membros da OICD tratam as listas como o quintal de suas casas.

Acreditam, realmente, que toda a comunidade umbandista esteja muito interessada nas "notícias alvissareiras", em ler centenas de vezes o nome de Rivas Neto (e suas "proezas") e, pior, o discurso hipócrita e vazio que parte de todos os seus discípulos.

A palavra que mais se lê, depois do nome de Rivas Neto, claro, nos emails desta turma é "ética".

Mas, sinceramente, não vejo ser ético censurar alguns participantes em uma lista de discussão enquanto seus "maninhos" escrevem o que querem, na hora que querem, sem nenhum tipo de moderação, enquanto aqueles que têm opiniões contrárias aos interesses da OICD/FTU são atacados e vilipendiados em suas listas.

Ética, é trazer à público uma questão jurídica já resolvida, que ocorreu há exatos sete anos atrás? Um inquérito policial que resultou apenas em papelada e gasto de dinheiro público e que, no muito, entra como um capítulo BIZARRO desta guerra imbecil travada entre os dois "líderes" umbandistas
.

O mais engraçado, porém, é o Sr. João Luiz Carneiro vir á público dizer que é importante para a comunidade umbandista discutir este assunto, como se esta briga de comadres entre seu mestre e Saraceni, realmente, interessasse a alguém exceto eles próprios. A razão para ressuscitar este assunto é desacreditar Saraceni, atacar a sua pessoa, no que pese a falsidade e hipocrisia de Carneiro em dizer que não discute pessoas.

Aliás, uma coisa marcante no discurso de Carneiro além, é claro, da prolixia, é o uso recorrente de falácias, dentre elas:

Pergunta capciosa: "Você tem alguma coisa contra a Umbanda Esotérica, Cumino?". A pergunta funciona como uma armadilha para quem responde. Qualquer resposta que der a isto será, obviamente, usada contra o argumentador.

Apelo a autoridade: vive a citar nomes de escritores famosos para justificar suas idéias, como se eles tivessem dado a última palavra sobre qualquer assunto.

Ataque pessoal: referindo-se à condição de Cumino como sacerdote e aos cursos que promove de forma jocosa.

Falácia do espantalho: ao ser questionado sobre as claras contradições entre o que escreveu e o que pratica Rivas Neto, Carneiro ignora isto e ataca o ponto mais fraco da argumentação de Cumino, ou seja, a questão dos nomes "Yori" e "Yorimá". É exatamente disto que se trata tal falácia: ataca-se um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor.

Múltiplas perguntas: consiste em confundir o adversário com várias perguntas de modo a que não seja possível uma única resposta, ou levando-o a contradizer-se. É exatamente isto que Carneiro está fazendo há dias com Cumino.

Melhor parar por aqui, porque se continuarmos, com certeza, vamos conseguir enquadrar todo o discurso de João Carneiro, praticamente, em todo o guia das falácias. Aliás, dele e de seus irmãos da OICD/FTU.

O que é certo é que esta guerra idiota entre Rivas e Saraceni já encheu o saco. Poderiamos reviver aqueles antigos duelos com pistolas à dez passos ou combate com florete, não é mesmo? Como um pouco de sorte, nos veríamos livres desta "guerra do cem anos" instituida na Umbanda por este dois
.

domingo, maio 10, 2009

ENÉSIMO ROUND

E segue-se a luta, senhoras e senhores...

Há dez anos assistimos a luta entre Rubens Saraceni e Rivas Neto. Ano a ano alternam na vantagem dentro do combate, alguns períodos de armistício são visíveis, mas o retorno às hostilidades sempre é impactante.

No seu último pronunciamento, como já registramos aqui, Rivas Neto veio como um rolo compressor para cima de Saraceni e seus seguidores, em especial Alexandre Cumino e Jorge Scritori. O mestre da Vila Alexandrina, ressucitou um
inquérito policial aberto em seu desfavor por Saraceni no ano de 2002, onde constaram como testemunhas seus dois discípulos.

Apesar de afirmar várias vezes que não queria fomentar o assunto, que tocava novamente na questão, após tantos anos, para mostrar como é vítima de "perseguição", Rivas Neto, aquele que prega a "paz mundial", determinou que seu discípulo Araobatan disponibilizasse para consulta pública peças do extinto processo policial.

A intenção por detrás disto é, claro, desmoralizar Saraceni e seus discípulos mais próximos. Não há lógica alguma de se colocar novamente em discussão um uma ação penal já extinta, que em nada modifica os rumos do trabalho de um ou de outro. A intenção por detrás disto é única e simplesmente a desmoralização pública à Rubens Saraceni, Alexandre Cumino e Jorge Scritori.

Por outro lado, é estranho ouvirmos de Arapiaga que poderia ter processado os envolvidos na denunciação caluniosa e não o fez por achar isto um deserviço à Umbanda e ao mesmo tempo explorar o episódoio ao seu favor em meio às listas de discussões. Afinal de contas, qual a relevância de um problema pessoal (que vai se estender pelo resto das encarnações destes dois) para a comunidade umbandista? No que isto é construtivo para a Umbanda? Qual a conclusão que Arapiaga, Araobatan, João Carneiro, dentre outros asseclas, querem levar os listeiros à chegar?

Esta atitude de Rivas Neto e os seus só comprova o que venho, diariamente, afirmando neste espaço: "paz mundial", "convivência pacífica", "tolerância irrestrita", são palavras jogadas ao vento sem nenhuma conotação prática da parte da OICD/FTU. Quando pregamos algo e nós mesmos não a praticamos, é um caso clássico de HIPOCRISIA.

Antes de pregar aos quatro cantos do mundo estes conceitos, Arapiaga deveria colocá-los em prática, dar o exemplo. Como pode ele pregar sobre "convivência pacífica", sendo que nunca a teve com Rubens Saraceni? Como falar, hipocritamente, sobre "paz mundial", se mantem uma verdadeira guerra contra seu desafeto?


Perguntas que, como sabemos, jamais terão respostas.

quinta-feira, maio 07, 2009

CARGA EXPLOSIVA

Ontem (05/04/2009) tivemos outro pronunciamento de Rivas Neto, tendo como tema "Magia Oracular". Pelo menos este era o pano de fundo.

Na verdade, assistimos um pouco mais de trinta minutos sobre o tema e mais de uma hora de verdadeira "lavação de roupa suja" entre Arapiaga e Saraceni. Começou com Darwin e terminou em acusações, para dizer o mínimo, sérias, além de insinuações outras por parte do Mestre da OICD contra Saraceni. O que passamos a descrever foi o que ouvimos de Rivas Neto em seu pronunciamento.

Obviamente, não poderia faltar menção ao famigerado "Livro das Energias" e os erros conceituais expostos na obra de Saraceni e o fato deste último ter reconhecido os mesmos e retirado a obra de circulação. Houve menção, igualmente, a um inquérito policial aberto por Saraceni envolvendo Rivas Neto por conta de um site apócrifo que, em tese, atacava a honra do Mago das Velas.

O que aconteceu, porém, foi que Rivas Neto não tinha (ou não se conseguiu provar) nenhuma relação com o tal site difamatório e Saraceni foi obrigado a desistir da ação e ainda pedir desculpas, jogando a culpa em sua advogada. Nisto, sobrou para todo mundo: Rubens Saraceni, Alexandre Cumnino, Rogério Queiroz e Jorge Scritori.

Na sequência, Rivas Neto passa a fazer insinuações em relação à Rubens Saraceni, sempre as interrompendo de forma grave, afirmando que não era de sua ética, de sua postura como sacerdote, alimentar "este tipo de coisa". Que é um homem calmo, ponderado, paciente, praticamente um monge budista (quem não te conhece que te compre, Rivas...).

O reitor da FTU também diz, várias vezes, que tem conversas gravadas (hábito que eu também cultivo desde o início da minha militância pública no meio umbandista) com Saraceni e alguns de seus seguidores que poderiam ser, de certa forma, comprometedores. Obviamente, que estas gravações (se realmente existem) jamais virão à público, visto as consequências legais disto.

O arquivo de vídeo, com a íntegra do tal pronunciamento, ainda não foi disponibilizado no portal da FTU, mas com certeza haverá de ser nos próximos dias e colocaremos o link aqui no blog. Com certeza é um registro que todos os umbandistas devem assistir afim de constarem a quantas anda esta "Umbanda de Todos Nós".

O pronunciamento de ontem é apenas mais um capítulo desta guerra travada entre Saraceni e Rivas Neto por controle, poder e dinheiro dentro do movimento umbandista. Isto começou no início/meados dos anos '90 e, com certeza, não acabará tão cedo.

Apesar de Rivas Neto se colocar na posição de perseguido, de coitado, de magnânimo, não é bem assim. Ambos os lados têm culpa neste estado de coisa, visto que os ataques eram mútuos, em especial usando as listas de discussões. Os discípulos de Rivas Neto, assim como os de Saraceni, viviam (vivem) trocando farpas e acusações mútuas.

De toda forma, uma coisa é certa: se Saraceni ainda deve explicações à coletividade umbandista em relação ao "Livro das Energias", Rivas Neto deve mais ainda sobre os conceitos expostos em suas obras em relação ao Catimbó, Candomblé e outras manifestações religiosas afro-ameríndias-descendentes.

Sim, porque as contradições entre o discurso e a prática, como várias vezes colocamos neste espaço, são gritantes. Coisa que antes eram de "kiumbas", faz algum tempo não são mais.

Aliás, isto me faz lembrar que foi noticiado que a FTU contará com uma editora própria e que relançara a obra literária de Rivas Neto.

Será que coisas como "é pilantra mesmo" em relação à entidade Zé Pilintra, a condenação ao Catimbó/Encantaria, com seus Mestres de Linha, como o que há de "mais nefasto no mundo astral", assim como a postura de que o sacrifício de animais é desnecessário e só serve para alimentar as "hienas do baixo astral" continuarão nas obras de Rivas Neto?

Veremos no frontispício de "Umbanda - A Protosíntese Cósmica" algo do tipo "revista e multilada" e dentro uma "mea culpa" do Mestre da OICD, humildemente, se desculpando pelos conceitos expostos no passado e retificando as palavras do autor espiritual da obra, o Caboclo Sr. Sete Espadas?

Como diz o Sr. João Carneiro: serenamente, aguardemos...

É fato que haverá uma reação de Saraceni através do "Portal de Defesa da Umbanda" (www.pdu.com.br) e a quantidade de "TNT" aumentará consideravelmente. A partir de hoje os discípulos de Rivas e Saraceni travarão homéricas batalhas nas listas, as trocas de acusações, réplica e tréplicas infinitas se sucederão.

Toda esta guerra, no entando, não é somente por causa da Umbanda e nem por conta de cursos, workshops, colégios e faculdades.

É uma questão de EGO.

Como adolescentes, Rivas Neto e Saraceni estão em uma eterna medição do "tamanho do pênis", querendo definir quem é o mais "bem-dotado".

quarta-feira, maio 06, 2009

OUTRAS TROMBETAS SOAM: OS ATALAIAS ESTÃO VIVOS !!!

O texto abaixo é a transcrição literal do e-mail enviado à lista "Apometria e Umbanda" pelo Sacerdote Paulo Machado (com o qual não tenho nenhum parentesco) em resposta as reiteradas provocações disfarçadas de "diálogo" por parte do Sr. João Carneiro e outros elementos da OICD/FTU.

Não há necessidade de escrever mais nada. O magnífico texto falar por si.

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Salve, João e demais listeiros.

A situação se agrava cada vez mais, pois quanto mais vocês escrevem, mais se contradizem e depôem contra si mesmos.

Já repararam que o conteúdo dos e-mail´s de vocês é invariavelmente de teor agressivo, provocativo, onde não tem o menor pudor em julgar a obra alheia, e ainda desdêm da capacidade de julgamento e discernimento de todos os umbandistas e simpatizantes que buscam incrementar seus desenvolvimentos nos cursos oferecidos, tal qual vocês fazem na vossa faculdade.

Vocês não reparam que está óbvio para todos esta tentativa de desacreditar a obra alheia através de um estratagema simplório e imaturo, que o seu grupo tenta realizar através da provocação constante e do jogo de palavras, deixando claro o quanto vocês estão pecando em regras básicas de convívio fraterno, pois que abertamente não respeitam a "Diversidade" e nem tem maturidade emocional para qualquer tipo de "Diálogo" que não seja exatamente naquilo que acreditam.

Para você João, que parece não ter algo mais útil a fazer do que servir de porta-voz do teu líder, te tornaste muito crédulo meu irmão, pois não estás vendo o "papel" que estás te prestando, e nem o que está acontecendo no teu entorno, a partir de tuas próprias ações. Ficaste tão dependente da figura do teu mestre, que não és capaz de escrever uma mensagem sem resaltar o nome do mesmo. Este tipo de "Apologia" é perigosa, pois que em minha experiência como sensitivo detecto um tipo de obsessão, e é claro, uma tremenda carência e insatisfação pessoal.

Pergunto se o seu grupo já se retratou com as religiões alheias e com as linhas espirituais que ofenderam em suas obras básicas? Já tiraram as mesmas de circulação? vocês se julgam conhecedores dos fundamentos da Umbanda, no entanto seus livros básicos se assemalham mais a um compêndio de tratados esotéricos, eivados de símbolos, que importaram de outras religiões, que obedeciam a outros fundamentos, pois se adaptam ao tipo psicológico do agrupamento em evolução; os seus congás refletem a simplicidade da Umbanda, ou ainda tem característica de um templo egípcio?

Nos cursos que ministro a anos uso um esquema para demonstrar a diferença entre os níveis vibratórios positivo, negativo e o "meio" da dimensão humana, para situar meus alunos neste contexto, e, invariavelmente tenho dito que o nosso "meio" físico está se deturpando, e o que era para ser neutro, está assumindo características do "embaixo". Então pergunto a vocês: os seus comportamentos intrigueiros, passionais, tendenciosos, disvirtuadores das afirmações alheias, é digno do grau que insinuam possuir na "luz" do discernimento? vocês se dizem umbandistas mas adotam as mesmas posturas discordantes dos neo-pentecostais de plantão na carne, que "cegos" na sua "obra", não tem o mínimo respeito e consideração com a obra alheia, ferindo postulados básicos do Evangelho legado pelo Divino Mestre, que fala em amor, perdão e fraternidade.

Parem de criticar e distorcer as palavras, pois acabam influenciando outros desavisados, pois em todos estes anos de convívio JAMAIS determinou-se como deveríamos conduzir nossas giras e o desenvolvimento mediúnico dos iniciados, mas sim, fomos amplamente estimulados a desenvolver nossa religiosidade em acordo com as determinações dos nossos mentores em nossas casas espirituais, alicerçados por uma base doutrinária e teológica com fundamento próprio.

Porque é tão difícil para vocês aceitarem que alguém que não seja de seu grupo possa servir de intermediador para a realização de algo tão belo, que é o de reunir em uma obra singular, uma mensagem libertadora e estimuladora das evoluções? Porque se opôem tanto a esta semadura? Se faz bem a tantos, porque tanto negativismo? Como ousam afirmar que os mentores espirituais de seus filhos na carne não estão assistindo e estimulando seus médiuns a buscarem os cursos de formação?

Reflitam meus irmãos pertencentes a este grupo, e aos demais desavisados, que na empolgação emitem comentários sem fundamento, pois que independente de seus conceitos pessoais, a codificação da Umbanda é algo inevitável, que transcende seus entendimentos e interesses egocêntricos.

Se o seu grupo tivesse um mínimo de humildade, discernimento e desprendimento, saberiam realmente que algo grandioso como uma religião tem o seu começo balizado na "Diversidade" sadia, pois como se diz ... uma religião não nasce do nada ..., e, que naturalmente, a vertente que mais atender aos desígneos do nosso Criador, prevalecerá.

E finalmente, meu irmão, retribuo o convite que fizestes aos meus irmãos que se inscrevessem para os debates em sua faculdade, abrindo as portas de meu terreiro em Curitiba, para que venhas aprender um pouco sobre a natureza humana e a necessidade premente da reforma íntima.

PS: Peço desculpas aos moderadores se tenho que divulgar esta mensagem em várias listas, pois desde o passado quando tentava dialogar abertamente com os mesmos, conteúdos mais profundos, todas minhas mensagens eram bloqueadas, como aconteceu recentemente; em resumo, eles só postam o que lhe é conveniente ou que possam usar para seus sombrios interesses.

Salve a Banda de Todos.

Paulo Machado
http://www.estreladaguia.net/

terça-feira, maio 05, 2009

TOLERÂNCIA IRRESTRITA?!?

Este mundo umbandista é realmente muito engraçado.

Todos os dias nossas caixas de e-mails são bombardeadas com "quilos" de propagandas institucionais da Faculdade de Teologia Umbandista e verdadeira apologia ao culto à personalidade de Rivas Neto, seus feitos "extraordinários" para a Umbanda e tudo mais.

O que sempre chamou minha atenção, porém, é o discurso sobre diversidade, convergência, paz mundial, convivência pacífica e, principalmente, a tal TOLERÂNCIA IRRESTRITA. Confesso que quando me deparei com este discurso cheguei, realmente, a acreditar que uma nova era surgia na Umbanda e que Rivas Neto, assim como seus discípulos, abandonariam as velhas táticas de ataques pessoais, desrespeito às convicções alheias, dentre outra coisas que praticaram por anos à fio nas listas de discussões e comunidades virtuais.

Ledo engano da minha parte.

O que ocorreu, na prática, é que os ataques simplesmente tornaram-se velados, obviamente direcionados àqueles que, como eu, não temo o mínimo alinhamento ou simpatia pela idéias do semi-deus da Vila Alexandrina e acreditamos que isto tudo não passa de mera manobra, populismo barato e hipócrita, afim de aumentar sua influência dentro da religião.

A primeira vista, defender "tolerância irrestrita" dentro do meio parece algo digno, louvável, bem vindo, não é mesmo? Pois é. Seria caso realmente isto fosse colocado em prática, mas a verdade é que tal conceito, na visão de Rivas Neto e os seus, comporta exceções, tornando algo que deveria ser "irrestrito" condicionado à certas limitações, em especial no que tange o trabalho dos desafetos declarados do semi-deus da Vila Alexandrina.

O termo "irrestrito", de acordo com o dicionário Houaiss, significa "amplo, ilimitado".

Qualquer criança sabe, portanto, que quando condicionamos algo estamos limitando-o. E o condicionamento que a OICD/FTU impõe à "tolerância irrestrita" é aquilo que Rivas Neto julgar certo ou errado dentro do meio, ou seja, o que devemos respeitar ou não, de forma ampla, é aquilo que o "yamunisiddha", por seus próprios critérios, escondido atrás da chancela da "academia" (que ele mesmo criou e comanda com mãos-de-ferro).

Portanto, se questionamos (e nos posicionarmos contra) a matança de animais, o uso de cartolas, capas, cocares e atabaques em reuniões mediúnicas, somos intolerantes, retrógados, etnocentricos, etc. Se estamos contra as patacoadas vindas da Vila Alexandrina, somo invejosos, "mãos vazias" (este termo sempre me faz rir muito...), incapazes, blá, blá, blá.

Mas, por outro lado, Rivas Neto se posicionar contra a doutrina pregada por Rubens Saraceni, contra os cursos que são ministrados por ele e seus seguidores, dentre outra coisas, é uma questão de "senso crítico" em não tolerar o que é "errado" e "danoso" à religião umbandista.

Aliás, a perseguição doutrinária não pára em Saraceni, visto que o médium Firmino José Leite, que incorpora Pai Joaquim d'Aruanda e quem tem vários vídeos na internet, também é alvo de polêmicas e ataques por parte da turminha da OICD/FTU. O professor Adilson Marques, que fez um trabalho profundo sobre a doutrina do citado médium, foi EXECRADO por discípulos e simpatizantes de Rivas Neto, não faz muito tempo, na famigerada lista "apometria e umbanda".

Perceberam?

Rivas Neto, agora com o apoio da FTU, arvorou-se no "amo e senhor" da Umbanda, definindo, com base na "academia", o que é certo e errado dentro da religião, emitindo pareceres, através dos "dedos" de seus cupinchas, sobre a validade de uma manifestação doutrinária. A "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto, está irrestritamente ligada ao que ele acredita ser correto dentro da religião.

A recente celeuma criada entre discípulos de Rivas Neto e seguidores de Rubens Saraceni nas listas de discussões, claramente, comprova isto. A cerne da questão são os cursos que são ministrados por Saraceni e muitos dos seus discípulos, que a turminha da Vila Alexandrina acusa de formar "pais e mães espirituais" em massa o que, até onde sei, não é verdade.

Quando tinha assuntos à tratar em São Carlos/SP, estive em contato com pessoas ligadas à Rubens Saraceni e fui convidado a assistir a um destes cursos e posso atestar que não há, pelo menos naquele no qual eu estive, intenção de formação de sacerdotes, no que pese, por óbvio, não ser segredo a formatura de "magos" da "magia" disto ou daquilo por eles. O que vi foi um curso de teologia (claro, dentro dos padrões teológicos da "Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni) e, verdade seja dita, não vi o palestrante incorporado por nenhuma entidade, como acusam os "oicidianos".

Antes que digam que estou de conluio com Saraceni e os seus contra os "iluminados da Vila Alexandrina", quero deixar patente que não tenho NENHUM CONTATO com ele ou seus discípulos. A minha opinião sobre a doutrina pregada por eles continua a mesma, mas devo atestar o que presenciei.

De toda forma, as vezes que estive em Casas de Umbanda que seguem a "Umbanda Sagrada" de Saraceni, sempre fui muito bem recebido em especial quando tinham a informação de que nenhuma relação tenho com a OICD, apesar de praticante da assim chamada "Umbanda Esotérica
".

Enfim, a "tolerância irrestrita" pregada por Rivas Neto é um embuste, assim como todos os demais conceitos aos quais, verdadeiro "spam", somos submetidos diuturnamente. Condicionar algo irrestrito não faz, absolutamente, sentido algum.

sexta-feira, maio 01, 2009

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA

Gostaria de fazer algumas considerações sobre o email divulgado pelo Sr. João Luiz Carneiro, relações públicas da FTU/OICD/CONUB/CONSUB, etc, etc, etc, já que por temerem minhas colocações e manifestações, fui expulso da lista "apometria e umbanda" cuja a moderação e propriedade é do citado cidadão.

Cabe o registro que aquela lista é sempre usada com fins de ataques à minha pessoa, de forma velada, covarde, pusilânime, já que falta-lhes coragem para manter-me no espaço afim que eu possa exercer minha defesa.

Então, os esperneios em relação aos meus textos (que incomodam muito a turminha da Vila Alexandrina) se sucedem naquela lista, em especial da parte de Mestre Obashanan que, caso continue tão estressado com as coisas que escrevo, terá um infarto.

Como sempre, não reproduzirei aqui todo o e-mail ("Escolas, Seitas e Cursos - Entendendo conceitos diferentes II"), somente as partes que merecem algum comentário sem, é claro, fazer com o texto fique fora do contexto. Responderei entrelinhas. Diz o texto:

(...)

"Mas poderiam perguntar: Onde fica a tolerância, o respeito pela diversidade e a convivência pacífica, idéias que foram tantas e tantas vezes fortalecida por todos nós? Lembramos que respeitar as diferenças é diametralmente oposto de aceitar o erro. O primeiro é um ato inteligente e espiritualizado de se bem viver, o segundo é desvio de caráter."

A pergunta que eu faço é a seguinte: quem determina o que é certo ou errado neste contexto?

Aliás, faz muito tempo que venho perguntando quem será o juiz para julgar o que é correto ou não dentro de uma religião como a Umbanda.

"Essa alienação muitas vezes é traduzida em atitudes de indivíduos que passam a viver em função de críticas insipientes e incipientes àqueles que labutam décadas na seara umbandista. “Cegos guia de cegos”, não percebem que ao agirem desta forma estão fortalecendo os que trabalham pela e para a Umbanda, pois dão exemplo do que não é ser umbandista. "

Ora, ora... se minhas críticas fortalecem vocês, por qual motivo se incomodam tanto? Porque dar tanto chilique e me atacar veladamente? Que as minhas críticas continuem, portanto, fortalecendo vocês, que vivem em uma contradição que jamais vieram à público explicar, que é o fato de seu mestre praticar "hoje" tudo que "ontem" dizia ser coisa de kiumbas.

Gostaria muito que respondessem o que levou o Sr. Sete Espadas, autor espiritual de "A Proto-Síntese Cósmica", escrever que o Catimbó/Encantaria era o que havia de mais nefasto no mundo astral e hoje dividir a "cabeça" de seu filho com um "encantado".

Seria bom também que explicassem o que mudou desde o lançamento desta obra, onde Caboclo afirma ser coisas de kiumbas o sacrifício de animais, até o dia em se matou "dezenas de animais diversos" para o rito de "exu" na OICD.

E, finalmente, a entidade Zé Pilintra, que Rivas Neto chama de "pilantra" em uma de suas obras, recebeu um indulto? Deixou de ser "pilantra mesmo" e tem até o privilégio de "acostar" no Mestre Arapiaga?

Perguntas, como sempre, sem respostas.

"Se estes cursos em questão são meios corretos de formação umbandista, surgem dois problemas. Primeiro que só teriam acesso à Umbanda aqueles que pudessem pagar, afinal os cursos custam $$$. Segundo que afastaria o umbandista dos guias espirituais, pois deixaria de aprender diretamente com Eles nos processos de incorporação em troca de apostilas padronizadas aplicadas em cursos."

Hipocrisia pura.

Na OICD não é cobrada "salva" para as iniciações?

Com certeza é, visto que enquanto ainda tinha contato telefônico com Rivas Neto o mesmo disse que havia "salva" dentro da OICD para as iniciações e que não fazia trabalhos de magia nem para a própria mãe sem cobrar. (tenho as gravações destas conversas, caso precise provar em juizo isto)

Por outro lado, em um de seus pronunciamentos, Rivas Neto afirma, in verbis:

"Eu vivo pela Umbanda, para a Umbanda e... da Umbanda, por que não?".

O Mestre do sujeito afirma, em rede mundial, que "vive da Umbanda" e ele ainda tem a pachorra de criticar alguém que faça a mesma coisa. A afirmação está no "Manifesto de Magia Oracular".

Então, se nem todo mundo tem acesso aos cursos por conta do pagamento, isto deve servir em relação a seja lá o que Rivas Neto faz para viver da Umbanda, como afirmou no tal manifesto. Sim, porque se ele vive "também" da Umbanda deve cobrar por algum trabalho que faça por lá
.

Percebeu, caro leitor, como o pessoal da OICD senta em seu rabo para falar do alheio?

Isto é o famoso "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Qualquer palhaçada, conceito exdrúxulo ou postura absurda que vier de Rivas Neto será imediatamente ratificada pela OICD/FTU/CONSUB/CONUB e o resto das mariposas que ficam orbitando ao redor do "hierofante" da Vila Alexandrina.

Quem dera existisse uma realidade paralela, como na ficção científica, para vermos como seria a reação das pessoas hoje à frente da FTU se tal instituição tivesse sido idealizada por Rubens Saraceni ou qualquer pessoas que não Rivas Neto. Os discursos do Sr. João Carneiro, do Mestre Obashanan e de todos os outros seguidores do "Pai Rivas" seriam, com certeza, contrários à iniciativa.

Para finalizar, um outro detalhe importante nesta verborragia do Sr. João Carneiro, e nos chiliques de Mestre Obashanan, é o fato de sempre "ressuscitarem" o caso da publicação do "Livro das Energias" que contem erros científicos graves. Vivem malhando, mas nenhum deles teve a dignidade de explicar as contradições entre "discurso" e "prática" de Rivas Neto em suas próprias obras.

Pelo contrário, o Mestre Araobatan,
neste vídeo, vem jogar na cara do Sr. Rodrigo Queiroz que haviam inúmeras contradições entre o que Saraceni pratica e escreveu. Se isto não for HIPOCRISIA, meus caros, não sei mais o que neste mundo pode ser taxado assim.

quinta-feira, abril 30, 2009

MAGOS, CURSOS E TÍTULOS

Existe uma tentativa insistente por parte de pessoas ligadas à Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino, em desmerecer os cursos ministrados por Rubens Saraceni. Neste rastro, insistem também na tal "origem" deste ou daquele umbandista, assim como a legitimidade de uma pessoa usar alguns títulos.

Pois bem.

Devo começar afirmando que a Umbanda não é o mundo mágico de "O Senhor dos Anéis" ou de de "Harry Potter", assim como a OICD não é a "Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts" e Rivas Neto não é "Gandalf, o Branco".

Em seguida devo salientar que MAGIA, conforme vemos em filmes e obras de ficção, também não existe, exceto que que o prezado leitor já tenho presenciado bolas de energia sendo arremessadas, vôos em vassouras mágicas, levitações espontâneas, transmutações ou alguém que desaparece no ponto "A", em meio a uma nuvem de fumaça, e reaparece no ponto "B".

A magia verdadeira não é um recurso ordinário, abundantemente disponível, como alguns charlatães, que dizem em suas obras coisas absurdas sobre como seu "exu" fincou um punhal de aço em uma superfície de concreto, por exemplo, querem fazer crer. Aquela cachaça que supostamente se transformou em vinho, igualmente, foi mera troca da garrafa de aguardente por outra semelhante previamente cheia com a outra bebida. Portanto, não se engane com tais "prodígios", que tudo é uma IMENSA FARSA.

Nenhuma movimentação magística irá funcionar contra ou a favor de alguém, exceto que esta pessoa tenha méritos para conquistar o que deseja ou deméritos para ser impactada por aquilo. Podemos resumir isto em "QUEM DEVE PAGA, QUEM MERECE RECEBE".

Posso dizer, por experiência própria, que se magia fosse algo tão ordinário como querem fazer acreditar alguns "poderosos", eu já estaria morto faz tempo, já que sempre me chegam notícias, de fontes fidedignas, que meu nome é "figurinha" fácil nos "ebós" de uns e outros por ai.

Mas estou desviando do assunto.

A cerne principal deste artigo pode se resumir no seguinte: TÍTULOS E CURSOS NÃO DIZEM ABSOLUTAMENTE NADA PARA A CORRENTE ASTRAL DE UMBANDA.

Se frequenta os cursos do Saraceni, ou a faculdade do Rivas Neto, e acredita que o caminho que escolheu o fará chegar onde deseja, então está tudo certo. O "mago" dos cursos livres do primeiro não perde em nada para o "bacharel" em teologia do segundo.

E sabe por quê?

Porque o título e o diploma que você tem não valem nem como papel higiênico no astral. Você não será mais ou menos médium/sacerdote porque fez um curso no Colégio de Umbanda Sagrada ou se bacharelou na FTU. Nenhuma das duas instituições estão preparando ninguém para o "mercado de trabalho", exceto que haja uma demanda monstruosa para o cargo de "teólogo umbandista" que não seja do meu conhecimento.

Então, caro leitor, se você usa o título de "mestre", "mago", "feiticeiro", "hierofante", "yamunisiddha", "alabê", "babalorixá", "babalawô", "papa", "dalai lama", "pastor", "bispo" ou "cristo" (como é o caso do tal Inri Cristo) isto não muda, em nada, a sua condição de criatura falível, em eterno aprendizado, seja religioso, social ou espiritual.

Outra fanfarrice é ficar por ai dizendo que "pais e mães espirituais" de "fato e de direito" são aqueles que têm casa aberta ao público.

Se realmente é assim, Ivan Horácio Costa (Mestre Itaoman), Agenor Miranda (uma dos mais respeitados aluwôs que viveu neste país), para ficar apenas em dois exemplos mais conhecidos, não são ninguém já que nunca tiveram terreiro aberto.

O que vem acontecendo, sutilmente, é que a OICD/FTU tem criado padrões inclusivos e exclusivos para reconhecer (ou não) alguém como umbandista de "fato e de direito", contrariando os conceitos de "diversidade", "convergência" e "tolerância irrestrita" que, hipocritamente, prega. Aliás, o "sobrenome" destas instituições e de seu criador deveria ser "contradição".

Em verdade, a OICD/FTU quer ditar o que é certo ou errado dentro do movimento umbandista, alicerçada na falácia do "apelo à autoridade" por controlar uma instituição de ensino superior. Como já afirmei várias vezes neste espaço, não há distinção alguma entre a OICD, FTU, CONUB, CONSUB, já que todas estas instituições são ligadas de forma DIRETA à Rivas Neto.

É muito simples convergirmos à quem nos é simpático e nos apoia.

Mais simples ainda é defender uma diversidade dentro daquilo que achamos correto. Tolerarmos "irrestritamente" aos nossos amigos, colaboradores e familiares é muito fácil, mas onde estão todos estes conceitos em relação à Rubens Saraceni por parte da OICD/FTU? Que raios de "tolerância irrestrita" é esta?

A hipocrisa campeia e, ao que parece, a maioria não enxerga isto ou finge que não. Mas continuo escrevendo, na esperança que alguém um dia leia e entenda.

quinta-feira, março 26, 2009

RAPIDINHAS

Em recente e-mail na lista "Apometria e Umbanda", temos a seguinte pérola por parte do João Carneiro: Também vale lembrar que a Escola iniciada por Mestre Yapacany e atualmente conduzida por Mestre Arhapiagha (Pai Rivas) vaticina que Oxum e Oyá(Yansã) são nomes de dois Orixás também. Só não explicou como alguém pode estar conduzindo algo que renegou publicamente, não segue os preceitos, a doutrina e a prática, como é o caso de Rivas Neto em relação à Umbanda Esotérica.

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Ainda dentro da lista "Apometria e Umbanda", João Carneiro, seu proprietário e moderador, exclui um participante por ele enviar um e-mail falando sobre um falcatrua qualquer em Diadema, sem citar nomes, sob a alegação de que a lista não se presta a discutir pessoas. O moderador anuncia que todas os participantes estariam automaticamente moderados. Pari passu, entra mensagem de um dos muitos puxa-sacos de Rivas Neto, informando que Rubens Saraceni havia atacado a FTU em seu programa na Rádio Mundial. Imediatamente, um email "detonando" Rubens Saraceni, da parte de Silvio Garcez (Aramaty), presidente do CONUB, "surgiu" na lista. A explicação para tal "exceção" foi que o sistema do Yahoo demora para implementar as mudanças feitas pela moderação. O que causa estranheza é que o sistema só falhou para liberar mensagem de um membro da OICD.

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Marcelos Bastos, Ogã Babaotum do Kwê Axé Vodun Odé Kileuy, Ogã de Oxósse e filho (Omó Orixá) do Babalorixá Odé Kileuy (George Maurício), nos informa sobre o lançamento do livro "O Candomblé bem explicado" na Livraria Academia do Saber, na Avenida Passos, 25 – Centro da Cidade do Rio de Janeiro, às 18:30h. Clique para ver o convite.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

CANONIZAÇÃO E SINCRETISMO


da série: "Uma imagem vale mais do que mil palavras")

terça-feira, fevereiro 10, 2009

EU GOSTO É DE COERÊNCIA

Ontem, a FTU transmitiu através do seu site, ao vivo, o "Manifesto da Conferência de Magia Oracular", onde Rivas Neto (Pai Rivas - Arapiaga) fez longa exposição sobre tal evento, com ares cinematográficos para variar.

Devo dizer que não assisti a transmissão, visto que tinha outros compromissos no horário e quando fui à página da FTU a mesma já havia se encerrado. Certamente o arquivo será disponibilizado futuramente, assim como acontece com as video-aulas ministradas por Rivas Neto.

Não posso comentar sobre tal evento, mas tenho elementos para fazê-lo em relação a manifestação do diretor de relações públicas do CONUB e discípulo de Arapiaga, João Luiz de A. Carneiro. É impressionante a propaganda, verdadeiro culto à personalidade de Rivas Neto, em todo e qualquer texto deste cidadão.

Em seu longo email intitulado "Manifesto da Conferência de Magia Oracular produz reflexões profundas sobre a Diversidade", João Carneiro dá uma verdadeira aula de puxa-saquismo.

Logo no segundo parágrafo, escreve:

"Antes de discutir alguns conceitos interessantíssimos da transmissão, não poderíamos deixar de registrar em primeiro lugar a escolha do local. Passar o manifesto próximo de plantas que são expressões dos Orixás, imagem de um Caboclo e de santos católicos que representam o nosso sincretismo foi um sinal de bom gosto e afinidade com a diversidade. Ao mesmo tempo, assistimos Pai Rivas expressar suas idéias com clareza e objetividade. Mais uma vez presenciamos como o sacerdote umbandista possui simplicidade e facilidade para se comunicar com o povo, característica esta forjada em décadas dentro do terreiro."

Esquece a cerne principal do tal manifesto e, para variar, preocupa-se em enaltecer a figura de Rivas Neto. Faltou escrever algo como "meu pai-de-santo é o cara!!!".

Isto, aliás, me lembra a última vez que estive na OICD, isto lá pelos idos de 2001/2002, quando no início da reunião, Babajinan comenta sobre algo interessante que o "Exu" Capa-Preta, que trabalha com Rivas Neto, disse e emenda: "aliás, tudo que o Sr. Capa Preta diz é interessante".

Diga-se de passagem, João Carneiro é famoso nas listas de discussões por escrever como se o estivesse fazendo para uma banca examinadora universitária. É verborrágico, de uma garrulice (hábito de muito falar, de tagarelar) ímpar, com o intuito de impressionar e demonstrar cultura frente à comunidade.

Algumas partes do seu e-mail, no entanto, chamam a atenção.

A primeira diz respeito à tal diversidade e as críticas a idéias no meio umbandista. Vejamos:

"Logo em seguida, Pai Rivas faz um questionamento que certamente foi a de vários internautas. Então não podemos criticar nenhuma idéia? A resposta foi profunda, mas sem perder a simplicidade de um pai de santo. Para Pai Rivas, e concordamos com ele, criticamos as idéias que prejudiquem o movimento umbandista."

Parece muito profundo, lógico, sensato, não é mesmo?

A questão é saber QUEM define o que é ou não prejudicial ao movimento umbandista, qual seria o norte a nos guiar afim de tomarmos posições contrárias à idéias e iniciativas dentro da religião. Obviamente, nada que vier de Rivas Neto pode ser criticado, visto que na visão dele, tudo que faz é divino, tem um certo "toque de midas" e, portanto, acima está de qualquer crítica.

Por outro lado, como vemos a seguir, tudo que Rubens Saraceni faz se enquadra, na visão de Rivas Neto, no campo de "prejudicial" à Umbanda. Senão, vejamos:

(...)

".. a seita poderia ser exemplificada, como foi dito no Manifesto, criar Orixás diferentes a partir de qualidades de um mesmo Orixá. Isto certamente confrontaria a nossa história, a nossa Tradição."

Ele se refere a "Yansã Egunitá" revelada por Rubens Saraceni como um Orixá "oculto", que não seria uma "qualidade" de Yansã/Oyá como é de conhecimento corrente dentro do Candomblé. Assim desmerece o trabalho do Saraceni, além de taxar a sua Escola Umbandista como "seita". E vem falar sobre etnocentrismo, misoneismo, milenarismo?

Isto sem falar que defende que aqueles que "vivem a diversidade, não podem criticar outras Escolas". Ao contrário, "o conceito de Escolas é profundo e nos remete ao respeito incondicional à forma como cada Escola compreende e vivencia o Sagrado."

O "respeito profundo", pelo jeito, não se aplica à "Umbanda Sagrada" de Rubens Saraceni.

Ou seja: novamente o discurso da OICD/FTU se distancia da prática. Se a proposta é ser plural e incentivar a diversidade, então devem aceitar desde as famigeradas matanças, passando pelas fantasias carnavalescas e, inclusive, o tal Orixá criado pelo Sarraceni
.

Diversidade e tolerância, no meu entender, é como caridade: não se faz ou se tem pelas metades.

Se aqueles que não admitem matanças, balangandãs e cocares com penas de meio metro, como aquele usado por Rivas Neto quando "incorporado" pelo "caboclo", são taxados de "sectaristas", então o são também os que criticam a doutrina de Saraceni. o que inclui o pessoal da OICD/FTU.

Em verdade, como venho há tempos escrevendo, este papo de "pluralidade, diversidade, convergência, convivência pacífica" pregado pela OICD/FTU é uma forma de dominação da religião. O que se pretende, inclusive com esta exaustiva, descarada e piegas propaganda da personalidade de Rivas Neto é colocá-lo como o grande reformador e unificador da religião.

É muito estranho que alguém que insiste em mostrar desapego à cargos (claro, já que por trás quem manda é ele mesmo) e que demonstre uma humildade ímpar ao negar-se a fazer parte de um projeto sobre os "decanos da Umbanda", tenha um culto à personalidade tão forte entre seus discípulos, que espalham isto publicamente de forma descarada.

O João Carneiro fala muito sobre "seitas", mas esquece que uma das características mais marcantes nelas é o culto à personalidade do seu líder, como é o caso da OICD.

Rivas Neto é tido como uma espécie de avatar, um semi-deus (dai o título pomposo de "Yamunisiddha"), sendo que seus discípulos, como podemos ver neste vídeo, se ajoelham e beijam suas mãos quando vão pedir a benção.

Eu fico aqui imaginando se estas pessoas fazem o mesmo com seus pais carnais, aqueles que lhes deram a vida e os criaram. Com certeza que não.

O mais ridículo nesta situação, que chega às raias de duvidarem da inteligência da comunidade umbandista, são os "convites públicos" trocados pelo CONSUB/CONUB/OICD/FTU, como se não fossem entidades "sombras" uma das outras.

Em um primeiro momento vem Silvio Garcez (Aramaty - presidente do CONUB) e convida a FTU para algum evento. Logo depois, João Carneiro, como "umbandista" exalta e parabeniza a iniciativa, para em seguida, assinando como "diretor de relações públicas" daquela instituição reiterar o convite e mais tarde informar que foi aceito pela faculdade.

Logo depois vem todo o séquito de puxa-sacos (mestres, discípulos e simpatizantes de Rivas Neto) aplaudindo a "união" entre as instituições.

Isto tudo é um jogo... mas, ao que parece, ninguém percebe os dados rolando.

sábado, fevereiro 07, 2009

A AGONIA DO SOUESP

O SOUESP (Superior Orgão de Umbanda do Estado de São Paulo) deve estar olhando saudoso para o passado, pois já foi o orgão federativo umbandista mais influente e poderoso do país.

Nascido no 2º Congresso de Umbanda, em 1961, hoje agoniza administrativa e financeiramente, verificando uma tremenda evasão de seus quadros.


Distantes estão os tempos de glória, como aqueles que vivenciou sob a tutela do General Nelson Braga Moreira (primeiro presidente da Casa), Jamil Rachid, João Batista Menezes Ladessa.

Hoje tendo à frente o simpático Milton Aguirre e como vice-presidente o advogado Antônio Basílio Filho, conhecido no meio umbandista como "Dr. Basílio", o SUOESP dá sinais claros de cansaço.

Obviamente que não estou chamando a atual diretoria de incompetente, longe disto. Afinal de contas, no Estado de São Paulo e, por que não dizer, no Brasil, temos um federação, associação, ou seja lá o nome que se dê para os orgãos pretensamente "federativos" dentro da Umbanda, em cada esquina.

O que vem acarretando a decadência do SOUESP, assim como de outras federações tradicionais, é um elemento muito comum na "lei do mercado": CONCORRÊNCIA.

Ainda mais agora com a agressiva campanha de marketing do CONUB/CONSUB, que não cobra nada de seus associados (pelo menos por enquanto...), assim como ataques às federações e seus dirigentes, a tendência é que este antigo modelo federativo, realmente, seja extinto.

Recentemente, o SUOESP, através de seu "Conselho de Avalização e Credibilidade" (seja lá o que signifique isto...) lançou o seguinte manifesto na internet:

INSCRIÇÕES E REGISTROS ABERTOS!

O conselho de AVALIZAÇÃO e CREDIBILIDADE tem por finalidade organizar os procedimentos de alta relevância no crescimento de forma ordenada dos cursos e material de divulgação escrita, seja imprensa, livros, apostilas, etc.

O SOUESP registrará, dando valor e credibilidade, aos professores, iniciadores, autores, cantores, sacerdotes utilizando selo (logo) dando o aval do SOUESP a trabalhos sérios e éticos e de importância ao entendimento espiritual, proporcionando TOTAL credibilidade aos mesmos.

SOUESP/conselho de avalização e credibilidade
(11) 28222614
souesp@terra.com.br
Ortiz Belo

Diante disto, Rubens Saraceni reagiu da seguinte forma:

Aos Alunos do Colégio Tradição de Magia Divina e membros da AUEESP – Associação Umbandista do Estado de São Paulo.

Tomamos conhecimento de um comunicado do SOUESP, onde um conselho de avaliação e credibilidade passará a registrar professores, iniciadores, autores, cantores, sacerdotes utilizando selo (logo) dando o aval do SOUESP a trabalhos sérios e éticos e de importância ao entendimento espiritual, proporcionando TOTAL credibilidade aos mesmos...

Informamos aos Irmãos que nenhum órgão, inclusive o SOUESP, está credenciado/capacitado/autorizado a avaliar nosso trabalho, bem como a chancelar nossos cursos.

Com relação aos cursos de magia, o único órgão jurídico que poderá avaliá-los e credenciá-los é o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina também conhecido como Colégio de Magia, através de sua diretoria, e o seu fundador, Rubens Saraceni.

Quanto aos cursos de Desenvolvimento, Teologia e Sacerdócio de Umbanda, ministrados pelo Colégio de Umbanda “Pai Benedito de Aruanda” e por todos os outros Colégios de Umbanda que seguem a mesma doutrina, cabe a direção da AUEESP, avaliar seus membros e filiados.

Não concordamos com essa interferência em nossos trabalhos, principalmente quando, exercendo essa interferência, o faz cobrando vultosas taxas ou colocando em suspeita todos os ministrantes de cursos com muitos anos de existência e que nunca precisaram dessa chancela do SOUESP para serem respeitados e tidos como importantes e fundamentais para a expansão e fortalecimento da Umbanda.

Rubens Saraceni
Miriam Soares de Lima
Sandra Santos


Alguns ligados ao pessoal da "diversidade", "convergência" e "tolerância", reagiram, como sempre, de forma agessiva, chamando o Pai Milton Aguirre de "semi-analfabeto" e o SOUESP de "orgãozinho falido". Aliás, diga-se de passagem, não é de hoje que estão falando contra o SOUESP e todas as outras federações.

Mas a questão não é esta.

Todo este barulho por conta desta comunicado é semelhante àquele feito por causa do tal "Conselho Federal de Umbanda" há alguns meses atrás. O SOUESP não está criando uma obrigatoriedade, apenas "vendendo" seu nome e prestígio (?!?) para aqueles que quiserem ver seus trabalhos chancelados por ele.

Não há interferência, imposição... apenas a venda de um produto que, obviamente, adquire quem assim quiser.

Mas o Movimento Umbandista não pode viver sem uma polêmica, sem um "barraco", um "bate boca"... por isto estas reações exacerbadas por parte daqueles que disputam uma fatia do "bolo" financeiro representado por curso, workshops, escolas, faculdade, livros, etc.

Tudo se resume a interesses comerciais, nada mais do que isto.

Percebam que Rubens Saraceni, junto com seus militantes, em reação ao CONSUB/CONUB, criou a Associação Umbandista do Estado de São Paulo que é presidida por Sandra Matos, sua fiel escudeira. Rivas Neto, por sua vez, através dos "testas-de-ferro" de sempre, continua tentando desacreditar o trabalho do Saraceni.

Enfim, tudo isto não passa de um jogo de poder e dinheiro. A religião em si, definitivamente, nada tem com isto.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

VAMOS NOS CONFORMAR...?!?

O escritor português Fernando Pessoa, com notório envolvimento com o ocultismo e doutrinas esotéricas diversas, escreveu o seguinte:

Conformar-se é submeter-se e vencer é conformar-se, ser vencido. Por isso toda a vitória é uma grosseria. Os vencedores perdem sempre todas as qualidades de desalento com o presente que os levaram à luta que lhes deu a vitória. Ficam satisfeitos, e satisfeito só pode estar aquele que se conforma, que não tem a mentalidade do vencedor. Vence só quem nunca consegue.

A princípio, este pensamento pode parecer confuso e ilógico, mas se nos atentarmos bem à mensagem, veremos que Pessoa está coberto de razão.

Quando nos declaramos vencedores, achamos que conquistamos algo, perdemos a motivação para prosseguirmos na luta, então nos conformamos, nos acomodamos e passamos à letargia, até que apareça um novo desafio. Na visão de Pessoa, a vitória nos leva ao conformismo, portanto não se deve dar à ela tanta importância.

Particularmente, não pretendo vencer nada e nem ninguém, mas por outro lado também não desejo ser vencido e, de forma compulsória, ter de me submeter a quem quer que seja. Assim como o karma, devemos fazer de nossa luta, de nossos anseios, algo diário, buscando compreender as coisas a partir de nossas próprias experiências e perspectivas.

Infelizmente, dentro da realidade umbandista, as coisas não funcionam assim. Para ser justo, não somente na Umbanda, mas em qualquer outro sistema filo-religioso.

Desde os primórdios da humanidade, quando começamos a buscar comunicação com uma outra realidade diferente da nossa, buscamos pessoas que nos digam o que e como fazer isto. Assim nasceu a casta dos sacerdotes, aqueles privilegiados que mantêm ligação direta com a divindade, com o mundos dos espíritos, com anjos e demônios.

Os teurgos, hierofantes, magos, bruxos, mestres, padres, pastores, sacerdotes, nos dirão o que fazer. Afinal de contas, possuem privilégios invulgares, poderes místicos, visão "além do alcance" e um "quê" qualquer, não identificável pelos olhos profanos, que os qualifaca a falar em Nome de Deus, dos Santos, dos Espíritos, das Potestades...

Faz alguns anos que o Movimento Umbandista vem sendo disputado "à tapas" por várias facções e, realmente, houve uma evolução nesta verdadeira "guerra fatricida" com a facilidade de acesso à internet, a democratização da informação e, claro, a pirataria de obras sobre o tema.

Os seminários, encontros, congressos, wokshops, locutórios, se multiplicam e com eles o número de federações, conselhos, associações e tudo mais. A imposição de visões, conceitos e preceitos, idem. Apesar de a moda ser o "respeito às diferenças", isto só é válido para quem "respeita" da forma que um ou outro diz que se deve respeitar.

Em verdade, todos estes conceitos são impostos, ditados.

Se a sua leitura sobre isto divergir daqueles que, hipocritamente, os prega, então você passa a ser "singular" ao invés de diverso, "divergente" ao invés de "convergentes.

A forma "correta" de vivenciar tudo isto, parte do saber acadêmico, nos moldes de um faculdade de teologia umbandista, dos conselho criados e controlados por pessoas ligados à esta instituição de nível superior.

O pensamento da maioria é uma exemplo fantástico da falácia do apelo à autoridade: se isto provêm de pessoas que conseguiram criar uma faculdade, reconhecida pelo Governo, então só pode ser "A" verdade, o caminho certo a seguir.

Portanto, questionar por quê, para quê?

A "lógica" na cabeça da massa deve ser a seguinte:

"O Governo e a faculdade não podem estar erradas, por consequência, aqueles que a criaram e gerenciam também não."


"Vamos nos conformar", grita o gado em direção ao matadouro.

Sim... vamos nos conformar, por que não?

Vejamos o diretor da FTU cobrar coerência de Rodrigo Queiroz em relação ao conceitos expostos nos livros de Rubens Saraceni, que pratica coisa adversa ao que escreveu. Mas vamos fazer "vistas grossas" para a inúmeras contradições entre o que Rivas Neto escreveu e pratica hoje em dia.

Coloquemos em prática as tolerância, o respeito à difrenças, a liberdade de expressão e de cultuar a Umbanda da forma que entendemos certas, mas também sejamos tolerantes ao clima de vígilia policial, o regime de exceção, que os discípulos de Rivas Neto impõe nas listas de discussões e nas comunidades virtuais.

Esta tão decantada liberdade é restrita, pelo menos no meio virtual controlado por discípulo e simpatizantes do "iluminado da Vila Alexandrina" ao "alinhados", aos "conformados", que jamais terão a OUSADIA de escrever uma vírgula sequer contra o ideário e interesses do "Pássaro Pagê".

Vamos nos conformar... sim, por quê não?

Nos quedemos satisfeitos com que Rivas Neto, Rubens Saraceni e tantos outros por ai dizem. Não vamos perder nosso precioso tempo pensando, analisando, tirando nossas próprias conclusões.

Ignoremos por completo a truculência de alguns discípulos contra os "desalinhados", as contradições, a postura dúbia... afinal de contas, eles são os "arautos", os "atalaias" da Umbanda...

Fiquemos, portanto, todos satisfeitos... vamos fingir que o centenário do Advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas realmente jogou um "pó de pirlimpimpim" sobre o Movimento Umbandista, que o teólogos formados na FTU são os grandes condutores dele e, que realmente, o "Vaticano da Banda" esteja na Vila Alexandrina.

Continuemos sendo o gado conformado e deixemos de lado a mentalidade de vencedores. Ninguém é mais escravo do que aquele que falsamente se acredita livre.