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sexta-feira, maio 01, 2009

A HIPOCRISIA NOSSA DE CADA DIA

Gostaria de fazer algumas considerações sobre o email divulgado pelo Sr. João Luiz Carneiro, relações públicas da FTU/OICD/CONUB/CONSUB, etc, etc, etc, já que por temerem minhas colocações e manifestações, fui expulso da lista "apometria e umbanda" cuja a moderação e propriedade é do citado cidadão.

Cabe o registro que aquela lista é sempre usada com fins de ataques à minha pessoa, de forma velada, covarde, pusilânime, já que falta-lhes coragem para manter-me no espaço afim que eu possa exercer minha defesa.

Então, os esperneios em relação aos meus textos (que incomodam muito a turminha da Vila Alexandrina) se sucedem naquela lista, em especial da parte de Mestre Obashanan que, caso continue tão estressado com as coisas que escrevo, terá um infarto.

Como sempre, não reproduzirei aqui todo o e-mail ("Escolas, Seitas e Cursos - Entendendo conceitos diferentes II"), somente as partes que merecem algum comentário sem, é claro, fazer com o texto fique fora do contexto. Responderei entrelinhas. Diz o texto:

(...)

"Mas poderiam perguntar: Onde fica a tolerância, o respeito pela diversidade e a convivência pacífica, idéias que foram tantas e tantas vezes fortalecida por todos nós? Lembramos que respeitar as diferenças é diametralmente oposto de aceitar o erro. O primeiro é um ato inteligente e espiritualizado de se bem viver, o segundo é desvio de caráter."

A pergunta que eu faço é a seguinte: quem determina o que é certo ou errado neste contexto?

Aliás, faz muito tempo que venho perguntando quem será o juiz para julgar o que é correto ou não dentro de uma religião como a Umbanda.

"Essa alienação muitas vezes é traduzida em atitudes de indivíduos que passam a viver em função de críticas insipientes e incipientes àqueles que labutam décadas na seara umbandista. “Cegos guia de cegos”, não percebem que ao agirem desta forma estão fortalecendo os que trabalham pela e para a Umbanda, pois dão exemplo do que não é ser umbandista. "

Ora, ora... se minhas críticas fortalecem vocês, por qual motivo se incomodam tanto? Porque dar tanto chilique e me atacar veladamente? Que as minhas críticas continuem, portanto, fortalecendo vocês, que vivem em uma contradição que jamais vieram à público explicar, que é o fato de seu mestre praticar "hoje" tudo que "ontem" dizia ser coisa de kiumbas.

Gostaria muito que respondessem o que levou o Sr. Sete Espadas, autor espiritual de "A Proto-Síntese Cósmica", escrever que o Catimbó/Encantaria era o que havia de mais nefasto no mundo astral e hoje dividir a "cabeça" de seu filho com um "encantado".

Seria bom também que explicassem o que mudou desde o lançamento desta obra, onde Caboclo afirma ser coisas de kiumbas o sacrifício de animais, até o dia em se matou "dezenas de animais diversos" para o rito de "exu" na OICD.

E, finalmente, a entidade Zé Pilintra, que Rivas Neto chama de "pilantra" em uma de suas obras, recebeu um indulto? Deixou de ser "pilantra mesmo" e tem até o privilégio de "acostar" no Mestre Arapiaga?

Perguntas, como sempre, sem respostas.

"Se estes cursos em questão são meios corretos de formação umbandista, surgem dois problemas. Primeiro que só teriam acesso à Umbanda aqueles que pudessem pagar, afinal os cursos custam $$$. Segundo que afastaria o umbandista dos guias espirituais, pois deixaria de aprender diretamente com Eles nos processos de incorporação em troca de apostilas padronizadas aplicadas em cursos."

Hipocrisia pura.

Na OICD não é cobrada "salva" para as iniciações?

Com certeza é, visto que enquanto ainda tinha contato telefônico com Rivas Neto o mesmo disse que havia "salva" dentro da OICD para as iniciações e que não fazia trabalhos de magia nem para a própria mãe sem cobrar. (tenho as gravações destas conversas, caso precise provar em juizo isto)

Por outro lado, em um de seus pronunciamentos, Rivas Neto afirma, in verbis:

"Eu vivo pela Umbanda, para a Umbanda e... da Umbanda, por que não?".

O Mestre do sujeito afirma, em rede mundial, que "vive da Umbanda" e ele ainda tem a pachorra de criticar alguém que faça a mesma coisa. A afirmação está no "Manifesto de Magia Oracular".

Então, se nem todo mundo tem acesso aos cursos por conta do pagamento, isto deve servir em relação a seja lá o que Rivas Neto faz para viver da Umbanda, como afirmou no tal manifesto. Sim, porque se ele vive "também" da Umbanda deve cobrar por algum trabalho que faça por lá
.

Percebeu, caro leitor, como o pessoal da OICD senta em seu rabo para falar do alheio?

Isto é o famoso "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Qualquer palhaçada, conceito exdrúxulo ou postura absurda que vier de Rivas Neto será imediatamente ratificada pela OICD/FTU/CONSUB/CONUB e o resto das mariposas que ficam orbitando ao redor do "hierofante" da Vila Alexandrina.

Quem dera existisse uma realidade paralela, como na ficção científica, para vermos como seria a reação das pessoas hoje à frente da FTU se tal instituição tivesse sido idealizada por Rubens Saraceni ou qualquer pessoas que não Rivas Neto. Os discursos do Sr. João Carneiro, do Mestre Obashanan e de todos os outros seguidores do "Pai Rivas" seriam, com certeza, contrários à iniciativa.

Para finalizar, um outro detalhe importante nesta verborragia do Sr. João Carneiro, e nos chiliques de Mestre Obashanan, é o fato de sempre "ressuscitarem" o caso da publicação do "Livro das Energias" que contem erros científicos graves. Vivem malhando, mas nenhum deles teve a dignidade de explicar as contradições entre "discurso" e "prática" de Rivas Neto em suas próprias obras.

Pelo contrário, o Mestre Araobatan,
neste vídeo, vem jogar na cara do Sr. Rodrigo Queiroz que haviam inúmeras contradições entre o que Saraceni pratica e escreveu. Se isto não for HIPOCRISIA, meus caros, não sei mais o que neste mundo pode ser taxado assim.

sábado, janeiro 17, 2009

MONEY QUE É GOOD NÓIS NÃO HAVE

É uma grande tradição dentro do movimento umbandista a crítica contra tudo que diga respeito à dinheiro dentro de nossos Terreiros. É como se as Casas de Culto não tivessem de pagar contas de água, luz, telefone, além, é claro, as despesas com materiais ritualísticos como velas, pemba, fumo, bebidas, etc.

Tem uma turma que vive repetindo aquela famosa máxima espírita que diz "dai de graça o que de graça recebestes", mas realmente as coisas funcionam assim?

Particularmente acredito que tudo funciona muito bem na teoria, mas na prática as coisas não são bem assim e por vários motivos.

O primeiro deles é a hipocrisia, aliás, o que mais vemos na Umbanda.

É um tal de publicamente defender a gratuidade de tudo que se refere à Umbanda, inclusive trabalhos de magia, quebra de demanda, preceitos nas matas, cachoeiras e até mesmo, pasmem, oráculos. Mas em "oculto", os caras cobram "grosso" por qualquer velinha que forem acender. Conheço "pai-de-santo" que tem até cartão de visitas com seu nome em abaixo se lê "médium magista".

Já ouvi da boca de um determinado "famoso", que em caso de manipulação magísticas não deixava de cobrar Lei de Salva nem mesmo da mãe dele. Mas publicamente vemos alguns de seus discípulos com frases como "todos nós aprendemos e vivenciamos a Umbanda não assinando lista de presença ou cheques para pagar cursos, mas batendo a cabeça no Congá".

Estranho ler isto,  já que não faz muito tempo, este mesmo "famoso" fazia (assim como ainda faz) um tradicional rito de "Exu", que em seus primórdios era chamado de "workshop" e era cobrado regiamente o ingresso ao mesmo. Lembro-me (e ainda devo ter em algum lugar o "fly" deste evento) que o último que foi cobrado estava por volta de R$ 350,00, isto em época de real praticamente equiparado ao dólar.

Outra questão é que algumas coisas, obrigatoriamente, devem ser cobradas. É claro que não estamos falando de "salvas" extorsivas, mas justas dentro do preceito.

Os oráculos, preceitos em sítios sagrados, quebra de demanda, dentre outros, devem seguir o que determina a chamada LEI DE SALVA ou LEI DE AMRA. No primeiro link disserto sobre o assunto, assim como recomendo a leitura deste excelente artigo de Mestre Tashamara.  

O terceiro problema é a manutenção do Terreiro.

Uma das queixas mais frequentes que ouço de Chefes de Terreiros é a falta de compromisso da maioria dos médiuns com suas mensalidades. A maioria não se importa em gastar R$ 100,0 em uma "balada", mas jamais paga R$ 10,00 que sejam como contribuição dentro da Casa de Culto, por isto as despesas ficam nas costas dos poucos que tem o compromisso de auxiliar, quando o Chefe da Casa não assume tudo sozinho.

Ao que parece, a maioria dos médiuns se esquece que as contas de consumo (luz, água, etc) não se pagam sozinhas, assim como velas e outros recursos também não. São incapazes, inclusive, de levar o seu próprio material e, mesmo que impossibilitados de arcar com um compromisso mensal, não se prontificam ao menos a doar de vez enquando um pacote de velas que seja.

A assistência, salvo raras e honrosas exceções, sempre está indo BUSCAR, nunca DOAR. Como muito bem lembra um discípulo: "o salário dentro da Umbanda é a ingratidão."

Não estamos aqui defendendo uma cobrança de "entrada" para as gíras de nossos Terreiros, longe disto, apesar de sabermos que isto existe por ai. E sinceramente, cada um sabe onde seu "calo aperta" e não farei juízo de valor de quem utiliza desta forma compulsória de contribuição à Casa.

Mas também não defendo a posição de que absolutamente nada deva ser cobrado dentro do Terreiro, ou que cabe aos dirigentes e médiuns, exclusivamente, a responsabilidade pela manutenção do mesmo. 

Isto seria hipocrisia de minha parte, e dentre os meus inúmeros defeitos não se encontra este.

A história da humanidade nos mostra que os Templos e seus Sacerdotes sempre foram sustentados pela comunidade. Veja, por exemplo, a determinação bíblica do dízimo para a Tribo de Levi (Deut 18:1-8), a parte das colheitas e animais que cabia aos Templos egípcios, o sustento que as Tribos ofereciam (oferecem) aos seus Payés e Baba'lawôs, dentre outros.

Não quero dizer que se deva fazer, como no caso das Igreja Católica e Evangélica, assim como nos Islamismo e no Judaismo, o sacerdócio umbandista como profissão ou meio de vida, visto que isto não é uma tradição dentro do meio, e sim abrir a discussão para que se cesse esta HIPOCRISIA sobre questões financeiras dentro de nosso Terreiros.

Já no início do ano, vemos os "convergencionistas", sutilmente, explorando este verdadeiro tabu do meio umbandista para se auto-promover, defendendo, inclusive que cursos, worshops (obviamente, com exceção daqueles que os seus oferecem) sejam gratuitos, "inclusivos", blá, blá, blá... pura manipulação mental que, infelizmente, encontra eco até mesmo entre pessoas mais instruídas. 

Concordamos que a Umbanda deve, realmente, ser inclusiva e universal, mas ficar tentando "tampar o sol com a peneira" com esta postura de que dinheiro não é necessário, que cai do céu à semelhança do "manah" que era servido aos hebreus no deserto, é idiotice, farisaismo da pior espécie.

terça-feira, julho 29, 2008

A ETERNA POLÊMICA SOBRE A LEI DE SALVA

Que existe muita hipocrisia no meio umbandista, todos sabemos.

Muitos dos que se dizem umbandistas pregam uma coisa e agem de forma completamente adversa ao seu discurso. É a famosa política do "faz o que eu mando e não olhe o que eu faço". Parece até que foram agraciados com uma espécie de "imunidade" pelo Astral, pois em seus livros, suas palestras, seus workshops, sempre estão posando como austeros Sacerdotes, falando que estão na Umbanda sem interesses financeiros ou que não vivem dela.

Mas nos bastidores...

Em minha opinião, o assunto mais polêmico (e tratado de forma mais hipócrita) dentro da Umbanda é a chamada "Lei de Salva" ou, se preferirem, "Lei de Amra".

Existe um tradicional costume, registrado em antigos arquivos místicos, conhecido como Lei de Amra. Essa lei chegou a ser uma doutrina sagrada entre os antigos egípcios e, mais tarde, entre os povos judeus, em suas práticas religiosas. Foi e ainda é uma lei mística, embora alguns tentem deturpá-la em proveito próprio e convertê-la em uma lei puramente material, chamando-a de dízimo.

Este é o teor da original Lei de Amra, de acordo com os Ensinamentos Rosacruzes:

Se orarmos ao Deus de nosso coração, fazendo um pedido ou buscando ajuda especial por causa de algum problema de ordem física, emocional, mental, espiritual ou material, ou mesmo se pedirmos ascensão social ou auxílio em negócios, e a prece for ouvida e o pedido concedido, será nossa obrigação fazer alguma compensação, não somente por meio de uma prece de agradecimento, mas, também, levando a outros uma pequena parte do benefício recebido, seja uma quantia em dinheiro ou qualquer outra coisa material que possa ser usada para fazer mais feliz alguma outra pessoa ou, de alguma maneira, melhor colocá-la em paz com o mundo. A menos que façamos isso sempre que recebermos uma bênção, não poderemos pedir com justiça, no futuro, outras bênçãos.


Vejamos agora o que Matta e Silva (Mestre Yapacani) fala sobre o mesmo assunto, lembrando que o mesmo era iniciado nos mistérios R+C, assim como na Maçonaria. Para constatar isto, como já orientei em outro artigo, basta ler as dedicatórias na obra "Umbanda - Sua Eterna Doutrina". Quem souber "ler", saberá identificá-lo como um Frater e um "Filho da Viúva"...

Atentemos às palavras do Mestre, em sua obra “Umbanda e o Poder da Mediunidade” (1987 - 3a. edição - Livraria Freitas Bastos p. 77-80):

“Mas o que é, em verdade, a lei de salva? Tentaremos explicar isso direitinho, pondo os pontos nos ii, que é para tirarmos a máscara de muitos falsos “chefes-de-terreiros”ou “babá”, ou que outro qualificativo lhes queiram dar, que fazem disso a “galinha de ovos de ouro”…

Essa lei de salva é tão antiga quanto o uso da magia. Existe desde que a humanidade nasceu.

Os magos do passado jamais se descuidavam de sua regra, ou seja, da lei de compensação que rege toda ou qualquer operação mágica, quer seja para empreendimentos de ordem material, quer implique em benefícios humanos de qualquer natureza, especialmente nos casos que são classificados na Umbanda como de demandas, descargas, desmanchos etc. Dessa lei de salva, ou regra de compensaçào sobre os trabalhos mágicos, nos dão notícia certos ensinamentos esotéricos com a denominaçào de lei de Amra…

Nenhum magista pode executar uma operação mágica tão somente com o pensamento e “mãos vazias” - isto é, sem os elementos materiais indispensáveis e adequados aos fins…

Essa história de pura magia mental é conversa para entreter mentalidades infantis ou não experimentadas nesse mister.

Qualquer ato ou ação de magia propriamente dita requer os materiais adequados, sejam eles grosseiros ou não. Vão dos vegetais às flores, aos perfumes, aos incensos, as plantas aromáticas, às águas dessa ou daquela procedência até ao sangue do galo ou bode preto.

A questão é definir o lado: - ou é esquerda, ou é direita, negra ou branca.

Ora, como toda ação mágica traz sua reação, um desgaste, uma obrigação ou uma responsabilidade e uma consequência imprevisível (em face do jogo das forças movimentadas) é imprescindível que o médium-magista esteja coberto ou que lhe seja fornecida a necessária cobertura material ou financeira a fim de poder enfrentar a qualquer instante essas possíveis condições…

Então é forçoso que tenha uma compensação. Aí é que entra a chamada lei de salva, ou simplesmente SALVA…

Mesmo porque, todo aquele que, dentro da manipulação das forças mágicas ou da magia, dá, dá e dá sem receber nada, tende fatalmente a sofrer um desgaste, pela natural reaçào de uma lei oculta que podemos chamar de vampirização fluídica astral, que acaba por lhe enfraquecer as forças ou as energias psíquicas…

E naturalmente o leitor, se é médium inciado na Umbanda, nessa altura deve estar interessadíssimo em saber como será essa compensação. Claro, vamos dizer como é a regra, para que você possa extrair dela o que seu senso de honestidade ditar: DE QUEM TEM, PEÇA TRÊS, TIRE DOIS E DÊ UM A QUEM NÃO TEM; E DE QUEM NÃO TEM, NADA PEÇA E DE ATÉ DE SEU PRÓPRIO VINTÉM.(…)

É claro que essa lei de salva ou de compensação, própria e de uso exclusivo em determinados trabalhos de magia, não pode ser aplicada em todos os “trabalhinhos” corriqueiros que se pretenda ser de ordem mágica.”
(negrito e itálico nossos)

Portanto, como podemos ver, doutrinariamente a Lei de Salva é algo lícito, desde que seja exigida de forma honesta, dentro dos parâmetros místicos que definem tal prática. Ela pode (e deve) ser aplicada nos casos em que o médium se depare com uma demanda pesada onde necessitará de resguarda-se das consequências da batalha espiritual que trava.

Percebam que a Lei de Salva não pode ser usada, como uns e outros que conhecemos aqui em Belo Horizonte, que vive da Umbanda fazendo defumações caseiras, jogando cartas ciganas e levando a cabo "mil e um" trabalhinhos para encher seu bolso com o dinheiro dos crédulos (e ainda se diz "pai", sendo conselheiro de um determinado "orgão nacional" umbandista), para trabalhos corriqueiros, que se pretendem "magísticos".

Não... a Salva só pode ser cobrada quando há necessidade de que o médium magista se resguarde dos impactos que possam advir de seu envolvimento com quebra de demandas pesadas. Mesmo assim, não é, obrigatoriamente, feita em dinheiro, podendo ser paga com os materiais necessários para a manutenção do Terreiro e as firmezas que o médium necessitar para a sua própria proteção.

Quando a Salva for paga em espécie, deve-se atentar ao que Meste Yapacani ensina, ou seja, retirar dois terços e dar um à quem não tem. Este ato pode ser levado à cabo doando aquele terço à um necessitado na rua, à uma instituição de caridade ou algo semelhante. Por outro lado, se o consulente não tem condições para financiar o trabalho do qual necessita, é OBRIGAÇÃO do médium magista providenciar o que for necessário usando do seu próprio "vintém".

Há de se registrar, todavia, que a grande maioria dos que procuram os nossos Terreiros querem apenas receber, sugar, vampirizar. Conheço caso de pessoas que frequentam há anos determinada Casa Espiritual (levando "casos atrás de casos..) e jamais foram capazes de doar um maço de vela sequer. E não estou me referindo às pessoas carentes e sim de posses, que chegam aos Terreiros em carros de luxo, mas acreditam que é obrigação daquele grupo atender todas as suas necessidades, sem nenhum tipo de retorno de sua parte.

Seria interessante que os assistentes, as pessoas que recorrem todos os dias aos milhares de Terreiros de Umbanda espalhados por este nosso país, tomassem consciência de como é difícil e despendioso manter uma Casa Espiritual. É de bom tom, que todos aqueles que noite após noite estão ali buscando a solução dos seus problemas, auxiliassem na manutenção da Casa já que, junto com os integrantes da mesma, é grandemente beneficiado.

A Lei de Salva, portanto, é via de mão dupla. Lembrando que não será nenhum grande sacrifício por parte daquele que foi auxiliado também auxiliar no que puder.