sábado, fevereiro 06, 2016

O ESPECIALISTA SEM ESPECIALIDADES

Quem conhece Rivas Neto e suas obras, deve saber que ele se apresenta como médico especializado em cardiologista e medicina intensiva. Uma breve consulta no sistema Google e temos alguns resultados comprovando isto:





Em um trabalho acadêmico apresentado no XII Simpósio da Associação Brasileira de História das Religiões (03/6/2011), de autoria de João Faria de A. Carneiro (discípulo e braço direito de Rivas Neto), intitulado Religiões Afro-brasileiras: pesquisando entre a anamnese e a maiêutica, temos:



Então, curiosos que somos, fomos dar uma olhada no site do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) e tivemos como resultado, consultado o nome de Francisco Rivas Neto, médico registrado naquele Conselho sob o número 38131, o seguinte:


Vamos destacar, novamente, o que está escrito no registro do "Doutor" Francisco Rivas Neto, mantendo até a mesma fonte e cor:

Não possui especialidade registrada no CREMESP

E verificamos no site do Conselho Federal de Medicina também:


Mas, como sempre damos o benefício da dúvida, resolvemos consultar o site da Sociedade Brasileira de Cardiologia e verificar se o nome do "poderoso Babá" estaria na lista completa de médicos detentores do TEC (Título de Especialista em Cardiologia) e o resultado foi este:


Então, seguindo a dica de João Carneiro em seu trabalho acadêmico, fomos até o site da Associação de Medicina Intensiva Brasileira para verificar a titulação de Francisco Rivas Neto como especialista em "Medicina Intensiva". E, novamente, nos frustramos:


E, incansáveis, fomos ao site da Associação Médica Brasileira:


O Código de Ética Médica, em sua atualização mais recente que vigora desde abril de 2010, no capítulo sobre publicidade médica, é bastante claro ao expressar que é vedado ao médico “anunciar títulos científicos que não possa comprovar e especialidade ou área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado no Conselho Regional de Medicina” (Art.115). Ou seja, o registro do título de especialista no CRM é obrigatório. E o não registro poderá ser caracterizado como infração ética.

Então, "ausência de prova não é prova de ausência", não podemos afirmar, categoricamente, que Francisco Rivas Neto não detêm os títulos que diz possuir, mas frente a legislação, caso realmente os possua, está cometendo uma infração ética ao não registrá-los junto ao CFM/CREMESP e é passível de responder legalmente por isto.

Por outro lado, vaidoso como é, não acreditamos que o "Babá" deixaria de proceder os registros de seus supostos títulos, ainda mais tendo consciência da encrenca que poderia arrumar se fazendo passar por "especialista em cardiologia e medicina intensiva" e ainda levando seus discípulos a publicar esta informações em sites e trabalhos acadêmicos. 

Outro detalhe que chama a atenção é que nunca são mencionadas as instituições onde Rivas Neto fez sua pós graduação em Cardiologia e Medicina Intensiva ou mesmo onde realizou a residência médica nestas especialidades.

Não há também um Curriculo Lattes do "Babá", ausência estranha para um diretor de faculdade que se diz especialista em dois ramos da medicina, assim como "pesquisador e estudioso das religiões afro-brasileiras",
com trabalhos publicados em "congressos e revistas acadêmicas nacionais e internacionais".

Ao fim de nossa incansável busca, ficamos imaginando o que Robin diria ao Batman depois de usarem o "bat-computador" para pesquisar as especialidades do "Babá":

- Santo botox, Batman!!! 


Referências:
1. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº. 1785/2006. D.O.U. 22 de junho de 2006, Seção  I, p.127. Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2006/1785_2006.htm Acesso em: 28 jun. 2007.
2. Associação Médica Brasileira. Normativa de Regulamentação para Obtenção de Título de Especialista ou Certificado de Área de Atuação. São Paulo: AMB; 2004.
3. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº. 1246/1988. D.O.U. 26 de janeiro de 1988.  Disponível em: http://www.portalmedico.org.br/index.asp?opcao=codigoetica&portal= Acesso em 28 jun. 2007.
4. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº. 1.772/2005. D.O.U. 12 de agosto de 2005, Seção I , p. 141-142. Disponível em: http://www.cna-cap.org.br/resolucao.php4 Acesso em: 28 jun. 2007.
Todas as consultas nos sites mencionados foram realizadas na data de 06/02/2016, entre às 09:30 - 10:00 horas. As mesmas são de caráter público podendo ser refeitas por qualquer interessado.

segunda-feira, junho 15, 2015

DA INIMIZADE PARA A AMIZADE

"Retribui o mal com o bem, e eis, aquele entre o qual e vós houvesse inimizade se tornaria vosso sincero amigo."
Corão 41,34

E o mundo umbandista em polvorosa por uma notícia bombástica e, por que não, alvissareira: Ubajara e Obashanan são amigos após mais de uma década de inimizade e "rinha de galos".

Alguns já o questionaram, outros murmuram nas sombras, ainda existem aqueles que lamentam e, claro, a maioria que não entende. 

E, na verdade, não há o que se entender, apenas comemorar.

Afinal de contas quando guerras terminam e contendores se reconciliam, nasce neste orbe mais um foco de paz, de serenidade, harmonia e, claro, a vida fica mais leve. Toda a energia despendida em contendas inúteis passa a ser canalizada para objetivos mais nobres a atividades mais construtivas. 

O que falta nos religiosos é dar testemunho daquilo que pregam e acreditam ser verdadeiro. Não adianta querer a tal "paz mundial" sendo que não consegue ser pacífico em seu microcosmo. Toda mudança, inclusive do mundo, parte de pequenas mudanças individuais.

Sempre preguei que as pessoas devem se ater mais às Virtudes que as unem do que aos vícios que as separaram. Comigo e Obashanan não foi diferente, já que conversando (coisa que por anos nunca fizemos) descobrimos que tínhamos muito em comum.

Parafraseando Almir Marroni:

"Da inimizade para a amizade, da escravidão para a liberdade, da morte para a vida. Essa é a trajetória do que nasce para o Espírito."

Seja bem vindo, Obashanan.

domingo, junho 07, 2015

A RAIZ REDIVIVA

Para quem acompanha este espaço há anos (e tem muita gente que lê isto aqui), não é novidade que passei praticamente uma década inteira expondo a as mentiras, desmandos e a falência moral de muitos que se diziam "Mestres da Raiz de Pai Guiné de Angola".



Não é novidade também que já naquele tempo, isto entre 1999 - 2009, dizia que havia toda uma movimentação para extinguir de vez os ensinamentos deixados pelo Velho Matta, começando pela compra dos direitos autorais das obras do Mestre por parte de Rivas Neto, passando pela tal "Escola da Síntese", a "elitização sacerdotal" com o advento da FTU e a história para "boi dormir" que o tal "yamunishida" é sacerdote em Umbanda, Candomblé, Xambá, Encantaria, Voodoo e sabe-se lá mais o quê. 



Com certeza fui um dos poucos, talvez o primeiro e único, a vir a público, de cara limpa, sem "fakes", expor a decadência da Raiz de Guiné, a fraude que era a tal "síntese", a tal "convergência", todo o "blá, blá, blá" acadêmico, as claras inconsistências e contradições na tal "Doutrina do Tríplice Caminho". Talvez tenha sido, igualmente, o único a criticar a inércia e a omissão dos antigos Mestres da Raiz quanto a tudo que aconteceu desde a morte de Yapacani. 


E por esta ousadia, passei uma década sendo alvo de difamações, calúnias, ameaças. Chegou-se ao ponto de ter sido cercado em determinado por asseclas de um destes "mestres do santo rebolado" ao visitar um terreiro, a convite, aqui de Belo Horizonte. Se não ando armado e os sujeitos fossem menos covardes, não sei o que poderia ter acontecido. Não sei quantas vezes amanheci com despachos enormes no meu portão, com as encruzilhadas da minha rua "fechadas". 

Não vamos nos esquecer dos telefonemas ameaçadores no meio da noite, dos impropérios rogados até mesmo a minha esposa à época, comunidade caluniosas no Orkut e sabe-se lá mais o que aquela verdadeira QUADRILHA vez contra mim.

Fui ameaçado de processos (que nunca foram distribuídos), disseram que autoridades estavam no meu encalço, que um dia apareceriam em minha porta para uma conversa "cara-a-cara" que nunca aconteceu. Talvez por saberem que aqui o "buraco" é mais embaixo e que "Scarlet" (minha Glock 25) está sempre ao alcance da mão. 

Enfim, tudo isto é passado.

Hoje vejo, com alegria, que muitos daqueles que ontem me criticavam, condenavam por minha oposição ao tal "Rivas de Ogyian", tiraram as traves dos olhos e, por si mesmo, descobriram que tudo o que eu dizia há 16 anos atrás era verdade. Muitos, inclusive antigos desafetos que hoje se tornaram meus amigos, viram que a decadência moral, espiritual, ética de muitos que se arvoram "mestres" não poderia mais ser ignorada. As narinas podem até se acostumar com o mal odor, mas quando é demais fere os sentidos. 

No melhor estilo "antes tarde do que nunca", alguns Mestres coroados por Yapacani resolveram sair da sombras e têm orientado alguns Iniciados, muitos dissidentes da OICD, começando, ao que parece, uma reavivamento da Raiz de Pai Guiné a partir de São Paulo. Os nomes Yassuamy e Yatiçara surgem frequentemente nas conversas que tive com algumas pessoas como responsáveis por orientar alguns Iniciados.



Em São Paulo, a TUOY (Tenda de Umbanda Oxalá e Yemanjá), dirigida pelo Sacerdote Roger Soares, as giras públicas seguem os preceitos deixados por Matta e Silva. Na mesma linha, o TEV (Templo da Estrela Verde), dirigida pelo Sacerdote William de Ayrá, tem giras nas cidades de São José do Rio Preto e São Paulo. Caso conheçam outros Terreiros que praticam de forma ortodoxa a Doutrina de Pai Guiné, entre em contato para divulgarmos. 

Vida Longa à Raiz de Pai Guiné de Angola.