quarta-feira, agosto 03, 2011
ASSUNTO VELHO EM CAPA NOVA
terça-feira, maio 12, 2009
CANSADO...REALMENTE CANSADO
Sabe quando você tem uma péssima noite, que acorda pela manhã sentido-se cansado, com aquela sensação horrível de que tem areia em seus olhos e com o corpo pedindo, insistentemente cama? Você levanta mau humorado, enjoado, sem entender o motivo pelo qual ainda não ganhou sozinho na megasena, para que não precisasse nunca mais trabalhar quando amanhecesse neste estado?É exatamente assim que me sinto em relação ao movimento umbandista, em especial no que diz respeito a estar enjoado. Ou seria enojado mesmo?
Com certeza, "enojado" traduz melhor o que sinto todas as vezes que abro meus emails e vejo esta briga, que mais parece coisa de moleques de rua e não de homens com mais de cinquenta anos, entre Saraceni e Rivas Neto. Todas as listas que falam de Umbanda, não importando o seu tamanho, sofrem, diariamente, com as infinitas réplicas e tréplicas, em especial vindas da parte do Sr. João Carneiro, relações públicas de todas as siglas inventadas pelo Mestre da Vila Alexandrina.
Como no passado, os membros da OICD tratam as listas como o quintal de suas casas.
Acreditam, realmente, que toda a comunidade umbandista esteja muito interessada nas "notícias alvissareiras", em ler centenas de vezes o nome de Rivas Neto (e suas "proezas") e, pior, o discurso hipócrita e vazio que parte de todos os seus discípulos.
A palavra que mais se lê, depois do nome de Rivas Neto, claro, nos emails desta turma é "ética".
Mas, sinceramente, não vejo ser ético censurar alguns participantes em uma lista de discussão enquanto seus "maninhos" escrevem o que querem, na hora que querem, sem nenhum tipo de moderação, enquanto aqueles que têm opiniões contrárias aos interesses da OICD/FTU são atacados e vilipendiados em suas listas.
Ética, é trazer à público uma questão jurídica já resolvida, que ocorreu há exatos sete anos atrás? Um inquérito policial que resultou apenas em papelada e gasto de dinheiro público e que, no muito, entra como um capítulo BIZARRO desta guerra imbecil travada entre os dois "líderes" umbandistas.
O mais engraçado, porém, é o Sr. João Luiz Carneiro vir á público dizer que é importante para a comunidade umbandista discutir este assunto, como se esta briga de comadres entre seu mestre e Saraceni, realmente, interessasse a alguém exceto eles próprios. A razão para ressuscitar este assunto é desacreditar Saraceni, atacar a sua pessoa, no que pese a falsidade e hipocrisia de Carneiro em dizer que não discute pessoas.
Aliás, uma coisa marcante no discurso de Carneiro além, é claro, da prolixia, é o uso recorrente de falácias, dentre elas:
Pergunta capciosa: "Você tem alguma coisa contra a Umbanda Esotérica, Cumino?". A pergunta funciona como uma armadilha para quem responde. Qualquer resposta que der a isto será, obviamente, usada contra o argumentador.
Apelo a autoridade: vive a citar nomes de escritores famosos para justificar suas idéias, como se eles tivessem dado a última palavra sobre qualquer assunto.
Ataque pessoal: referindo-se à condição de Cumino como sacerdote e aos cursos que promove de forma jocosa.
Falácia do espantalho: ao ser questionado sobre as claras contradições entre o que escreveu e o que pratica Rivas Neto, Carneiro ignora isto e ataca o ponto mais fraco da argumentação de Cumino, ou seja, a questão dos nomes "Yori" e "Yorimá". É exatamente disto que se trata tal falácia: ataca-se um argumento diferente (e/ou mais fraco) do que o melhor argumento do opositor.
Múltiplas perguntas: consiste em confundir o adversário com várias perguntas de modo a que não seja possível uma única resposta, ou levando-o a contradizer-se. É exatamente isto que Carneiro está fazendo há dias com Cumino.
Melhor parar por aqui, porque se continuarmos, com certeza, vamos conseguir enquadrar todo o discurso de João Carneiro, praticamente, em todo o guia das falácias. Aliás, dele e de seus irmãos da OICD/FTU.
O que é certo é que esta guerra idiota entre Rivas e Saraceni já encheu o saco. Poderiamos reviver aqueles antigos duelos com pistolas à dez passos ou combate com florete, não é mesmo? Como um pouco de sorte, nos veríamos livres desta "guerra do cem anos" instituida na Umbanda por este dois.
domingo, maio 10, 2009
ENÉSIMO ROUND
E segue-se a luta, senhoras e senhores...Há dez anos assistimos a luta entre Rubens Saraceni e Rivas Neto. Ano a ano alternam na vantagem dentro do combate, alguns períodos de armistício são visíveis, mas o retorno às hostilidades sempre é impactante.
No seu último pronunciamento, como já registramos aqui, Rivas Neto veio como um rolo compressor para cima de Saraceni e seus seguidores, em especial Alexandre Cumino e Jorge Scritori. O mestre da Vila Alexandrina, ressucitou um inquérito policial aberto em seu desfavor por Saraceni no ano de 2002, onde constaram como testemunhas seus dois discípulos.
Apesar de afirmar várias vezes que não queria fomentar o assunto, que tocava novamente na questão, após tantos anos, para mostrar como é vítima de "perseguição", Rivas Neto, aquele que prega a "paz mundial", determinou que seu discípulo Araobatan disponibilizasse para consulta pública peças do extinto processo policial.
A intenção por detrás disto é, claro, desmoralizar Saraceni e seus discípulos mais próximos. Não há lógica alguma de se colocar novamente em discussão um uma ação penal já extinta, que em nada modifica os rumos do trabalho de um ou de outro. A intenção por detrás disto é única e simplesmente a desmoralização pública à Rubens Saraceni, Alexandre Cumino e Jorge Scritori.
Por outro lado, é estranho ouvirmos de Arapiaga que poderia ter processado os envolvidos na denunciação caluniosa e não o fez por achar isto um deserviço à Umbanda e ao mesmo tempo explorar o episódoio ao seu favor em meio às listas de discussões. Afinal de contas, qual a relevância de um problema pessoal (que vai se estender pelo resto das encarnações destes dois) para a comunidade umbandista? No que isto é construtivo para a Umbanda? Qual a conclusão que Arapiaga, Araobatan, João Carneiro, dentre outros asseclas, querem levar os listeiros à chegar?
Esta atitude de Rivas Neto e os seus só comprova o que venho, diariamente, afirmando neste espaço: "paz mundial", "convivência pacífica", "tolerância irrestrita", são palavras jogadas ao vento sem nenhuma conotação prática da parte da OICD/FTU. Quando pregamos algo e nós mesmos não a praticamos, é um caso clássico de HIPOCRISIA.
Antes de pregar aos quatro cantos do mundo estes conceitos, Arapiaga deveria colocá-los em prática, dar o exemplo. Como pode ele pregar sobre "convivência pacífica", sendo que nunca a teve com Rubens Saraceni? Como falar, hipocritamente, sobre "paz mundial", se mantem uma verdadeira guerra contra seu desafeto?
Perguntas que, como sabemos, jamais terão respostas.
quinta-feira, maio 07, 2009
CARGA EXPLOSIVA
Ontem (05/04/2009) tivemos outro pronunciamento de Rivas Neto, tendo como tema "Magia Oracular". Pelo menos este era o pano de fundo.Na verdade, assistimos um pouco mais de trinta minutos sobre o tema e mais de uma hora de verdadeira "lavação de roupa suja" entre Arapiaga e Saraceni. Começou com Darwin e terminou em acusações, para dizer o mínimo, sérias, além de insinuações outras por parte do Mestre da OICD contra Saraceni. O que passamos a descrever foi o que ouvimos de Rivas Neto em seu pronunciamento.
Obviamente, não poderia faltar menção ao famigerado "Livro das Energias" e os erros conceituais expostos na obra de Saraceni e o fato deste último ter reconhecido os mesmos e retirado a obra de circulação. Houve menção, igualmente, a um inquérito policial aberto por Saraceni envolvendo Rivas Neto por conta de um site apócrifo que, em tese, atacava a honra do Mago das Velas.
O que aconteceu, porém, foi que Rivas Neto não tinha (ou não se conseguiu provar) nenhuma relação com o tal site difamatório e Saraceni foi obrigado a desistir da ação e ainda pedir desculpas, jogando a culpa em sua advogada. Nisto, sobrou para todo mundo: Rubens Saraceni, Alexandre Cumnino, Rogério Queiroz e Jorge Scritori.
Na sequência, Rivas Neto passa a fazer insinuações em relação à Rubens Saraceni, sempre as interrompendo de forma grave, afirmando que não era de sua ética, de sua postura como sacerdote, alimentar "este tipo de coisa". Que é um homem calmo, ponderado, paciente, praticamente um monge budista (quem não te conhece que te compre, Rivas...).
O reitor da FTU também diz, várias vezes, que tem conversas gravadas (hábito que eu também cultivo desde o início da minha militância pública no meio umbandista) com Saraceni e alguns de seus seguidores que poderiam ser, de certa forma, comprometedores. Obviamente, que estas gravações (se realmente existem) jamais virão à público, visto as consequências legais disto.
O arquivo de vídeo, com a íntegra do tal pronunciamento, ainda não foi disponibilizado no portal da FTU, mas com certeza haverá de ser nos próximos dias e colocaremos o link aqui no blog. Com certeza é um registro que todos os umbandistas devem assistir afim de constarem a quantas anda esta "Umbanda de Todos Nós".
O pronunciamento de ontem é apenas mais um capítulo desta guerra travada entre Saraceni e Rivas Neto por controle, poder e dinheiro dentro do movimento umbandista. Isto começou no início/meados dos anos '90 e, com certeza, não acabará tão cedo.
Apesar de Rivas Neto se colocar na posição de perseguido, de coitado, de magnânimo, não é bem assim. Ambos os lados têm culpa neste estado de coisa, visto que os ataques eram mútuos, em especial usando as listas de discussões. Os discípulos de Rivas Neto, assim como os de Saraceni, viviam (vivem) trocando farpas e acusações mútuas.
De toda forma, uma coisa é certa: se Saraceni ainda deve explicações à coletividade umbandista em relação ao "Livro das Energias", Rivas Neto deve mais ainda sobre os conceitos expostos em suas obras em relação ao Catimbó, Candomblé e outras manifestações religiosas afro-ameríndias-descendentes.
Sim, porque as contradições entre o discurso e a prática, como várias vezes colocamos neste espaço, são gritantes. Coisa que antes eram de "kiumbas", faz algum tempo não são mais.
Aliás, isto me faz lembrar que foi noticiado que a FTU contará com uma editora própria e que relançara a obra literária de Rivas Neto.
Será que coisas como "é pilantra mesmo" em relação à entidade Zé Pilintra, a condenação ao Catimbó/Encantaria, com seus Mestres de Linha, como o que há de "mais nefasto no mundo astral", assim como a postura de que o sacrifício de animais é desnecessário e só serve para alimentar as "hienas do baixo astral" continuarão nas obras de Rivas Neto?
Veremos no frontispício de "Umbanda - A Protosíntese Cósmica" algo do tipo "revista e multilada" e dentro uma "mea culpa" do Mestre da OICD, humildemente, se desculpando pelos conceitos expostos no passado e retificando as palavras do autor espiritual da obra, o Caboclo Sr. Sete Espadas?
Como diz o Sr. João Carneiro: serenamente, aguardemos...
É fato que haverá uma reação de Saraceni através do "Portal de Defesa da Umbanda" (www.pdu.com.br) e a quantidade de "TNT" aumentará consideravelmente. A partir de hoje os discípulos de Rivas e Saraceni travarão homéricas batalhas nas listas, as trocas de acusações, réplica e tréplicas infinitas se sucederão.
Toda esta guerra, no entando, não é somente por causa da Umbanda e nem por conta de cursos, workshops, colégios e faculdades.
É uma questão de EGO.
Como adolescentes, Rivas Neto e Saraceni estão em uma eterna medição do "tamanho do pênis", querendo definir quem é o mais "bem-dotado".
terça-feira, abril 14, 2009
CANSADO DE FALAR DE UMBANDA
Confesso que também ando cansado de falar sobre Umbanda e tenho sido exortado por alguns filhos-de-santé para deixar isto tudo de lado e começar a escrever neste blog sobre doutrina. Um dos meus mais diletos discípulos (e grande amigo, diga-se de passagem) até mesmo chegou a aconselhar que eu me omita frente a este estado de coisas em que se encontra a "Banda" e deixe de apontar a hipocrisia de "mestres" e "discípulos", desta turminha que insiste em dizer que quer dignificar a Umbanda mas na verdade querem apenas dignificar à si próprios e aos seus bolsos.
Estou nesta jihad há onze anos.
Sempre me opus aos desmandos e absurdos deste bando de lobos em peles de cordeiros que assolam o movimento umbandista, com suas conversas moles, seus "comunicados", "pronunciamentos", "notícias alvissareiras" e "boas intenções". Conheço esta corja de perto e sei bem do que são capazes quando querem destruir alguém: calúnias, injúrias, ameaças, intimidações, humilhações, difamação. Sei do que estou falando porque senti (e sinto) isto na pele.
Em uma guerra temos três opções: omissão, corrupção ou luta.
Já tentaram comprar minha consciência com cargos, títulos, "confirmações de iniciações", edição de livros, dentre outra benesses. Não aceitei. Minha consciência e minha fé não têm preço. Assim como aconteceu com uns e outros que venderam sua consciência e a sua "coroa" por conta de edições de livros e "menções honrosas" em listas, jornalecos e similares, não vou dormir sendo contrário a uma coisa e acordar sendo a seu favor, apenas para ter facilidades e honrarias no meio. A corrupção, portanto, também não me atinge.
Como bom filho de Xangô (e mineiro...) dou boi para não entrar em briga e boiadas inteiras, com direito a fazenda de "porteira fechada" para não sair dela. Não tenho medo de ameaças de força de encruza, nome aos pés de "exus" (kiumbas), de fofocas e difamações. Há dez anos tentam me derrubar e continuo de pé, sejam pelas demandas enviadas pelos "poderosos mestres" ou por aqueles seus puxa-sacos.
Particularmente, escolhi a LUTA.
Não importa que eu seja uma voz solitária neste deserto de consciência que se tornou o movimento umbandista, salvo raras exceções e, dentre elas, incluo os autores do blog "Umbanda - Aprecie com Moderação". De uma forma menos belicosa e direta que eu, eles têm dignificado a Umbanda alertando, com textos muito significativos, sobre a ladeira em que se encontra a nossa religião.
Como muito bem colocaram, e com eles faço coro:
Enquanto se fala e falo de Umbanda, a Umbanda mesmo está acontecendo em lugares onde os luminares e guerreiros não alcançam. É assim que sinto, cada vez que percebo que todo o discurso, toda a encheção e linguiça prá motivar os "irmãos" a se unirem, deixam de fazer efeito qdo um Preto Velho, um Caboclo eleva uma preçe ao Senhor da Vida. Mesmo um Exu ao pedir forças prá desmanchar uma mandinga braba.
De toda forma, continuo na GUERRA e espero que eles também.
Afinal de contas, como dizia Guimarães Rosa, a vida também é para ser lida.
segunda-feira, abril 13, 2009
O GRANDE DITADOR
Em meio a Segunda Guerra Mundial, judeus estavam sendo massacrados pelo Reich alemão. Isto foi a inspiração de Charles Chaplin para produzir uma dos melhores filmes já visto e, genialmente, interpretar os dois protagonistas da história: o ditador Adenoid Hynkel (em clara referência a Hitler) e o barbeiro Judeu. A antológica cena em que o ditador brinca com o globo, como uma criança com um balão de gás, traduz perfeitamente o que Hitler fazia com o mundo naquela época, assim como ilustra o que determinados "lideres" estão fazendo com a Umbanda e seus adeptos nos dias de hoje.
Assim como no filme, vivemos em uma ditadura teológica e comportamental dentro da Umbanda. Mais do que isto, apesar de todo o papo de "tolerância" e respeito à "diversidade", nos bastidores continua se travando uma guerra fatricida entre "líderes" que querem, à todo custo, dominar o panorama umbandista.
De um lado, ao invés de um barbeiro, um açougueiro. Do outro um megalômano como há muito tempo não se via igual, com seguidores fanáticos e sempre prontos parar declarar guerra a quem ousar discordar do seu mestre. Não que os seguidores do açougueiro sejam menos belicosos, mas são, com certeza, mais discretos.
Como em todas as guerras, desde o início da humanidade, o objetivo desta é de dominação e, claro, lucro. O açougueiro quer viver da venda de seus livros e cursos, e o megalômano também, só que este último não quer concorrência. Isto é algo típico do megalômano, já que ele acredita que está nesta Terra, há milênio, como um condutor da humanidade, uma espécie de avatar. Ah!, os megalômanos são tão sonhadores, tão divertidos!!!
Pode detrás de cada um existe um exército de discípulos, simpatizantes e puxa-sacos em geral, sendo que estes últimos são os mais perigosos pois em geral são usados como "testas-de-ferro", inocentes úteis, pelos seus mestres. São eles que, são incitados a cometer crimes contra a honra dos desafetos de seus ídolos e pagam judicialmente no lugar deles.
Em toda guerra que se preze, não pode deixar de existir a máquina de propaganda. As listas de discussões sobre a religião são os principais e mais baratos canais de comunicação que os contedores encontraram, sem falar em sites onde podemos ver os "generalíssimos" falando ao seu séquito. Em geral tais discursos se baseiam em trocas de farpas e desafios mútuos (que nunca são aceitos por nenhuma das partes), mesmo que de forma velada.
Aliás, as tropas destes "generais" são um espetáculo à parte já que além de cômicos em suas colocações públicas (temos até alguns metidos à linguístas, apesar de mal terem terminado o ensino médio), onde de cada dez palavras, sete são para elogiar e fomentar o culto à personalidade do mestre, duas para atacar o "inimigo" e uma sobre o tema proposto na discussão.
Mas os contendores tem algo em comum: ambos se dizem defensores da Umbanda e que o único interesse é dignificar a religião. Insistem em dizer que não querem lucrar com isto, apesar de um deles já ter confessado que vive na Umbanda, pela Umbanda e da Umbanda e o outro ter claras pretensões políticas nas eleições de 2010.
Assim como no filme, onde o ditador alemão divide hilárias situações com o outro ditador, Napoloni (satirizando Mussolini), onde os dois ficam em uma constante disputa de ego. A cena da barbearia, onde os dois ficam subindo as cadeiras para que o outro olhe para cima, e a briga de comida ilustram bem o que vem acontecendo entre estes dois líderes umbandistas.
"Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
É pela promessa que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo.
Umbanda, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Umbanda? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Umbanda! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Umbanda! Ergue os olhos!"
Roguemos a Oxalá que este mundo novo não tarde a chegar.
terça-feira, julho 29, 2008
GUERRA DO TAMBOR II
Este tipo de reação me prova duas coisas:
1) Eu sou lido e, melhor, as minhas opiniões incomodam aos "poderosos";
2) A cada dia que passa, tais "poderosos" afundam um pouco mais na própria lama que criaram.
Como o pessoal da OICD não admite criticas e, muito menos, permitem um diálogo livre nas listas que administram, com todo o prazer utilizo este espaço para respondê-los.
O William Carmo de Oliveira, conhecido como "Mestre Obashanan", "Yan Kaô" e também "William de Ayrá", enviou o seguinte e-mail ao grupo "Apometria e Umbanda", administrado pelo Sr. João Luiz, em resposta ao artigo "Guerra do Tambor":
(...)
Espero ter-lhes esclarecido, pois infelizmente alguns "Cobras cegas", esses, sim frustrados, que não fazem nada além de ficar atrás de um computador, jamais pisando num terreiro, certos indivíduos sem origem e sem descendência, pretendem passar a idéia de que existe uma "guerra de tambores" na Umbanda, querendo aparecer às custas de polêmicas que somente empobrecem nosso movimento. Não existe nenhum problema entre nenhum Alabê na religião brasileira. Não há polêmicas, meus irmãos, pois quem bate o couro é Xangô.
Apenas as partes que dizem respeito à mim e ao meu trabalho foram transcritas aqui. Na verdade, nada do que está escrito me surpreendeu. Infelizmente, o pessoal do Arapiaga nunca conseguiu atacar argumentos, por isto atacam o argumentador. Não aprenderam ser grandes discutindo idéias e preferem continuar microscópicos discutindo pessoas. São dez anos agindo da mesma forma.. que falta de criatividade, não acham?
Percebam que Obashanan fala sobre origem, descendência, frustração, etc. Fala de uma tal "cobra cega", que, certamente, é uma auto-crítica, já que o Mestre dele, assim como o próprio, por anos pregou que os tambores eram maléficos para uma corrente mediúnica, que podiam causar até problemas no coração, que geravam animismo e, até mesmo, que ATABAQUES NÃO ERAM COISAS DE UMBANDA.
Senão, vejamos:
(...) Nesses congás não há o uso de imagens, atabaques, palmas e outros objetos musicais. Também não há danças e nem roupas multicoloridas ou de tipo idèntico aos usados no culto da Nação Africana. Não há profusão de colares de conta de louça e vidro. Jamais há o uso de "cocares" e roupas que estilizem essa ou aquela Entidade. Não há também o uso, anacrônico e absurdo, de certos objetos primitivos, tal qual o arco e flecha, o machado, lanças, tacapes, etc.. No 1º modelo também não esse arsenal, essa parafernália improdutiva e fetichista que distancia o adepto da verdadeira Umbanda.
Há quem diga que a roupa, a comida, os axés, os atabaques, as danças são do Candomblé. Concordamos... pois tudo o que foi citado realmente é do Candomblé. Mas quando dizem que isto tudo tambném existe na Umbanda ai se enganam, conforme já explicamos, iludidos que são por aqueles adeptos do Candomblé que, deixando seus antigos cultos, pretenderam, sem consegui-lo, praticar a pura e real Umbanda. Ignorantes completamente de seus fundamentos, como sempre estiveram, resolveram fazer uma "Umbanda" segundo as coisas que aprenderamem seus rituais de nação.
(...) É, pois, nesses locais que vemos as "roupas de santo", as "comidas votivas", as matanças, as danças, os "toques de orixá" e até a saída dos orixás da camarinha ou roncó ou ainda barco, tal qual o Candomblé, mas dizendo ser Umbanda.
(Lições Básicas de Umbanda, Editora Ícone, 3ª Edição ampliada e revisada, 1997, pags. 48, 86, seguintes, F.Rivas Neto - negritos nossos)
Tem mais:
"Falamos das mensagens, que via de regra são entoadas harmonicamente por meio de verdadeiros pontos cantados, sem ruídos estranhos (atabaques e outros)."
Infelizmente, raríssimos são os Iniciados que sabem o preparo correto dos atabaques, como também os toques adequados. Frisamos, e queremos deixar patenteado, que o som do atabaque, bem como certa postura corporal, é magia. Nunca deverá ser usado para fins mediúnicos, e somente em rituais magísticos com Iniciados de altíssimo Grau Iniciático. Não nos esqueçamos que estamos diante de um possante elemento alquímico, que é a música, que das Artes é a que vai mais fundo na alma, portanto...
(Umbanda - A Proto-Síntese Cósmica", pág. 262/263/276, 3º edição, 2002, F.Rivas Neto - negritos nossos)
Nosso amigo William de Ayrá, segue um Mestre que se contradiz com o a própria doutrina, e a tal "cobra cega" sou eu?
Antes não se podia tocar atabaque, usar em trabalhos mediúnicos, e de uma hora para outra pode? Por conta do quê? Quem determinou isto? O Sr. Caboclo Sete Espadas, que supostamente escreveu a "Proto-síntese", pode ser tão contraditório? Que astral é este que se contradiz ao bel prazer do seu médium?
Sinceramente, preferia ser um "sem origem e descendência" a seguir um Mestre que se contradiz nos proprios ensinamentos, como é o caso de meu querido irmão-de-fé, Mestre Obashanan. Aliás, pior do que seguir ensinamentos contraditórios é ratificá-los.
Quanto a gerar polêmica, longe de mim. Como alguém "sem origem e descendência", como quer o povo da OICD, em relação à minha pessoa, pode ter algum tipo de influência? Afinal de contas, um blog como este, que em dois meses (desde que foi instalado o contador e o gerador de estatísticas), teve somente 2.000 page views e mais de 840 acessos, não pode influenciar o trabalho ou "enfraquecer" o movimento de ninguém.
Exceto que meu amado irmão Obashanan esteja se referindo a exposição das contradições nas obras de seu Mestre como "enfraquecimento" de algum movimento.
O mais engraçado disto tudo, é que William de Ayrá afirma não haver nenhum problema entre os alabês da Religião. Mas o que é aquela acusação de plágio contra o Scritori, no site de "Yan Kaô", exceto problema entre "alabês"? A "quebradeira" foi tão grande, que o Sr. João Luiz chegou a procurar Mestre Fanho e gravar um video (parte 1 / parte 2) para auxiliar no libelo contra o Jorge Scritori e o Rubens Saraceni.
Na verdade, este tipo de posicionamento, diga-se de passagem, natural, por parte dos Integrantes da OICD, de tentarem "esconder o sol com a peneira", mesmo que as contradições e polêmicas criadas por eles mesmos estejam visíveis a qualquer pessoa que domine o idioma português, é um mistério para mim.
Será que eles acreditam uma simples afirmação de que algo não está acontecendo, fara que as pessoas fiquem hipnotizadas ou desaprendam a ler em língua portuguesa? Ou será um tipo de "ordem subliminar", para que todos finjam que o Movimento Umbandista encontra-se em "estado de graça", por que agora existem o CONUB, o CONSUB e a FTU?
Não há polêmicas?
Que bom... talvez Rubens Saraceni e Rivas Neto tenham feito as pazes e ninguém informou à mim. Certamente, Obashanan e Alexandre Cumino estejam, neste momento, tomando um café juntos.
Para finalizar, quero dizer ao amado irmão Yan Kaô, que não é minha intenção aparecer. Não vivo de vender discos, livros ou fazer shows, como o preclaro confrade. Portanto, o show man da Umbanda é você e não eu.
Aliás, queria aconselhar ao meu amigo William a repensar seu nome artístico, já que a palavra "kaô" na gíra de Terreiro não soa como algo muito positivo. Acredito que ele saiba o que quer dizer quando dizemos que alguém está de "kaô"...
Aranauam. =)
sábado, fevereiro 25, 2006
UMBANDA X UMBANDA
(Mat 12:25 )
Em outra ocasião já havia escrito sobre isto. Salvo engano para um boletim "Saravá Umbanda" ou para o site de nosso Templo. Enfim, não importa já que com o advento do Orkut, e consequentemente o esvaziamento de muitas das antigas listas de discussão, o assunto está mais atual e sério do que nunca.
Sempre vi à mim mesmo como uma democrata. Defendo ferozmente os princípios constitucionais de livre expressão, liberdade de culto, de ideologia política e opção sexual. Sou contra qualquer tipo de preconceito, abomino idéias nazi-facistas e acredito, piamente, que no campo religioso cada rebanho é digno do seu pastor.
O que vemos hoje nas comunidades umbandistas do site de relacionamento "Orkut" é uma verdadeira guerra campal entre umbandistas. Não satisfeitos em discutir doutrinas, passam à discussão de pessoas, sejam dos escritores da "moda" ou simplesmente os debatedores partem para o antigo "argumentum ad hominem" onde na falta de argumentos sólidos e coerentes, partem para o puro e simples ataque à pessoa. A partir disto, passamos a contemplar uma verdadeira guerra campal com requintes sádicos e fatricídas, intermináveis posts que ofendem a honra, a dignidade e o decoro tanto de quem insulta quanto daquele que é insultado.
O resultado disto? NENHUM. Por quê? Pelo simples fato que ninguém convence ninguém, o tópico se perde e a "banda" não toca. No meio de toda esta balbúrdia aparece a figura do moderador, muitos deles com o EGO mais inflado do que pneu de trator, já que sua comunidade possui milhares de participantes, toma partido em favor daquele que é seu amigo ou professa a mesma doutrina e simplesmente expulsa um (ou mais contendores), faz um discurso libertário aos que ficaram e todo o resto aplaude.
O ponto central disto tudo, porém, não são os "pequeno ditadores" ou os muitos conchavos. A questão aqui é que tais escaramuças acontecem entre aqueles que se dizem umbandistas. Aliás, existe uma semelhança muito grande entre o que vem acontecendo e o que acontecia entre os ferozes guerreiros vikings, já que estes últimos chamavam uns aos outros de "irmão", mas viviam às turras, lutando entre si e ao final brindavam a vitória bebendo cerveja no crânio dos vencidos.
Guardando as devidas proporções, já que ainda não tive notícias do brinde macabro entre umbandistas, é exatamente isto que acontece no meio virtual de nossa religião. O "irmão" de hoje é o inimigo mortal de amanhã, onde para derrotá-lo vale tudo: desde comunidades do tipo "eu odeio" até injúrias, calúnias , difamações e insinuações negativas contra o caráter e conduta do "alvo" o que já torna a questão muito mais séria do que simplesmente troca de farpas, partindo para um ilícito de caráter penal que muitos, inocentemente, acham que estão livres de serem judicialmente responsabilizados por se tratar de um ambiente "virtual" que nossas Leis, mesmo que não sejam especiais para a situação, não alcançam. Ledo engano...
Fato é que nossa Umbanda está mais que dividida e isto é mais do que notório. Insistimos em nos concetrarmos naquilo que nos separa ao invés daquilo que nos une. O interesses comerciais representados pela venda de livros, workshops, cursos e sabe-se lá o que mais, onde dinheiro grosso corre à olhos vistos, enriquecendo escritores e afins que, pelo menos é esta a impressão que temos, geram um nível de fanatismo entre seus seguidores e consequentemente as guerras doutrinárias e pessoais que presenciamos todos os dias através dos espaços virtuais.
Não estou aqui defendendo o fim de debates polêmicos, dos equívocos doutrinários ou das aberrações que vemos por ai com o nome de "umbanda". Longe disto. O que defendo aqui é o respeito mútuo, o debate de alto nível, sem o artifício de falácias, principalmente a do ataque pessoal. Que tenhamos um clima mais amistoso, sejamos mais didáticos e atenciosos como os nossos debatedores, que possamos, mesmo nas divergências, mantermos o respeito pelo SER HUMANO que se encontra do "outro lado" da tela.
Que não estejamos debaixo do suave julgo de um só pastor, mas que sejamos, ao menos, um imenso rebanho que busca impedir a devastação de nosso "reino" ou o fim de nossa "casa".