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sábado, janeiro 31, 2009

PIRATAS DE ENERGIA (HÃ?!?)

Quando me convenço que já li todo o tipo de bobagens, deparo-me com "pérolas" como esta que transcrevo abaixo, mantendo o texto conforme foi veiculado, diretamente da lista "Apometria e Umbanda":

Em nossa última reunião nos deparamos com um grupo de espíritos que realiza uma atividade bastante curiosa, o 'tráfico' de energia.

Em sua última encarnação, no século XIII, eram um bando de piratas e viviam do saque e da pilhagem. Ao desencarnarem, no astral, permaneceram com suas atividades e se 'adapetaram' ao ambiente. Passaram a roubar energia de grupos espíritas. Possuiam um tipo de garrafa transparente, semelhante ao vidro, onde armazenavam a energia retirada dos grupos mediúnicos, à qual misturavam outros fluídos de baixa vibração a fim de poderem absorver um pouco dessa energia e o restante era 'vendido' ou 'trocado' com entidades trevosas.

O líder deles estava tão 'ligado' nesta atividade que quando lhe propus que aceitasse nossa ajuda e lhe disse que ele seria levado a um hospital no astral ele imediatamente pensou que lá poderia obter muita energia e pensava em como fariam para manipulá-la.

Enquanto conversava com este ser incorporado numa das médiuns, um outro ser dançava freneticamente ao redor do grupo mediúnico lançando feitiços sobre nós.

Paralisei o ser e continuei o diálogo com o tal líder; como se mostrava reticente e só pensava em 'roubar' nossa energia, já estava a ponto de enviar todos para longe dali, estavam todos sentados de pernas cruzadas no chão ao nosso redor, dentro de uma bolha quando um deles disse a outro médium, num tom meio jocoso:

- Levamos tanto tempo pra te encontrar capitão e já ai nos mandar embora?

Indaguei a quem ele se referia e disseram que era comigo. Eu fazia parte daquele bando de piratas e parece que houve alguma 'divergência' de opinião e esse grupo foi degredado. Parece que todos tinham muito medo de mim e disseram que eu era muito mau.

O ser que estava incorporado tinha uma espada cravada nas costelas, retiramos e 'curamos' ele, que se impressionou com minha 'magia', assim como os demais. Curamos os demais e todos queriam saber como eu adquirira aquele 'poder'. Por fim, após muita conversa, eles aceitaram nosso auxílio e foram levados pela equipe espiritual.

Abraços.

Realmente, não falta mais nada... Piratas de energia...

Não é dificil perceber pelo relato, que tal histeria coletiva (desculpe, mas não tenho outro nome para isto... aliás, tenho mas é impublicável...) se deu em uma sessão de apometria em algum terreiro "umbandista apométrico" por ai.

A capacidade criativa deste povo, realmente, não tem limites. Deveriam pensar em começar a escrever roteiros para o cinema e a televisão, pois ganhariam muito dinheiro. 

Um "médium" inventa a história, o tal "apometra" que comanda desenvolve o roteiro, com direito a "paralisações" de espíritos (será que, como o Sr. Spock da série "Jornada nas Estrelas", há algum tipo de "toque" para que isto aconteça?) e uma revelação "bombástica" de que aquele que comandava os trabalhos havia sido o "capitão" dos maltrapilhos corsários.  

O animismo, conjugado com a vaidade, é tanto que as pessoas querem estar no comando, mesmo que seus comandados sejam espíritos trevosos de uma ridícula, fantasiosa e improvável trupe de "piratas de energia".

Incrível como as pessoas nunca foram subalternas, sempe estiveram em sua encarnações passadas e mesmo nas "gangs" do astral inferior, como líderes, comandantes, capitães...

Acredito que atualmente tal "bando de piratas" deva ser comandada pelo sanguinário Davy Jones, aquele vilão com cara de polvo e mãos em forma de pinças de caranguejo da trilogia cinematográfica "Os Piratas do Caribe".

E tem gente que ainda chama estas patacoadas de Umbanda.

domingo, janeiro 18, 2009

HISTÓRIAS QUE O POVO (NÃO) CONTA III

Depois da oficialização da "umbanda vale-tudo" não param de chegar "notícias" dos excessos e invencionices do povo alinhado a esta nova fase do Movimento Umbandista.

De Curitiba, chega-nos ao conhecimento que um "babá" que dirige (?!?) um terreiro que fica ao lado de um cemitério, pretende fazer um rito nos moldes "Guardião da Era Dourada - Vencedor da Era das Trevas" exatamente dentro da calunga pequena.

Imaginem só: dezenas de médiuns fantasiados, com capa, cartola, tridentes, etc, mais a assistência no meio do campo santo, com toques de atabaques, bebidas, comida, etc, virando a noite ali no tal "rito".

Quero crer que para um evento de tal envergadura, deva ser necessária a autorização da Prefeitura local e do departamento que administra as necrópóles coisa que, sinceramente, duvido que seja dada. Exceto que o tal "babá" pretenda fazer seus médiuns, assim como a assistência, pular o muro do cemitério.

Aqui em Belo Horizonte, tivemos notícias de uma "oferenda" envolvendo Xangô, Yansã e Oxum, que por muito pouco não acaba em uma tragédia, isto se não considerarmos assim uma senhora idosa tomar um tombo (na verdade relatou que sentiu como se tivesse tomado uma "gravata" de um ser invisível) cair de sobre a oferenda e sofrer traumatismo crânio-encefálico ao arrebentar um alguidar com a cabeça. Sobreviveu por pouco.

Tudo isto diante de uma assistência estupefata, que após o ocorrido saiu do tal terreiro jurando nunca mais colocar os pés ali.

Ainda nas Gerais, tive a oportunidade de ouvir o relato de uma sessão de "exu" em determinado terreiro que está alinhado com a "umbanda vale-tudo", onde o "exu" que comandava a sessão bebia litros de vinho de boa qualidade, além de queimar inúmeros charutos cubanos. Não que eu seja contra que as Entidades usem do que há de melhor, mas desde que isto saia do bolso dos médiuns e não em forma de doações compulsórias da assistência, como é o caso.

Também há uma certa distinção dentro da assistência, em especial em relação aos elementos do sexo feminino, sendo reservados os lugares mais à frente para aquelas mais bonitas e o final da fila para as não tão belas. É o mundo "fashion" chegando aos terreiros de Umbanda ou, melhor, como nos programas de auditório, seleciona-se as de melhor aparência para ficar à frente.

Desnecessário dizer que tais bealdades recebem toda atenção dos "exus" incorporados, bebem no copo deles, e tudo mais. Ah!, tantrismo... chegou mesmo para ficar, não é mesmo?

Mas, como sempre, o melhor fica para o final.

Durante a tal sessão de "exu", foi ordenado aos cambonos que trouxessem quatro garrafas de "champagne" (leia-se sidra...), as mesmas foram ligeiramente chacoalhadas e retirados os lacres de segurança, sendo que cada uma foi colocada em um canto do terreiro.

Feito isto, o tal "exu" informou que os pedidos de quatro pessoas ali presentes (em meio a mais ou menos setenta pessoas) iriam ser atendidos, caso as "champagnes" estourassem. Claro que após serem ligeiramente chacoalhadas, mantidas em um ambiente quente, acabaria uma ou outra "estourando". O caso é: de quem foram os pedidos atendidos?

Ao terminar a sessão (isto lá pelas 4:00 horas da manhã), um médium "incorporado" pelo Sr. Tranca-Ruas das Almas, mantinha-se postado junto ao portão fazendo as vezes de "Host" à semelhança das festas profanas.

E alguns ainda dizem que devemos ser tolerantes... =/

sexta-feira, dezembro 26, 2008

HISTÓRIAS QUE O POVO (NÃO) CONTA II

Alguns Terreiros de Umbanda, que dizem seguir os ensinamentos de Matta e Silva e se auto-intitulam como "Umbanda Esotérica", animaram-se com as práticas contraditórias de Rivas neto e passaram a adotar os atabaques. Vejamos em quanto tempo vamos ver estes lugares fazendo matanças para Exu, seguindo o exemplo do "pai das sete linhas".

Aliás, tem um deste lugares (que se dizem de Umbanda Esotérica) aqui em Belo Horizonte, que além de atabaques, onde os "ogãs" estão sendo "treinados" por uma Yalorixá de Candomblé, com direito a ensinar os médiuns a dançar tal e qual se faz dentro do "xirê" dos Cultos de Nação, já adotou a camarinha. A matança, pelo jeito, não tarda...

Em se falando neste lugar, chegou ao meu conhecimento que a dita Yalorixá, na festa em homenagem aos Erês, de súbito, "incorporada", disse que precisava ir à casa do "aparelho" para resolver algumas questões particulares da mesma.

Diante da negativa dos médiuns, ameaçou a chorar e fazer uma birra, no que a dirigente da tenda, que certamente não deve suportar choro de "criança", determinou que dois médiuns acompanhassem a "entidade incorporada" até a residência do "aparelho".

Foi aquela maravilha: a "suposta" médium, "supostamente" incorporada por um Erê, com "supostos" médiuns de uma "suposta" tenda de Umbanda Esotérica, que tem uma "suposta" iniciada como dirigente, pagando um verdadeiro "mico", saindo às ruas com suas roupas ritualísticas, cortando encruzilhadas e tudo mais. Mas em um lugar onde tudo é meramente "suposição", não podia ser diferente. Se acontecer de novo, seria bom acionar o Conselho Tutelar para lidar com o suposto "erê" mal-criado.

Falando nisto, existe tenda que se diz de Umbanda Esotérica por ai, que se não fosse o livro "Exu - O Grande Arcano" não teria tronqueira firmada. O pior que, mesmo com a "receita de bolo", a dita casinhola de Exu foi firmada de forma errada.

No rastro de tamanha marmotagem, chega ao meu conhecimento que o próprio "espírito" de W.W. da Matta e Silva, anda levando à cabo "iniciações" no Astral, incluso elevando mulheres ao 7º Grau do 3º Ciclo (corolário do adepto da Umbanda Esotérica). Pelo jeito, o Velho Matta, depois de desencarnado, fez como seu "sucessor": esqueceu tudo que o Astral ensinou, mandou ignorar o que deixou escrito e se tornou adepto da "umbanda do vale-tudo".

Tal disparate, tamanha MENTIRA, é um desrespeito à memória do saudoso Grão-Mestre Yapacani, ainda mais vindo de gente que se diz seguidora dos seus ensinamentos.

Aliás, não sei qual a maior das mentiras, se esta ou a de um certo discípulo de Rivas Neto, de nome João Carneiro, que divulgou em todas as listas de discussões sobre Umbanda que Matta e Silva era um iniciado na Encantaria/Catimbó.


Realmente a famigerada "apometria" está com tudo dentro de alguns terreiros de Umbanda por ai. Aqui em Belo Horizonte existe um onde em determinado trabalho, a responsável por fazer a contagem dos chamados "pulso apométricos" mandou que os médiuns se preparessem para serem encobertos pelo "manto da invisibilidade". Certamente tal pessoa é oriunda da famosa "Escola de Magia e Bruxaria de Hoggwart", tendo pegado tal "manto" emprestado com Harry Potter.

Aprendam este "fundamento" profundo: o Templo é consagrado à Oxossi, a dirigente é de Yori, a tronqueira é do "Sete Encruzilhadas". Isto se deve porque depois da morte da dirigente-raiz do Terreiro, sua sucessora, por não ter conhecimento (apesar de estar sendo "iniciada" pelo próprio "Mestre Yapacani" no Astral) não fez o ritual próprio para a ocasião, não tirou a "mão de vumi" da cabeça do Filhos-de-Santé e, inovando, guardou tudo que pertencia à falecida Yalorixá e fez um museu.

Como também não sabe os fundamentos para assentar seu próprio Orixá no Terreiro e desconhece aquela máxima hermética que diz que "tudo que está em cima é semelhante ao que está embaixo", a Tenda continua consagrada ao Orixá da falecida Yalorixá e os "estouros" são frequentes. O pior é que a vaidade e o ego exarcerbado da atual dirigente a impede de ver que as seguidas ocorrências estranhas dentro do Templo é "Lei de Pemba, sim Sinhô". O Astral é implacável com usurpadores.

É como o querido Pai A... sempre diz: "perereca não tem rabo [no sentido de cauda], quer sentar no morro por conta de quê"?

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Foto: marmota. Alusão à gíria marmotagem utilizada quando há mistificação e práticas sem fundamentos dentro de um Terreiro.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

HISTÓRIAS QUE O POVO [NÃO] CONTA

Algumas coisas são tão absurdas, tão sem noção, que se não nos chega através de fontes fidedignas, de pessoas já calejadas e cansadas de tudo isto que vem ocorrendo com esta sofrida Umbanda de Todos Nós, seria muito difícil de acreditar.

Imagine, caro leitor, três amigos, umbandistas de "sete costados", que viviam pela Umbanda, ansiosos por divulgarem sua religião em sua cidade e que tiveram a excelente idéia de organizarem um seminário, convidando gente de "alto coturno" para prestigiar tal evento.

Agora, pense que estes três amigos, apesar da vontade de fazer com que tal evento fosse um sucesso, isto há 10/11 anos atrás, estivessem passando por dificuldades financeiras, em um momento pessoal delicado, e assim mesmo fosse exigido deles que as tais "eminências" que chegariam para o evento deveriam ser hospedadas em hotel, no mínimo, de classificação "4 Estrelas" e, pasmem, que eles deveriam se alimentar somente nas mais caras churrascarias, visto que o seminário tratava sobre Exus, portanto os "ilustres" visitantes necessitavam do ejé para se fortificarem.

Como se não bastasse a necessidade do tal ejé, pelo relato que recebemos, nossos três inocentes personagens também arcaram com as passagens aéreas do trio de "cardeais umbandistas", assim como um deles, talvez necessitando do oti (não esqueçam que o seminário era sobre Exus...), tomou litros de caipirinha às custas dos mesmos.

Enfim, quando um dos organizadores do tal seminário, extremamente aborrecido e irritado com tais fatos questiona os seus "superiores" sobre o ocorrido, tem como resposta que fora o "astral" que assim o ordenou e que aquilo seriam provas de resiliencia dos aprendizes.

Ora, mas que "astral" é este que penaliza neófitos para favorecer, materialmente, seus protegidos? Onde está a justiça, o bom senso, em exigir de pessoas que não teriam condições de arcar com tais luxo para si mesmas, fazer isto para os "humildes babás" que os visitavam?

Aliás, pelo jeito, o tal "astral" que ordenou tal PICARETAGEM, estava muito bem informado dos luxos e mordomias mundanas, das quais não abriu mão em favor de seus protegidos, mesmo que em detrimento dos neófitos.

Mas, de toda forma, é um "fundamento" interessante este... se estão em um seminário sobre Exu, devem comer carne nas mais caras churrascarias para se fortalecerem com o ejé, então, por dedução, se tal evento fosse sobre Pretos-Velhos haveria de se servir café kopi luwak (o mais caro do mundo...), no caso de Caboclos, frutas importadas e, finalmente, em se tratando de Crianças, os "babás" deveriam ser levados à Disney?!?

Pelo jeito, faltou os tais "babás" exigirem "massagistas" profissionais para algumas sessões de relaxamento enquanto estivessem desfrutando das mordomias do hotel de luxo, além, é claro, uma suntuosa limousine.

O que mais me espanta nesta históiria, infelizmente, verídica, é que as pessoas envolvidas vivem fazendo pose de "humildes", batendo no peito e gritando à plenos pulmões que vivem para a Umbanda e não dela...

É... se vivessem da Umbanda, pelo jeito, teriam exigido jatinho particular, sala vip no aeroporto e hotel categoria "6 estrelas".

Esta, meus caros leitores, é uma história real... aconteceu com os amigos dos amigos de um amigo meu na cidade de Curitiba.. qualquer semelhança com fatos e pessoas reais, com certeza, não é mera coincidência.